Buscar

Introdução à cirurgia

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 3, do total de 52 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 6, do total de 52 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 9, do total de 52 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Prévia do material em texto

Introdução à cirurgia
Daiane Marcelino de Barros
Assepsia
 Procedimento para manter o paciente e o ambiente cirúrgico livre de germes
 Engloba preparo adequado do ambiente cirúrgico, da equipe cirúrgica, do instrumental a
ser utilizado, bem como do campo operatório
Anti-sepsia
 Prevenção de infecção pela destruição dos germes, em especial mediante o uso de agentes
químicos.
Assépsia X Anti-sepsia
Higienização das mãos
O que é?
• É uma medida primária no controle da disseminação de agentes infecciosos.
Por que fazer?
• As mãos constituem principal via de transmissão de microorganismos durante assistência
prestada aos pacientes
Finalidades:
a) Remoção de sujidade, suor, oleosidade, pêlos, células descamativas e da microbiota da
pele.
b) Prevenção e redução de infecções causadas pelas transmissões cruzadas.
Microbiota resistente:
• Microorganismos de baixa virulência.
• Mais difícil de ser removida pela higienização as mãos com água e sabão.
• Coloniza camadas mais internas da pele.
Microbiota transitória:
• Coloniza camada mais superficial da pele.
• Eliminada com facilidade através da higienização das mãos com água e sabão.
Classificação da flora
 Papel-toalha: deve ser suave, com boa propriedade de secagem e não liberar partículas.
 Lavatórios: devem possuir torneiras ou comandos que dispensem o contato das mãos para 
fechamento da água, utilizando para isso cotovelo, pé, joelho ou célula fotoelétrica.
o Obs: Em caso de torneiras com contato manual, utilizar papel toalha.
 Atenção: Antes de iniciar qualquer uma das técnicas, é necessário retirar jóias!
Cuidados
1. Higienização simples
2. Higienização anti-séptica
3. Fricção anti-séptica
4. Anti-sepsia cirúrgica das mãos
Engloba
Higienização simples das mãos
Finalidade
• Remover os microrganismos que colonizam as camadas superficiais da pele, assim como o
suor, a oleosidade e as células mortas, retirando a sujidade propícia à permanência e à
proliferação de microrganismos
Duração do procedimento: 40-60 segundos
Quando fazer?
a) Quando estiverem sujas
b) Antes e depois do contato com o paciente
c) Antes de administrar medicação ao paciente
d) Ao preparar materiais e equipamentos
e) Na manipulação de cateteres, equipamentos respiratórios e na manipulação do sistema
fechado de drenagem urinária.
f) Antes e após realizar trabalho hospitalar
g) Antes e após realizar atos e funções fisiológicas ou pessoais
h) Ao preparar micronebulização
i) Na coleta do material para exame propedêutico
j) Antes e após uso de luvas
k) Antes e depois de manusear alimentos
l) Antes e depois de manusear cada paciente e, eventualmente, entre as atividades
realizadas num mesmo paciente.
Higienização anti-séptica
das mãos
Finalidade:
• Promover a remoção de sujidades e microorganismos, reduzindo a carga microbiana das 
mãos com auxílio de um anti-séptico.
Duração do procedimento: 40-60 segundos
Técnica: 
• É igual a da higienização simples das mãos, substituindo-se o sabão por um anti-séptico. 
Ex: anti-séptico degermante
Fricção anti-séptica das mãos
Finalidade: 
• Reduzir a carga microbiana das mãos. 
o Não há remoção de sujidades!
o Pode substituir a higienização com água e sabão quando as mãos não estiverem visivelmente 
sujas
Duração do procedimento: 20-30 segundos
Importante: a secagem deve ser natural no caso de ter sido usado álcool. 
