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Via Endovenosa: Scalp ou Jelco

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ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS • PRÁTICA ENFERMAGEM • PROFESSOR ÉDER MARQUES 
RESUMO DA AULA 1 
O QUE ESCOLHER NA PUNÇÃO VENOSA: SCALP OU JELCO? 
 
 Por que as seringas possuem bicos diferentes? 
o Hermann Wulfing Luer foi um alemão que criou a seringa de vidro, por isso 
os tipos de bicos levam seu nome: 
o Tipos de bicos: 
 Luer slip 
 Luer lock 
 Luer eccentric 
o Em 1950 foram criadas as seringas descartáveis. 
o Luer é o nome da pessoa que criou a seringa. 
 Em 1940 foi criado o cateter venoso agulhado que também denominamos de Scalp. 
Nessa época, o paciente ficava mais de 24 horas com a agulha dentro da veia e 
ainda estava sujeito a infecções. 
 Em 1950 foi criado o cateter venoso não agulhado que também é conhecido como 
Jelco. Isso foi uma evolução para a época, pois é um tipo de cateter que pode ficar 
até 72 horas no paciente, além proporcionar a possibilidade do paciente se 
movimentar sem correr o risco de perder o acesso. 
 Jelco é a empresa que fez o cateter venoso não agulhado. Lembrando que nesse, 
a agulha não fica dentro da veia do paciente, apenas, o cateter de Teflon ou 
poliuretano. 
 Ao realizar o medicamento no paciente é muito importante saber sobre a ação do 
medicamento e os dispositivos que serão necessários para administração. 
o Ex: paciente chega a unidade de saúde queixando-se de cólica menstrual, 
nesse caso será usado o cateter agulhado, pois, se trata de um dispositivo 
de uso rápido para administração do medicamento e após realizar, retirar o 
cateter. 
o Ex: paciente com cólica nefrética normalmente ficará com a mão no lugar da 
dor, após realizar a medicação ele não vai embora, porque possivelmente 
realizará outros exames, nesse caso, utilizamos o cateter não agulhado já 
salinizado. 
o Ex: paciente com suspeita de IAM, sempre deve ser colocado cateter não 
agulhado, pois, provavelmente o paciente terá que receber medicamentos 
ou possivelmente ser encaminhado para hemodinâmica, nesse caso, 
precisará de um acesso venoso calibroso. 
 
 
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 O tamanho do Jelco irá depender do quadro clínico do paciente. 
 É importante sempre saber sobre as boas práticas pensando tanto na saúde do 
paciente, quanto do profissional. 
 Dentro do cateter agulhado tem ar, nesse caso, é muito importante tirar o ar com o 
soro. É recomendado com ajuda da seringa, salinizar o cateter e em seguida fazer 
a aplicação do medicamento e empurrar o medicamento com flush de soro 
fisiológico. 
 Não é possível fazer a utilização do cateter não agulhado sem o equipo, Polifix ou 
three-way, será salinizado ou não dependerá do quadro clínico do paciente. 
 Equipo Polifix ou múltiplas vias: é um dispositivo que possui duas ou 4 vias e terá 
uma trava que impedirá que o medicamento volte. 
 O Polifix sempre deve estar com líquido com solução salina, ou seja, com cloreto 
de sódio 0,9%. 
 A ponta do Polifix nunca deve ser limpa com álcool, pois, contamina o acesso do 
paciente. Lembrando que a tampa do Polifix não pode ser contaminado, para não 
contaminar o acesso do paciente. 
 Um dispositivo valvulado pode ser feito assepsia, pois, tem uma borracha que 
protege. Esse também pode ser conectado ao Polifix. 
 O dispositivo de 4 vias é menos utilizado e dificilmente encontrado. O mais comum 
para realização de medicamento é o three-way, pois, possibilita a administração de 
vários medicamentos. 
 O dispositivo valvulado pode ser usado em várias ocasiões no acesso do paciente. 
 Obs: o three-way pode ser conectado com mais de 1 three-way, porém, precisa-se 
ter cuidado para não misturar algumas drogas. 
 O three-way pode ser usado também em acesso venoso central. 
 Scalp: usado para medicamentos rápidos e que não precisam ser repetidos e não 
necessitam de fixação do dispositivo. Caso seja fixado pode transfixar a veia, 
causando problemas para o paciente. Quando necessitar de fixação pode ser 
realizado a fixação em cima da “asinha” do cateter agulhado. 
 No caso, em que o paciente tem uma suspeita de internação não pode ser usado 
cateter agulhado, para evitar que em caso de internação o paciente tenha que 
realizar um novo acesso venoso. 
 Toda invasão corre o risco de infecção. 
 Todo paciente com suspeita de internação, deve ser usado o cateter não agulhado, 
caso não necessite de internação pode-se retirar o acesso. 
 Nunca transferir um paciente de um setor para o outro sem o acesso venoso. 
 
 
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 Nunca usar um acesso pronto realizado de outra instituição, pois, toda instituição 
tem seu protocolo, logo, nem sempre os materiais utilizados por aquela instituição 
são os mesmos da instituição que foi transferido. 
 Sempre tirar o acesso venoso após conseguir outro acesso, pois, em alguns casos 
não é possível realizar outro acesso no paciente. 
 Porque o cateter número 14G e maior do que 24? 
o É uma unidade de medida criado fora do brasil. Quanto menor o número, 
maior e o diâmetro da agulha. 
o Existem também outros tamanhos de Gauge como por exemplo 14G, 16G, 
18G entre outros. 
 Ex: Numa criança desidratada que está quase entrando em choque, deve sempre 
colocar o menor número do cateter para conseguir reverter o caso. 
 Obs: intraóssea também pode ser usada em pacientes que não é possível realizar 
o acesso. 
 Importante lembrar também que soro não é sangue, pois, não carrega oxigênio. 
 Lembrando que para fazer transfusão é importante ter um acesso mais calibroso. 
 Os tamanhos dos cateteres devem ser usados conforme o quadro clínico do 
paciente. 
 
 
Todo erro é evitável! 
 
 
 
 
 
SCALP JELCO 
Fonte imagem: Blog Maconequi 
Agulha pré lubrificada 
Cateter 
Filtro 
Cone de conexão 
Câmara de refluxo