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RECOMENDAÇÕES PARA TERAPIA ANTI-RETROVIRAL EM ADULTOS INFECTADOS PELO HIV

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2ª fase
(4 meses - RHE)
R
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Siglas: Rifampicina = R Isoniazida = H Pirazinamida = Z Etambutol = E
Quadro.IV.-.ESQUEMA.III.-.3SZEEt/9EEt
Casos.de.falha.de.tratamento.do.esquema.I.e.esquema.IR
Fases do 
tratamento
Drogas
Peso do doente
Até 20 kg
Mais de 20 kg e até 
35 kg
Mais de 35 kg e 
até 45 kg
Mais de 45 kg
mg/kg/dia mg/dia mg/dia mg/dia
1ª fase (3 meses 
- SZEEt)
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2ª fase (9 
meses- EEt)
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Siglas: Estreptomicina = S Pirazinamida = Z Etambutol = E 
Etionamida = Et
Guia de Tratamento106
Síndrome.Inflamatória.da.Reconstituição.Imune.
(SRI).ou.reação.paradoxal
Embora já tenha sido descrito desde 19558 em 
pacientes com TB, esse fenômeno tornou-se extre-
mamente freqüente na era da terapia anti-retroviral 
altamente ativa. Estima-se sua prevalência entre 29 e 
36% em pacientes co-infectados que recebem TARV 
24,25,33,17,21. 
Durante o início do tratamento da tuberculose, 
a reconstituição do sistema imune pode levar à res-
posta TH1 exacerbada, que estimula a formação de 
granulomas, resultando em agravamento de lesões 
preexistentes ou aparecimento de novos sinais, sin-
tomas ou achados radiológicos de novas lesões, tais 
como linfadenomegalias com sinais flogísticos, que 
podem evoluir para fistulização e compressão de es-
truturas nobres ou levar à perfuração de órgãos (por 
exemplo, intestino). Esse fenômeno ocorre em resposta 
a antígenos micobacterianos 4 e não caracteriza falha 
do tratamento da TB 25.
A reação paradoxal é um diagnóstico que pressupõe 
a exclusão de resistência aos tuberculostáticos, de baixa 
adesão ao tratamento e de outros diagnósticos. Ainda 
não foram realizados estudos randomizados para 
definir o melhor tratamento desta reação, incluindo 
tempo e dosagem das drogas. Bons resultados têm sido 
descritos com o uso de antiinflamatórios não-hormo-
nais nas formas leves e moderadas e corticosteróides 
(prednisona) nas formas graves 25,33. A dose de pred-
nisona mais freqüentemente utilizada é de 1 mg/kg 
dia, por um período de pelo menos 30 dias (Nível de 
Evidência 5, Grau de Recomendação D); a retirada da 
prednisona deve ser lenta e após melhora significativa 
das lesões. Não existe indicação para interromper a 
TARV em função dessa síndrome. 
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