RECOMENDAÇÕES PARA TERAPIA ANTI-RETROVIRAL EM ADULTOS INFECTADOS PELO HIV
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RECOMENDAÇÕES PARA TERAPIA ANTI-RETROVIRAL EM ADULTOS INFECTADOS PELO HIV


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urina Sim Pesquisa de proteinúria associada ao HIV
Exame parasitológico de fezes Sim
Citopatológico de colo de 
útero 
Sim Repetir a cada 6 meses Se normal, repetição anual
Citopatológico anal Considerar Pessoas que tenham prática receptiva 
anal. Está relacionado com presença de 
HPV 
PPD Sim Repetir anualmente, caso o 
inicial seja não-reator
Nos casos com história de contato com 
tuberculose ou anteriormente PPD > 5 
mm, já está indicada a quimioprofilaxia, 
não sendo, portanto, necessário realizar 
o PPD
Anti-HVA Opcional Triagem somente para candidatos* a 
vacina
HBs Ab e Anti-HBc Sim Indicar vacina caso sejam negativos
Anti-HCV Sim Repetir anualmente em pessoas com 
exposição
VDRL Sim Repetir anualmente em 
pessoas sexualmente ativas
Raio-X de tórax Sim Cicatriz de TB sem tratamento prévio 
indica profilaxia com INH
IgG para Toxoplasma Sim Repetir anualmente, caso 
negativo
Sorologia para HTLV I e II Considerar Apenas em pacientes com manifestações 
neurológicas sugestivas e/ou quando 
CD4 elevado e discrepante 
Sorologia para Chagas Sim Pacientes oriundos de área endêmica 
Dosagem de lipídios Sim Repetir pré-tratamento para 
monitorar dislipidemia
Glicemia de jejum Sim Repetir cada 3-4 meses para 
pacientes em TARV
 * São considerados candidatos a vacina pessoas portadoras de vírus B ou C da hepatite C, homens que fazem sexo com homens, UDI.
Recomendações para Terapia Anti-retroviral em Adultos Infectados pelo HIV 2\ufffd
Imunizações
Adultos e adolescentes que vivem com HIV po-
dem receber todas as vacinas do calendário nacional, 
desde que não apresentem deficiência imunológica 
importante. À medida que aumenta a imunodepressão, 
eleva-se também o risco relacionado à administração 
de vacinas de agentes vivos, bem como se reduz a pos-
sibilidade de resposta imunológica consistente. 
Sempre que possível, deve-se adiar a administração 
de vacinas em pacientes sintomáticos ou com imu-
nodeficiência grave (contagem de linfócitos T-CD4+ 
inferior a 200 células/mm3 \u2013 Tabela 4 ), até que um 
grau satisfatório de reconstituição imune seja obtido 
com o uso de terapia anti-retroviral, o que proporciona 
melhora na resposta vacinal e reduz o risco de com-
plicações pós-vacinais.
A administração de vacinas com vírus vivos ate-
nuados em pacientes com imunodeficiência deve ser 
condicionada à análise individual de risco-benefício 
e não deve ser realizada em casos de imunodepressão 
grave.
A Tabela 5 aborda o esquema vacinal básico para 
adultos e adolescentes que vivem com HIV.
A vacina para febre amarela não tem eficácia e 
segurança estabelecidas para pacientes portadores do 
HIV. Pode ser recomendada levando-se em conside-
ração a condição imunológica do paciente e a situação 
epidemiológica local Tabela 6 .
A imunogenicidade e eficácia da vacina contra he-
patite B são inferiores em pacientes imunodeprimidos 
em relação aos imunocompetentes. Doses maiores 
e/ou número aumentado de doses são necessários 
para indução de anticorpos em níveis protetores. Por 
este motivo, são recomendadas quatro doses de vaci-
na contra hepatite B, com o dobro da dose habitual 
(Tabela 7).
As recomendações para profilaxia de infecção 
pneumocócica, Influenzae e hepatite em PVHA estão 
resumidas na Tabela 7 .
Tabela.4
Parâmetros.imunológicos.para.tomada.de.decisão.em.imunizações.com.vacinas.de.bactérias.ou.vírus.vivos.em.pa-
cientes.HIV+.com.mais.de.13.anos.de.idade
Contagem de Linfócitos T- CD4+ em células/mm3 Recomendação para o uso de vacinas com agentes vivos
> 350 (> 20 %) Indicar uso
200-350 (15 a 19 %)
Avaliar parâmetros clínicos e risco epidemiológico para a tomada de 
decisão
< 200 (< 15 %) Não vacinar
Fonte: Brasil. Fundação Nacional de Saúde. Recomendações para vacinação em pessoas infectadas pelo HIV. Brasília: Ministério da Saúde, Fundação Nacional 
de Saúde, \ufffd00\ufffd
Tabela.5
Esquema.vacinal.para.adolescentes.>.13.anos.e.adultos.infectados.com.HIV
Vacina Esquema
Hib Duas doses com intervalo de dois meses nos menores de 19 anos não vacinados.