Anti-sepsia cirúrgica 
ou preparo pré-operatório
das mãos
Finalidade:
• Eliminar a microbiota transitória da pele e reduzir a microbiota residente, além de 
propiciar efeito residual na pele do profissional
Recomenda-se: anti-séptico degermante
Duração do procedimento: de 3-5 minutos para a primeira cirurgia e de 2-3 minutos para 
cirurgias subsequentes.
Importante: As escovas utilizadas no preparo cirúrgico devem ser de cerdas macias e 
descartáveis, impregnadas ou não com anti-séptico e de uso exclusivo em leito ungueal e 
subungueal
Anti-sépticos
 Age por desnaturação das proteínas
 É tuberculicida, virucida, fundicida e Gram – e +. Não é esporicida.
 Sua atividade é reduzida em presença de matéria orgânica
 Não deve ser usado em mãos úmidas e só completa sua ação ao secar.
Indicações:
1. Desinfeta artigos semicríticos e superfícies fixas
2. Fazer anti-sepsia de mãos após lavação
3. Anti-sepsia de pele antes de venopunção
4. Anti-sepsia de coto umbilical em recém-nascido
Álcool etílico
 PVPI age penetrando na parede celular e substituindo seu conteúdo por iodo livre
 É inativado por substâncias orgânicas não devendo ser usados em recém-nascidos
Pode ser encontrado como:
1. PVPI detergente: Degermação pré-operatória ao redor das feridas. Deve ser enxaguado e 
usado apenas em pele integra
2. PVPI tópico (solução aquosa): anti-sepsia em mucosas e curativos, aplicação em feridas 
superficiais e queimaduas.
3. PVPI tintura (solução alcoólica): anti-sepsia de campo opertório após PVPI degermante, 
demarcação de área cirúrgica
Iodóforos
 Rompe a membrana celular de micróbios e precipita seu conteúdo
 Tem ação anulada por sabão, soro, sangue e detergentes aniônicos.
Indicações:
1. Anti-sepsia em pele e mucosas
2. Anti-sepsia complementar e demarcação da pele no campo operatório
3. Degermação de campo cirúrgico e anti-sepsia de mãos e antebraços no pré-operatório.
4. Casos de alergia ao PVPI
5. Em epidemias ou surtos de Staphylococcus aureus para anti-sepsia de mãos e banho em 
recém-nascidos
Clorexidina
1. Primeiramente faz-se a limpeza mecânica ou por meio de ultra-som
2. Depois a esterilização do instrumental ocorre por meio do calor úmido e calor seco
3. Instrumental metálico também poderá se esterilizado por imersão em soluções de 
formaldeído 38%, solução aquosa de glutaraldeído e/ou álcool etílico a 70%.
4. Equipamentos de plástico e borracha são preferencialmente esterilizados por meio de 
óxido de etileno
5. Os motores elétricos poderão se esterilizados por formaldeído em pastilhas.
Preparo do instrumental e equipamentos
Preparo do paciente no 
pré-operatório
Objetivo: 
• Reduzir população microbiana e, consequentemente, diminuir a probabilidade desses 
microorganismos invadirem a ferida cirúrgica.
1. Banho corporal
2. Tricotomia
3. Anti-sepsia da pele do paciente
4. Colocação de campos cirúrgicos
Objetivo:
• Eliminar detritos depositados sobre a pele e, consequentemente, reduzir sua colonização.
Quando realizar:
• Na noite da véspera para a primeira cirurgia o dia e uma hora antes do procedimento 
cirúrgico nas cirurgias a seguir.
a) Banho com sabão neutro: em pacientes com internação menor que 7 dias
b) Banho com sabão anti-séptico
Banho corporal
PVPI degermante:
 Paciente com história de internação superior a 7 dias
 Pacientes sem história prévia de colonização e/ou infecção por S. aureus resistentes à 
Oxacilina (ORSA)
 Pacientes transferidos de outra instituição
Clorexidina:
 Pacientes a serem submetidos à cirurgia de implante de órtese e prótese, cirurgia 
cardíaca e transplantes
 Pacientes com história prévia de infecção e/ou colonização por ORSA
 Paciente com história de alergia a iodo
 Pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva 
Banho com sabão anti-séptico
Indicação: 
● Quando se anteveja a possibilidade interferência dos pêlos com o procedimento cirúrgico 
e/ou cuidado da ferida no pós-operatório. Recomenda-se que seja feita com aparelhos 
elétricos.
