Direito Administrativo (53)
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Direito Administrativo (53)


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meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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O artigo 932 trata dos casos de responsabilidade civil por ato de terceiro, citando os pais, pelos atos dos 
filhos menores que estiverem sob seu poder e em sua companhia; o tutor e o curador pelos atos praticados 
pelos pupilos e curatelados; o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no 
exercício de trabalho que lhes competir ou por ocasião dele, pouco importando que se demonstre que não 
concorreram para o prejuízo por culpa ou negligência de sua parte, isto porque sua responsabilidade é 
objetiva; os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, mesmo 
para fins de educação, pelos atos de seus hóspedes, moradores e educandos, e aqueles que, embora não 
tenham participado de um delito, receberam o seu produto, o que os obriga a restituí-lo, ante a proibição de 
enriquecimento ilícito. 
O artigo 933 deixa bem claro que, nas hipóteses em que ele menciona, existe responsabilidade civil objetiva 
por ato de outrem. 
Pelo artigo 934, que trata do direito regressivo na responsabilidade por fato de terceiro, todo aquele que 
reparar dano causado por outrem, se este não for seu descendente, poderá reaver o que pagou 
reembolsando-se da soma indenizatória que dependeu, observando-se o disposto no art. 928, pois não 
poderá, se o lesante for incapaz (tutelado ou curatelado) privá-lo de meios para sua subsistência. O direito 
regressivo só deixará de existir quando o causador do prejuízo for um descendente, absoluta ou 
relativamente incapaz, resguardando-se, assim, o princípio da solidariedade moral e econômica pertinente 
à família.
O artigo 935 estabelece o princípio da independência da responsabilidade civil relativamente à criminal. 
Vigora em nosso direito o princípio da independência da responsabilidade civil em relação à penal, porém, 
não se poderá questionar mais sobre a existência do fato (isto é, do crime e suas conseqüências), ou quem 
seja o seu autor, quando estas questões se encontrarem decididas no crime. Logo, enquanto o juízo criminal 
não tiver formado convicção sobre tais questões, os processos correrão independentemente, e as duas 
responsabilidades (civil e penal), serão investigadas. 
O artigo 936 trata da responsabilidade da guarda do animal. O dono ou detentor do animal, doméstico ou 
não, responderá pelo prejuízo por ele causado a coisas, a plantações ou a pessoas por presunção juris 
tantum de culpa in vigilando. Há uma presunção de responsabilidade do dono ou detentor pelo fato de 
animal que cause dano a outrem, presunção esta de que se exonerará se comprovar uma das seguintes 
excludentes legais: a) culpa da vítima, que agiu imprudentemente, provocando o animal; b) força maior ao 
caso fortuito.
Pelo artigo 937 do Código Civil, o dono de edifício ou de construção já terminada, ligada ao solo ou unida 
ao edifício responderá pelos prejuízos que resultarem de: ruína, parcial ou total, de um edifício, decorrente 
de falta de reparos necessários; queda de árvore; queda de elevador por falta de conservação; energia 
elétrica.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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Pelo artigo 938 do Código Civil, existe responsabilidade do morador de casa ou de parte dela (proprietário, 
locatário, comodatário, usufrutuário) pelos prejuízos resultantes de coisas, sólidas ou líquidas, que dela 
caírem ou dela forem lançadas em local indevido, fundando-se na obrigação geral a que todos estão 
sujeitos de não colocar em risco a segurança da coletividade. O condomínio responderá pela queda de 
objetos, quando não se puder identificar de qual apartamento caíram.
O artigo 939 do Código Civil trata da responsabilidade do demandante por dívida não vencida. O credor 
que demandar devedor antes do vencimento da dívida estará agindo de má-fé, devendo por isso esperar o 
tempo que falta para o vencimento, descontar os juros correspondentes e pagar as custas em dobro. Mas, se 
provar que estava de boa-fé, pagará tão-somente as custas vencidas na ação de cobrança, de que decairá, 
por ser intempestiva. Tal não ocorrerá se tratar de hipóteses em que se tem vencimento antecipado das 
obrigações, como falência e insolvência.
O artigo 940 trata da responsabilidade do demandante por débito já solvido. O artigo tem por objetivo 
impedir que se cobre dívida já paga, e só é aplicável mediante prova da má-fé do credor, ante a gravidade da 
penalidade que impõe. Assim, quem cobra judicialmente divida já paga, no todo ou em parte, sem ressalvar 
o montante recebido, ficará obrigado a pagar ao devedor o dobro do que houver cobrado. Se o credor vier a 
pedir mais do que lhe for devido, deverá pagar ao devedor o equivalente ao que dele exigir. O demandante 
de má-fé sofrerá a pena do art. 940, exceto se, por lhe estar prescrita a pretensão, decair da ação.
O artigo 941 trata da hipótese de desistência da ação. Se o autor desistir da ação antes da contestação da 
lide, as penas dos arts. 939 e 940 não lhe serão aplicadas, salvo ao réu o direito de haver indenização por 
algum prejuízo que prove ter sofrido. Isto porque, com a desistência, o autor veio a reconhecer seu erro, 
arrependendo-se do que fez. Todavia, mesmo assim, deverá pagar as custas processuais do processo 
intentado, embora não as pague em dobro.
Pelo artigo 942 do Código Civil, os bens do lesante ficam sujeitos à reparação do dano. É de ordem pública 
esse princípio que obriga o autor da ofensa a direito alheio a se responsabilizar pelo prejuízo que causou, 
indenizando-o. Os bens do patrimônio do responsável pelo dano estão sujeitos à reparação do gravame. Há 
também a hipótese de solidariedade, ou seja, existência de mais de uma pessoa sujeita à reparação do 
prejuízo. Isto quer dizer que, se a violação do direito de terceiro tiver mais de um autor, todos responderão 
solidariamente pela reparação, por meio de seus bens, de maneira que ao titular da ação de indenização 
caberá opção entre acionar apenas um, alguns ou todos ao mesmo tempo. Notem que pode existir 
solidariedade entre o autor e o cúmplice. Ou seja, a norma, além de prescrever a solidariedade entre os 
autores do dano, estende-se aos cúmplices, a quem se aplicarão as mesmas normas da solidariedade, 
inclusive a hipótese de direito de regresso. 
Haverá solidariedade entre o autor do dano e as pessoas arroladas no art. 932, no que atina à reparação do 
prejuízo causado, desde que tenha sido cúmplice ou co-autor. Há responsabilidade objetiva por ato de 
terceiro, que se caracteriza nos casos dos incisos I a V do artigo 932, mesmo não havendo prova da 
concorrência de culpa do responsável e do agente para o evento danoso. 
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O artigo 943 trata