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DIREITO DO TRABALHO II - DIREITO COLETIVO DO TRABALHO

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de 88: Negociação coletiva foi muito prestigiada pela constituição de 88, que reconheceu expressamente o acordo coletivo e a convenção coletiva como verdadeiras normas jurídicas, além disso, previu como única forma de reduzir salário é a negociação coletiva (art. 7, XXVI e VI da CF).
Lei 13.467/2017 - Reforma trabalhista - estabeleceu o negociado sobre o legislado, ampliando significativamente o poder da negociação coletiva (art. 611-A da CLT)
3- Convenções Internacionais da OIT: O direito internacional do trabalho também da destaque à negociação coletiva, além da declaração universal de direitos humanos de 1948, ela é tratada no pacto internacional dos direitos econômicos, sociais e culturais, além da convenção 154 da OIT.
Na CLT - art. 611 e seguintes
4- Princípios:
Princípio do contraditório: como processo dialético que é, a negociação se orienta pela garantia para ambas as partes da defesa dos seus interesses. Contraditório é poder usar seus argumentos - processo dialético.
Princípio da cooperação das vantagens: as partes devem estar dispostas a solucionar o contraditório, inclusive fazendo concessões recíprocas.
Princípio da compulsoriedade negocial: significa que a negociação coletiva deve ser a primeira de todas as tentativas de solução. Sempre a primeira, obrigatório começar por ela. Somente pode passar para outro meio de solução se tentar a negociação primeiro. Então ela é compulsória, art. 114, 1º e 2º da CF - não pode partir direto para uma arbitragem ou greve, dissídio coletivo, sem antes tentar negociação coletiva (requisito obrigatório para declarar uma greve, não é reconhecido pela justiça se não provado que foi tentada a negociação coletiva).
Princípio da boa-fé: como todo negocio jurídico, a negociação coletiva deve ser orientada pela lealdade, verdade e boa fé das partes.
Ex: Empresa pode reduzir salário por meio de convenção, se ela estiver com dificuldades financeiras vai conversar com sindicato, mas se no caso a empresa mostrar balancete e contas falsas para enganar o sindicato, esta faltando com boa fé, então o acordo coletivo mesmo que assinado pode ser anulado na justiça do trabalho.
Princípio da paz social ou ....: Próprio da negociação coletiva que visa a paz social. Negociação é um instrumento de pacificação. O conflito é sempre problema de toda a sociedade, a negociação existe para resolvê-lo.
OBS: Sobre a negociação - só podia demitir em massa com negociação coletiva, a reforma trabalhista agora permite sem negociação.
Funções da negociação:
Função jurídica - a negociação exitosa (com êxito) resulta em acordo coletivo ou em convenção coletiva de trabalho, ou seja, cria normas jurídicas com direitos e obrigações aplicáveis ao contrato de trabalho das categorias envolvidas. (Resumindo: criar normas jurídicas)
Função Compositiva - um dos maiores objetivos é compor um conflito. Para que não se transforme em um dissídio na justiça, uma greve.
Função Política - refere-se ao processo de diálogo dos grupos sociais, que utilizam dos seus poderes para defesa dos seus interesses.
Função econômica e social - visa adequar os interesses a situação econômica atual, além de possibilitar a participação dos trabalhadores, através do sindicato, na elaboração de normas que lhe serão destinadas. Então de alguma forma tem função econômica e social, melhores condições de vida e de trabalho.
Normas coletivas de trabalho (ainda dentro de negociação):
As normas coletivas são os acordos e convenções coletivas de trabalho resultantes de uma negociação com êxito.
Previsão legal das normas coletivas - art. 7 da CF e art. 611 e seguintes da CLT
Convenção coletiva - art. 611 da CLT - caput - definição da convenção coletiva (tem a definição na parte de fontes).
Acordo coletivo parágrafo 1º do art. 611 da CLT.
Autocomposição é imprescindível, apenas se não a conseguir (negociação coletiva) que passa para os meios de heterocomposição.
HETEROCOMPOSIÇÃO
É a solução do conflito através da interferência de um terceiro, seja mediador, árbitro ou poder judiciário (justiça do trabalho).
