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Projeto Cozinha Limpa

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“Projeto Cozinha Limpa”
 
 
 
 
 
01/10/2007
Grupo: Holandês
APRESENTAÇÃO:
 O projeto Cozinha Limpa é baseado na sustentabilidade da cozinha do bandejão na PUC - Rio, atuando nos três ramos (ambiental, social e econômico) que definem a expressão muito em voga nos dias atuais. Ele consiste em separar todo o óleo vegetal usado em frituras para depois servir como moeda de troca com valor de mercado. A coleta de óleo de cozinha é feita por empresas e entidades especializadas, que recolhem o produto e revendem para indústrias de sabão, tinta, graxa e, mais recentemente, para companhias que trabalham com biodiesel. A preocupação com a natureza traz ganhos, cada litro de óleo é vendido de R$0,30 a R$0,50 ou trocado na maioria das vezes por produtos de limpeza (de detergentes a cloro).
 Visando uma melhor forma de cuidar do meio ambiente, pois cada litro de óleo jogado no ralo é capaz de contaminar um milhão de litros de água subterrânea, além de encarecer o tratamento de esgoto e prejudicar o solo, o projeto ainda traz melhorias para os funcionários, que estarão diretamente ligados ao andamento de todo o processo e receberão recompensas via cestas básicas doadas pelo empregador. Estas que virão da economia que terá o estabelecimento na negociação por materiais de limpeza, que pode chegar a 80% de redução nos custos, ou com a venda do material. 
 Os ganhos vão além disso, é uma questão de qualidade de vida e segurança. Os clientes atualmente estão mais exigentes e cobrando atitudes deste tipo e isso é uma forma de mostrar o respeito ao meio ambiente.
 
JUSTIFICATIVAS:
 A PUC – Rio terceirizou o restaurante, que está a cargo do grupo francês Sodexho Alliance, um dos líderes no mercado mundial de serviços de alimentação, presente em 80 países conta com 332 mil empregados e com faturamento global de €12,8 bilhões no ano passado, certamente tem interesse e responsabilidade de seguir a política do bom equilíbrio com o meio-ambiente em seus serviços e junto a isso, acrescentar uma recompensa a mais aos seus colaboradores que em sua grande maioria necessita de tais ações. Com um simples ato de separar o óleo pode ser a fagulha que desencadeia uma série de conseqüências, desde a manutenção das águas limpas, passando pela geração de empregos diretos e indiretos, criados nas empresas que coletam e transformam o óleo. Outro beneficiado será governo brasileiro, acelerando a produção de biodiesel e contribuindo para o projeto de adição de 5% do combustível renovável ao óleo diesel em 2010, devido as fortes altas que o petróleo tem sofrido (U$ 80,00 o barril nesta semana).
 A reciclagem de óleo já é usada no varejo carioca. O restaurante Couve Flor destina à reciclagem 40 litros por semana, e empresas de grande porte como Esso e Petrobrás já movimentam o mercado. A Refinaria de Manguinhos recentemente pagou R$3,5mil por 4000 litros de óleo vegetal. Este ciclo se fecha onde teve inicio, com os ajudantes de cozinha, que aprendem a dar um destino melhor a este vilão para nossa saúde e recebem como prêmio um reforço da dispensa de casa. Formada por trabalhadores de baixa renda e pouca instrução, esse tipo de conceito ajuda a desenvolver o seu lado cidadão e profissional, podendo usar o mesmo método em sua própria casa ou comunidade.
 No âmbito ambiental, o óleo que é jogado na pia, que é mais leve que a água, fica na superfície, criando uma barreira que dificulta a entrada de luz e a oxigenação da água, comprometendo assim, a base da cadeia alimentar aquática, os fitoplanctons. Além de gerar graves problemas de higiene e mau cheiro, a presença de óleo e gordura na rede de esgoto, causa entupimento da mesma, bem como o funcionamento das estações de tratamento. Para retirar o óleo e desentupir são empregados produtos químicos altamente tóxicos, o que acaba criando uma cadeia nociva.
 O objetivo geral desde projeto é reduzir a zero as emissões de óleo vegetal provenientes de frituras da cozinha, fazendo assim de uma cozinha consciente, uma cidade sustentável. Proporcionando a todos os seus moradores uma melhor qualidade de vida em todos os aspectos. 
ATIVIDADES:
 Para aderir ao projeto de reciclagem o restaurante devem primeiro armazená-lo frio em garrafas Pets ou solicitar a empresas especializadas reservatórios apropriados para guardar maiores quantidades e sua seguida retirada. Não é preciso coar ou retirar impurezas, as empresas se encarregam disso, uma vez que as mesmas também receberão tratamentos especiais. Depois solicitar a troca, não há custo algum nesta etapa, e sim ganhos. É possível trocar por produtos de limpeza e higiene ou vender. Ao final do mês todo o montante economizado na compra de materiais ou o dinheiro arrecadado na venda, é revertido para os funcionários com a compra e seguinte divisão de cestas básicas:
	OBJETIVOS
	AÇÕES
	ATIVIDADES
	RESPONSÁVEL
	1. Cortar despejo e reciclar 100% do óleo.
	1.1 – Armazenar o óleo utilizado
	1.1.1 – Separa-lo frio 
	Auxiliares de cozinha
	2. Melhorar as condições individuais dos colaboradores
	2.1 – Trocar ou vender o produto
	2.1.1 - Solicitar reservatórios apropriados para estocagem
	Gerente
	