Área de remoção: 
● Deverá ser determinada pelo médico cirurgião e ter menor extensão possível.
Momento da realização: 
● Até no máximo uma hora antes do início do procedimento cirúrgico. Portanto poderá ser 
realizada na própria sala operatória.
Tricotomia
Técnica:
1. Informar o paciente sobre o procedimento
2. Lavar as mãos
3. Posicionar o paciente adequadamente
4. Colocar luvas de procedimento
5. Ligar o aparelho
6. Realizar tonsura sem lesar a pele, sem umidecê-la, usar gaze seca para retirar o excesso 
de pêlo do sítio cirúrgico 
7. Desprezaras gazes com pêlo em lixo comum
8. Remover os resíduos da pele com soro fisiológico
9. Limpar o aparelho com gaze seca estéril
10. Realizar a desinfecção do aparelho friccionando álcool 70%, por 30 segundos, por 3 vezes 
consecutivas 
11. Guardar o aparelho 
12. Retirar as luvas 
13. Lavar as mãos
14. Registrar o procedimento
 A anti-sepsia do campo operatório deve ser realizada com maior rigor, em pele livre 
de detritos que possam interferir na ação do anti-séptico.
 Podem ser utilizadas as soluções alcoólicas, os iodóforos e a clorexidina.
 Deve ser feita em duas fases: 
1. Degermação
2. Anti-sepsia propriamente dita
Anti-sepsia da pele do paciente
 Deve-se lavar o campo operatório com compressa estéril, utilizando solução anti-séptica 
degermante, conforme orientação:
a) PVPI degermante: paientes sem história prévia de colonização e/ou infecção por ORSA
b) PVPI tópico: utilizar no campo operatório que abrange mucosas
c) Clorexidina: mesmas indicações de quando utilizados no banho.
Local: delimitado pelo cirurgião
Quem deve fazer: um membro da equipe cirúrgica
Quando: imediatamente antes da cirurgia
Técnica:
1. Paramentar-se para o procedimento cirúrgico
2. Friccionar minunciosamente a solução anti-séptica degermante de maneira circular, 
progredindo perifericamente, por 5 minutos, utilizando luvas, gazes, pinças estéreis ou 
compressas
3. Colocar compressas ou campos ao redor da área operatória para absorver excessos da 
solução degermante
4. Retirar o excesso da solução com compressas umedecidas em soro fisiológico 
recentemente aberto
5. Secar com compressas estéreis
6. Aplicar o anti-séptico alcoólico do centro para a periferia, dando especial atenção às 
reentrâncias naturais e dobras cutâneas
7. Aguardar a secagem espontânea do anti-séptico alcoólico
 É importante como meio de demarcação, manutenção e proteção da área preparada para 
cirurgia.
 É recomendado uso de campos de tecido.
 Em casos da possibilidade de ficarem molhados, deve-se colocar um campo de plástico 
estéril sobre o campo molhado e outro campo seco por cima.
Colocação dos campos cirúrgicos 
Preparação da 
equipe cirúrgica
 Equipe deve estar livre de infecções bacterianas transmissíveis, além de furúnculos, 
dermatites, psoríases, osteomielite e ferimentos abertos.
 A equipe é a fonte mais comum de infecção exógena.
Importante
Paramentação
Uniforme:
 Antes de entrar no bloco cirúrgico todo pessoal deverá trocar suas roupas pessoais pelo 
uniforme do bloco.
Proteção dos pés:
 Devem ser utilizados ao entrar e retirados ao sair do bloco cirúrgico.
