diagnostico laboratorial de doenças infeciosas
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diagnostico laboratorial de doenças infeciosas


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um substrato ou da formação de um produto fi nal 
por alterações de cor, da atividade de uma enzima por uma alteração da 
absorbância luminosa, de alterações da turbidez como uma medida de cres-
cimento, de efeitos citopáticos sobre as linhagens celulares e de aglutinação 
de partículas como uma medida da presença de antígenos.
AMPLIFICAÇÃO
A amplifi cação intensifi ca a sensibilidade com que os sinais fracos podem 
ser detectados. A técnica de amplifi cação microbiológica mais comum é o 
crescimento e multiplicação de uma única bactéria até formar uma colônia 
distinta sobre uma placa de ágar ou até dar origem a uma suspensão conten-
do muitos organismos idênticos. A vantagem do crescimento como um mé-
todo de amplifi cação é que requer apenas um meio de cultura apropriado; 
e14 Diagnóstico laboratorial das doen ças infecciosas
Alexander J. McAdam, Andrew B. Onderdonk
e97
CAPÍTULO
 e14
Diagnóstico laboratorial das doen ças infecciosas
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Coloração para ál cool-ácido resistência A ál cool-ácido resistência identifi ca os 
organismos que retêm o corante carbolfucsina após a dissolução com solventes 
orgânicos ou ácidos (p. ex., Mycobacterium spp.). Modifi cações deste procedi-
mento permitem a diferenciação entre Actinomyces e Nocardia ou outros mi-
cror ga nis mos fracamente (ou parcialmente) ál cool-ácido resistentes. A colora-
ção para ál cool-ácido resistência é empregada no escarro, em líquidos corporais 
e em amostras de tecido quando há suspeita de BAAR (p. ex., Mycobacterium 
spp.). A identifi cação de BAAR róseos ou avermelhados contra o fundo azul 
da contracoloração requer um olho treinado, já que apenas uns poucos BAAR 
podem ser detectados em todo um esfregaço, mesmo quando as amostras fo-
ram previamente concentradas por centrifugação. Um método alternativo é a 
coloração fl uorescente pela combinação de auramina e rodamina.
Coloração com \ufb02 uorocromos Os fl uorocromos, como a laranja acridina, são 
usados para identifi car leucócitos, fungos e bactérias em líquidos corpo-
rais. Outras colorações especiais, como a coloração de Dappe, podem ser 
usadas para a detecção de micoplasmas em culturas celulares. Colorações 
para cápsulas, fl agelos e esporos são usadas para a identifi cação ou para a 
demonstração de estruturas características.
Colorações por imuno\ufb02 uorescência A técnica do anticorpo imunofl uores-
cente direto emprega um anticorpo acoplado a um composto fl uorescente, 
como a fl uoresceína, e dirigido contra um alvo antigênico específi co, de 
modo a permitir a visualização de organismos ou estruturas subcelulares. 
Quando as amostras são examinadas sob condições apropriadas, o com-
posto fl uorescente absorve a luz ultravioleta e reemite luz com um compri-
mento de onda maior, visível para o olho humano. Na técnica do anticorpo 
imunofl uorescente indireto, um anticorpo não-marcado (alvo) liga-se a 
antígenos específi cos. O espécime é então coberto com um anticorpo po-
liclonal marcado com fl uoresceína, dirigido para o anticorpo-alvo. Como 
cada anticorpo-alvo não-marcado e ligado ao seu antígeno apropriado tem 
múltiplos locais para a ligação do segundo anticorpo, o sinal visual pode ser 
intensifi cado (i. e., amplifi cado). Esta forma de coloração é chamada indire-
ta porque um sistema de dois anticorpos é usado para gerar o sinal de detec-
ção do antígeno. Ambos os métodos, direto e indireto, detectam antígenos 
virais (p. ex., citomegalovírus, herpesvírus simples e vírus respiratórios) no 
interior de células cultivadas ou em amostras clínicas, e também muitos 
agentes bacterianos de difícil crescimento (p. ex., Legionella pneumophila) 
diretamente em espécimens clínicos.
