Tema_10
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Tema_10


DisciplinaAproveitamentos Hidreletricos34 materiais53 seguidores
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1 
O setor elétrico brasileiro 
Heloisa Teixeira Firmo 
Elaborado a partir de: Fabio Cavaliere 
Pesquisador 
CEPEL 
2 
Roteiro 
\uf06e Sistema Elétrico de Potência 
\uf06e Histórico 
\uf06e Modelo Institucional 
\uf06e Sistema Elétrico Nacional 
\uf06e Mercado de Energia \u2013 Curto Prazo 
\uf06e Contratação de Energia - Longo Prazo 
\uf06e Tarifas 
 
3 
Sistema Elétrico de Potência 
\uf06e O que é? \u2013 
\uf071 Rede elétrica composta de centrais geradoras 
(hidráulicas, térmicas, nucleares, eólicas, geotérmicas, 
etc), sistemas de transformação, transmissão e 
distribuição e cargas. 
\uf06e Qual o objetivo? 
\uf071 Gerar energia elétrica em quantidades suficientes e nos 
locais mais apropriados, transmiti-la em grandes 
quantidades aos centros de carga e então distribuí-la aos 
consumidores individuais, em forma e quantidade 
apropriada, e com o menor custo ecológico e econômico 
possível 
 
 
 
 PRODUÇÃO DE 
ENERGIA ELÉTRICA 
 TRANSPORTE DE 
ENERGIA ELÉTRICA 
 CONSUMO DE 
ENERGIA ELÉTRICA 
Sistema Elétrico de Potência 
5 
GERAÇÃO 
FONTES CONVENCIONAIS 
FONTES NÃO CONVENCIONAIS (ALTERNATIVAS) 
HIDRÁULICA 
TÉRMICA 
MAREMOTRIZ 
EÓLICA 
SOLAR 
 FOTOVOLTAICA 
GEOTÉRMICA 
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\uf0fc TEM COMO FUNÇÃO PRIMORDIAL FAZER A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL 
 DA ENERGIA GERADA, OU SEJA, INTERLIGAR AS USINAS GERADORAS 
 AOS LOCAIS DE CONSUMO 
\uf0fc CONSTITUÍDO PELO CONJUNTO: 
LINHAS DE TRANSMISSÃO 
 CABOS 
SUBESTAÇÕES 
TRANSFORMADORES 
SISTEMA DE CONTROLE, COMANDO E PROTEÇÃO 
SAÍDA PARA O SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO (CONSUMO) 
 SISTEMA DE TRANSMISSÃO 
TRANSPORTE 
CARGAS DE PEQUENO PORTE 
 (média e baixa tensão) 
REDE DE DISTRIBUIÇÃO 
TRANSFORMADOR DE DISTRIBUIÇÃO 
SUBESTAÇÃO DE DISTRIBUIÇÃO 
rural 
spacer cable 
DISTRIBUIÇÃO E CONSUMO 
8 
Potencial Hidrelétrico Mundial 
Canadá 13% 
USA 12% 
Brasil 12% 
Rússia 9% 
China 6% 
Suécia e 
Noruega 11% 
Resto do Mundo 37% 
Canadá 13% Canadá 13% 
USA 12% USA 12% 
Brasil 12% Brasil 12% 
Rússia 9% Rússia 9% 
China 6% China 6% 
Suécia e 
Noruega 11% 
Suécia e 
Noruega 11% 
Resto do Mundo 37% 
Fonte: Sauer et al (2003) 
9 
DISTRIBUIÇÃO E CONSUMO 
10 
11 
DISTRIBUIÇÃO E CONSUMO 
12 
DISTRIBUIÇÃO E CONSUMO 
13 
Geração
Térmica 
(MW) (%) (MWmed) (%) (%)
Hidráulica 72.924 76,4 43.037,9 92,1 -
Nuclear 2.007 2,1 1.369,6 2,9 37,2
Gás 13.219 13,8 1.588,9 3,4 43,2
Carvão 2.938 3,1 709,2 1,5 19,3
Óleo 4.406 4,6 11,9 0,0 0,3
Totais 95.494 100,0 46.716,5 100,0 100,0
Geração do Sistema Interligado Nacional (SIN) 
Período: Agosto/2005 a Julho/2006
Tipo de Usina
Capacidade Instalada Geração Total
Hidráulica Nuclear Gás Carvão Óleo
Geração Total Geração TérmicaCapacidade Instalada
DILEMA SHAKESPEARIANO DA OPERAÇÃO 
DO SISTEMA ELÉTRICO BRASILEIRO 
Despachar ou não despachar as usinas térmicas, eis a questão ... 
Decisão 
Afluências 
Futuras 
Consequências 
Operativas 
Úmido 
OK 
Acertamos ! 
Utilizar os 
reservatórios 
(A energia disponível das 
usinas térmicas é capaz de 
atender apenas 20% da 
demanda do Sistema) 
Seco Risco de déficit 
OK 
Acertamos ! 
Seco 
(Desperdício de combustível 
das usinas térmicas) 
Úmido 
Vertimento 
Não utilizar os 
reservatórios 
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O Sistema Elétrico Brasileiro: 
A operação do Sistema Interligado 
\uf06e Função Objetivo 
 
 
 
\uf06e Sujeito às restrições: 
\uf071 Equação do balanço hídrico; 
\uf071 Limites de armazenamento e turbinamento; 
\uf071 Limites da geração térmica; 
\uf071 Atendimento da demanda; 
\uf071 Limites de Transmissão 
 
 
 
