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DIREITO DO CONSUMIDOR
Senac
Daiane Cordeiro Santos Rosa Duarte
Claudio Barcelos Santos
Decreto 7.962/2013;
Este Decreto regulamenta a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, para dispor sobre a contratação no comércio eletrônico.
Tal dispositivo aborda a necessidade de exibir, aos visitantes e clientes, informações claras sobre os produtos, serviços e fornecedores; prestar um atendimento facilitado ao consumidor; e garantir o exercício do direito de arrependimento. Ou seja, essa regulamentação trata de pontos fundamentais para que consumidores e lojistas do comércio eletrônico tenham mais segurança em suas relações. 
Todavia a regulamentação do e-commerce (Decreto 7.962/2013) não é obrigatória para todas as vendas pela internet. Portanto, o que vai determinar se o decreto é aplicável ou não no caso concreto é localizar se na relação entre as partes existe a presença do destinatário final. Se a resposta for positiva, as novas regras precisarão ser observadas, caso contrário, ou seja, caso o comprador do serviço ou produto não for o consumidor final, não há que se falar na aplicação das regras do decreto, mesmo que a venda do produto ou serviço seja feita por meio da Internet.
Consumidor CDC e Normas Correlatas
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) é o principal documento que regulamenta as relações de consumo e delega responsabilidades. Ele foi regulamentado pela Lei nº 8.078, em 11 de setembro de 1990.
A Política Nacional das Relações de Consumo busca identificar as necessidades do consumidor, respeitando e protegendo seus direitos, e promover a harmonia nas relações de consumo entre eles e os fornecedores. Para isso, ela compreende que o consumidor é o participante mais vulnerável dessas relações.
As normas correlatas são leis que envolvem também assuntos ligados às relações de consumo. A maioria delas foi decretada após a criação do Código, em 1990. Sendo algumas delas:
Lei no 13.455/2017: Permite que fornecedores alterem os preços de produtos e serviços de acordo com o método de pagamento escolhido. 
Marco Civil da Internet: estabelece regras, direitos e deveres. Além de destacar o acesso à internet e à informação como direitos de um cidadão, ela também toca em assuntos relacionados ao consumidor. Em seu art. 9° artigo estabelece que provedores de internet não devem fazer nenhum tipo de limitação de conteúdo baseados nas diferenças entre pacotes. 
Lei no 10.962/2004: Esta lei estabelece regras para oferta e formas de afixação de preços em estabelecimentos comerciais, com o objetivo de que essas informações estejam claras e visíveis para o consumidor.
Lei 8.078/1990; Lei 12965/2014
Lei 8.078/1990 Código de Defesa do Consumidor (CDC)
Como vimos antes essa foi uma legislação fundamental para regulamentar no Brasil as relações de consumo, alterando regras tradicionais do direito civil e adequando-as para uma sociedade de consumo. Com isso, novas regras a orientar os contratos, o comércio e a prestação de serviços foram criadas, de maneira a se proteger o consumidor de eventuais abusos dos fornecedores. Também se regulamentou a oferta de produtos e serviços e a publicidade dos mesmos, oferecendo um limiar ético para essas atividades.
Lei 12965/2014 Marco Civil da Internet
O Marco Civil da Internet tem como objetivo precípuo oferecer segurança jurídica aos usuários da rede, sejam eles internautas, empresas, provedores e Administração Pública. 
A nova lei, portanto, fixa fundamentos, princípios, objetivos e direitos na utilização da rede mundial de computadores, além de criar normas de caráter processual para a proteção de tais direitos. Dessa forma, estabelece-se um marco legal que certamente uniformizará entendimentos ainda controversos em nossos tribunais. Outro objetivo evidente da nova norma é garantir os direitos à liberdade de expressão e privacidade dos usuários, direitos estes que se fazem presentes em todo o texto legal.
Manual do direito do consumidor
O Direito do Consumidor pode ser entendido como o conjunto de regras do direito que regula as relações de consumo, sendo aquelas relações entre o consumidores e fornecedores de bens ou serviços. Ele deve ser aplicado sempre que houver relação de consumo entre as partes.
Podendo apenas se aplicar quando há uma relação jurídica de consumo. Sendo a relação de consumo aquela que tem de um lado o consumidor, e do outro, o fornecedor de bens e serviços.
O Código de Defesa do Consumidor trouxe direitos básicos aos consumidores, como direito à informação sobre os produtos e serviços, proteção contra publicidade enganosa, prevenção e reparação a eventuais danos patrimoniais e morais decorrentes de produtos e serviços dentre muitas outras coisas.
Lista com os principais direitos assegurados aos consumidores:
Garantia Legal: por lei os produtos duráveis têm garantia de 90 dias e os não duráveis tem garantia de 30 dias.
Troca de Mercadorias: A Lei não obriga a loja a trocar produtos que não apresentem defeitos. Porém, se ao realizar a venda o estabelecimento se comprometer a trocar, daí sim terá a obrigação de realizar a troca caso o consumidor a solicite.
Produtos Com Preços Diferentes: Quando em algum estabelecimento comercial estiverem sendo oferecidos produtos idênticos, de mesma marca, qualidade e quantidade, porém com preços diferentes, o consumidor poderá pagar o de menor valor.
Contratos e Cláusulas: Os contratos devem ser redigidos de forma clara, que facilite o entendimento por parte do consumidor. 
Indenização Por Cadastro Indevido em Listas de Inadimplentes: caso isso ocorra, a empresa que encaminhou seu nome de forma equivocada pode ser responsabilizada e você pode ganhar uma indenização pelos danos causados.
Venda Casada: O Código de Defesa do Consumidor proíbe a venda casada, isso é, quando o comerciante condiciona a venda de um produto, com a venda de outro.
Troca Imediata de Produto Essencial: quando se trata de defeito ou mal funcionamento de algum produto que seja essencial o fornecedor deve trocar o produto ou devolver o valor pago, de imediato.
Direito de Arrependimento em Compras Realizadas Pela Internet: Nesse caso, como ele fez a compra à distância, a Lei garante um período de 7 dias, dentro do qual ele pode se arrepender e desistir do negócio, solicitando a devolução do valor pago, acrescido de eventuais outras taxas, como frete por exemplo.