DETECÇÃO MACROSCÓPICA DE ANTÍGENOS
Os ensaios de aglutinação pelo látex e os EIA são métodos rápidos e bara-
tos de identifi car \u2014 por meio de seus antígenos protéicos e polissacarídios 
\u2014 organismos, toxinas extracelulares e agentes virais. Tais ensaios podem 
ser realizados diretamente nas amostras clínicas ou após o crescimento dos 
organismos em placas de ágar ou em 
culturas de células para vírus. O sinal 
biológico em cada caso é o antígeno a 
ser detectado. Anticorpos monoclonais 
ou policlonais acoplados a uma estrutu-
ra repórter (como partículas de látex ou 
uma enzima) são usados para a detecção 
de reações entre antígeno-anticorpo.
Técnicas como a aglutinação direta 
de células bacterianas por anticorpos es-
pecífi cos são simples mas relativamente 
insensíveis, ao passo que a aglutinação 
de látex e os EIA são mais sensíveis. 
Alguns antígenos associados a células, 
como os polissacarídios capsulares e os 
lipopolissacarídios, podem ser detecta-
dos por aglutinação de uma suspensão 
de células bacterianas quando o anticor-
po é adicionado; este método é útil para 
tipar antígenos somáticos de Shigella e 
Salmonella. Em sistemas como os EIA, 
que empregam anticorpos acoplados a 
uma enzima, a reação antígeno-anticor-
po resulta na conversão de um substrato 
incolor em um produto colorido. Como 
o acoplamento de uma enzima ao anti-
corpo amplifi ca o fraco sinal biológico, a sensibilidade de tais ensaios é fre-
qüentemente alta. Em cada instância, a base para a detecção do antígeno é a 
ligação antígeno-anticorpo, sendo o sistema de detecção alterado de modo 
a acomodar o sinal biológico. A maior parte desses ensaios informa se o 
antígeno está presente, mas não o quantifi ca. Os EIA também são úteis para 
detectar toxinas bacterianas \u2014 por exemplo, as toxinas A e B do C. diffi cile 
nas fezes.
Testes rápidos e simples para antígenos do Streptococcus do grupo A, do 
vírus da infl uenza e do vírus respiratório sincicial podem ser usados no 
contexto clínico, sem necessidade de um laboratório diagnóstico especia-
lizado. Tais testes são em geral razoavelmente específi cos, mas podem ter 
sensibilidade apenas modesta.
DETECÇÃO DE AGENTES PATOGÊNICOS POR CULTURA
COLEÇÃO E TRANSPORTE DAS AMOSTRAS
Para cultivar patógenos bacterianos, micóticos ou virais, uma amostra 
apropriada deve ser colocada em um meio próprio para crescimento (am-
plifi cação). O sucesso das tentativas de identifi car um patógeno específi co 
depende freqüentemente do processo de coleção e transporte, e também 
de um algoritmo de processamento laboratorial adequado para a amostra/
agente em questão. Em algumas instâncias, é melhor que os espécimens 
sejam semeados no momento da coleta, em vez de serem primeiro trans-
portados para o laboratório (p. ex., swabs uretrais cultivados para Neisseria 
gonorrhoeae ou amostras de escarro para pneumococos). Em geral, quan-
to mais rápido um espécime é semeado em um meio apropriado, melhor 
a chance de isolar patógenos bacterianos. Tecidos profundos ou amostras 
de líquido (pus) resultarão mais provavelmente em culturas úteis do que 
espécimens superfi ciais obtidos com swabs. O Quadro e14.1 lista os proce-
dimentos para a coleção e transporte de espécimens comuns. Como há para 
estes procedimentos muitos paradigmas específi cos para cada patógeno, é 
importante buscar o auxílio do laboratório de microbiologia quando sur-
gem dúvidas em uma determinada situação.
ISOLAMENTO DE PATÓGENOS BACTERIANOS
O isolamento de patógenos suspeitos a partir de um material clínico tem 
como base o emprego de meios artifi ciais que permitem o crescimento bac-
teriano in vitro. Tais meios são compostos de ágar, que não é metabolizado 
pelas bactérias; de nutrientes que permitem o crescimento das espécies de 
interesse; e, às vezes, de substâncias que inibem o crescimento de outras 
bactérias. A cultura em caldo é empregada para permitir o crescimento 
(amplifi cação) de organismos a partir de espécimens com poucas bactérias, 
como o líquido de diálise peritonial e o CSF, ou a partir de amostras em que 
possam estar presentes anaeróbios e outros organismos exigentes. O uso 
rotineiro de meio líquido em todos os espécimens não é compensador.
Apenas GRx Oxidase + Oxidase \u2013 Exigentes Anaeróbios Curvos
Pseudomonas