Capitalismo – Wikipédia  a enciclopédia livre
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de tendências associadas à globalização têm agido para
aumentar a mobilidade de pessoas e de capitais desde o último quarto do século XX, combinando a
circunscrever a margem de manobra dos Estados na escolha de modelos não-capitalistas de desenvolvimento.
Hoje, essas tendências têm reforçado o argumento de que o capitalismo deve agora ser visto como um sistema
verdadeiramente mundial. No entanto, outros pensadores argumentam que a globalização, mesmo no seu
grau quantitativo, não é maior agora do que em períodos anteriores do comércio capitalista.
Teoria capitalista
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Friedrich Hayek, ao descrever o capitalismo, aponta para o caráter auto-organizador das economias que não
têm planejamento centralizado pelo governo. Muitos, como por exemplo Adam Smith, apontam para o que se
acredita ser o valor dos indivíduos que buscam seus interesses próprios, que se opõe ao trabalho altruístico de
servir o "bem comum". Karl Polanyi, figura importante no campo da antropologia econômica, defendeu que
Smith, em sua época, estava descrevendo um período de organização da produção conjuntamente com o do
comércio. Para Polanyi, o capitalismo é diferente do antigo mercantilismo por causa da comoditificação da
terra, da mão-de-obra e da moeda e chegou à sua forma madura como resultado dos problemas que surgiram
quando sistemas de produção industrial necessitaram de investimentos a longo prazo e envolveram riscos
correspondentes em um âmbito de comércio internacional. Falando em termos históricos, a necessidade mais
opressora desse novo sistema era o fornecimento assegurado de elementos à indústria - terra, maquinários e
mão-de-obra - e essas necessidades é que culminaram com a mencionada comoditificação, não por um
processo de atividade auto-organizadora, mas como resultado de uma intervenção do Estado.
Muitas dessas teorias chamam a atenção para as diversas práticas econômicas que se tornaram
institucionalizadas na Europa entre os séculos XVI e XIX, especialmente envolvendo o direito dos indivíduos e
grupos de agir como "pessoas legais" (ou corporações) na compra e venda de bens, terra, mão-de-obra e
moeda, em um mercado livre, apoiados por um Estado para o reforço dos direitos da propriedade privada, de
forma totalmente diferente ao antigo sistema feudal de proteção e de obrigações.
Devido à vagueza do termo "capitalismo", emergiram controvérsias quanto ao capitalismo. Em particular, há
uma disputa entre o capitalismo ser um sistema real ou ideal, isto é, se ele já foi mesmo implementado em
economias particulares ou se ainda não e, neste último caso, a que grau o capitalismo existe nessas economias.
Sob um ponto de vista histórico, há uma discussão se o capitalismo é específico a uma época ou região
geográfica particular ou se é um sistema universalmente válido, que pode existir através do tempo e do espaço.
Alguns interpretam o capitalismo como um sistema puramente econômico; Marx, por sua vez, admite que o
mesmo é um complexo de instituições político-econômicas que, por sua vez, determinará as relações sociais,
éticas e culturais.
Modo de produção capitalista
O modo de produção na economia, é a forma de organização socioeconômica associada a uma determinada
etapa de desenvolvimento das forças produtivas e das relações de produção. Reúne as características do
trabalho preconizado, seja ele artesanal, manufaturado ou industrial. São constituídos pelo objeto sobre o qual
se trabalha e por todos os meios de trabalho necessários à produção (instrumentos ou ferramentas, máquinas,
oficinas, fábricas, etc.) Existem 6 modos de produção: Primitivo, Asiático, Escravista, Feudal, Capitalista,
Comunista.
Segundo Hunt, um sistema egronômico é definido pelo modo de produção no qual se baseia. O modo de
produção atual é aquele que se baseia na economia do país.
Porém, segundo economistas não marxistas (não socialistas), só existiram dois modos de produção ao longo da
civilização humana: o artesanal e o industrial.
