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CCJ0009-WL-PA-25-T e P Narrativa Jurídica-Antigo-15862

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Produza aquele que entender mais adequado para o caso, considerando-se a temáƟca e a tese que escolheu. 
 
[1] França GV. Direito médico . 6. ed. São Paulo: Fundação BYK, 1995. 
[2] GOMES, Júlio Cézar Meirelles. Erro médico : reflexões. Disponível em: <hƩp://www.portalmedico.org.br/revista/bio2v2/reflerro.html>  Acesso em: 10 maio 2007. 
Plano de Aula: 13 - Teoria e Prática da Narrativa Jurídica 
TEORIA E PRÁTICA DA NARRATIVA JURÍDICA
Estácio de Sá Página 1 / 2
Título 
13 - Teoria e Prática da Narrativa Jurídica 
Número de Aulas por Semana 
 
Número de Semana de Aula 
13 
Tema 
Fundamentação simples. 
Objetivos 
O aluno deverá ser capaz de: 
- Diferenciar casos concretos simples de casos concretos complexos; 
- Redigir diferentes intróitos para a fundamentação simples das peças processuais; 
- IdenƟficar os argumentos que devem compor a estrutura da fundamentação simples; 
- Redigir todos esses argumentos, inclusive os já produzidos no encontro anterior. 
Estrutura do Conteúdo 
1. Fundamentação simples 
1.1. Argumento pró-tese 
1.2. Argumento de oposição 
1.3. Argumento de autoridade 
2. Diferentes Ɵpos de intróito 
3. Coesão e coerência textuais aplicadas ao texto jurídico argumentaƟvo: noções elementares 
Aplicação Prática Teórica 
  
A fundamentação simples é aquela em que a subsunção do fato à norma mostra-se suficiente para resolver o caso concreto. Na verdade, os casos concertos 
simples são aqueles cuja fundamentação pode ser realizada apenas com um argumento pró-tese, um argumento de autoridade e um argumento de oposição. 
Os casos concretos complexos exigem estrutura argumentaƟva muito mais elaborada, a qual somente será trabalhada em Teoria e PráƟca da Argumentação 
Jurídica. 
O argumento pró-tese caracteriza-se por ser extraído dos fatos reais conƟdos na narraƟva. Deve ser o primeiro argumento a compor a fundamentação 
simples. A estrutura adequada para desenvolvê - lo seria: Tese + porque + e também + além disso. Cada um desses elos coesivos introduz fatos disƟntos favoráveis 
à tese escolhida. 
O argumento de autoridade  é aquele consƟtuído com base na legislação, na doutrina, na jurisprudência e/ou em pesquisas cienơficas comprovadas. 
O  argumento de oposição apóia-se no uso dos operadores argumentativos concessivos e adversativos, essa estratégia permite antecipar as possíveis manobras 
discursivas que formarão a argumentação da outra parte durante a busca de solução jurisdicional para o conflito, enfraquecendo, assim, os fundamentos mais 
fortes da parte oposta. 
Compõe-se da introdução de uma perspecƟva oposta ao ponto de vista defendido pelo argumentador, admiƟndo-a como uma possibilidade de conclusão 
para, depois, apresentar, como argumento decisório, a perspecƟva contrária. 
  