	
	2.1.2 – Solicitar retirada do produto estocado 
	Gerente
	
	2.2 – Reverter os fundos arrecadados em cestas básicas
	2.2.1 – Checar estoque de limpeza
	Gerente
 
 Como no restaurante o cardápio do jantar é o mesmo do almoço do dia seguinte, o processo de separação do óleo deve ser feito todos os dias à noite. As empresas parceiras neste projeto são as empresas que recolhem o óleo na cidade do Rio de Janeiro, algumas delas são:
Disque Óleo (2260-3326)
Rio Óleo (3371-7130)
JW Dias (2290-5517)
A separação e seguinte estocagem do óleo serão feitas durante toda a semana pelos funcionários da cozinha que lidam diretamente com o insumo. Motivados pela recompensa os funcionários realizarão esta tarefa simples sem comprometer as demais que já são responsáveis. Ao fim de cada semana, o gerente do restaurante fará o contato com as empresas interessadas na coleta do óleo e poderá negociar o acordo que será feito, após realizar junto com a equipe responsável pela limpeza, um levantamento do estoque e constar necessidade de adquirir produtos de limpeza ou se o óleo poderá ser vendido diretamente.
Ao fim de cada mês será feito um cálculo de todo o montante ganho no processo e cestas básicas serão destinas aos funcionários mais carentes (menor salário ou número de dependentes na família). Essa distribuição pode também variar com outros processos de seleção, tais como um rodízio entre todos os empregados por ordem alfabética, por exemplo, a fim de atender e motivar a todos na adesão ao projeto. 
 AVALIAÇÃO:
 
 Por fim e num outro âmbito, além da cozinha, o óleo coletado no restaurante servirá também para reduzir o problema do aquecimento global, através do uso do biodiesel. Processado por refinarias com a de Manguinhos, que tem capacidade de produzir 60mil metros cúbicos anuais, o combustível renovável hoje é feito com adição de outros insumos, como óleo de soja e sebo animal. A refinaria está prevendo utilizar até 2% do óleo de fritura usado em sua carga total de insumos que irão gerar o combustível, que hoje já está presente em alguns ônibus municipais e no futuro próximo estará em muitos outros meios de transporte emissores de gases nocivos ao efeito estufa.
 O projeto estará também ligado a outros problemas que afetam mais diretamente nossa população, tais como, desemprego e baixa remuneração dos trabalhadores assalariados. Estaremos contribuindo para a geração de empregos indiretos nas empresas parceiras que fazem a coleta e outras maiores que dão um destino final ao produto vindo de nossa cozinha. Que por sua vez será recompensada com um fortalecimento direto da renda e aprendizado de como se portar melhor perante uma sociedade necessitada

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