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Funcionamento das contas

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uma quota-parte equitativa do capital necessário e aceitando uma justa participação nos
riscos e nos rendimentos dessa empresa, no funcionamento da qual os aderentes partici-
pam activamente (Extracto da Recomendação 127 sobre as cooperativas da Organização
Internacional do Trabalho).
Cuidados básicos de saúde
Cuidados correntes dispensados aos pacientes nas juntas médicas, primeiro ponto de con-
tacto da população com o sistema de saúde. Incluem os cuidados preventivos e promocio-
nais, os cuidados de tratamento simples e a recuperação nutricional.
Cuidados de ambulatório
Cuidados efectuados num estabelecimento médico, mas sem hospitalização ou interna-
mento do paciente.
Glossário 261
Cuidados de saúde primários
Estratégia de desenvolvimento sanitário, baseada na melhoria da qualidade dos serviços
de saúde do primeiro escalão, na sua extensão (desde o aspecto curativo até às interven-
ções de prevenção e de promoção) e no encorajamento da participação da população na
gestão dos serviços e no suporte dos seus custos.
Cuidados domiciliários
Cuidados dispensados no domicílio do paciente. Em determinados países, os médicos ou
os enfermeiros também efectuam visitas ao domicílio, cujas tarifas são mais elevadas, para
fazer face aos custos de deslocação do prestador.
Cuidados especializados
Consultas de médicos especialistas (ginecologista, pediatra, cirurgião, etc.), bem como
actos médicos técnicos (radiologia, biologia clínica, etc.).
Cuidados hospitalares
Cuidados dispensados durante o internamento do doente, ou seja, durante uma estadia em
hospital que inclua pelo menos uma noite.
Custos dissimulados
Correspondem a recursos disponíveis e utilizados pela mutualidade, que não são contabili-
zados na conta de resultados.
Direito de adesão
Quantia em dinheiro paga a uma mutualidade pelo novo aderente no momento da sua ins-
crição: cobre as despesas administrativas e não é recuperável em caso de demissão. O
direito de adesão é, igualmente, designado por direito de entrada, de inscrição ou de
admissão.
Escalão das infra-estruturas sanitárias
Conjunto das infra-estruturas de saúde cujas funções são idênticas. Os dispensários, os cen-
tros de saúde ou os consultórios médicos constituem o primeiro escalão; os hospitais de
zona, o segundo escalão; os hospitais regionais ou os hospitais universitários, o terceiro.
Geralmente, é necessário um sistema de referência para passar de um escalão a outro
(salvo em caso de urgência), o que quer dizer, por exemplo, que para aceder a um hospi-
tal é necessário ter ali “referência”, através de um dispensário.
Especialidade
Medicamento protegido por uma patente e vendido com um nome de marca escolhido
pelo fabricante.
Excedente
Designa a diferença entre os produtos e os encargos do exercício, quando os produtos são
superiores aos encargos. Dependendo das legislações e do estatuto jurídico da organiza-
ção, podem ser utilizados outros termos, como, benefício ou ganho.
262 Guia de gestão das mutualidades de saúde em África
BIT/STEP
Exercício (contabilístico)
Período sobre o qual são estabelecidos os relatórios financeiros. A escolha do exercício
está, geralmente, sujeita a uma regulamentação. Corresponde, com frequência, ao ano
civil.
Formação médica ou formação sanitária
Qualquer estrutura ou instituição que intervém no domínio da saúde, enquanto prestador de
cuidados, junto da população (centro de saúde, dispensário, consultório médico, hospital,
etc.).
Franquia
Quando uma mutualidade apenas cobra os montantes superiores a uma quantia previa-
mente estabelecida, esta quantia é designada por franquia. A franquia é normalmente esta-
belecida em função do tipo de serviços abrangidos.
Fundo de garantia
Designa um fundo ao qual a mutualidade pode recorrer em caso de dificuldades financei-
ras. Geralmente, o fundo de garantia intervém sob a forma de empréstimo à mutualidade
que o solicita. Os casos que permitem recorrer ao fundo de garantia são, muitas vezes,
definidos de forma precisa. A intervenção do fundo de garantia pode ser condicionada
por modificações no funcionamento da mutualidade.
