Intro. Eco. Trabalho
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Intro. Eco. Trabalho


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07/04/08
Os Efeitos da Demanda Super Aquecida do Aço no Brasil
Em março deste ano, o primeiro reajuste no preço do aço ocorreu. Um impressionante aumento de até 13,5%. O argumento usado pelas siderúrgicas foi bem simples: era necessário aumentar o preço do aço para compensar a alta no preço das matérias primas que são usados em sua produção, tais como o ferro e o carvão. 
Agora novamente, surge a notícia que as siderúrgicas estão por avisar empresas de diversos setores, que usam o aço em seus meio de produção, que haverá um novo reajuste no preço do aço, que será aplicado entre maio e início de junho. É provável que esse índice gire em torno de 13% a 15% fazendo que o aumento total no preço do aço neste ano venha a chegar a 28,5%. 
Igualmente ao que ocorreu em março, empresas que dependem do aço em seus meios de produção não tem o que fazer em relação ao aumento, são reféns dessa situação. Isso porque a demanda pelo aço no Brasil está super aquecida, assim como no resto do mundo. Fazendo com que esse aumento de preço tenha que ser absorvido pelo mercado, visto que a oferta de produto é menor que a demanda, ou seja, as empresas que dependem do aço não têm como resistir aos aumentos de preço impostos pelas siderúrgicas.
Ao analisar o gráfico de oferta e demanda do aço brasileiro, podemos ver algumas características bem definidas do cenário atual. Por um lado, a curva de demanda como se pode ver é inelástica, isto é, não importa o preço de oferta, haverá quase sempre demanda, a não ser que se chegue a preços absurdos. Por outro lado, a oferta é elástica, ou seja, as empresas produzem o quanto haverá para se vender.
P
S2
S1
Legenda:
= Demanda
= Oferta
D1
Q