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APOSTILA BANCO DO BRASIL 2020 PDF

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vai bem, é lá que vão trabalhar.
Podemos esperar por um futuro melhor ou o que nos 
aguarda é mais descrédito? Novos candidatos vão surgir. 
Serão novos? Ou os antigos? Ou novos com cabeça de 
velhos? Todos pedem que a gente tenha uma nova cons-
ciência para votar. Como? Num mundo em que as notícias 
são plantadas pela internet, em que muitos sites servem 
a qualquer mentira. Digo por mim. Já contaram cada his-
tória a meu respeito que nem sei o que dizer. Já inventa-
ram casos de amor, tramas nas novelas que escrevo. Pior. 
Depois todo mundo me pergunta por que isso ou aquilo 
não aconteceu na novela. Se mudei a trama. Respondo: — 
Nunca foi para acontecer. Era mentira da internet.
Duvidam. Acham que estou mentindo.
CARRASCO, W. O ano da esperança. Época, 25 dez. 
2017, p.97. Adaptado.
Considere o trecho “Podemos esperar por um futuro me-
lhor”. Respeitando-se as regras da norma-padrão e con-
servando-se o conteúdo informacional, o trecho acima 
está corretamente reescrito em:
a) Podemos esperar para um futuro melhor
b) Podemos esperar com um futuro melhor
c) Podemos esperar um futuro melhor
d) Podemos esperar porquanto um futuro melhor
e) Podemos esperar todavia um futuro melhor
Resposta: Letra C
Em “a”: Podemos esperar para um futuro melhor = po-
demos esperar o quê?
Em “b”: Podemos esperar com um futuro melhor = po-
demos esperar o quê?
Em “c”: Podemos esperar um futuro melhor = correta
Em “d”: Podemos esperar porquanto um futuro me-
lhor = sentido de “porque”
Em “e”: Podemos esperar todavia um futuro melhor = 
conjunção adversativa (ideia contrária à apresentada 
anteriormente)
A única frase correta – e coerente - é podemos esperar 
um futuro melhor.
2. (PETROBRAS – ADMINISTRADOR JÚNIOR – CES-
GRANRIO-2018) Considere a seguinte frase: “Os lança-
mentos tecnológicos a que o autor se refere podem re-
sultar em comportamentos impulsivos nos consumidores 
desses produtos”. A utilização da preposição destacada 
a é obrigatória para atender às exigências da regência 
do verbo “referir-se”, de acordo com a norma-padrão da 
língua portuguesa. É também obrigatório o uso de uma 
preposição antecedendo o pronome que destacado em:
a) Os consumidores, ao adquirirem um produto que qua-
se ninguém possui, recém-lançado no mercado, pas-
sam a ter uma sensação de superioridade.
b) Muitos aparelhos difundidos no mercado nem sempre 
trazem novidades que justifiquem seu preço elevado 
em relação ao modelo anterior.
c) O estudo de mapeamento cerebral que o pesquisador 
realizou foi importante para mostrar que o vício em 
novidades tecnológicas cresce cada vez mais.
d) O hormônio chamado dopamina é responsável por 
causar sensações de prazer que levam as pessoas a se 
sentirem recompensadas.
e) As pessoas, na maioria das vezes, gastam muito mais 
do que o seu orçamento permite em aparelhos que 
elas não necessitam.
Resposta: Letra E
Em “a”: Os consumidores, ao adquirirem um produto 
que (= o qual) quase ninguém possui, recém-lançado 
no mercado, passam a ter uma sensação de superio-
ridade.
Em “b”: Muitos aparelhos difundidos no mercado nem 
sempre trazem novidades que (= as quais) justifiquem 
seu preço elevado em relação ao modelo anterior.
Em “c”: O estudo de mapeamento cerebral que (= o 
qual) o pesquisador realizou foi importante para mos-
trar que o vício em novidades tecnológicas cresce 
cada vez mais.
Em “d”: O hormônio chamado dopamina é responsá-
vel por causar sensações de prazer que (= as quais) 
levam as pessoas a se sentirem recompensadas.
Em “e”: As pessoas, na maioria das vezes, gastam mui-
to mais do que o seu orçamento permite em apare-
lhos de que (= das quais) elas não necessitam.