Desde a antiguidade até a Revolução Industrial (Século XVIII), o trabalho sempre foi feito de forma artesanal,
manual, por escravos, trabalhadores servis, ou trabalhadores livres, o modo de produção nunca mudou, o
trabalho sempre foi braçal e as poucas ferramentas usadas sempre foram as mesmas.
Apenas a partir da Revolução Industrial, com o surgimento das máquinas, e com elas o surgimento da divisão
do trabalho nas fábricas, é que o modo de produção mudou.
Um bom exemplo para mostrar os dois modos de produção, artesanal e industrial, é a fabricação de sapatos,
por milênios o sapato foi feito manualmente, um a um, por um sapateiro ou pela própria pessoa que ia usar
(modo de produção artesanal), depois da Revolução Industrial os sapatos passaram a ser feitos por máquinas
nas fábricas, milhares de sapatos feitos em série pela divisão do trabalho (modo de produção industrial).
Democracia, Estado e quadros jurídicos
Propriedade privada
A relação entre o Estado, seus mecanismos formais e as sociedades capitalistas tem sido debatida em vários
campos da teoria política e social, com uma discussão ativa desde o século XIX. Hernando de Soto é um
economista contemporâneo que argumenta que uma característica importante do capitalismo é a proteção do
Estado e do funcionamento dos direitos de propriedade em um sistema de propriedade formal, onde a
propriedade e as operações são registrados claramente.
Segundo Soto, este é o processo pelo qual os bens físicos são transformados em capital, que por sua vez
podem ser utilizados de muitas formas mais e muito mais eficiente na economia de mercado. Um número de
economistas marxistas argumentaram que as leis do cerco, na Inglaterra, e legislações semelhante em outros
lugares, eram parte integrante da acumulação primitiva capitalista e que um quadro jurídico específico da
propriedade privada da terra têm sido parte integrante do desenvolvimento do capitalismo.
Instituições
A nova economia institucional, um campo aberto por Douglass North, salienta a necessidade de um quadro
jurídico para que o capitalismo funcione em condições ótimas e enfoca a relação entre o desenvolvimento
histórico do capitalismo e a criação e manutenção de instituições políticas e econômicas. Na nova economia
institucional e em outros campos com foco nas políticas públicas, os economistas buscam avaliar quando e se a
intervenção governamental (tais como impostos, segurança social e a regulamentação do governo) pode resultar
em ganhos potenciais de eficiência. De acordo com Gregory Mankiw, um economista neo-keynesiano, a
intervenção governamental pode melhorar os resultados do mercado em condições de "falha de mercado", ou
situações em que o mercado por si só não aloca recursos de forma eficiente.
A falha de mercado ocorre quando uma externalidade está presente e um mercado sub-produz um produto
com uma superprodução de externalização positiva ou um produto que gera uma externalização negativa. A
poluição do ar, por exemplo, é uma externalização negativa que não pode ser incorporada em mercados, visto
que o ar do mundo não é propriedade e, consequentemente, não é vendido para uso dos poluidores. Então,
muita poluição poderia ser emitida e as pessoas não envolvidas na produção pagam o custo da poluição, em
vez da empresa que, inicialmente, emitiu a poluição do ar. Os críticos da teoria da falha de mercado, como
Ronald Coase, Demsetz Harold e James M. Buchanan, alegam que os programas e políticas governamentais
também ficam aquém da perfeição absoluta. Falhas de mercado são muitas vezes pequenas, e falhas de
governo são, por vezes de grandes dimensões. É, portanto, o caso que os mercados são imperfeitos, muitas
vezes melhor do que as alternativas imperfeitas governamentais. Enquanto todas as nações têm atualmente
algum tipo de regulamentação do mercado, o grau de regulamentação desejável é contestado.
Democracia
A relação entre democracia e capitalismo é uma área controversa na teoria e movimentos políticos populares. A
extensão do sufrágio