294_METEOROLOGIA_E_CLIMATOLOGIA_VD2_Mar_2006
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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA
Mário Adelmo Varejão-Silva
Versão digital 2 \u2013 Recife, 2006
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ln zo = 0,997 ln h \u2013 0,883 (VII.6.10)
com h e zo em cm, válida para uma densidade de folhagem entre 3 e 5 m2 de área foliar por metro
cúbico. G. Stanhill, também em 1969, efetuando experimentos com plantas de alturas (h) compre-
endidas entre 20 e 200 cm, ajustou a seguinte fórmula para estimar d (Montheith, 1975):
ln d = 0,979 ln h \u2013 0,154, (VII.6.11)
(com h e d em cm). Argumenta o último autor, porém, que os valores de d possuem uma flutuação
tão elevada que não tem sentido usar constantes com tamanha precisão e sugere que, na prática,
adote-se:
d = 0,63 h. (VII.6.12)
6.3 - Quebra-ventos.
Exposição freqüente a ventos de velocidade acentuada geralmente causa danos à folha-
gem (fratura do limbo), provoca deformação e ressecamento das demais partes aéreas mais ten-
ras da vegetação, acarreta aumento da erosão eólica e traz desconforto para animais e pessoas.
Em certas situações, para minimizar tais efeitos indesejáveis, são empregados quebra-ventos, isto
é: anteparos destinados a reduzir a velocidade do vento. 
Sob a ótica dos arquitetos, um quebra-vento pode constituir-se em um simples muro, cerca
ou painel, construído de diferentes materiais, possuindo ou não elementos vazados, visando à
proteção de um ambiente contra o efeito resultante de ventos fortes.
Em campos cultivados, porém, normalmente são usados renques de vegetação, quase
sempre formados por diversas fileiras de plantas bem próximas. Nas fileiras do centro estão as
espécies de maior porte, ladeadas pelas mais baixas.
A eficiência de um renque de vegetação em reduzir a velocidade do vento depende de sua
orientação, de sua altura e de sua permeabilidade ao fluxo do ar. Para maximizar o efeito redutor
da velocidade do ar, os quebra-ventos devem estar dispostos ortogonalmente à direção do vento
mais freqüentemente observada (vento dominante), ou à direção média dos ventos que possuem
maior velocidade. A primeira alternativa é adotada quando o vento local é constantemente forte
(velocidade elevada); a segunda quando as maiores velocidades estão associadas a ventos sazo-
nais que sopram em uma direção específica, mais ou menos bem definida.
Quanto maior for a altura de um anteparo, mais larga será sua faixa de atuação, tanto a
barlavento, quanto a sotavento. Para uma dada velocidade de escoamento do ar, há uma relação
entre a altura do quebra-vento e a largura de sua faixa de influência (Fig. VII.11), a qual depende,
ainda, de sua permeabilidade ao escoamento do ar.
Para fins agrícolas não são recomendados quebra-ventos muito densos. Nesse caso é
preferível adotar plantas cuja folhagem deixe atravessar a maior parte do ar que flui próximo à
superfície, exatamente onde a velocidade do vento é menor. Esse cuidado visa a evitar a forma