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Direito Administrativo (52)

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PREPARATÓRIO PARA OAB
Professora: Dra. Claudia Tristão
DISCIPLINA: DIREITO CIVIL
Capítulo 5 Aula 2
DIREITO DOS CONTRATOS
 
Coordenação: Dr. Flávio Tartuce
01
Formação e Extinção 
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”
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 - Formação dos contratos
Conceito
Proposta e aceitação
Contrato entre ausentes
 - Princípio da autonomia da vontade e a Declaração unilateral de vontades
 - Teoria da Imprevisão (Cláusula rebus sic stantibus)
Aplicação
 - Vícios redibitórios
Conceito
Má-fé do alienante
Ação quanti minoris
 - Evicção
Conceito
Efeitos da evicção
 - Extinção dos contratos
Resilição
Rescisão
Resolução
Pacto comissório ou cláusula resolutiva
Exceção de contrato não cumprido
 - Formação dos contratos 
Os contratos constituem uma das fontes das obrigações tanto nas atividades empresariais, quanto nas 
declarações unilaterais de vontade (testamento).
Conceito 1: Para Orlando Gomes contrato é "
".
Conceito 2: E para Maria Helena Diniz é "
"
Negócio jurídico bilateral, ou plurilateral, que sujeita as 
partes a observância de conduta idônea à satisfação dos interesses que regularam
Acordo entre a manifestação de duas ou mais vontades, na 
conformidade com a ordem jurídica, destinado a estabelecer uma regulamentação de interesses 
entre as partes com o escopo de adquirir, modificar ou extinguir relações jurídicas de natureza 
patrimonial
Aula 2
02
Nos conceitos citados é de se observar que mencionam expressamente as relações jurídicas de natureza 
patrimonial, deixando de fora as relações jurídicas de natureza moral como, por exemplo, o casamento, que 
também é uma forma de contrato, inclusive a mais formal, rígida e solene forma de contratar.
A formação do vínculo contratual se dá com a declaração de vontade das partes, a proposta e a aceitação. 
Tal manifestação pode ser tácita, quando a lei não exigir que seja expressa. Se a declaração for expressa, 
pode revestir-se de todas as formas conhecidas pelo direito: orais, escritas e virtuais.
A declaração inicial é a proposta ou oferta emitida pelo proponente (um anúncio de jornal). A declaração 
seguinte é a aceitação emitida pelo aceitante, alguém se interessa pelo anúncio. O vínculo contratual nasce 
quando se integram a proposta e a aceitação, oportunidade em que as partes concordam com as condições, 
o preço e a entrega da coisa ou serviço.
Há a figura do contrato entre ausentes, que se constitui em analisar se houve aceitação de uma proposta por 
decurso de prazo, ou seja, o aceitante não manifestou imediatamente sua concordância ou recusa. 
Princípio da autonomia da vontade e a Declaração unilateral de vontades.
Com as mudanças de caráter político e econômico, verificados no último século, o princípio da autonomia 
da vontade sofreu constantes alterações, passando a significar não somente o acordo de vontades resultante 
da discussão pelas partes em torno de cláusulas contratuais, como a pura imposição de certas cláusulas já 
pré-estabelecidas pelo proponente, para o "consentimento" do aceitante.
Esta declaração unilateral da vontade, portanto, diz respeito a contratos de conteúdo rígidos, onde somente 
o proponente cria e impõe deveres à outra parte que os aceita integralmente, sem a prerrogativa de 
discussão ou modificação. Esta modalidade de contratação que restringe a manifestação da vontade é 
representada pelos denominados contratos-tipos (formulários, em série, em massa) e os contratos de 
adesão, largamente utilizados nos negócios comerciais.
Uma vez formado o contrato, passa-se a sua execução. Decididas as partes sobre a aquisição de algum bem 
ou serviço e as condições que o negócio deva se realizar, o próximo passo é o do cumprimento do seu 
conteúdo. 
Quando do seu cumprimento poderão surgir situações extraordinárias e imprevisíveis que dificultem o 
cumprimento da obrigação pactuada, onerando excessivamente uma parte à outra. As cláusulas dos 
contratos sob essa situação poderão ser suscetíveis de revisão. É a chamada teoria da imprevisão.
Nestas situações excepcionais a doutrina, a jurisprudência e agora, o novo Código Civil nos artigos 478, 
479 e 480, têm admitido uma revisão das condições dos contratos por força de uma intervenção judicial, 
substituindo, a sentença, a vontade de uma das partes.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”
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Art. 478. Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a prestação de uma das partes se 
tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de 
acontecimentos extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do contrato. 
Os efeitos da sentença que a decretar retroagirão à data da citação.
Art. 479. A resolução poderá ser evitada, oferecendo-se o réu a modificar eqüitativamente as 
condições do contrato.
Art. 480. Se no contrato as obrigações couberem a apenas uma das partes, poderá ela pleitear que 
a sua prestação seja reduzida, ou alterado o modo de executá-la, a fim de evitar a onerosidade 
excessiva.
Aplicação: Mas é importante esclarecer que para aplicação da teoria da imprevisão essa dificuldade 
deve alcançar toda sociedade ou grande parte dela, como ocorre nos casos de guerra, golpe de Estado, 
revolução, ou seja, totalmente imprevistos. 
Não é admissível o ingresso em juízo para alterar ou mesmo resolver o contrato em razão de dificuldades 
pessoais originadas no caso fortuito ou força maior (enchente, desemprego). A obrigação de adimplir as 
prestações persiste. Seria caso de resolução do contrato em razão de inadimplemento e não aplicação da 
cláusula rebus sic stantibus.
Também, a obrigação pactuada deve ser a prazo ou de duração, não se aplicando a regra aos contratos 
de execução imediata, porque é justamente o fator tempo que qualifica sua aplicação. Se uma das partes 
tinha condições de saber da existência ou ocorrência do fato que gerou o desequilíbrio contratual, será o 
caso resolução pelos motivos de vícios de vontade (erro, dolo, fraude).
A revisão dos contratos é judicial, por meio de petição requerendo a liberação da obrigação pactuada ou 
a redução do montante da prestação, alcançando somente as obrigações ainda não cumpridas, a 
menos que o inadimplemento tenha surgido do fato que ocasionou o desequilíbrio contratual, tornando-se 
as prestações desproporcionais ou excessivamente onerosas em decorrência de acontecimento imprevisível, 
anormal e estranho à época da celebração contratual, e que esse fato exceda os riscos normais do contrato.
Vícios redibitórios
Nos contratos bilaterais em que há a transferência da propriedade, o alienante ou vendedor deve garantir 
ao adquirente que ele possa usufruir o bem conforme sua natureza e destinação (contratos de compra e 
venda, locação, comodato, doação com encargo). Se houver defeito oculto que a torne imprópria ao uso a 
que se destina ou lhe diminua o valor, poderá ser recusada pelo adquirente ou requerido um abatimento no 
preço, esses defeitos ocultos que desvalorizam a coisa ou a tornam imprestável à sua