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G2dePsicologia

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A explosão
De acordo com Quincas Borbas, a supressão de uma forma é a condição da sobrevivência da
outra.
Jung vê o sacrifício como parte essencial do preço que pagamos para sermos humanos.
Uma estrela, ao explodir numa supernova, realiza uma espécie de sacrifício. Enquanto sua
superfície tenta se comprimir, o gás em seu interior busca uma saída para expelir os elementos
necessários à vida.
Esses elementos, embora tenham sua função de forma independente, relacionam-se entre si
em diversas ordens, formando diferentes combinações.
Cosmogonia
Etimologicamente, a comosgonia representa o pensamento do ser humano sobre a origem
do Universo e da vida, ou seja, é uma realidade projetada pelo consciente. Para Jung, o mito
cosmogônico é, em essência, o mito do nascimento da consciência. O cosmo existe na medida
em que existimos. A gênese do cosmos é a gênese da consciência.
É um processo imaginativo diretamente ligado ao mito, inerente a todas as culturas.
Carregados de simbolismos, em geral, os mitos são expressões particulares de arquétipos
comuns a toda a humanidade, presentes no inconsciente coletivo. Os mitos sobre a criação
do mundo repetem alguns temas, como o ovo cósmico ou o deus assassinado e esquartejado
cujas partes vão formar tudo que existe.
O mito
Um mito é um relato em forma de narrativa com caráter explicativo e/ou simbólico,
profundamente relacionado com uma dada cultura e/ou religião. Na maioria das vezes, o termo
refere-se especificamente aos relatos das civilizações antigas que, organizados, constituem
uma mitologia.
Em geral, os mitos surgem do questionamento do consciente humano acerca, sobretudo, da
origem do Universo e da vida. Estes são os mitos de cosmogonia. Entre eles, o mito sumério,
cuja narrativa fala sobre dois elementos de gêneros opostos que criaram em seis dias os seis
deuses representando os principais fenômenos do Universo. O assassinato de um destes
deuses teria criado a Terra com as partes desmembradas de seu corpo e os homens com o
seu sangue.
Arquétipo

O arquétipo é um conceito psicossomático, unindo corpo e psique, instinto e imagem. Para
Jung, isso era importante, pois ele não considerava a psicologia e imagens como correlatos ou
reflexos de impulsos biológicos.
Jung entende os arquétipos como as estruturas básicas do inconsciente coletivo, comum
a toda a humanidade. Deuses são metáforas de comportamentos arquetípicos e mitos
são encenações arquetípicas. O conceito do ovo cósmico, por exemplo, existe em muitas
mitologias em diferentes partes do mundo. Todas elas basicamente retratam o estado do caos
do universo, o zero, o nada, um estado unificado onde todas as coisas estão autocontidas,
não manifestas, culminando na separação entre o céu e a terra (conceito de dualidade e
polarização). Representados por um corpo humano enorme, este é o arquétipo do homem
cósmico primordial.
Inconsciente coletivo
Jung descreve que nós nascemos com uma herança psicológica, que se soma à herança
biológica. Ambas são determinantes essenciais do comportamento e da experiência. Ele
postula que a mente da criança já possui uma estrutura que molda e canaliza todo posterior
desenvolvimento e interação com o ambiente.
O inconsciente coletivo também tem sido compreendido como um arcabouço de arquétipos,
que se combinam em diversas mitologias, cujas influências se expandem para além da psique
humana.
A Física
As teorias de Jung discorrem sobre elementos não materiais ou eletromagnéticos, mas
metafísicos. Por quê?
Hoje, estamos em constante contato com objetos que nos proporcionam uma expansão da
mente, como computadores, smartphones, tablets etc., assim como uma dimensão paralela
coletiva, a Internet, cuja vasta informação podemos acessar a qualquer momento, embora
guardemos apenas uma pequena parte dela em nossos aparelhos, que são produzidos com
espaços de memória específicos para armazenar cada tipo de dado. A comunicação funciona
com parte do espectro eletromagnético invisível aos olhos, interligando tudo sem necessidade
de mágica.
Partindo do princípio de que o homem foi criado a partir dos mesmos elementos que tais
aparelhos, qual a necessidade de uma abordagem metafísica para temas como arquétipo,
inconsciente coletivo e a própria mente?