Capitulo 9
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Capitulo 9


DisciplinaÉtica Profissional do Engenheiro58 materiais407 seguidores
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Resumo do capítulo 9
O Estado precisa assegurar um \u201cmínimo legal\u201d indispensável para o funcionamento do mercado através de regras e sanções que evitam a concorrência predatória e de direitos sociais que complementam os direitos civis e políticos e que servem como proteção para os cidadãos. Essas garantias vêm se constituindo como pilares do capitalismo social e possuem um sentido ético, já que conferem à responsabilidade social e ao altruísmo um papel relevante na sociedade. 
	A Revolução Digital contribuiu decisivamente para que a transição entre o capitalismo excludente e o capitalismo social se efetuasse. Temos, então, duas lógicas, a do lucro e a da responsabilidade social. A segunda foi conquistada por movimentos políticos e associativos em defesa da cidadania, dos trabalhadores, dos contribuintes, dos usuários e dos consumidores, que forçaram as empresas a agir de forma socialmente responsável, ocorrendo a soma entre a lógica econômica da maximização do lucro e a lógica da ética da maximização dos ganhos sociais. Por conseguinte, surgiu o conceito de \u201ceconomicamente correto\u201d. No início, restringia-se então às aplicações financeiras e limitava-se basicamente à recusa de qualquer tipo de negócio com indústrias \u201ccontroversas\u201d (como as de armamento, tabaco e outras). Atualmente, o movimento visa conciliar a ética com o lucro, consagrando o princípio da justiça com a geração de benefícios financeiros. Além disso, a maximização dos lucros deixou de ser a mola principal do sistema no capitalismo social e, agora, a tendência é a de maximizar ganhos sociais através da conversão parcial dos lucros. Surgindo, então, uma frente interna, que equaciona os investimentos dos proprietários e as necessidades dos gestores e trabalhadores, e uma externa, que leva em consideração as expectativas dos clientes, fornecedores, prestadores de serviço e outras entidades relacionadas à empresa.
	Isso só foi possível quando os cidadãos se organizaram, e a mídia veiculou seus reclamos e os traduziu em votos, fazendo com que os governos interviessem e exigissem das empresas benefícios sociais, além dos tradicionais. Esses benefícios retratam uma política de recursos humanos que visa a equilibrar trabalho e família para tornar mais produtiva a vida profissional dos funcionários. Rapidamente, as empresas que adotaram esse comportamento passaram a ser beneficiadas por impostos menores e desfrutar de um tratamento diferenciado. Além disso, o investimento em responsabilidade social significa uma espécie de \u201cseguro\u201d contra o impacto de acusações de injustiça social e ambiental, protegendo a imagem e a reputação da empresa, fatores essenciais para a sobrevivência empresarial, já que a credibilidade é uma importantíssima vantagem ou um diferencial competitivo. 
Os clientes e empresas em um mercado competitivo cultivam um respeito recíproco porque se temem e, por isso, surge a necessidade da idoneidade nas transições. Portanto, as orientações éticas se tornaram inseparáveis de uma estratégia de sobrevivência e de competição empresariais, uma vez que agregar valor à sociedade, fazendo o bem, é uma forma de conferir idoneidade à imagem da empresa contribuindo para a perenidade da organização.