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Rinotraqueíte Infecciosa Bovina IBR

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1 Doenças Infecciosas e Parasitárias III – Amaríntia Rezende 
RINOTRAQUEÍTE INFECCIOSA BOVINA 
 Ou vulvovaginite pustular infecciosa ou 
balanopostite infecciosa (IBR/VIP) 
 Causada por Herpes vírus bovino tipo 1 – BoHV-1 
 É um vírus de fácil transmissão, importante 
patógeno e bovinos, sendo responsável por 
grandes perdas econômicas 
 São espécie-específicos, e são relacionados a uma 
ampla gama de manifestações clínicas, 
principalmente problemas reprodutivos e 
respiratórios. Se replicam em diferentes tipos 
celulares, incluindo tecido epitelial. 
O VÍRUS 
 Vírus DNA envelopado 
 Família: Herpesviridae 
 Subfamília: Alphaherpesviridae 
 Gênero: Varicellovirus 
 Possui latência em gânglios de nervos sensoriais, 
principalmente os gânglios trigêmeo e sacral. 
 
 Animais infectados, para sempre infectados. 
Alguns indivíduos nunca irão manifestar a 
doença. 
 Forma de transmissão: todas as secreções 
 Transmissão direta: focinho a focinho, mucosa 
nasal, oral ou genital. 
 Transmissão indireta 
PATOGENIA 
 A severidade das infecções provocadas pelo 
BoHV-1 e BoHV-5 (responsável por doença 
nervosa) é influenciada por diversos fatores, tais 
como a virulência do agente, a idade e imunidade 
do hospedeiro, sendo que na maioria dos casos 
ocorrem infecções subclínicas. 
 Porém o BoHV-1 eventualmente pode causar 
doença nervosa. 
 O vírus entra pelas mucosas nasal ou oral 
(causando pápulas na mucosa, repletas líquido, 
devido a lise celular), alcança a corrente 
sanguínea, e por transporte transaxonal, atinge 
os gânglios nervosos (principalmente o gânglio 
do nervo trigêmeo) iniciando a latência, 
esperando o momento propício para se replicar. 
 Em animais que se infectam por mucosa genital, 
se houver gestação causa infecção fetal, 
endometriose e degeneração placentária, 
podendo causar abortos. O vírus segue por 
transporte transaxonal e se aloja dos gânglios 
sacrais, entrando em estado de latência. 
LATÊNCIA  CICLO LÍTICO 
 O que determina que o vírus volte a replicar: 
aumento da densidade populacional, levando ao 
estresse. Transporte, tipo de manejo. Parto. 
Vacinação. Uso de corticosteroides (dexa, 
prednisolona). 
FORMAS CLÍNICAS 
 Vulvovaginite pustular infecciosa – dor, 
incomodo na região. Em fêmeas. 
 Balanopostite pustular infecciosa – em machos 
 Aborto pós vacinação – estresse faz o vírus se 
replicar. 
 Problemas respiratórios e conjuntivais. 
SINAIS CLÍNICOS 
 Febre, secreção serosa ocular e nasal, salivação, 
anorexia e hiperemia da mucosa nasal 10 a 20 
dias após a infecção. Iniciando serosa e evoluindo 
para muco purulenta, devido a infecções 
bacterianas secundárias. 
 Diminuição da produção de leite, tendendo-se a 
agravar com secreção nasal mucopurulenta. 
 Respiração bucal, pescoço estendido, dispneia e, 
em alguns casos, morte súbita. 
 Em animais que tem a infecção reprodutiva: 
abortamento entre o 5º e o 8º mês de gestação. 
Endometrite necrosante, infertilidade 
temporária. Ooforite necrosante e hemorrágica. 
 Morte embrionária, lesões no oviduto, 
encurtamento do ciclo estral. Vulva edematosa e 
hiperêmica, secreção genital serossanguinolenta 
e aderência do pênis a bainha do prepúcio. Além 
 
2 Doenças Infecciosas e Parasitárias III – Amaríntia Rezende 
disso, fetos abortados apresenta autólise, 
enfisema, coloração escura, tecidos friáveis e 
presença de fluidos serossanguinolentos nas 
cavidades naturais. 
 Caso não ocorra aborto, pode-se observar 
nascimento de bezerros fracos e natimortos. 
DIAGNÓSITCO 
 Isolamento viral 
 Soroneutralização (é um teste usado para 
infecções virais, onde o soro do animal infectado, 
misturado com o vírus do laboratório e é 
colocado na célula, se o animal tiver anticorpo, o 
anticorpo neutraliza o vírus e não entra dentro da 
célula) – sangue – detecta anticorpos 
 ELISA - sangue 
 PCR 
 Amostra: sangue, swab de nariz, swab genital, 
sêmen, secreções de feto abortado. 
 
CONTROLE E PROFILAXIA 
 Vacinas com vírus modificado são sensível a 
temperatura, segura para fêmeas em gestação, 
causam imunidade de mucosa prolongada. Induz 
a imunidade IgA, prevenindo a doença 
reprodutiva. 
 Vacinas inativadas: bezerros (1ª dose no 
desmame, 2 e 3ª dose 30 e 60 dias após, 
revacinação anual). Matrizes (2 doses 60 dias 
antes da inseminação, reforço no terço final da 
gestação) 
 Vacina com marcadores: diferencia entre 
vacinados e infectados. 
 Em populações com baixa prevalência, sem 
vacinação: remoção dos animais positivos por 
diagnóstico indireto. Levando a erradicação. 
 Em populações com alta prevalência, vacinadas: 
testar o sêmen de reprodutores, remoção de 
fêmeas com problemas reprodutivos, 
isolamento, remoção de animais sintomáticos. 
Vigilância sorológica e de latências 
(abatedouros).