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Direito Administrativo (60)

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de direito público, é autarquia em regime especial, enquanto a agência executiva é um 
rótulo, uma denominação dada às autarquias e fundações que apresentem um plano estratégico de 
reestruturação ou que celebrem contrato de gestão com o Poder Central.
Quando, então, as autarquias e fundações públicas recebem essa qualificação de agência executiva, é 
porque lhes são atribuídas certas prerrogativas em caráter temporário.
CONTRATO DE GESTÃO
Trata-se de outra figura jurídica também introduzida pela Reforma Administrativa de 1998.
Não há uma definição legal do que seja um contrato de gestão, mas pode-se afirmar que consiste em 
espécie de contrato administrativo, celebrado ou com as autarquias e fundações públicas, ou com pessoas 
alheias ao Estado, denominadas organizações sociais. 
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”
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Pelos contratos de gestão celebrados entre a Administração Direta e os entes da Administração Indireta, o 
Estado concede à autarquia ou à fundação maior liberdade de ação, isto é, maior autonomia gerencial, 
administrativa e financeira, e dispensa determinados controles. Além disso, a Administração Central assume 
o compromisso de repasse regular de verbas. 
Em contrapartida, o contratado, quer seja uma autarquia, quer seja uma fundação, tem que cumprir 
determinado programa de atuação, com metas e critérios de avaliação, sob pena de sanção ao dirigente em 
caso de descumprimento. 
O contrato de gestão é bastante criticado pela doutrina, porque confere maiores poderes ao contratado que 
só por lei poderiam ser atribuídos. 
Cabe a indagação: como poderia o contrato de gestão ampliar essas autonomias, se as mesmas são 
definidas em lei? O Prof. Celso Antonio Bandeira de Mello aponta que, nesse caso, haveria então invasão de 
poderes do Legislativo pelo Executivo e, portanto, ofensa à cláusula pétrea da separação dos Poderes.
No que se refere à outra forma de contrato de gestão - aquele celebrado entre o Estado e as organizações 
sociais -, verifica-se que aqui o vínculo jurídico é travado entre a Administração Pública e as entidades 
privadas, particulares.
São diferentes dos que antes vimos, porque nesta espécie de contrato de gestão não há qualquer ampliação 
de competências de entidades da Administração Indireta.
Neste caso, os contratos de gestão também são contratos administrativos, mas com uma peculiaridade: a lei 
das organizações sociais (Lei nº 9.637/98) permite que entidades privadas celebrem contrato com o Poder 
Público sem licitação.
As organizações sociais são entidades criadas por particulares, sem fins lucrativos, qualificadas livremente 
pelo Ministro do órgão supervisor e também pelo Ministro do Planejamento, que sejam dirigidas ao ensino, à 
pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura 
e à saúde.
O termo "organização social" é também uma qualificação, mas às entidades privadas, particulares, sem fins 
lucrativos, que desempenhem serviços sociais não exclusivos do Estado. 
ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO
Essa figura foi introduzida pela Lei nº 9.790, de 23 de março de 1999, Trata-se de uma qualificação 
concedida a pessoas jurídicas de Direito Privado que assim o requererem, a fim de serem habilitadas a firmar 
termos de parceria com o Poder Público. Uma vez habilitadas como tais, recebem bens públicos ou recursos 
empenhados neste vínculo de cooperação entre ambos.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”
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Para tanto, as organizações da sociedade cível de interesse público:
 - Não podem ter fins lucrativos
 
 - Devem desempenhar atividades socialmente úteis, conforme dispõe o art. 3º, da Lei 9.790/99, tais como 
assistência social, promoção gratuita da saúde, da cidadania, da cultura, dos direitos humanos etc.
 
 - Não estejam incluídas no rol das impedidas. Esse rol está no art. 2º da lei, o qual impede que recebam tal 
qualificação as sociedades comerciais, as organizações sociais, as cooperativas, os sindicatos, as 
instituições religiosas.
 
 - Insiram em seu estatuto uma série de normas sobre estrutura, funcionamento e prestação de contas.
Vale ressaltar que o estudo do tema proposto é muito importante, razão pela qual recomenda-se o 
acompanhamento da aula e dos dispositivos constitucionais e legais apontados. 
BIBLIOGRAFIA
. Di Pietro, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 18ª edição. Atlas. São Paulo, 2005.
. Mello, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 17ª Edição. Malheiros Editores. São 
Paulo, 2004.
. Mello, Celso Antônio Bandeira de. Prestação de serviços públicos e administração indireta. 2ª Edição, 3ª 
Tiragem. Editora Revista dos Tribunais. São Paulo, 1987.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”
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