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RECOMENDAÇÕES PARA TERAPIA ANTI-RETROVIRAL EM ADULTOS INFECTADOS PELO HIV

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foi em pacientes 
com boa resposta ao tratamento e com supressão 
prolongada do HIV. A suspensão “intermitente” dos 
anti-retrovirais poderia melhorar a qualidade de vida, 
reduzir os efeitos adversos (lipodistrofia) e os custos 
do tratamento. 
Estudos recentes não demonstraram benefícios 
clínicos e, em alguns casos, houve deterioração clínica. 
De modo geral, os estudos baseavam-se na interrupção 
temporária do tratamento em intervalos predefinidos 
(“pulsoterapia”) ou na interrupção baseada na con-
tagem de linfócitos T-CD4+. Os estudos de Staccato, 
Window e outros basearam seu desenho na interrup-
ção programada em intervalos fixos. Nessas situações, 
haveria aumento do risco de emergência de vírus com 
mutações de resistência.
Outros estudos usaram a contagem de linfócitos 
CD4+ para guiar a suspensão ou a reintrodução do 
tratamento (El-Sadr W, 2006). Em um braço do es-
tudo, o tratamento era interrompido sempre que a 
contagem de linfócitos CD4+ encontrava-se acima 
de 350 cel/mm³ e reintroduzido quando este número 
ficava abaixo de 250 células/mm³; em outro braço, o 
tratamento era mantido. Houve aumento de doenças 
definidoras de aids e mortes, bem como mais eventos 
adversos sérios não relacionados à infecção pelo HIV, 
no grupo que suspendeu o tratamento. Em outro 
estudo, Trivacan (Marchou, 2006), os dados foram 
semelhantes, sendo o tratamento interrompido preco-
cemente devido ao aumento da incidência de eventos 
graves no grupo sem tratamento. Portanto, este comitê 
não recomenda a interrupção do tratamento nessas 
situações, devido ao risco de piora clínica.
C - Outras situações:
Outras situações em que se poderia aventar a 
hipótese de suspensão do tratamento seriam nos 
casos de efeitos adversos graves e no tratamento de 
intercorrências infecciosas, quando haveria interação 
medicamentosa desfavorável com risco de falha viro-
lógica por diminuição dos níveis dos anti-retrovirais, 
ou mesmo aumento dos efeitos adversos. 
Deve ser avaliado o risco/benefício da interrupção 
do tratamento. Os pacientes devem ser orientados 
sobre os riscos de progressão da doença e desenvolvi-
mento de mutações de resistência. Nessas situações, 
os anti-retrovirais devem ser reintroduzidos assim 
que os efeitos adversos tenham sido resolvidos ou a 
infecção/afecção tenha sido tratada.
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