VZ* Não há dados que respaldem seu uso de rotina em adultos e adolescentes HIV+ suscetíveis à 
varicela. Avaliar risco/benefício individual conforme situação imunológica.
Febre Amarela* Avaliar risco/benefício individual conforme situação imunológica e epidemiológica da região e, se 
necessário, aplicar conforme a Tabela 6.
DT Três doses (0, 2, 4 meses) e reforço a cada 10 anos; gestantes devem seguir o calendário habitual.
*Contra-indicada em gestantes
Fonte: Brasil. Fundação Nacional de Saúde. Recomendações para vacinação em pessoas infectadas pelo HIV. Brasília: Ministério da Saúde, Fundação Nacional 
de Saúde, \ufffd00\ufffd
Guia de Tratamento30
Tabela.6
Recomendações.para.vacinação.contra.febre.amarela.em.adultos.e.crianças.com.13.anos.ou.mais.de.idade.infectados.
pelo.HIV,.de.acordo.com.o.número.de.linfócitos.T.CD4+.e.regiões.de.risco
Contagem de Linfócitos T-
CD4+ em células/mm3
Risco da região
Alto risco Médio Risco Baixo Risco
> 350 Indicar vacinação Oferecer vacinação* Não vacinar
200 \u2013 350 Oferecer vacinação* Não vacinar Não vacinar
< 200 Não vacinar Não vacinar Não vacinar
*O médico responsável pela decisão deverá explicar ao paciente o risco/benefício, levando em conta a possibilidade de não-resposta à vacina, a possibilidade 
de eventos adversos e o risco epidemiológico local da infecção pelo vírus da febre amarela. 
Fonte: Brasil. Fundação Nacional de Saúde. Recomendações para vacinação em pessoas infectadas pelo HIV. Brasília: Ministério da Saúde, Fundação Nacional 
de Saúde, \ufffd00\ufffd.
Tabela.7
Recomendações.para.profilaxia.da.infecção.pneumocócica.e.hepatite
Agravo Indicações Doses
Hepatite A1,2 Para todos os indivíduos suscetíveis 
à hepatite A (anti-HAV negativo) 
portadores de hepatopatia crônica, 
incluindo portadores crônicos do vírus da 
hepatite B e/ou C
Vacina contra hepatite A duas doses (0 e 
6 meses).
Hepatite B1,2 Para todos os indivíduos suscetíveis à 
hepatite B (anti-HBc negativo)
Vacina contra hepatite B: dobro da dose 
recomendada pelo fabricante em quatro 
doses (0, 1, 2 e 6 ou 12 meses).
Streptococcus pneumoniae3 Para indivíduos com contagem de 
linfócitos T-CD4+ >200 céls/mm3
Vacina PS 23-valente, 1 dose IM.
Repetir a cada cinco anos.
Influenza1 Para todos, anualmente, antes do 
período de influenza
Vacina inativada trivalente contra o vírus 
influenza: uma dose anual (0,5 ml) IM.
1 Apesar de existirem dados que confirmam o benefício clínico dessas vacinas em indivíduos infectados pelo HIV, acredita-se que aqueles pacientes que de-
senvolverem anticorpos terão certo grau de proteção. Alguns autores consideram que a vacinação pode estimular a replicação do HIV, apesar de um estudo 
observacional de vacinação contra influenza em indivíduos infectados pelo HIV não ter identificado nenhum efeito adverso dessa vacina na sobrevivência 
das pessoas, inclusive com o uso de múltiplas doses (comunicação pessoal, John W. Ward, M.D., CDC). Esta possível replicação induzida pela vacinação deve 
ser menos relevante na vigência da TARV. Entretanto, devido a esta possibilidade teórica de aumento da carga de HIV circulante após a vacinação, o risco de 
transmissão durante a gravidez pode estar aumentado e a vacinação deve ser adiada até o início da TARV.
\ufffd A vacina contra hepatite B no Brasil é recomendada para recém-nascidos, pessoas menores de \ufffd0 anos de idade e para todos os adultos com risco acrescido 
para hepatite B. Deve-se evitar o uso da vacina conjugada (hepatite A e B) devido à diferença de dose da vacina contra hepatite B.
3 A vacinação pode ser oferecida para pacientes que tenham a contagem de linfócitos T-CD4+<\ufffd00 células/mm3, apesar de a eficácia ser possivelmente menor. 
A revacinação cinco anos após a primeira dose é considerada opcional, assim como a revacinação em intervalos menores de tempo quando a contagem de 
linfócitos T-CD4+ no momento da primeira dose for < \ufffd00 células/mm3 e depois se elevar acima de \ufffd00 células/mm3 devido à TARV. Alguns autores acreditam 
que a vacinação