Direito Administrativo (64)
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o 
fundamento para a sua instituição.
As contribuições são tributos que tanto podem assumir a hipótese de incidência de impostos como a 
de verdadeiras contribuições, desde que se atribua o produto de sua arrecadação aos fins 
constitucionalmente previstos.
Diferenciam-se dos impostos, pois estes não podem, por expressa determinação constitucional, ser 
criados com vinculação de sua arrecadação. Não possuem aqueles uma finalidade específica. 
Com efeito, observamos que no atual Sistema Constitucional Tributário existem cinco espécies de 
tributos, que diferenciamos em razão de três critérios distintivos: a) previsão ou não de atuação estatal no 
núcleo da hipótese de incidência; b) exigência de destinação específica do produto arrecadado; c) 
restitutividade do produto arrecadado.
Os impostos se submetem a um regime jurídico, estabelecido constitucionalmente, no qual o ente 
político, para instituí-lo validamente, deve descrever como hipótese de incidência um fato qualquer, desde 
que o mesmo revele capacidade econômica. A Constituição já definiu quais são esses fatos, facultando 
entretanto à União a instituição de novos impostos, desde que o faça por lei complementar e eleja como 
hipótese de incidência um fato presuntivo de riqueza. É esse o seu regime jurídico. Nada se refere quanto à 
restitutividade das receitas percebidas. No que pertine à destinação, proíbe a sua vinculação a órgão, fundo 
ou despesa (art. 167, IV). 
Se a União criar, por meio de lei ordinária um tributo sobre a industrialização de produtos, 
chamando-o de imposto, mas destinar o produto de sua arrecadação ao atendimento de despesas 
extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, prevendo a sua restituição, estará, na verdade, criando 
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um empréstimo compulsório e a lei será inconstitucional, pois essa exação exige lei complementar para a sua 
veiculação.
Se, em outra hipótese, criar um tributo sobre operações de crédito, tendo como pressuposto a 
hipótese de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, destinando o produto 
de sua arrecadação a essa finalidade e prevendo a restituição das quantias pagas, estará criando um 
empréstimo compulsório, que deverá ser instituído por lei complementar, com obediência ao princípio da 
anterioridade, pois o inciso II do artigo 148 o exige, o que não aconteceria se estivesse instituindo um tributo 
sobre o mesmo fato, mas sem afetação da receita nem exigência de restituição.
As peculiaridades são as seguintes: 1) exceção ao princípio da anterioridade; 2) vinculação do 
produto de sua arrecadação; 3) subsunção ao regime dos impostos residuais, quanto à instituição de novas 
fontes; 4) regras específicas sobre imunidades.
Se a União instituir um tributo incidente sobre a renda, mas destinar o produto de sua arrecadação 
ao custeio da Seguridade Social, estará criando uma contribuição social strictu sensu e somente poderá 
cobrá-la noventa dias após a publicação da lei que a instituiu. Se, entretanto, não previr essa destinação, 
estará criando imposto, que somente poderá ser cobrado no exercício seguinte. 
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