Gorros e toucas: 
 Cabelos devem estar totalmente protegidos.
Máscaras: 
 Pelos da face devem estar totalmente protegidos, assim como a boca e o nariz.
Proteção ocular: 
 Objetivo de evitar contato direto da mucosa ocular com sangue e outros fluídos corpóreos.
 É realizada a degermação e a anti-sepsia com iodóforos e clorexidina
Técnica:
● Na primeira cirurgia do dia ou após cirurgia contaminada escovar as mãos e o antebraço 
com PVPI degermante por 5 minutos, seguindo a técnica de anti-sepsia cirúrgica das mãos 
já abordada anteriormente.
● Friccionar solução alcoólica (PVPI alcoólico ou álcool iodado a 1%)
Obs: pode-se nas cirurgias subsequentes, fazer a degermação friccionando os antebraços
com as mãos e escovar por 3 minutos, somente as mãos, principalmente os leitos subungueais.
Anti-sepsia das mãos
 Todos os membros da equipe cirúrgica devem usar aventais estéreis que vão do pescoço até 
abaixo dos joelhos e além dos punhos.
Aventais
 As luvas devem ser finas, lisas, distensíveis, sem defeitos ou perfurações e, estender-se 
sobre os punhos do avental
 Importante: ao vesti-la a pele não pode tocar sua face exterior
Indicação de troca:
● Logo após ocorrer uma perfuração e/ou contaminação grosseira
● Entre uma cirurgia e outra
● Antes de iniciar o fechamento da cavidade em cirurgia contaminada
● Antes de manipulação e inserção de prótese
Luvas:
Mesa instrumental:
 Deve ser preparada o mais próximo possível do ato cirúrgico observando técnica asséptica
Técnica cirúrgica
● Manuseio delicado dos tecidos para minimizar o trauma
● Dissecção anatômica através de planos teciduais
● Conter sangramento, drenar hematomas
● Eliminar espaço morto
● Suturar a ferida sem excesso de tensão
● Rapidez, concentração e evitar excesso de conversas na sala cirúrgica
Função: 
 Proteger os tecidos internos da contaminação de microorganismos da pele e meio 
ambiente
Utilização:
 Nas primeiras 24-48 horas em incisões com fechamento primário.
 Em locais de inserção de drenos, em incisões de bordas não suturadas ou na perpetuação 
de drenagem serosanguínea é indicado o uso contínuo de curativos
 Os curativos devem ser realizados com técnica asséptica e trocados quando úmidos.
Curativo na ferida operatória
Desparamentação
 Capote e luvas devem ser
retirado com cuidado para que
suas superfícies externas
contaminadas não toquem as
áreas expostas do cirurgião
1. Soltura, pela enfermagem ou circulante, dos nós das fitas ou cordas que amarram avental 
ao corpo
2. Preensão, pelo cirurgião, com cada uma de suas mãos enluvadas, uma por vez, do avental, à 
altura do ombro oposto, puxando-o para for do corpo, o que permite descobrir até os 
antebraços, inclusive.
3. Preensão, pelo cirurgião, com uma das mãos, da luva oposta, pela face externa do punho, 
tracionando-a e retirando-a completamente, com ela devendo permanecer segura pelas 
pontas dos dedos da mão ainda enluvada
4. Introdução do dedo polegar da mão desnuda , entre a pele do punho e a face interna da 
luva remanescente, tradicionando-a e retirando-a, de maneira a cobrir a outra luva, 
removida anteriormente, o que permite a exposição somente das faces internas das luvas 
5. Desprezo do conjunto avental-luvas em recipiente próprio.
Sequência
CREDITS: This presentation template was created by 
Slidesgo, including icons by Flaticon, and 
infographics & images by Freepik.
Fim!
http://bit.ly/2Tynxth
http://bit.ly/2TyoMsr
http://bit.ly/2TtBDfr

Outros materiais