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DIREITO DO TRABALHO II - DIREITO COLETIVO DO TRABALHO

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DIREITO DO TRABALHO II
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO
CONCEITO:
É o conjunto de regras, institutos e princípios que regulam a relação jurídica entre os entes coletivos de trabalho.
- Regras próprias do direito coletivo do trabalho - CLT arts. 511 até 610 (tudo direito sindical)
- Art 8º da CF - direito sindical
Institutos próprios da convenção coletiva, acordo coletivo, negócio coletivo, principio da equivalência dos contratantes.
Direito Individual do trabalho - relações individuais do trabalho - sujeitos individualmente considerado ex: empregado(s) X empregador
Direito coletivo do trabalho - relações coletivas de trabalho - Relação entre sujeitos coletivos de trabalho: sindicato da categoria profissional X empresa OU sindicato da categoria econômica.
Obs: Empresa é um ente coletivo, por isso pode se relacionar com outro ente coletivo.
- Só é licita a negociação de trabalho por meio de negociação coletiva
- Sendo aprovada, vira uma norma coletiva - Lei
- Não se aplica princípio da proteção, pois aqui não existe parte hipossuficiente.
- No sindicato os sujeitos são iguais, mesmo poder de persuasão, poder de luta.
- Negociar de igual para igual - Dois sujeitos em igualdade jurídica e podem negociar.
- Flexibilidade das relações de trabalho
FONTES DO DIREITO COLETIVO DO TRABALHO
Origem das normas que regulam o direito sindical - coletivo do trabalho
Fontes:
A) Estatais -> oriundas do estado, através do poder executivo e legislativo.
· Constituição Federal – arts. 8º ao 10° (direito sindical)
· CLT - a partir do art. 511
· Medidas provisórias 
8º- É livre a associação profissional ou sindical, observando o seguinte:
Principio da liberdade sindical
9º - é assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.
Assegurado pela constituição federal
10° - é assegurada a participação dos trabalhadores e empregados nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação
511 CLT - Art. 511. É lícita a associação para fins de estudo, defesa e coordenação dos seus interesses econômicos ou profissionais de todos os que, como empregadores, empregados, agentes ou trabalhadores autônomos ou profissionais liberais exerçam, respectivamente, a mesma atividade ou profissão ou atividades ou profissões similares ou conexas.
§ 1º A solidariedade de interesses econômicos dos que empreendem atividades idênticas, similares ou conexas, constitue o vínculo social básico que se denomina categoria econômica.
§ 2º A similitude de condições de vida oriunda da profissão ou trabalho em comum, em situação de emprego na mesma atividade econômica ou em atividades econômicas similares ou conexas, compõe a expressão social elementar compreendida como categoria profissional.
§ 3º Categoria profissional diferenciada é a que se forma dos empregados que exerçam profissões ou funções diferenciadas por força de estatuto profissional especial ou em consequência de condições de vida singulares. (Vide Lei nº 12.998, de 2014)
§ 4º Os limites de identidade, similaridade ou conexidade fixam as dimensões dentro das quais a categoria econômica ou profissional é homogênea e a associação é natural.
B) Internacionais -> convenções da OIT – Organização Internacional do Trabalho. (Negociação coletiva, declaração universal dos direitos humanos...).
OBS: Negociação coletiva instrumento que se chega às normas e acordos.
C) Profissionais -> normas coletivas de trabalho – convenção ou acordo.
1. Convenção coletiva de trabalho - é o pacto firmado entre sindicato da categoria profissional e sindicato da categoria econômica (sindicato patronal), que estabelecem direitos e obrigações tanto para às categorias como para os sindicatos convenentes. Abrange todos os trabalhadores (mais abrangente).
EX: Convenção coletiva entre o sindicato do SUPERMERCADO (patronal) e o sindicato dos COMERCIARIOS DE SALVADOR.
2. Acordo coletivo de trabalho - é o pacto firmado entre sindicato da categoria profissional e uma ou mais empresas, estabelecendo direitos e obrigações que alcançarão os trabalhadores e a empresa signatária.
