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Orçamentos Custos e Finanças no Setor Público

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Conteúdo:
ORÇAMENTOS,
CUSTOS E 
FINANÇAS NO 
SETOR PÚBLICO
Iraneide S. S. 
Azevedo
Catalogação na publicação: Poliana Sanchez de Araujo – CRB 10/2094
A994o Azevedo, Iraneide S. S.
 Orçamentos, custos e finanças no setor público / 
 Iraneide S. S. Azevedo, Aline Alves ; [revisão técnica: Lilian 
 Martins]. – Porto Alegre : SAGAH, 2017.
 440 p. : il. ; 22,5 cm. 
 ISBN 978-85-9502-130-3
 1. Finanças - Orçamentos. 2. Serviço público. I. Alves.
 Aline. II. Título.
CDU 336.13
Revisão técnica:
Lilian Martins
Especialista em Controladoria e Planejamento Tributário (UNIFIN)
Professora do Curso de Ciências Contábeis
(Faculdades São Judas Tadeu, FAPA e UniRitter)
Coordenadora do Núcleo de Assessoramento Fiscal (NAF)
das Faculdades São Judas Tadeu
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Receita
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 n Elencar as receitas orçamentárias e extraorçamentárias.
 n Reconhecer as fases da receita pública.
 n Conhecer os procedimentos contábeis referentes à receita pública.
Introdução
Receita, pelo enfoque orçamentário, são todos os ingressos disponíveis 
para cobertura das despesas orçamentárias e das operações que as 
financiam.
A gestão pública está relacionada com o orçamento anual, o mo-
vimento financeiro e as mutações patrimoniais ocorridas no exercício 
financeiro anual. Entre os meios de que a administração pública dis-
põe, estão os ingressos orçamentários, tratados aqui como receitas, e 
os ingressos extraorçamentários, que, por sua vez, não são receitas. Em 
respeito ao princípio orçamentário da universalidade, todos os ingressos 
orçamentários são caracterizados como receitas. Além disso, estão previs-
tos no orçamento anual, em que estão destacadas as receitas tributárias 
(impostos, taxas e contribuição de melhoria).
Neste texto, você irá conhecer características, fases e fontes de des-
tinação de recursos da receita pública.
Receita pública
Segundo Piscitelli e Timbó (2012), a receita pública, em sentido amplo, se 
caracteriza como um ingresso de recursos no patrimônio público. Mais es-
pecifi camente, ela é uma entrada de recursos fi nanceiros que se refl ete no 
aumento de disponibilidades.
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Classificação
A receita pública se divide em dois grandes grupos, como você pode ver a 
seguir:
 n Orçamentária.
 n Extraorçamentária.
Essa subdivisão considera a relação que a receita tem, levando em conta a sua 
participação no orçamento. Portanto, de maneira geral, você pode verifi car, pela 
própria nomenclatura, que uma das divisões será contemplada no orçamento 
enquanto a outra não estará descrita nele.
Receita orçamentária
É aquela devidamente discriminada no orçamento público. São os tributos, 
as rendas, as transferências, as alienações, os retornos de empréstimos e as 
operações de créditos por prazo superior a 12 meses.
Observe os exemplos:
 n Recebimento de tributos.
 n Obtenção de empréstimos.
 n Alienação de bens, etc.
A Lei nº 4.320/64 (BRASIL, 1964), em seu artigo 11, classifica a receita 
orçamentária em duas categorias econômicas: receitas correntes e receitas 
de capital.
Receitas correntes
Constituem-se de receitas tributárias, contribuições patrimonial, agropecuária, 
industrial, de serviços e outras. Também incluem contribuições provenientes 
de recursos fi nanceiros recebidos de outras pessoas de direito público ou 
privado, quando destinadas a atender a despesas classifi cáveis como correntes.
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A receita tributária é composta por impostos, taxas e contribuições de 
melhoria. Ela é definida como a resultante da cobrança de tributos pagos pelos 
contribuintes em razão de suas atividades, suas rendas, suas propriedades e 
dos benefícios diretos e imediatos recebidos do Estado. 
A Lei nº 4.320/64 descreve que (BRASIL, 1964):
Tributo é a receita derivada, instituída pelas entidades de direito público, 
compreendendo os impostos, as taxas e contribuições nos termos da 
Constituição e nas leis vigentes em matéria financeira, destinando-se 
o seu produto ao custeio de atividades gerais ou específicas exercidas 
por essas entidades.
Exemplos: impostos sobre o comércio exterior, Imposto sobre a Exportação 
(IE), Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), Imposto sobre a 
Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), taxas pelo exercício do poder 
de polícia, taxa de serviços administrativos, contribuição de melhoria para 
expansão da rede de iluminação pública na cidade, etc.
 n A receita de contribuições também é uma fonte das receitas correntes. 
Ela é destinada a arrecadar receitas relativas a contribuições sociais e 
econômicas, destinadas, geralmente, à manutenção dos programas e 
serviços sociais e de interesse coletivo.
Exemplos: Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social 
(COFINS), contribuição social do salário-educação, contribuições para o 
Regime Próprio de Previdência do Servidor Público, etc.
 n As receitas patrimonial, agropecuária e industrial são fontes que 
se compõem de rendas provenientes, respectivamente, da utilização 
de bens pertencentes ao Estado, como aluguéis, arrendamentos, foros, 
laudêmios, juros, participações e dividendos; da produção vegetal, ani-
mal e de derivados; e da indústria extrativa mineral, de transformação 
e de construção.
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Exemplos: aluguéis, arrendamentos, foros, juros de títulos de renda, divi-
dendos, remuneração de depósitos bancários, etc.
 n As receitas de serviços são outra fonte das receitas correntes que se 
originam da prestação de serviços comerciais, financeiros, de transporte, 
de comunicação, entre outros. Também advêm de tarifas de utilização 
de faróis, aeroportuárias, de pedágio.
Exemplos: serviços de transporte rodoviário, serviços de saúde, serviços 
portuários, serviços de armazenagem, serviços de processamento de dados, 
serviços de inscrição em concursos públicos, etc.
 n As transferências correntes são uma fonte oriunda de recursos finan-
ceiros recebidos de outras entidades de direito público ou privado e 
destinados ao atendimento de gastos, classificáveis em despesas correntes.
Exemplos: cota-parte do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), 
cota-parte do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), cota-parte 
da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), transferência 
de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), cota-parte do Imposto sobre 
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cota-parte do Imposto sobre a 
Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), transferências de convênios, etc.
Outras receitas correntes também são fonte de receitas correntes originárias da co-
brança de multas e juros de mora, indenizações e restituições, receita da dívida ativa 
e receitas diversas.
Exemplos: multas e juros de mora dos tributos, indenizações e restituições, receita 
da dívida ativa, receitas diversas, etc.
 n Receitas de capital: são as provenientes da realização de recursos 
financeiros oriundos de constituição de dívidas, bem como da conversão, 
em espécie, de bens e direitos. Também incluem os recursos recebidos 
de outras pessoas de direito público ou privado, destinados a atender a 
despesas classificáveis como de capital.
247Receita
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 n As operações de crédito são fontes oriundas da realização de recursos 
financeiros advindos da constituição de dívidas, por meio de emprés-
timos e financiamentos. Essas fontes podem ser internas ou externas.
Exemplos: operações de crédito internas, títulos de responsabilidade do 
tesouro, Títulos da Dívida Agrária (TODA), operações de crédito externas, etc.
 n
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