Heterocomposição em:
A) mediação: a mediação consiste na conduta através da qual determinado agente considerado terceiro imparcial busca auxiliar e/ou estimular a composição entre as partes, sugerindo soluções e fomentando a realização de acordo ou convenção coletiva. O mediador é agente externo às partes, normalmente o MPT ou agente do ministério público do trabalho.
Apenas vai tentar fazer as partes conciliarem, sugerir, aconselhar.
O mediador não tem poderes decisórios!! Como é o caso do árbitro
Se acordar ou não, acaba ali.
B) arbitragem: se utiliza a lei de arbitragem - lei 9.306/96. É outra forma de heterocomposição.
Na arbitragem a solução é entregue a um terceiro, o árbitro, que é estranho à relação entre os entes coletivos.
Diferente da mediação, se não houver acordo entre as partes, o árbitro decidirá através do laudo arbitral.
Procedimentos da arbitragem:
1 - instalação: ocorre com a aceitação da nomeação do árbitro
Eleito, aceito instala-se a arbitragem.
Arbitragem é meio obrigatório em caso de negociação frustrada
Normalmente opta-se por um membro do ministério público do trabalho ou membro do ministério do trabalho.
Regras - instalado através da nomeação do árbitro são estabelecidas regras da arbitragem, como por exemplo: dia da audiência, forma, ouvida das partes, apresentação de documentos (todo o formato da arbitragem) todos devem aceitar as regras previamente estabelecidas.
Após estabelecidas as regras vem a tentativa de conciliação.
3- Tentativa de conciliação: FASE OBRIGATÓRIA - onde o árbitro obrigatoriamente utiliza técnicas e outras estratégias para a conciliação entre as partes. O que se deseja antes mesmo de se chegar a um laudo arbitral é se chegar à conciliação. Mediação vitoriosa termina na conciliação.
Depois da tentativa de conciliação vem à instrução.
4- instrução do feito: significa colher provas, como documentos e até mesmo testemunhas, com fim de convencer o árbitro. 
(Como se fosse audiência de instrução para depois chegar no laudo)
(Após falha da conciliação)
Depois da instrução o árbitro da o laudo arbitral
5- Laudo arbitral (decisão do arbitro) : Não havendo conciliação o árbitro dará laudo arbitral que é considerado título executivo extrajudicial (produz efeitos análogos a sentença judicial).
Prazo para o laudo, no silencio das partes, é de 6 meses.
Laudo deve ser escrito contendo relatório, fundamento e conclusão.
Espécies de arbitragem: 
Pode ser obrigatória ou facultativa:
Obrigatória: quando é imposta por lei ou acordo coletivo ou convenção coletiva de trabalho.
Havendo conflito entre as categorias deve ser buscada a arbitragem (depois da negociação coletiva sem êxito)
Facultativa: não há previsão em norma jurídica, mas surge da decisão das partes no início ou durante o conflito.
Não é obrigatória
C) Dissídio coletivo: justiça do trabalho
É conflito judicial
O dissídio coletivo é o processo judicial com a finalidade de solucionar o conflito, através da sentença normativa.
A competência originária é dos tribunais do trabalho.
Não é um processo extrajudicial, é judicial, quando não teve jeito na mediação/ arbitragem.
Antes de se instaurar um dissídio deve existir a negociação coletiva, não é aceito (acolhido) dissídio judicial se as partes não provarem que tentaram negociação coletiva.
Conciliação não é obrigatória e nem que seja firmado um acordo coletivo, e sim comprovar que houve negociação coletiva.
Em qualquer momento no processo judicial as partes podem fazer conciliação se quiserem.
Classificação dos dissídios:
1- Econômico: tem como objetivo a criação, alteração ou revisão das condições de trabalho previstas para as categorias envolvidas.
O dissídio econômico trata de conflitos no qual envolvem cláusulas econômicas - causas de trabalho.
Tem como finalidade resolver questões de condições de trabalho. 
Ex: piso salarial, ticket refeição.
Visa criar uma norma
2- jurídico: tem como fim apenas a interpretação de norma já existentes.

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