Ex: Sindicato dos comerciantes de Salvador e supermercado X. Abrange apenas os trabalhadores e a empresa do acordo/ pactuados.
Obs: Ente coletivo de trabalho pode ser: sindicato da categoria profissional (trabalhadores) e sindicato da categoria econômica (empresas)
D) Mistas -> refere-se à sentença normativa que é aquela proferida pelo tribunal do trabalho na solução de um conflito/dissídio coletivo de trabalho.
Sentença Normativa, pois cria normas. 
Dissídio coletivo - começa no tribunal do trabalho, negociação de greve, participação do estado com os entes trabalhistas.
E) Auxiliares -> Art. 8º da CLT - analogia, equidade, jurisprudência, princípios - fontes auxiliares. 
PRINCÍPIOS DO DIREITO COLETIVO DO TRABALHO
Função dos princípios:
Informativa 
Interpretativa - se dirige aos aplicadores do direito, interpretar a lei
Jurídica - quando o princípio exerce uma função de verdadeira norma jurídica, não uma regra, uma norma.
1- Principio da liberdade sindical 
art 8º da CF, art. 5º, XXI E XVII, CF
Assegura desde a liberdade de criação, organização até a liberdade de atuação dos sindicatos. A sua primeira garantia está na liberdade de associação, prevista na CF, sendo que a espécie associação de entidade sindical é específica aos aspectos profissionais das categorias envolvidas.
Liberdade de associação 
No art. 5º encontramos a liberdade de associação para fins lícitos. 
Diferença de associação e reunião:
Ambas são uma agregação de pessoas.
A diferença é que a reunião é uma agregação temporária, e associação é uma associação com fins específicos, não é temporária (“definitiva”).
Sindicato é uma espécie de associação com fins específicos de tratar dos interesses profissionais daquela categoria.
Ex: Sindicato da categoria profissional é uma associação de profissionais com fins em comum.
Art 8º da CF 
I- o registro é tão somente para efeito da unicidade sindical (unicidade sindical, só pode existir uma base de um sindicato em uma área, ex: se tem um sindicato dos comerciários em salvador, não pode existir outro).
OBS: O art. Que exige a autorização para a fundação de sindicato na CLT foi revogado.
2- Princípio da Unicidade Sindical 
Art. 8º, II, CF
Só pode existir UM sindicato em uma base territorial que não pode ser inferior a um município (o mínimo que um sindicato pode abranger é um município).
Não existe liberdade plena dos sindicatos em razão da unicidade sindical, só existiria liberdade plena se houvessem mais de um sindicato de uma mesma categoria no mesmo território.
Obs: Há quem defenda a pluralidade dos sindicatos
3- Princípio da Autonomia Sindical
Garante a autogestão aos sindicatos sem interferências empresárias ou estatais, essa autonomia vai desde estruturação interna a atuação e sustentação econômica financeira.
Não pode interferência do Estado ou das Empresas.
Obs: O sindicato pode estabelecer formas para criar receitas (criar verba) e as suas funções ajudam na autogestão.
· Os sindicatos também possuem Autonomia Negocial - tem base na autonomia privada coletiva, que significa o poder atribuído aos sindicatos para, através da negociação coletiva, estabelecer normas jurídicas. -> autonomia coletiva privada tem base no chamado: PLURALISMO JURIDICO -> é a possibilidade de outros entes, não só o Estado, de criar normas jurídicas. Não é só o legislativo que pode criar normas jurídicas, eles possibilitam entes privados a criá-las (através de lei -> negociação coletiva). Podem autorizar os sindicatos a criar normas jurídicas, por permissão da lei, e elas terão forças de normas jurídicas.
4- Princípio da Criatividade Jurídica da Negociação Coletiva de Trabalho 
Art. 8, I, III e VI da CF
Significa que os processos de negociação coletiva e seus instrumentos (instrumentos - normas coletivas) tem o poder de criar normas jurídicas em harmonia