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e constituem instrumento para financiar os objetivos definidos
nos programas e ações orçamentários, com vistas a satisfazer finalidades públicas.
 
Imagem: Shutterstock.com
Classificam-se como correntes as receitas provenientes de tributos; de contribuições; da exploração
do patrimônio estatal (Patrimonial); da exploração de atividades econômicas (agropecuária, industrial
e de serviços); de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado,
quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes (Transferências
Correntes); por fim, demais receitas que não se enquadram nos itens anteriores nem no conceito de
receita de capital (outras receitas correntes).
Receitas de capital
As receitas orçamentárias de capital são arrecadadas dentro do exercício financeiro, aumentam as
disponibilidades financeiras do Estado e são instrumentos de financiamento dos programas e ações
orçamentários, a fim de se atingirem as finalidades públicas. Porém, de forma diversa das receitas
correntes, as receitas de capital em geral não provocam efeito sobre o patrimônio líquido.
As receitas de capital são as provenientes tanto da realização de recursos financeiros oriundos da
constituição de dívidas e da conversão, em espécie, de bens e direitos, quanto de recursos recebidos
de outras pessoas de direito público ou privado e destinados a atender despesas classificáveis em
Despesas de Capital.
CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO A PORTARIA
INTERMINISTERIAL STN/SOF 163/2001
A Portaria Interministerial STN/SOF nº 163, de 4 de maio de 2001, com base no esquema previsto na
Lei nº 4.320/64, atualizou e detalhou as receitas correntes e receitas de capital, classificando como
origem o desdobramento previsto na referida lei.
DESSA FORMA, AS ORIGENS PARA AS RECEITAS
CORRENTES SÃO:
Impostos, taxas e contribuições de melhoria (tributos).
Contribuições – contribuições sociais (COFINS, INSS, PIS), contribuições econômicas (CIDE) e
contribuição para custeio de iluminação pública (CIP).
Patrimoniais – aluguéis de imóveis, aplicações financeiras, dividendos, foros, laudêmios,
concessões, permissões etc.
Agropecuárias – receitas resultantes da exploração de atividades agropecuárias, tais como a
venda de produtos: agrícolas (grãos, tecnologias, insumos etc.); pecuários (sêmens, técnicas
em inseminação, matrizes etc.); para reflorestamento etc.
Industriais – receitas resultantes das atividades industriais, envolvendo a extração e o
beneficiamento de matérias-primas, bem como a produção e a comercialização de bens
relacionados à indústria extrativa mineral, mecânica, química e de transformação em geral.
Serviços – receitas resultantes da atividade econômica de prestação de serviços de transporte,
comunicação, aeroportuário, fiscalização, armazenamento, juros de empréstimos concedidos,
culturais etc., sendo remunerados por tarifa ou preço público.
Transferências correntes – receitas resultantes de recursos recebidos de outras pessoas, de
direito público ou privado, destinados a atender despesas correntes, tais como transferências
constitucionais ou legais (fundos de participação, doações etc.).
Outras receitas correntes – recursos recebidos não classificados nas outras origens, tais como
indenizações, alienação de bens apreendidos, restituições, ressarcimentos, multas
administrativas etc.
Já para as receitas de capital, as origens são:
OPERAÇÕES DE CRÉDITO
Operações de crédito: receitas resultantes da contratação de empréstimos e financiamentos
(públicos ou privados e internos ou externos), da colocação de títulos públicos, de empréstimos
compulsórios etc., destinados a atender ao desequilíbrio orçamentário.
ALIENAÇÃO DE BENS
Alienação de bens: receita resultante da venda de bens (móveis, imóveis ou intangíveis) de
propriedade do ente público como as privatizações, a alienação de prédio público etc.
AMORTIZAÇÃO DE DÍVIDA
Amortização de dívida: receita resultante da amortização do valor dos empréstimos ou
financiamentos concedidos a outros entes, representando retorno dos recursos emprestados.
TRANSFERÊNCIAS DE CAPITAL
Transferências de capital: receitas resultantes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas
de direito público ou privado e destinados para atender despesas e capital (em investimentos ou
inversões financeiras), como recurso de convênio recebido para construção de um hospital ou
construção de uma estrada.
OUTRAS RECEITAS DE CAPITAL
Outras receitas de capital: resultantes de recursos recebidos não classificados em outras origens,
tais como a integralização de capital social, a remuneração das disponibilidades do Tesouro Nacional,
o resgate de títulos do Tesouro, entre outras.
ETAPAS DA RECEITA ORÇAMENTÁRIA
De acordo com a doutrina, os estágios da receita orçamentária podem ser resumidos respectivamente
em:
Previsão

