Lista2 2011
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EAE-206 \u2013 Teoria Macroeconômica I 
Prof. Márcio I. Nakane 
Segunda Lista de Exercícios 
 
 
1. Blanchard, cap. 7, exercícios 2, 3, 5 a 9, 12. 
2. Blanchard, cap. 8, exercícios 3, 5, 7. 
 
3. Anpec (2006), questão 5 
 
A respeito da curva de Phillips e da oferta agregada, avalie as proposições: 
\u24c4 Quando os agentes formam expectativas com base em informações passadas, apenas o 
componente não-antecipado da política monetária afeta o produto real. 
\u2460 De acordo com as expectativas racionais, a política monetária não tem efeito algum 
sobre o produto real. 
\u2461 Quando preços e salários são rígidos, a oferta agregada é positivamente inclinada. 
\u2462 Quando as expectativas são adaptativas, a autoridade monetária tem um \u201cincentivo\u201d a 
desviar-se da meta de inflação previamente anunciada. 
\u2463 Quando os agentes formam expectativas de forma racional, é nulo o custo (em termos 
de perda de produto real) de uma política monetária crível de redução da taxa de 
inflação. 
 
 
4. Anpec (2006), questão 9 
 
Com relação à oferta agregada, salários, preços e emprego, são corretas as afirmativas: 
\u24c4 Se os salários nominais fossem mais flexíveis, uma política monetária expansionista 
seria mais eficaz em reduzir a taxa de desemprego. 
\u2460 Se a autoridade monetária decidir acomodar um choque de oferta adverso, minimizará 
os efeitos recessivos sobre o produto e o emprego, mas intensificará os efeitos 
inflacionários da política monetária. 
\u2461 No longo-prazo, os salários são flexíveis e portanto a taxa natural de desemprego é 
nula. 
\u2462 A neutralidade da moeda significa que, no longo prazo, se o Banco Central reduzir a 
oferta monetária em 3 por cento, preços e salários reduzir-se-ão em 3 por cento. 
\u2463 Na ausência de assimetrias de informação, a curva de oferta agregada de curto-prazo 
torna-se mais inclinada na medida em que os salários ajustam-se mais rapidamente a 
variações no desemprego. 
 
 
5. Anpec (2008), questão 5 
 
2 
 
Considere um modelo de oferta e demanda agregadas, em que a oferta de curto prazo seja 
positivamente inclinada. O equilíbrio inicial é tal que o produto está em seu nível natural 
(potencial). Julgue as alternativas: 
0 Um aumento no nível esperado de preços juntamente com um aumento dos gastos 
públicos elevam a taxa de juros e a renda no curto prazo. 
1 Uma expansão monetária eleva o produto no curto prazo, mas não no longo prazo, 
devido ao ajuste das expectativas. 
2 Uma redução do déficit público eleva o produto e a taxa de juros no curto prazo, mas a 
longo prazo o produto retorna a seu nível natural. 
3 Um choque de oferta adverso, como um aumento no preço de uma matéria-prima 
importada, eleva a taxa de desemprego natural e reduz os salários reais no curto prazo. 
4 Um corte de gastos públicos combinado com uma redução de impostos de mesma 
magnitude (orçamento equilibrado) levam a uma queda do produto real de curto prazo. 
 
 
6. Anpec (2008), questão 6 
 
Com base na curva de Phillips aumentada de expectativas, e pressupondo tudo o mais 
constante, julgue as afirmativas: 
 
0 Se a taxa de inflação é igual à taxa de inflação esperada, o desemprego é nulo. 
1 Se as expectativas são racionais, uma redução da inflação não aumenta o desemprego, 
mesmo no curto prazo. 
2 Um aumento não antecipado na taxa de inflação reduz o desemprego no curto prazo. 
3 Uma redução na taxa de inflação, mesmo quando perfeitamente crível, pode aumentar 
o desemprego no curto prazo, caso salários e preços sejam fixados de forma 
escalonada. 
4 Um aumento na expectativa de inflação elevam a inflação e o desemprego no curto 
prazo. 
 
