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Segunda tópica - Freud

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A de Freud vai de 1900 até 1920 
e trata do inconsciente, pré-consciente e 
consciente. 
 ► Na primeira tópica, o funcionamento 
psíquico é regido pelo prazer e pelo princípio da 
realidade. 
A vai de 19220 até 1939, tratando 
do id (isso), ego (eu) e superego (supereu). 
► A segunda tópica não anula a primeira. 
Primeiramente, Freud propõe a oposição entre 
pulsões sexuais (desprazer) e pulsões de auto 
conservação (do ego) – primeiro dualismo 
pulsional. 
 ► Entretanto, uma vez que ele percebe que 
esse dualismo não se mantem, Freud 
desaparece com as pulsões do eu (de auto 
conservação). 
 ► Com a introdução do narcisismo, esse 
dualismo persiste, mas agora subvertido. 
 
As pulsões sexuais se dividem e agora se 
encontram em: libido do eu e libido do objeto. 
Freud então percebe que o eu também tem uma 
parte inconsciente e também é investido de libido. 
As pulsões sexuais podem incidir a sua energia 
num objeto exterior ou no próprio eu. 
 ► A libido do eu não designa uma libido que 
emana do eu mas uma libido investida do eu (auto-
erotismo), enquanto que a libido objetal designa o 
investimento da libido sobre objetos externos. 
 
No narcisismo (primário) há a reunião das 
pulsões parciais e o achado do eu como objeto. 
Libido investida em si mesmo e sem 
investimento no outro. 
 ►Na passagem do autoerotismo para o 
narcisismo as pulsões sexuais parciais se unificam 
e tomam o eu como o primeiro objeto. 
 ► O nosso primeiro objeto de amor somos nós 
mesmo, mas no segundo momento há um 
movimento para o exterior com a intenção de 
investir em outros objetos. 
 Há um desinvestimento da libido de 
mim mesmo quando invisto no outro. 
 
 
 
 
O narcisismo secundário seria o retorno da 
investida no objeto externo para se mesmo. 
Retorno daquilo que você investiu. 
O amor dos pais por seus filhos é o reviver do 
seu narcisismo infantil. O filho faz renascer o 
narcisismo perdido dos pais. 
Ideal do eu é o modelo de referência do eu, 
simultaneamente substituto do narcisismo perdido 
da infância e produto da identificação com as 
figuras parentais e seus substitutos. 
O ideal do eu tem origem narcísica pois o sujeito 
projeta com seu ideal o substituto do narcisismo 
infantil. É a renúncia a onipotência infantil e ao 
delírio de grandeza, característicos do narcisismo 
infantil que possibilita o surgimento de um outro 
ideal. 
 ► A ideia de onipotência diz respeito à 
característica infantil de achar que pode tudo e 
que consegue tudo (“eu corro mais rápido que 
todo mundo”, “eu pulo mais alto que todo mundo”). 
Essa renúncia é produto da submissão a 
proibições enunciadas pelas figuras parentais, 
instaladas na posição de modelo no momento em 
que a estrutura edipiana começa seu declínio. 
 ► São as repressões dos pais que fazem com 
que a criança perceba que ela não é perfeita ou 
ideal para os pais. 
A criança percebe que seu eu ideal (a ideia que 
tem sobre si mesma) não é o ideal do eu dos 
pais, e a partir disso começa a procurar este 
ideal do eu, deslocando, assim, sua libido para 
este ideal. 
O ideal do eu é o instrumento de medida para 
observar a si mesmo e, aqui, funciona de forma 
organizadora. 
 
♦ O eu ideal é a visão que a criança tem de si, 
se enxergando onipotente ♦ 
♦ O ideal do eu é a visão de ideal que os pais 
projetam nos filhos ♦ 
♦ A partir da percepção da criança de que ela 
não é o ideal para os pais, ela passa a 
perseguir o ideal do eu ♦ 
 
Há um ideal do eu – modelo do narcisismo 
primário dotado de todas as perfeiçoes. Ao ser 
incapaz de renunciar a todas as perfeiçoes 
narcísicas o homem procura recuperá-la por um 
ideal do eu – modelo que o sujeito procura 
conformar-se. 
O supereu mergulha suas raízes no Isso e exerce 
as funções de juiz e censor em relação ao Eu. 
O eu é essencialmente um representante do 
mundo externo, da realidade. O supereu coloca-
se diante dele como mandatário do mundo 
interno (do Isso). 
 Os conflitos entre o Eu e o ideal do eu refletem, 
em última análise, a oposição entre o mundo 
externo e o mundo interno (entre o real e o 
psíquico). 
O supereu seria uma instância especial do eu mas 
que se mantem a parte dele, pois ele também traz 
elementos do inconsciente. 
O Complexo de Édipo é o responsável pelo 
surgimento de culpa ao reativar os conflito entre o 
Eu e o Isso. 
O desenvolvimento do Supereu é diferente no 
menino e no menino. 
 ► Enquanto no menino o Supereu se reveste 
de um caráter rigoroso, as vezes feroz que resulta 
da ameaça de castração vivida durante o 
Complexo de Édipo. Nas meninas o Supereu não 
é tão rigoroso, pelo fato do complexo de castração 
se dar muito antes do Édipo. 
A criança se baseia no Supereu dos pais, naquilo 
que eles representam para a criança com relação 
a lei e ordem. É baseado na percepção da criança 
sobre a representação do Supereu dos pais. 
 ► Isso significa que mesmo que os pais sejam 
extremamente rígidos, a criança pode não ser tão 
rígida com ela mesma, uma vez que não é a forma 
com que os pais agem que determina o Supereu, 
mas sim a percepção que a criança tem do 
Supereu dos pais. 
O Supereu aparece ao final do Édipo, quando a 
criança se desliga das figuras parentais. 
A criança se identifica e traz pra ela mesma aquilo 
que ela percebe nos pais. 
 ► O Supereu substitui a instância parental, 
visto que ele funciona como um “censurador”, 
ditando o que a criança pode ou não fazer. 
O supereu é formado na infância e permanece 
pelo resto da vida. O que pode haver é uma 
relativização ou um rearranjo. 
O supereu lacaniano é diferente: enquanto em 
Freud ele diz “não faça”, em Lacan ele diz 
“faça”. 
º
Pulsão de vida x pulsão de morte 
: o objetivo é a ligação libidinal, isto 
é, o atamento de laços, por meio da libido, entre o 
psiquismo, nosso corpo, os seres e as coisas. 
 ► Trata-se da nossa ligação com o outro. 
: visa o desprendimento da libido 
dos objetos, seu desligamento e o retorno do ser 
vivo à tensão zero, ao estado inorgânico. A 
compulsão à repetição é um protótipo dessa 
pulsão. 
É necessário a pulsão de morte para eu me sentir 
vivo, pois ela leva para uma ação. 
As duas pulsões compartilham um traço 
comum 
 ► Visam reestabelecer um estado anterior no 
tempo. 
 O que é do campo de uma satisfação para o Id 
(Isso) é desprazer pro Eu. 
 ► Porém, ao mesmo tempo, há uma 
satisfação inconsciente que não permite que a 
pessoa saia. 
Id (Isso): ocupa o lugar que era do inconsciente 
na tópica anterior. Designa o inconsciente 
considerado um reservatório pulsional 
desorganizado. 
Eu: instância que se situa como representante dos 
interesses da pessoa. 
Supereu: instância que julga e critica, construída 
por interiorização das exigências e das interdições 
parentais.

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