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Direitos e Deveres Individuais e Coletivos

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DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS EDIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E
COLETIVOSCOLETIVOS
O princípio da universalidade é uma característica dos
direitos e garantias fundamentais.
Os direitos e garantias fundamentais não se destinam
somente aos brasileiros e estrangeiros residentes; os
estrangeiros não residentes que estão no Brasil, como
turistas, os brasileiros natos e/ou naturalizados, os
apátridas, entre outros, também têm direitos e garantias
fundamentais, por exemplo.
Os destinatários dos direitos e deveres fundamentais,
previstos na Constituição Federal, são todas as pessoas
(pessoas físicas e jurídicas de direito público ou de direito
privado), desde que o direito visado seja compatível com a
sua natureza.
Exemplo: os estrangeiros não possuem direitos políticos
no Brasil; as empresas não possuem liberdade de
locomoção.
Além do direito de viver, o direito à vida compreende o direito
de permanecer vivo e o direito de uma vida digna:
a) Permanecer vivo: vida extrauterina (proibição, como regra,
da pena de morte) e vida intrauterina (proibição, como regra,
do aborto).
Direitos e deveres
individuais e
coletivos
DIREITO À VIDADIREITO À VIDA
TÍTULO I - Dos Princípios Fundamentais
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união
indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se
em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I – A soberania;
II – A cidadania;
III – A dignidade da pessoa humana;
IV – Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V – O pluralismo político.
(...)
TÍTULO II - Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I - Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer
natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes
no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à
segurança e à propriedade, nos termos seguintes: Vida, Liberdade,
Igualdade, Segurança e Propriedade
O aborto voluntário é crime; o aborto só é permitido
nos casos de gravidez de risco para a mãe e gravidez
decorrente de estupro.
b) Vida digna: proibição da tortura, proibição do tratamento
desumano ou degradante (art. 5º, III, da CF) e proibição das
penas de caráter perpétuo, de trabalhos forçados, de
banimento e cruéis (art. 5º, XLVII, da CF).
A Lei de Biossegurança permite a possibilidade de
pesquisas com células-tronco embrionárias.
Apesar de terem contestado essa lei sob a alegação de
que ela feria o direito à vida, o STF ainda assim
considerou essa lei constitucional
Segundo o STF, não con gura crime o aborto de feto
anencéfalo.
DIREITO À IGUALDADEDIREITO À IGUALDADE
TÍTULO II - Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I - Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos
Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer
natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes
no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à
segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I – Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos
desta Constituição;
O direito à igualdade compreende:
a) Igualdade formal: igualdade perante a lei e todos são
iguais, sem distinção de qualquer natureza.
Direitos e deveres
individuais e
coletivos
b) Igualdade material/substancial: visa a tratar os desiguais
de maneira desigual na medida em que se desigualam e visa
garantir a igualdade de oportunidades.
Exemplos: vagas reservadas para portadores de
necessidades especiais (PNE) em concurso público; regime
previdenciário diferenciado entre homem e mulher; Lei
Maria da Penha
O filósofo Aristóteles defendia o conceito de igualdade
material.
Há muitos mais casos de violência doméstica contra a
mulher do que contra o homem.
c) Ações afirmativas: Políticas públicas transitórias que visam
a garantir a igualdade material.
Exemplo: Cotas nas universidades públicas.
LEGALIDADELEGALIDADE
Art. 5º. (...)
II – Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa
senão em virtude de lei
RESERVA LEGALRESERVA LEGAL
Art. 5º. (...)
XXXIX – Não há crime sem lei anterior que o de na, nem pena sem
prévia cominação legal.
LEGALIDADE X RESERVA LEGALLEGALIDADE X RESERVA LEGAL
Legalidade: lei em sentido amplo, que compreende lei 
 em sentido estrito e todos os atos administrativos, 
 primários (lei complementar, lei ordinária, medida 
 provisória, lei delegada, decretos legislativos, resoluções) 
e secundários (portaria, instrução normativa, decreto
regulamentar).
Pirâmide Normativa: Constituição Federal > Leis em 
 sentido estrito (art. 59 da CF) > Atos administrativos 
 de cunho normativo
O ato regulamentador tem que ser compatível com a
lei regulamentada.
Reserva legal: lei em sentido estrito apenas, que 
 compreende reserva legal absoluta (regulamentação 
 integral por lei em sentido estrito) e reserva legal 
 relativa (lei em sentido estrito traz apenas os
parâmetros gerais).
Exemplo: art. 37, XIX, da CF
Art. 37. (...)
XIX – Somente por lei especí ca poderá ser criada autarquia e
autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de
economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste
último caso, de nir as áreas de sua atuação;
A fundação pública de direito público funciona de
forma semelhante às autarquias, por isso, às vezes, são
chamadas de “fundações autárquicas” ou “autarquias
fundacionais”.
O decreto do Presidente da República (que possui
natureza de ato administrativo normativo) é o que de
fato cria uma empresa estatal, pois a lei ordinária
apenas autoriza.
LIBERDADE DE PENSAMENTOLIBERDADE DE PENSAMENTO
Art. 5º. (...)
IV – É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o
anonimato.
O regime de governo brasileiro é a democracia, que
preza pelo pluralismo.
O anonimato é vedado, pois é garantido o direito de
resposta.
DIREITO DE RESPOSTADIREITO DE RESPOSTA
Art. 5º. (...)
V – É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo,
além da indenização por dano material, moral ou à imagem.
STF: não serve à persecução criminal notícia de prática 
criminosa sem identi cação da autoria, consideradas a
vedação constitucional do anonimato e a necessidade de
haver parâmetros próprios à responsabilidade, nos
campos cível e penal, de quem a implemente. Nada
impede, contudo, que o poder público provocado por 
 delação anônima (exemplo: “disque-denúncia”) adote
medidas informais destinadas a apurar, previamente, em
averiguação sumária, “com prudência e discrição”, a
possível ocorrência de eventual situação de ilicitude penal.
LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA E DELIBERDADE DE CONSCIÊNCIA E DE
CRENÇACRENÇA
Art. 5º. (...)
VI – É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo
assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma
da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias
Esse dispositivo jurídico retira a laicidade do Estado?
Não. O Estado não possui religião oficial.
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios: 
I – Estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los,
embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus
representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na
forma da lei, a colaboração de interesse público;
Esse “ou” tem caráter aditivo, pois um lesado 
 pode ter direito à indenização por dano material,
moral e à imagem.
Direitos e deveres
individuais e
coletivos

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