313_METEOROLOGIA_E_CLIMATOLOGIA_VD2_Mar_2006
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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA
Mário Adelmo Varejão-Silva
Versão digital 2 \u2013 Recife, 2006
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Fig. VII.18 - Projeção da trajetória de um balão sobre o plano do horizonte (hodógrafa), mos-
trando haver advecção de ar frio nos níveis próximos à superfície e advecção de
ar quente em altitude (Hemisfério Sul). Os ângulos indicados são azimutes.
11. Circulação geral da atmosfera.
O movimento (tridimensional) da atmosfera se processa em diferentes escalas de espaço e
de tempo. Existem turbilhões convectivos com diâmetro da ordem de centímetros e duração de
segundos (escala micrometeorológica), até configurações sinóticas quase-permanentes com diâ-
metro de milhares de quilômetros. Todas essas escalas de movimento envolvem transformações
de energia (interna, potencial, ou cinética). O perfeito entendimento da circulação geral da atmos-
fera em termos de seus aspectos comportamentais médios, ou prevalecentes, está muito longe de
ser atingido, dada à complexidade dos processos intervenientes. As hipóteses tornam-se cada vez
mais promissoras, na proporção em que os pesquisadores se concentram sobre esse tema e au-
menta o acervo de informações meteorológicas, quer obtidas diretamente, quer através de ima-
gens de satélites (usadas para monitorar o aparecimento e a evolução de sistemas atmosféricos
de média e de larga escalas).
A caracterização dos aspectos predominantes do movimento do ar, no tocante à troposfe-
ra, complica-se bastante porque a superfície do globo é muito heterogênea. Além do mais, há ex-
tensas áreas continentais desabitadas e uma vasta superfície oceânica onde é ínfima a possibili-
dade de coletar dados sistematicamente, exceto através de sensoriamento remoto, usando ima-
gens de satélites. A escassez de informações é muito maior na estratosfera, não atingida pelos
equipamentos convencionais de prospecção aerológica.
O objetivo primordial do estudo da circulação da atmosfera em escala planetária consiste
em compreender os mecanismos físicos que asseguram a manutenção do equilíbrio energético. 
O primeiro ensaio quanto à circulação do ar em uma escala espacial mais ampla, creditado