Lançamento

Arrecadação

Recolhimento
Contudo, também é considerado correto compreender somente os estágios de lançamento,
arrecadação e recolhimento, pois a Lei nº 4.320/64 não menciona a etapa da previsão. Por isso,
ambas são consideradas corretas, dependendo do contexto de cada autor ou situação específica.
O Manual Técnico do Orçamento e o MCASP dividem as receitas orçamentárias em duas etapas:
Planejamento e Execução.
De acordo com o MTO, as etapas da receita iniciam no estágio da previsão e terminam no
recolhimento, seguindo a ordem de ocorrência dos fenômenos econômicos.
 ATENÇÃO
É importante destacar que algumas bancas de concurso público, às vezes, cobram os estágios como
se fossem etapas, não fazendo distinção entre eles. Logo, podem chamar estágios de etapas. Nesse
caso, é imprescindível verificar o contexto da questão.
Neste contexto, vamos compreender as definições das duas etapas:
PLANEJAMENTO
Na etapa do planejamento, ocorre o estágio da previsão. Esse estágio compreende a estimativa de
arrecadação da receita orçamentária constante na LOA, sendo utilizadas metodologias de projeção,
de acordo com as normas técnicas e legais, em especial, observadas as disposições constantes na
Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Seu objetivo é verificar o comportamento das receitas durante exercícios anteriores, projetando com o
auxílio de ferramentas estatísticas e matemáticas. O planejamento dependerá do comportamento da
série histórica de arrecadação e de informações fornecidas pelos órgãos orçamentários ou pelas
unidades arrecadadoras envolvidas no processo. A previsão da receita serve de base para verificar as
necessidades de financiamento do governo.
EXECUÇÃO
Na etapa da Execução, ocorrem três estágios: lançamento, arrecadação e recolhimento.
Lançamento
O art. 53 da Lei nº 4.320/1964 define lançamento como ato da repartição competente, que verifica a
procedência do crédito fiscal, a pessoa que lhe é devedora e inscreve o débito desta.
No âmbito da atividade tributária, o lançamento é um procedimento administrativo que verifica a
ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determina a matéria tributável, calcula o
montante do tributo devido, identifica o sujeito passivo e, sendo o caso, propõe a aplicação da
penalidade cabível. Esse estágio situa-se no contexto de constituição do crédito tributário, ou seja,
aplica-se a impostos, taxas e contribuições de melhoria como, por exemplo, o envio do carnê do
Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) ou da guia do Imposto sobre a Propriedade de Veículos
Automotores (IPVA).
 ATENÇÃO
Cabe ressaltar que não devemos confundir a expressão “lançamento” aqui apresentada com
lançamento contábil. O lançamento em questão é um controle extracontábil para identificar quanto o
Estado tem a cobrar de terceiros como por exemplo, impostos, taxas, entre outros.
Arrecadação
A arrecadação consiste na entrega dos recursos devidos por contribuintes ou devedores aos agentes
arrecadadores ou às instituições financeiras autorizadas pelo ente. Nesse estágio, o Estado recebe os
tributos, as multas e os demais créditos

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