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293_METEOROLOGIA_E_CLIMATOLOGIA_VD2_Mar_2006

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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA
Mário Adelmo Varejão-Silva
Versão digital 2 – Recife, 2006
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TABELA VII.2
VALORES TÍPICOS DE d, zo E U* PARA GRAMÍNEAS, OBTIDOS
SOB VELOCIDADE DO VENTO DE 5 m s-1, MEDIDA A 2 m 
DE ALTURA, EM CONDIÇÕES DE EQUILÍBRIO NEUTRO .
Altura
cm
d
cm
zo
cm
U*
cm s-1
1 a 3 0 0,5 33
10 0 2,3 45
30 0 5,0 55
50 0 9,0 63
60 a 70 30 3,0 50
FONTE: Sutton (1953). 
6.2 - Superfícies vegetadas.
Em áreas recobertas por vegetação uniforme com altura h, a superfície aerodinâmica efeti-
va não coincide com a interface solo-atmosfera, mas se situa a uma certa altura (d) em relação ao
solo. Essa altura é conhecida como deslocamento do nível zero (0 < d < h), porque é a partir dela
que a velocidade do vento se torna diferente de zero. Fisicamente, esse novo parâmetro traduz a
altura (acima de zo) até onde não há vento. Seu valor depende da espécie vegetal presente (porte,
densidade da folhagem, geometria da copa etc.), bem como da própria velocidade do vento mais
acima.
A substituição de z por z – d, na equação precedente, possibilita aperfeiçoá-la, resultando,
para z > d e zo > 0:
uZ = (1/k) (1/ρ)1/2 ln{(z – d)/zo}. (VII.6.8)
Analogamente, quando se leva em conta o deslocamento do nível zero (d), a equação
VII.6.6 pode ser colocada sob a forma:
uZ = A ln{(z – d)/zo}. (VII.6.9)
Diferenciando-a, vê-se que o gradiente vertical da velocidade do vento é inversamente proporcio-
nal a z – d. Por outro lado, se o perfil vertical de velocidade, descrito pela equação VII.6.9, for
plotado sobre um diagrama monolog {y = ln(z – d), x = u}, torna-se evidente que, para três obser-
vações simultâneas (u1, u2, u3):
 (u1 – u2)/(u1 – u3) = {ln(z1 – d)–ln(zo –d)}/{ln(z1 –d)–ln(z3 – d)}.
Quando não é possível dispor de valores experimentais dos parâmetros zo e d, costuma-se
recorrer a fórmulas obtidas empiricamente. G. Szeicz e outros colaboradores, em 1969, efetuando
uma série de estudos relacionando zo com a altura da vegetação (h), sugeriram a seguinte fórmula
(Rosemberg, 1974):

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