16 
Qualidade e Segurança no Sistema 
Elétrico 
O planejamento deverá levar em conta: 
\uf071 características fisico operativo e econômicas; 
\uf071 previsões de consumo do mercado; 
\uf071 Impactos ambientais 
\uf071 confiabilidade 
\uf06e Segurança 
\uf06e Adequação 
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DISTRIBUIÇÃO E CONSUMO 
DISTRIBUIÇÃO E CONSUMO 
19 
05/01/2011 - Folha de São Paulo 
Energia eólica deve crescer 320% nesta década no 
Brasil, prevê governo 
 
O custo da energia eólica baixou e já chega a ser mais 
vantajoso do que a energia termelétrica, que gira em torno 
de R$ 140 a R$ 150 por MWh (megawatt-hora). 
Nos três leilões feitos até hoje, o custo médio da eólica foi 
de R$ 140 por MWh. A geração hidrelétrica, a mais barata 
do mercado, custa, em média, R$ 110 por MWh. 
Anteriormente, o custo para gerar pela força dos ventos 
ultrapassava os R$ 200 por MWh. Praticamente não havia 
fabricantes no país, e era preciso importar os equipamentos 
a custos elevados. 
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/855129-energia-eolica-deve-
crescer-320-nesta-decada-no-brasil-preve-governo.shtml 
22 
Histórico 
\uf06e Primórdios 
\uf071 Criada em 7 de abril de 1899, a São Paulo Railway, Light and Power 
Empresa Cliente Ltd - SP RAILWAY (canadense). 
\uf06e Implantação 
\uf071 1903 - Aprovado pelo Congresso Nacional, o primeiro texto de lei 
disciplinando o uso de energia elétrica no país. 
\uf071 1904 - Criada a Rio de Janeiro Tramway, Light and Power 
EmpresaCliente - RJ TRAMWAY. 
\uf071 1912 \u2013 Unificação da Light SP e Light RJ. 
\uf071 1927 - AMFORP iniciou suas atividades no país adquirindo o controle de 
dezenas de concessionárias que atuavam no interior de São Paulo. 
\uf06e Regulamentação 
\uf071 1934 - Promulgação do Código de Águas, assegurando ao poder 
público a possibilidade de controlar as concessionárias de energia 
elétrica. 
\uf071 1941 - Regulamentado o "custo histórico\u201c para efeito do cálculo das 
tarifas de energia elétrica, fixando a taxa de remuneração dos 
investidores em 10 %. 
\uf071 1945 \u2013 Criação da CHESF. 
 
23 
Histórico (cont.) 
\uf06e Expansão 
\uf071 1952 - Criado o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico - BNDE 
para atuar nas áreas de energia e transporte. 
\uf071 1954 - Entra em operação a primeira grande hidrelétrica construída no rio 
São Francisco, a Usina Hidrelétrica Paulo Afonso I (Chesf). 
\uf071 1956 - Criação da Escelsa. 
\uf071 1957 \u2013 Criação de Furnas com o objetivo expresso de aproveitar o 
potencial hidrelétrico do rio Grande para solucionar a crise de energia na 
Região Sudeste. 
\uf071 1960 - Criado o Ministério das Minas e Energia \u2013 MME 
\uf071 1961/1962 - Criada a Eletrobrás para coordenar o setor de energia elétrica 
brasileiro 
 
\uf06e Consolidação 
\uf071 1965 - Criado o Departamento Nacional de Águas e Energia, encarregado 
da regulamentação dos serviços de energia elétrica no país (DNAEE). 
\uf071 1968 - Criada a - ELETROSUL na qualidade de empresa subsidiária da 
Eletrobrás. 
\uf071 1973 - Criadas ELETRONORTE, Itaipu Binacional \u2013 ITAIPU, NUCLEBRÁS 
e o CEPEL. 
24 
Histórico (cont.) 
\uf06e Estatização e finalização dos grandes 
empreendimentos 
\uf071 1979 - Depois de oitenta anos sob o controle estrangeiro, foi 
nacionalizada a Light Serviços de Eletricidade S.A. 
\uf071 1984 \u2013 
\uf06e Entrou em operação a Usina Hidrelétrica Tucuruí, da Eletronorte, 
primeira hidrelétrica de grande porte construída na Amazônia. 
\uf06e Concluída a primeira parte do sistema de transmissão Norte-Nordeste, 
permitindo a transferência de energia da bacia amazônica para a região 
Nordeste. 
\uf06e Entrou em operação a Usina Hidrelétrica Itaipu , maior hidrelétrica do 
mundo com 12.600 MW de capacidade instalada. 
\uf071 1986 - Entrou em operação o sistema de transmissão Sul-Sudeste, 
o mais extenso da América do Sul, transportando energia elétrica 
da Usina Hidrelétrica Itaipu até a região Sudeste. 
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Histórico (cont.) 
\uf06e Privatização 
\uf071 1990 \u2013 O Presidente Fernando Collor de Mello sancionou a Lei n.º 
8.031 criando o Programa Nacional de Desestatização \u2013 PND. 
\uf071 1992 - A reforma do setor elétrico brasileiro (RESEB) iniciou-se 
através de um processo de privatizações de empresas federais, 
com a inclusão das empresas do Grupo Eletrobrás no Programa 
Nacional de Desestatização (PND). 
\uf071 1995 \u2013 Realizado o leilão de privatização da Escelsa, inaugurando 
nova fase do setor de energia elétrica brasileiro. 
\uf071 1997 - Constituído o novo órgão regulador do setor de energia 
elétrica (ANEEL). 
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Histórico (cont.) 
\uf06e História recente (ainda na