1. Linfadenopatia Febril

1. Linfadenopatia Febril


DisciplinaInfectologia1.229 materiais6.916 seguidores
Pré-visualização2 páginas
*
Síndromes Mononucleose-símile
Causadas principalmente por alguns vírus do grupo dos herpesvírus e pelo Toxoplasma gondii;
Existem mais de 40 vírus neste grupo, sendo que 8 causam infecção no homem: citomegalovírus, Epstein-Barr, herpesvírus simples tipo 1 e 2, hespesvírus tipos 6 e 7;
Destes, CMV, Epstein-Barr e herpesvírus tipo 6 causam manifestações clínicas mono-like.
usuario - Herpesvírus simples tipo 1: gengivoestomatite na primo-infecção;
Herpesvírus simples tipo 2: é o herpes genital, na maioria das vezes;
Herpesvírus tipo 7: lesões do trato respiratório alto e quadros semelhantes com o exantema súbito na infância.
*
Síndromes Mononucleose-símile 
Citomegalovírus:
Transmitido por secreções humanas; em crianças, secreções respiratórias;
Infecção congênita: geralmente assintomática. Forma grave: icterícia, hepatoesplenomegalia, petéquias, microcefalia, coriorretinite, calcificações cerebrais, anemia hemolítica, pneumonite intersticial;
Infecção adquirida: maioria assintomática, febre prolongada, astenia e hepato e/ou esplenomegalia. Linfadenopatia e exudato de amígdalas só ocorrem no adulto;
usuario - Forma grave da infecção congênita, também chamada de doença da inclusão citomegálica, ocorre em apenas 10% dos RN infectados, porém deixa sequelas na grande maioria das vezes, como surdez, cegueira, retardo menta e paralisia flácida ou espástica.
*
Síndromes Mononucleose-símile
Citomegalovírus:
Diagnóstico: demonstração de células grandes com inclusões intracelulares, isolamento do CMV em culturas, anticorpos IgG específicos, PCR.
Tratamento: sintomáticos e em caso de infecção congênita grave ou em imunodeprimidos, antivirais como o ganciclovir.
usuario - Os antivirais têm eficácia baixa a moderada nas infecções congênitas, pois logo após a retirada da medicação os RN retornam a apresentar viremia.
usuario - Encontram-se células com inclusões citomegálicas em fragmentos de tecidos como fígado, rins e pulmões, no sedimento urinário e no lavado gástrico; este método, porém apresenta alto n° de falsos-negativos.
*
Síndromes Mononucleose-símile
Herpesvírus tipo 6:
Primo-infecção: febre alta, adenomegalia e exantema macular após a resolução da febre. Existem relatos de encefalites;
Diagnóstico: isolamento do vírus de linfócitos do sangue periférico e anticorpos específicos;
Tratamento: sintomáticos.
*
Síndromes Mononucleose-símile
Toxoplasmose:
Doença de alta infecciosidade e baixa patogenicidade;
\u201cDoença das mil faces\u201d: linfadenopatia febril com acometimento do estado geral, hepatoesplenomegalia e linfocitose com forma atípicas. A formas exantemática é pouco comum. Formas raras: miosítica, encefalítica, \u201cgripe-símile\u201d;
*
Síndromes Mononucleose-símile
Toxoplasmose:
Diagnóstico: imunofluorescência (teste confirmatório), ELISA, hematoaglutinação, isolamento do protozoário, PCR, tomografia computadorizada e ressonância magnética (encefalite);
Tratamento: sintomáticos; nos casos prolongados, em imunocomprometidos e nas infecções congênitas utiliza-se pirimetamina e o trimetropim, sulfadiazina, clindamicina e ác. folínico. Dapsona também é usada.
usuario - Ácido folínico é usado para evitar a mielotoxicidade da pirimetamina.
*
Mononucleose Infecciosa Clássica
Também chamada de \u201cfebre ganglionar\u201d ou \u201cdoença do beijo\u201d, é uma doença aguda infecciosa, de baixa mortalidade e letalidade, causada pelo vírus Epstein-Barr;
Está associada com o nível sócio-econômico;
Quadro clínico polimorfo: mal-estar geral, astenia, febre, cefaléia, linfadenomegalia cervical indolor e móvel, faringoamigdalite com exudato acinzentado, dor abdominal, hepatoesplenomegalia, exantema, sinal de Hoagland;
usuario - Esplenomegalia mais acentuada que a hepatomegalia;
Exantema ocorre em 80% dos pacientes com MI que recebem penicilinas;
Sinal de Hoagland: edema bipalpebral;
Linfadenopatia pode ocorrer de forma generalizada, também.
