Capitulo 11
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Capitulo 11


DisciplinaÉtica Profissional do Engenheiro58 materiais408 seguidores
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PUC - GRUPO - 2004.2
RESUMO DO CAPÍTULO 11 - POR UMA ETICA APLICADA
O capitulo nos mostra uma listagem de situações recorrentes que andam merecendo reflexões e posicionamentos por parte de empresas. Esta lista simplesmente retrata dilemas comuns e que botam empresas Dante de perguntas como: o que fazer? Tolerar ou não certos tipos de respostas? Coibi-las? Se assim for, como fazê-lo? Alguns exemplos destes temas são:
Uso de drogas,
Segurança do trabalho,
Assedio sexual,
Formação de cartéis, etc
Tratar de todos os temas representaria um desafio para um projeto de caráter enciclopédico. Como exemplo, o capitulo toma a pratica do suborno e outros atos de corrupção que constituem, curiosamente, importantes alavancas comerciais. Em 1977, nos EUA, por exemplo, criaram uma lei proibindo o suborno de autoridades estrangeiras, mas esta ação permaneceu isolada, prejudicando a competitividade da economia americana. Enquanto isso, paises concorrentes tacharam a lei como imbuída de moralismo equivocado e mantiveram o suborno como meio de conseguir contratos comerciais. Outros paises, até, continuaram permitindo que os subornos fossem contabilizados como despesas operacionais e pudessem ser deduzidos dos impostos.
Embora coisas como essa aconteçam, existem pessoas contra a ação da corrupção na sua forma generalizada, como o presidente do Banco Mundial que disse: \u201cO mundo esta percebendo que a corrupção não é apenas uma questão política, mas também é um entrave para o desenvolvimento econômico e a justiça social. Hoje em dia, a corrupção é o maior problema no mundo\u201d.
Uma pesquisa da Transparency International mostrou que a África, Ásia, América Latina e o ex-bloco soviético possuem os paises importadores que mais recebem propinas enquanto que as autoridades dos paises do norte da Europa forma consideradas as mais honestas. Outra curiosidade da pesquisa da Transparency International foi a lista dos setores econômicos mais vulneráveis a corrupção. Os três primeiros setores foram: obras publicas e construção civil; armamentos e defesa; e petróleo e gás natural.
É importante perceber que, embora o subornador seja o pólo ativo da corrupção, o subornado não escapa da pecha de corrupto, como pólo passivo que é. Mas o que chega a ser corrupção? É a barganha de atribuições organizacionais para obter vantagens pessoais.
Na década de 1990 este panorama começou a mudar. Concluiu-se que a corrupção desvia os investimentos para o setor improdutivo, retarda o desenvolvimento dos mercados de consumo e afeta os pobres de maneira desproporcional. Não é a toa que esta década presenciou uma onda de escândalo jamais vista como, por exemplo, o impeachment do presidente Fernando Collor no Brasil e do presidente Carlos Andrés Perez na Venezuela.
Diante desse fenômeno mundial, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional procuraram frear o suborno e outras práticas de corrupção. A OCDE também patrocinou uma Convenção para o Combate ao Suborno de Funcionários Públicos Estrangeiros em Transações Empresariais Internacionais. Esta foi assinada por seus 29 membros mais cinco paises. A Convenção entrou em vigor em janeiro de 1999. Assim, o suborno ficou proibido não só para conseguir contratos, mas também em procedimentos de regularização, como licenças ambientais, assuntos fiscais e alfandegários, bem como em procedimentos judiciais. Embora a Convenção tenha exigido a aplicação de fortes penalidades, restaram algumas exigências praticas e existiam resistências muito fortes. Por isso, a organização Transparency International continua convencida de que os paises que adotaram a Convenção não interromperam suas praticas de pagar subornos.
Muitas companhias adotam programas anticorrupção para reduzir sua vulnerabilidade a multas e a sanções penais. Percebeu-se que tais medidas acabam contribuindo para controlar custos. Também devemos dizer que programas anticorrupção elevam a imagem da empresa.
Em resumo, as empresas precisam posicionar-se a respeito de tema de tão alta relevância: irão ou não tolerar a pratica da corrupção, seja em beneficio da organização, seja aliciando os próprios empregados? O que farão para prevenir, conter e punir corruptores e corruptos? 
Dar e aceitar subornos não encontra respaldo na teoria da convicção. Quem quer valer-se da manifestação do ministro da Economia da Alemanha \u2013 que afirma que o pagamento de propinas no estrangeiro assegura empregos no solo pátrio -, usa eventualmente o manto da teoria da responsabilidade nos estritos limites dos interesses nacionais. Porém se analisarmos veremos que os agentes mais pobres são os mais prejudicas por ações de corrupção. Logo nem o realismo político da ética da responsabilidade justifica tal procedimento.
Em relação a atuação de empresas na área social, vemos que sua participação esta relacionada ao seu tamanho: 54% das microempresas, 69% das pequenas empresas e 88% das grandes empresas tem atuação social. É importante notar que \u201cfazer o bem também compensa economicamente, pois melhora a relação da empresa com os seus parceiros e a imagem junto aos consumidores\u201d. O capitulo dá inúmeros exemplos de empresas que obtiveram sucessos econômicos utilizando meios sociais.
O item \u201cO esforço para chegar lá\u201d nos bota duas perspectivas: ou a empresa se posiciona olhando para o próprio umbigo, em um isolamento olímpico que só legitima as próprias conveniências; ou levanta a cabeça e desvela a paisagem maior, com suas interdependências e suas forças em confronto. Diante disso, as empresas enfrentam um dilema que pode ser traduzido por duas perguntas:
- Que tipo de contribuição nós, como empresa, damos ou podemos dar a sociedade?
- Em que medida ela é positiva ou negativa?
Existem quatro passos para entrar no ciclo virtuoso da ação social. O primeiro passo é detectar as orientações ou os valores realmente praticados na empresa. O segundo passo é construir um novo referencial que incorpore o quanto puder costumes existentes. O terceiro passo é identificar as questões polemicas que mais atormentam a organização. Uma vez definidos alguns posicionamentos, o quarto passo é estabelecer mecanismos de controle que deverão conferir eficácia às posições assumidas. É interessante preocupar-se com o bem-estar alheio do ponto de vista empresarial não só pelo dever do ofício, mas também como exercício de racionalidade.
Nas atuais circunstâncias do mundo, e diante das condições de mobilização da sociedade civil, levar em consideração os interesses dos stakeholders parece providencia mais do que sensata, tanto para assegurar a perenidade da empresa, o fluxo das receitas e rentabilidade dos negócios quanto para criar um diferencial competitivo em um mundo globalizado. Para tal, parece necessário ser socialmente responsável para obter lucros.