TEXTO 
FAMÍLIA DE ESTILISTA QUE MORREU APÓS PARTO PROCESSARÁ MÉDICO E CLÍNICA 
O Globo, 29/08/2008 
Ronaldo Braga 
A família da esƟlista Bárbara Pereira da Silva, de 30 anos, que morreu em 21/08/2008, após complicações no parto, decidiu processar o médico que a atendeu 
e a Casa de Saúde Saúde Total, onde ela estava internada. Segundo o advogado Joaquim Freitas, a idéia é pedir uma indenização ao obstetra e ginecologista 
Eduardo Serrão e ao hospital.  
Segundo a família, Bárbara, uma das sócias da grife infanto -juvenil Dominó, não foi socorrida imediatamente ao apresentar hemorragia interna. Ela teria 
ficado um período no quarto, mesmo com sangramento. De acordo com Joaquim Freitas, a família vai ajuizar ação por conta dos erros do médico e das enfermeiras 
da clínica. 
— A família está arrasada. A víƟma era jovem e aconteceram erros que são inadmissíveis.— explicou o advogado Joaquim Freitas. Entre as falhas que a 
família aponta estaria a desatenção em relação ao Ɵpo de sangue da paciente, AB+, que, segundo o advogado, merece cuidados redobrados: 
— Quando um hospital ou uma clínica recebe uma pessoa que tem esse Ɵpo de sangue, os cuidados devem ser especiais, redobrados, porque é mais raro. 
Quando Bárbara começou a sangrar, ela não poderia ter sido deixada num quarto, por quase quarenta minutos. Isso é uma falha de grandes proporções. 
A Clínica informou que, durante o período de internação de Bárbara Pereira da Silva, disponibilizou toda a sua estrutura humana e tecnológica necessária à 
equipe médica escolhida pela família da esƟlista. Segundo ainda a clínica, a equipe médica foi responsável pelo acompanhamento e se manteve 
ininterruptamente junto à paciente. A Saúde Total acrescentou que todas as informações solicitadas pela família foram imediatamente fornecidas e que se 
mantém inteiramente à disposição para qualquer outro esclarecimento. 
A casa de saúde diz ainda que não houve qualquer falha na prestação de seus serviços, tendo a esƟlista recebido dez transfusões, “após confirmada a 
compaƟbilidade sanguínea e a qualidade de cada uma das unidades aplicadas, transfusões essas imediatamente disponibilizadas pelo banco de sangue da Saúde 
Total depois de solicitadas pela equipe médica responsável”. O hospital diz ser equivocada a informação de que não havia sangue na unidade. 
Procurado pelo GLOBO, Eduardo Serrão disse duas vezes que não poderia falar porque estava em consulta. Depois, não foi encontrado. Bárbara Pereira da 
Silva estava grávida do segundo filho, uma menina. 
  
Se julgar necessário, recorra às fontes a seguir. 
Art. 186 do CC: Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, 
comete ato ilícito. 
  
Art. 927 do CC: Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. 
Art. 6° do CDC: São direitos básicos do consumidor: 
I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práƟcas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos; 
VI - a efeƟva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coleƟvos e difusos; 
VII - o acesso aos órgãos judiciários e administraƟvos, com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coleƟvos ou difusos, 
assegurada a proteção jurídica, administraƟva e técnica aos necessitados; 
VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a 
alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiência; 
Art. 14 do CDC: O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por 
defeitos relaƟvos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos. 
§ 1° - O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar, levando -se em consideração as circunstâncias relevantes, 
entre as quais: 
I - o modo de seu fornecimento; 
II - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam; 
III - a época em que foi fornecido. 
  
Doutrina: 
Erro médico é o mau resultado ou resultado adverso decorrente de ação ou da omissão do médico. O erro médico pode se verificar por três vias principais. A 
primeira delas é o caminho da imperícia decorrente da "falta de observação das normas técnicas", "por despreparo práƟco" ou "insuficiência de conhecimento" 
como aponta o autor Genival Veloso de França[1]. É mais freqüente na iniciaƟva privada por moƟvação mercanƟlista. O segundo caminho é o da imprudência e daí 
nasce o erro quando o médico por ação ou omissão assume procedimentos de risco para o paciente sem respaldo cienơfico ou, sobretudo, sem esclarecimentos à 
parte interessada. O terceiro caminho é o da negligência, a forma mais freqüente de erro médico no serviço público, quando o profissional negligencia, trata com 
descaso ou pouco interesse os deveres e compromissos éƟcos com o paciente e até com a insƟtuição. O erro médico pode também se realizar por vias esconsas 
quando decorre do resultado adverso

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