296_METEOROLOGIA_E_CLIMATOLOGIA_VD2_Mar_2006
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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA
Mário Adelmo Varejão-Silva
Versão digital 2 \u2013 Recife, 2006
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cidade de campo (situação em que a evapotranspiração geralmente aumenta com a velocidade do
vento). Esse efeito torna-se pequeno e tende a desaparecer à medida que a umidade do solo di-
minui. No entanto, a redução excessiva da velocidade do vento pode acarretar aquecimento da
área cultivada e aumentar a evapotranspiração. O sombreamento causado pelas árvores tem
efeito inverso.
7. Equação geral do movimento da atmosfera.
O movimento do ar está condicionado pela resultante de todas as forças, reais e inerciais,
que atuam sobre ele. As forças reais (que independem do referencial usado) são aquelas decor-
rentes do gradiente de pressão (Capítulo III), da atração gravitacional (Capítulo I), do atrito ofere-
cido pela superfície terrestre e da viscosidade do próprio ar. As forças puramente inerciais são as
acelerações de Coriolis e centrífuga, que surgem face ao movimento de rotação da Terra (Capí-
tulo I). Todas elas são expressas por unidade de massa do ar, possuindo dimensões de acelera-
ção.
A equação geral do movimento da atmosfera é a relação funcional entre as várias acelera-
ções envolvidas. Mostrou-se no Capítulo I (equação I.11.3) que: 
d
r
V /dt = d
r
V A/dt - 2 
r\u2126 ^ rV - r\u2126 ^ ( r\u2126 ^ rr )
Como se viu:
d
r
V /dt representa a aceleração observada a partir de qualquer referencial solidário à Terra;
d
r
V A/dt traduz a aceleração resultante de todas as forças reais que agem sobre a unidade
de massa do corpo e são independentes do referencial usado;
ra C = - 2 
r\u2126 ^ rV constitui a aceleração de Coriolis; e, finalmente,
- 
r\u2126 ^ ( r\u2126 ^ rr ) é a aceleração centrífuga, que atua no sentido radial.
Evidentemente, o primeiro termo da direita representa o somatório da força do gradiente de pres-
são [ 
r
Fp = - (1/\u3c1)\u2207p ], estabelecida no Capítulo III; com a força gravitacional (-rg *), estudada no
Capítulo I; e com as forças decorrentes dos efeitos do atrito (
r
FA) e da viscosidade (
r
FV). Substitu-
indo-as na expressão acima, a equação geral do movimento da atmosfera passa à forma seguin-
te:
d
r
V /dt = 
r
Fp = \u2013 (1/\u3c1)\u2207p \u2013rg * +
r
FA +
r
FV \u2013 2 
r\u2126 ^ rV \u2013 r\u2126 ^ ( r\u2126 ^ rr ) (VII.7.1)
Esta é a equação geral do movimento da atmosfera, cuja integração no, teoricamente,
permitiria estabelecer a evolução temporal do movimento do ar em cada ponto (previsão), conhe-
cidas as condições iniciais e de contorno. 
O primeiro problema que surge, ao se tentar resolver a equação geral do movimento da
atmosfera, porém, é não serem conhecidas funções que exprimam matematicamente a real influ