Fundo de reserva
Capitais próprios constituídos pela mutualidade para suportar despesas futuras, em particu-
lar, no caso de situações imprevistas. O seu montante é habitualmente objecto de disposi-
ções regulamentares.
Garantias
Conjunto de vantagens concedidas por um segurador a um segurado, como contrapartida
do pagamento de contribuições ou de um prémio de seguro.
Medicamentos essenciais
Os medicamentos essenciais são os seleccionados pela OMS, atendendo à importância
dos mesmos na prevenção ou tratamento das doenças mais frequentes num país. A utiliza-
ção desta selecção permite melhorar a terapia, garantir um bom uso dos medicamentos e
contribui para a redução das despesas de saúde.
Medicamento genérico
Medicamento designado pelo nome do seu princípio activo mais importante e não pela
sua denominação comercial. Na generalidade, a Denominação Comum Internacional
(DCI), estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), corresponde ao nome
genérico.
Glossário 263
Médico-conselheiro
Médico que trabalha para uma mutualidade, dando conselhos, não só à mutualidade,
como também, aos prestadores de cuidados e aos pacientes. Aconselha a mutualidade no
estabelecimento de convenções com os prestadores de cuidados. Controla a pertinência
dos cuidados fornecidos, a conformidade e o respeito pelas regras de reembolso. Pode,
também, intervir nas actividades de educação na saúde.
Movimento social
Qualquer grupo social organizado (associação de pessoas, sindicato, agrupamento,
mutualidade, cooperativa…) que desenvolve acções a favor do bem-estar dos seus aderen-
tes e da sociedade em geral.
Mutualização do risco
Princípio segundo o qual os riscos individuais são agrupados para serem redistribuídos
pelos aderentes. Trata-se de uma partilha do risco sobre a qual assentam os mecanismos
de seguro.
Oferta de cuidados de saúde
Designa o conjunto de serviços de saúde disponíveis para uma determinada população.
Paciente/doente
Pessoa sujeita a um exame médico, que siga um tratamento, ou sujeita a uma intervenção
cirúrgica.
Pagamento (prestações)
Designa o montante pago como prestação aos aderentes, previamente estabelecido, inde-
pendentemente do montante real das despesas médicas.
Pagamento por terceiros
Sistema de pagamento das despesas de saúde, no qual o aderente só paga ao prestador
a parte do custo dos cuidados que está a seu cargo (taxa moderadora). A mutualidade
paga o complemento deste custo directamente ao prestador.
Perda
Designa a diferença entre os produtos e os encargos do exercício, quando os encargos
são superiores aos produtos. Conforme as legislações e o estatuto jurídico da organização,
podem ser utilizados outros termos, como “défice”.
Período de observação 
Também designado período probatório, período de espera ou estágio de espera (ou ape-
nas “estágio”), corresponde ao tempo durante o qual um novo aderente paga as suas con-
tribuições sem ter direito aos serviços da mutualidade. Este período é necessário para evi-
tar que determinadas pessoas se inscrevam exclusivamente no momento exacto em que
necessitam, desistindo depois do seguro (no caso, por exemplo, de adesão por previsão
de parto).
264 Guia de gestão das mutualidades de saúde em África
BIT/STEP
Personalidade jurídica
A personalidade jurídica pode ser concedida às pessoas físicas ou morais. A pessoa física
é todo o ser humano, enquanto que a pessoa moral é um agrupamento de indivíduos ao
qual a lei reconhece uma personalidade jurídica distinta da dos seus aderentes. Como uma
pessoa física, uma pessoa moral tem direitos e obrigações. A personalidade jurídica pode
ser adquirida através de diferentes formas de registo: associação sem fins lucrativos (ASFL),
cooperativa, mutualidade, sociedade anónima, sociedade de responsabilidade limitada
(SARL), etc.
Pessoa a cargo
Pessoa que, sem ser aderente da mutualidade, beneficia dos seus serviços, em função da
sua

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