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APOSTILA BANCO DO BRASIL 2020 PDF

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reto ou sujeito expresso: Eu lhe entrega-
rei o material amanhã. / Tu sabes cantar?
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Mesóclise = É a colocação pronominal no meio do 
verbo. A mesóclise é usada:
Quando o verbo estiver no futuro do presente ou fu-
turo do pretérito, contanto que esses verbos não estejam 
precedidos de palavras que exijam a próclise. Exemplos: 
Realizar-se-á, na próxima semana, um grande evento em 
prol da paz no mundo.
Repare que o pronome está “no meio” do verbo “reali-
zará”: realizar – SE – á. Se houvesse na oração alguma pa-
lavra que justificasse o uso da próclise, esta prevaleceria. 
Veja: Não se realizará...
Não fossem os meus compromissos, acompanhar-te-ia 
nessa viagem.
(com presença de palavra que justifique o uso de pró-
clise: Não fossem os meus compromissos, EU te acompa-
nharia nessa viagem).
Ênclise = É a colocação pronominal depois do verbo. 
A ênclise é usada quando a próclise e a mesóclise não 
forem possíveis:
	 Quando o verbo estiver no imperativo afirmativo: 
Quando eu avisar, silenciem-se todos.
 Quando o verbo estiver no infinitivo impessoal: Não 
era minha intenção machucá-la.
	 Quando o verbo iniciar a oração. (até porque não 
se inicia período com pronome oblíquo).
Vou-me embora agora mesmo.
Levanto-me às 6h.
	 Quando houver pausa antes do verbo: Se eu passo 
no concurso, mudo-me hoje mesmo!
	 Quando o verbo estiver no gerúndio: Recusou a 
proposta fazendo-se de desentendida.
Colocação pronominal nas locuções verbais
	 Após verbo no particípio = pronome depois do 
verbo auxiliar (e não depois do particípio): 
Tenho me deliciado com a leitura!
Eu tenho me deliciado com a leitura!
Eu me tenho deliciado com a leitura!
	 Não convém usar hífen nos tempos compostos e 
nas locuções verbais:
Vamos nos unir!
Iremos nos manifestar.
	 Quando há um fator para próclise nos tempos com-
postos ou locuções verbais: opção pelo uso do pro-
nome oblíquo “solto” entre os verbos = Não vamos 
nos preocupar (e não: “não nos vamos preocupar”).
Emprego de o, a, os, as
	 Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral, 
os pronomes: o, a, os, as não se alteram. 
Chame-o agora. 
Deixei-a mais tranquila.
	 Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoan-
tes finais alteram-se para lo, la, los, las. Exemplos:
(Encontrar) Encontrá-lo é o meu maior sonho. 
(Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa.
	 Em verbos terminados em ditongos nasais (am, 
em, ão, õe), os pronomes o, a, os, as alteram-se 
para no, na, nos, nas.
Chamem-no agora. 
Põe-na sobre a mesa.
Dica da Zê!
Próclise – pró lembra pré; pré é prefixo que 
significa “antes”! Pronome antes do verbo!
Ênclise – “en” lembra, pelo “som”, /Ənd/ 
(end, em Inglês – que significa “fim, final!). 
Pronome depois do verbo!
Mesóclise – pronome oblíquo no Meio do 
verbo 
#FicaDica
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática comple-
ta Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza 
Cochar - Português linguagens: volume 3 – 7.ª ed. Reform. 
– São Paulo: Saraiva, 2010.
SITE
Disponível em: http://www.portugues.com.br/
gramatica/colocacao-pronominal-.html
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EXERCÍCIO COMENTADO
1. (LIQUIGÁS – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – CES-
GRANRIO-2018)
O ano da esperança
O ano de 2017 foi difícil. Avalio pelo número de amigos 
desempregados. E pedidos de empréstimos. Um atrás do 
outro. Nunca fui de botar dinheiro nas relações de amizade. 
Como afirmou Shakespeare, perde-se o dinheiro e o ami-
go. Nos primeiros pedidos, eu ajudava, com a consciência 
de que era uma doação. A situação foi piorando. Os argu-
mentos também. No início era para pagar a escola do filho. 
Depois vieram as mães e avós doentes. Lamentavelmente, 
aprendi a não ser generoso. Ajudava um rapaz, que não co-
nheço pessoalmente. Mas que sofreu um acidente e não 
tinha como pagar a fisioterapia. Comecei pagando a físio. 
Vieram sucessivas internações, remédios. A situação pioran-
do, eu já estava encomendando missa de sétimo dia. Falei 
com um amigo médico, no Rio de Janeiro. Ele aceitou tra-
tar o caso gratuitamente. Surpresa! O doente não aparecia 
para a consulta. Até que o coloquei contra a parede. Ou se 
consultava ou eu não ajudava mais.