*
Mononucleose Infecciosa Clássica
Diagnóstico: 
hemograma \u2192 leucocitose (10.000 a 20.000), linfocitose com linfócitos atípicos (>10%), anemia, moderada trombocitopenia;
Função hepática \u2192 aumento discreto das transaminases e da fosfatase alcalina, hiperuricemia;
Sorologias \u2192 anticorpos heterófilos e anticorpos antivírus Epstein-Barr;
Isolamento do vírus \u2192 cultura de saliva ou de céls sanguíneas mononucleares, PCR. 
*
Mononucleose Infecciosa Clássica
Tratamento: 
Repouso relativo no leito por 3 semanas (risco de ruptura esplênica);
Em caso de grave comprometimento hepático, tratar como hepatite aguda;
Corticosteróides \u2192 anemia hemolítica, púrpura trombocitopênica de rápida evolução, obstrução de vias aéreas;
Antibióticos: uso controverso, parece haver melhora na faringoamigdalite da MI;
Aciclovir: Não altera a duração dos sintomas;
Interferon gama: resultados benéficos, devendo ser utilizado nos casos graves.
*
Paracoccidioidomicose
Doença sistêmica de caráter crônico ou subagudo, causada pelo fungo Paracoccidioides brasiliensis ;
P. brasiliensis habita solos úmidos com clima temperado;
Rara em crianças, predomina em homens entre 30 a 60 anos;
Infecção por inalação;
Formas juvenil e crônica;
*
Paracoccidioidomicose
Forma juvenil: evolução rápida, perda de peso, linfadenomegalia, manifestações digestivas, hepatoesplenomegalia, envolvimento osteoarticular e lesões cutâneas;
Forma crônica: ocorre em 90% dos casos, progressão lenta, manifestações pulmonares, febre, perda de peso.
Diagnóstico: biópsia;
Tratamento: anfotericina B, itraconazol, sulfametoxazol + trimetropina.
*
Doença da Arranhadura do Gato
Também chamada de bartonelose, manifesta-se com linfadenopatia regional e dolorosa, de evolução subaguda (semanas) após uma arranhadura ou mordida de gato. Em alguns poucos casos, ocorre linfadenopatia generalizada.
É causada pela bactéria Bartonella henselae, que está comumente presente em gatos infestados por pulgas.
Cerca de 3 a 5 dias após a arranhadura, surge uma pápula, que evolui para pústula e então crosta, associada a adenopatia localizada, dolorosa, que eventualmente supura, nos linfonodos responsáveis pela drenagem da região arranhada.
*
Doença da Arranhadura do Gato
Caso a doença não seja identificada e tratada, a adenopatia pode persistir por meses.
Encefalite, meningite, hepatite e infecção disseminada são formas raras.
*
Tuberculose Ganglionar Superficial
Também chamada de Escrofulose;
Forma mais comum da tuberculose extrapulmonar;
Quadro clínico: linfadenomegalia (tonsilares e submandibulares) de crescimento lento, inicialmente indolores e livres, evoluindo com coalescência e flutuação, podendo fistulizar, e febre baixa;
Diagnóstico: punção aspirativa \u2192 histopatológico - granuloma (baciloscopia negativa).
usuario - Na criança a TB geralmente é paucibacilar, sendo o diagnóstico presuntivo com base na epidemiologia e na clínica.
*
Tuberculose Miliar
Ocorre por disseminação linfo-hematogênica;
Quadro clínico: perda de peso, anorexia, febre persistente, hepatoesplenomagalia, linfadenopatia generalizada, poucos sinais respiratórios, pode ocorrer acometimento do SNC;
Diagnóstico: difícil, isolamento do bacilo.
*
Tuberculose 
Tratamento: prolongado, com vários esquemas de acordo com a situação clínica do paciente;
Tratamento para casos novos, sem tratamento anterior:
1ª fase (2 meses) \u2192 Rifampisina, Isoniazida e Pirazinamida;
2ª fase (4 meses) \u2192 Rifampisina e Isoniazida.
*
Conclusão 
SÍNDROME 
MONONUCLEOSE - SÍMILE!