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3. (MPU – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE-2010)
A pobreza é um dos fatores mais comumente responsáveis 
pelo baixo nível de desenvolvimento humano e pela origem 
de uma série de mazelas, algumas das quais proibidas por lei 
ou consideradas crimes. É o caso do trabalho infantil. A chaga 
encontra terreno fértil nas sociedades subdesenvolvidas, mas 
também viceja onde o capitalismo, em seu ambiente mais 
selvagem, obriga crianças e adolescentes a participarem do 
processo de produção. Foi assim na Revolução Industrial de 
ontem e nas economias ditas avançadas. E ainda é, nos dias 
de hoje, nas manufaturas da Ásia ou em diversas regiões do 
Brasil. Enquanto, entre as nações ricas, o trabalho infantil foi 
minimizado, já que nunca se pode dizer erradicado, ele con-
tinua sendo grave problema nos países mais pobres.
Jornal do Brasil, Editorial, 1.º/7/2010 (com adaptações).
O emprego de preposição em “a participarem” é exigido 
pela regência da forma verbal “obriga”.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Resposta: Certo
(...) o capitalismo, em seu ambiente mais selvagem, obriga 
crianças e adolescentes a participarem = quem obriga, 
obriga alguém (crianças e adolescentes – objeto direto) a 
algo (a participarem – objeto indireto: com preposição – 
no caso, uma oração com a função de objeto indireto).
4. (PC-SP - ESCRIVÃO DE POLÍCIA – VUNESP-2013) 
Considerando as regras de regência verbal, assinale a al-
ternativa correta.
a) Ao ver a quantidade excessiva de prateleiras, o amigo 
comentou de que o livro estava acabando.
b) Enquanto seu amigo continua encomendando livros 
de papel, o autor aderiu o livro digital.
c) Álvaro convenceu-se de que o melhor a fazer seria sair 
para jantar.
d) As estantes que o autor aludiu foram projetadas para 
armazenar livros e CDs.
e) O único detalhe do apartamento que o amigo se ateve 
foi o número de estantes.
Resposta: Letra C
Em “a”: Ao ver a quantidade excessiva de prateleiras, o 
amigo comentou de (X) que = comentou que
Em “b”: Enquanto seu amigo continua encomendando 
livros de papel, o autor aderiu o = aderiu ao 
Em “c”: Álvaro convenceu-se de que o melhor a fazer 
seria sair para jantar = correta
Em “d”: As estantes que o autor aludiu = às quais/a que 
Em “e”: O único detalhe do apartamento que o amigo 
se ateve = ao qual/ a que
5. (TJ-SP – ADVOGADO - VUNESP/2013 - ADAPTADA) 
Na passagem – ... e ausência de candidatos para preen-
chê-las. –, substituindo-se o verbo preencher por concor-
rer e atendendo-se à norma-padrão, obtém-se:
a) … e ausência de candidatos para concorrer a elas.
b) … e ausência de candidatos para concorrer à elas.
c) … e ausência de candidatos para concorrer-lhes.
d) … e ausência de candidatos para concorrê-las.
e) … e ausência de candidatos para lhes concorrer.
Resposta: Letra A
Vamos por exclusão: “à elas” está errada, já que não te-
mos acento indicativo de crase antes de pronome pes-
soal; quando temos um verbo no infinitivo, podemos 
usar a construção: verbo + preposição + pronome pes-
soal. Por exemplo: Dar a eles (ao invés de “dar-lhes”). 
COLOCAÇÃO PRONOMINAL DOS 
PRONOMES OBLÍQUOS ÁTONOS (PRÓCLISE, 
MESÓCLISE E ÊNCLISE)
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
Colocação Pronominal trata da correta colocação dos 
pronomes oblíquos átonos na frase.
Pronome Oblíquo é aquele que exerce a 
função de complemento verbal (objeto). 
Por isso, memorize: 
OBlíquo = OBjeto!
#FicaDica
Embora na linguagem falada a colocação dos prono-
mes não seja rigorosamente seguida, algumas normas 
devem ser observadas na linguagem escrita.
Próclise = É a colocação pronominal antes do verbo. 
A próclise é usada:
 Quando o verbo estiver precedido de palavras que 
atraem o pronome para antes do verbo. São elas
:
A) Palavras de sentido negativo: não, nunca, ninguém, 
jamais, etc.: Não se desespere!
B) Advérbios: Agora se negam a depor.
C) Conjunções subordinativas: Espero que me expli-
quem tudo!
D) Pronomes relativos: Venceu o concurseiro que se 
esforçou. 
E) Pronomes indefinidos: Poucos te deram a oportunidade.
F) Pronomes demonstrativos: Isso me magoa muito. 
	 Orações iniciadas por palavras interrogativas: 
Quem lhe disse isso?
	 Orações iniciadas por palavras exclamativas: 
Quanto se ofendem!
	 Orações que exprimem desejo (orações optativas): 
Que Deus o ajude.
	 A próclise é obrigatória quando se utiliza o 
pronome

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