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1 - Sistemas agroindustriais - Definicões e correntes metodológicas

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Sistemas Agro 
 Industriais 
 Prof. Vanderley de Oliveira 
 
 
2011 
 
 
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SUMÁRIO 
 
Introdução 4 
Capítulo 1. Gerenciamento de sistemas agroindustriais: definicões e correntes 
metodológicas 
1.1. Noções de commodity systema approach ( CSA ) e agribusiness 6 
1.2. Análise de filière (= CADEIAS DE PRODUÇÃO ) 7 
1.3. Análise do sistema agroindustrial ( SAI ) 13 
1.3.1. Sistema agroindustrial (SAI) 13 
1.3.2. Complexo agroindustrial ( CAI ) 16 
1.3.3. Cadeia de produção agroindustrial ( CPA ) 16 
1.4. Análise da cadeia de suprimentos: Supply Chain Management (SCM ) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
prof. Vanderley de Oliveira - fone( 45) 3378-1955 - vanderley_olivei@uol.com.br 
 
 
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Objetivos gerais 
 
1. Visualizar a cadeia produtivas de um modo integral e no enfoque sistêmico; 
2. Conhecer a organização com destaque para a identificação dos agentes técnico -econômicos 
e produtos que compõem; 
3. Apresentar os principais canais de comercialização por onde passam os produtos, desde o 
produtor rural até o consumidor final; 
4. Logística e Cadeias de Suprimentos; 
5. Analisar a situação mundial, nacional e local da produção, consumo e comércio dos 
produtos e subprodutos mais importantes da cadeia produtiva; 
6. Conhecer o processo de formação dos preços nos diferentes níveis de mercado; 
7. Identificar os elos dinâmicos que trazem maior movimentação à cadeias produtiva “ forças 
impulsoras e restritivas “ e competitividade de cada segmento; 
8. Maximizar a eficácia política-administrativa das ações públicas; 
 
Objetivos específicos 
 
 Definição e delimitação da cadeia a ser estuda: Introdução; Importância e Objetivos 
 Procedimento metodológicos: Desenvolvimento do projeto; 
 Levantamento de antecedentes: Coordenação e modelagem 
 Identificação de agentes chaves da cadeia: produção; industrialização e 
comercialização; 
 Pesquisa de campo: Modelagem regional 
 Sistematização das informações: Custos de produção; Estudo de Mercado . 
 Definição de políticas e estratégias: competitivas; corporativas e organizacional 
 Priorização das medidas propostas 
 Elaboração do relatório final: conclusão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Introdução 
 Conhecendo o processo de evolução da agricultura brasileira, este dinâmico setor da 
economia, que, em 2004, foi responsável por um PIB em torno de R$ 524,46 bilhões 
(praticamente 1/3 do nacional), exportações da ordem de US$ 36,038 bilhões (cerca de 35% 
das vendas externas), que resultaram em um saldo comercial de US$ 31,578 bilhões e 
responde por, aproximadamente, 37% dos postos de trabalho, podemos entender a 
necessidade de se estabelecer um conceito mais amplo para agricultura, mediante o uso do 
termo agronegócio. 
 O termo agronegócio, decorre do vocábulo agribusiness, idealizado por dois norte-
americanos, John Davis e Ray Goldberg, professores da Universidade de Harvard, que, em 
1957, assim o definiram: 
"(...) o conjunto de todas as operações e transações envolvidas desde a fabricação 
dos insumos agropecuários, das operações de produção nas unidades 
agropecuárias, até o processamento, distribuição e consumo dos produtos 
agropecuários in natura ou industrializados.." 
Por conseguinte, de acordo com essa abordagem, a agricultura assume a dimensão de 
agronegócio, integrando diversos Complexos Agroindustriais e aquelas atividades que, em 
virtude do menor grau de desenvolvimento científico, tecnológico e organizacional, ainda não 
soldaram relações estáveis com outros setores da economia. Adquire, assim, a conformação 
de um grande conjunto de negócios e atividades intimamente relacionadas nas suas 
respectivas cadeias produtivas, onde estão contidos, não só os setores intrinsecamente ligados 
à produção primária e industrial, mas, também, os segmentos de serviços (financeiros, 
logística, classificação, marketing, pesquisa, extensão rural, defesa agropecuária), públicos ou 
privados. 
 O conceito de cadeia produtiva é de introdução recente no cenário das instituições 
voltadas para o desenvolvimento da agropecuária brasileira. Deriva-se do conceito do 
agronegócio, por um lado, e das filières descritas na literatura francesa, como uma forma de 
modelar as complexas relações que ocorrem para que a produção agrícola aconteça e chegue 
ao consumidor final. 
 LÍRIO ( 2007), define Cadeia Produtiva: 
 "(...) o conjunto de atividades econômicas que se articulam progressivamente 
desde o início da elaboração de um produto. Isso inclui desde as matérias-primas, 
insumos básicos, máquinas e equipamentos, componentes, produtos intermediários 
até o produto acabado, a distribuição, a comercialização e a colocação do produto 
final junto ao consumidor, constituindo elos de uma corrente ." 
 
 
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 Uma cadeia produtiva é composta por elos. Podemos classificar, de uma maneira geral, 
os elos da cadeia em: Produtores; Processadores; Atacadistas; Distribuidores; Prestadores de 
Serviços; Varejistas e Consumidores.. 
 Como toda inovação, há todo um esforço para ser conduzido, no sentido de estabelecer 
conceitos, construir instrumentos analíticos, metodologias, técnicas, validá-los e comunicá-los 
àqueles interessados no novo ramo do conhecimento. A principal motivação de estudo das 
cadeias produtivas é a determinação de gargalos tecnológicos e não-tecnológicos, que possam 
orientar a formulação de projetos e programas de gestão. Toda esta pesquisa, irá constituir 
num material de estudo interessante para os pretendentes se aprofundar nos mistérios e na 
complexidade do agronegócio e das suas correspondentes cadeias produtivas 
 O presente estudo, será constituído por 5 (= cinco ) capítulos: Gerenciamento de 
Sistemas Agroindustriais; Enfoque Sistêmico no Agronegócio; Cadeia de Produção e 
Comercialização; Estratégias nas Cadeias Agroindustriais e Metodologias na Análises de 
Cadeias produtivas. 
 
 
CAPÍTULO 1. Gerenciamento de Sistemas Agroindustriais 
 
Introdução 
 
 Estudos dos problemas afetados ao sistema agroindustrial aponta originalmente, no 
cenário internacional, para dois principais conjuntos de idéias que geraram metodologias de 
análise distintas entre si. Embora defasados quanto ao tempo e quanto ao local de origem, 
estas duas vertentes metodológicas, que serão apresentados a seguir, guardam entre si muitos 
pontos em comum. 
 A primeira delas teve origem nos Estados Unidos, mais precisamente na Universidade 
de Harvard, através dos trabalhos de Davis e Goldberg. Coube a esses dois pesquisadores a 
criação do conceito de agribusiness e, através de um trabalho posterior de Goldberg, a 
primeira utilização da noção de commodity system approach ( CSA ). 
 Durante a década de 60, desenvolveu-se no âmbito da escola industrial francesa a noção 
de analyse de filière. Embora o conceito de filière não tenha sido desenvolvido 
especificamente para estudar a problemática agroindustrial, foi entre os economistas agrícolas 
e pesquisadores ligados aos setores rural e agroindustrial, que ele encontrou seus principais 
defensores. Com o sacrifício de algumas nuanças semânticas, a palavra filière será traduzida 
para o português pela expressão cadeia de produção e, no caso do setor agroindustrial, cadeia 
de produção