 
7. Anpec (2009), questão 4 
 
Considere o modelo de oferta e demanda agregadas, com oferta positivamente inclinada no 
curto prazo. O produto encontra-se inicialmente em seu nível natural (potencial). Suponha, 
então, que ocorre um aumento na oferta monetária (tudo o mais constante). Suponha 
também que o público forma expectativas sobre o nível geral de preços antes de a mudança 
se realizar. Julgue as seguintes afirmativas: 
 
3 
 
0 Se a mudança for perfeitamente antecipada pelo público, o produto real de curto prazo 
não será afetado. 
1 Se a mudança for maior que a esperada pelo público, a taxa de juros real se reduzirá 
tanto no curto como no longo prazo. 
2 Se a mudança for menor que a esperada pelo público, o produto real de curto prazo se 
reduzirá. 
3 Se a expansão monetária for acompanhada por uma expansão fiscal (ambas não 
antecipadas pelo público), o nível dos preços aumentará tanto no curto como no longo 
prazo. 
4 Se a expansão monetária for acompanhada por uma contração fiscal (ambas não 
antecipadas pelo público), a taxa de juros real diminuirá no curto prazo, mas voltará a 
seu nível original no longo prazo. 
 
 
8. Anpec (2009), questão 5 
 
Considere o seguinte modelo IS-LM para uma economia fechada com preços fixos no curto 
prazo: 
C = 0,8(1\u2013t)Y; t = 0,25; I = 900 \u2013 50r; G = 800; L = 0,25Y \u2013 62,5r; m0 = 
P
M
 = 500 
 
em que: C = consumo agregado, I = investimento, t = alíquota de imposto direto, G = gasto 
do governo, Y = renda, r = taxa de juros real (%), L = demanda por moeda real, e m0 = 
P
M
 
= oferta real de moeda. Com base nos dados do modelo, avalie as proposições: 
 
0 A renda de equilíbrio dessa economia é igual a 3.250. 
1 A taxa de juros real de equilíbrio dessa economia é igual a 6%. 
2 Suponha que o nível de renda de equilíbrio inicial corresponde ao nível de pleno 
emprego. Nesse caso, uma elevação dos gastos do governo de 150 unidades levará a 
renda no curto prazo a superar o nível de pleno emprego em 375 unidades. 
3 Suponha que o nível de renda de equilíbrio inicial corresponde ao nível de pleno 
emprego. Nesse caso, uma elevação dos gastos do governo de 150 induzirá uma 
variação endógena do nível dos preços no longo prazo. O equilíbrio final ocorrerá no 
ponto em que a renda volta para o nível de pleno emprego e a taxa de juros real sobe 
para 8%. 
4 O ajuste de preços decorrente de uma demanda acima do nível de pleno emprego leva a 
uma queda na liquidez real da economia no equilíbrio final de 37,5%. 
 
4 
 
 
9. Anpec (2009), questão 12 
 
Suponha uma economia caracterizada pela seguinte Curva de Phillips: 
\ufffd = \ufffd\ufffd + 0,5(
 \u2212 
\ufffd) 
 
Em que Y é o produto e Yn é o nível natural de produto (produto potencial). Além disso, \ufffd é 
a taxa de inflação, \ufffd\ufffd é a taxa de inflação esperada, sendo ambas expressas em percentuais 
ao ano (ou seja, se a inflação é 1% a.a., então \ufffd = 1). Os agentes devem formar 
expectativas de inflação antes de observá-la. Há dois cenários possíveis: inflação alta (i.e., 
\ufffd = 10) e inflação baixa (i.e., \ufffd = 2). O público atribui 25% de chance ao cenário de 
inflação alta e 75% de chance ao cenário de inflação baixa. Supondo 
\ufffd = 50, calcule o 
produto caso o cenário de inflação alta ocorra.