Cheio de saúde, ele foi ao consultório. Pediu uma receita 
de suplementos para ficar com o corpo atlético. Nunca co-
nheci o sujeito, repito. Eu me senti um idiota por ter caído 
na história. Só que esse rapaz havia perdido o emprego 
após o suposto acidente. Foi por isso que me deixei en-
ganar. Mas, ao perder salário, muita gente perde também 
a vergonha. Pior ainda. A violência aumenta. As pessoas 
buscam vagas nos mercados em expansão. Se a indústria 
automobilística vai bem, é lá que vão trabalhar.
Podemos esperar por um futuro melhor ou o que nos 
aguarda é mais descrédito? Novos candidatos vão surgir. 
Serão novos? Ou os antigos? Ou novos com cabeça de 
velhos? Todos pedem que a gente tenha uma nova cons-
ciência para votar. Como? Num mundo em que as notícias 
são plantadas pela internet, em que muitos sites servem 
a qualquer mentira. Digo por mim. Já contaram cada his-
tória a meu respeito que nem sei o que dizer. Já inventa-
ram casos de amor, tramas nas novelas que escrevo. Pior. 
Depois todo mundo me pergunta por que isso ou aquilo 
não aconteceu na novela. Se mudei a trama. Respondo: — 
Nunca foi para acontecer. Era mentira da internet.
Duvidam. Acham que estou mentindo.
CARRASCO, W. O ano da esperança. Época, 25 
dez. 2017, p.97. Adaptado.
No trecho “perde-se o dinheiro e o amigo”, a colocação 
do pronome átono em destaque está de acordo com a 
norma-padrão da língua portuguesa. O mesmo ocorre 
em:
a) Não se perde nem o dinheiro nem o amigo.
b) Perderia-se o dinheiro e o amigo.
c) O dinheiro e o amigo tinham perdido-se.
d) Se perdeu o dinheiro, mas não o amigo.
e) Se o amigo que perdeu-se voltasse, ficaria feliz.
Resposta: Letra A
Em “a”: Não se perde = correta (advérbio atrai o pro-
nome = próclise)
Em “b”: Perderia-se = verbo no futuro do pretérito: 
perder-se-ia (mesóclise)
Em “c”: O dinheiro e o amigo tinham perdido-se = ti-
nham se perdido
Em “d”: Se perdeu = não se inicia período com prono-
me oblíquo/partícula apassivadora (Perdeu-se)
Em “e”: Se o amigo que perdeu-se = o “que” atrai o 
pronome (próclise): que se perdeu
2. (PETROBRAS – ADMINISTRADOR JÚNIOR – CES-
GRANRIO-2018) Segundo as exigências da norma-
-padrão da língua portuguesa, o pronome destacado foi 
utilizado na posição correta em:
a) Os jornais noticiaram que alguns países mobilizam-se 
para combater a disseminação de notícias falsas nas 
redes sociais.
b) Para criar leis eficientes no combate aos boatos, sem-
pre deve-se ter em mente que o problema de divulga-
ção de notícias falsas é grave e muito atual.
c) Entre os numerosos usuários da internet, constata-se 
um sentimento generalizado de reprovação à prática 
de divulgação de inverdades.
d) Uma nova lei contra as fake news promulgada na Ale-
manha não aplica-se aos sites e redes sociais com me-
nos de 2 milhões de membros.
e) Uma vultosa multa é, muitas vezes, o estímulo mais 
eficaz para que adote-se a conduta correta em relação 
à reputação das celebridades.
Resposta:Letra C
Em “a”: Os jornais noticiaram que alguns países mobi-
lizam-se = se mobilizam
Em “b”: Para criar leis eficientes no combate aos boa-
tos, sempre deve-se = sempre se deve
Em “c”: Entre os numerosos usuários da internet, cons-
tata-se um sentimento = correta
Em “d”: Uma nova lei contra as fake news promulgada 
na Alemanha não aplica-se = não se aplica
Em “e”: Uma vultosa multa é, muitas vezes, o estímulo 
mais eficaz para que adote-se = que se adote
3. (ALERJ-RJ – ESPECIALISTA LEGISLATIVO – ARQUI-
TETURA – FGV-2017-ADAPTADA) Se substituíssemos 
os complementos dos verbos abaixo por pronomes pes-
soais oblíquos enclíticos, a única forma INADEQUADA 
seria: 
a) impregna a vida cotidiana / impregna-a; 
b) entender os debates / entendê-los; 
c) ganha destaque / ganha-o;

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