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legislação facilitada

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pessoas condenadas e receber tratamento distinto, 
condizente com sua condição de pessoas não 
condenadas. 
b) As pessoas jovens processadas deverão ser 
separadas das adultas e julgadas o mais rápido possível. 
§2. O regime penitenciário consistirá em um 
tratamento cujo objetivo principal seja a reforma e 
reabilitação moral dos prisioneiros. Os delinquentes 
juvenis deverão ser separados dos adultos e receber 
tratamento condizente com sua idade e condição jurídica. 
 
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Art. 11 Ninguém poderá ser preso apenas por 
não poder cumprir com uma obrigação contratual. 
Ademais, consagra o Pacto o direito de que ninguém poderá ser 
preso apenas por não poder cumprir com uma obrigação 
contratual (art. 11). No Brasil, esse dispositivo fundou, em 
conjunto com o art. 7.7 da Convenção Americana de Direitos 
Humanos, novo entendimento do STF, vedando a prisão civil do 
depositário infiel (Súmula Vinculante nº 25, do STF: “É ilícita a 
prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade 
de depósito.”) 
André de Carvalho Ramos. Curso de Direitos Humanos. 
 
Art. 12 - §1. Toda pessoa que se encontre 
legalmente no território de um Estado terá o direito de 
nele livremente circular e escolher sua residência. 
(Direito de ir e vir) 
§2. Toda pessoa terá o direito de sair livremente 
de qualquer país, inclusive de seu próprio país. 
§3. Os direitos supracitados não poderão 
constituir objeto de restrições, a menos que estejam 
previstas em lei e no intuito de proteger a segurança 
nacional e a ordem, saúde ou moral públicas, bem como 
os direitos e liberdades das demais pessoas, e que sejam 
compatíveis com os outros direitos reconhecidos no 
presente Pacto. 
§4. Ninguém poderá ser privado 
arbitrariamente do direito de entrar em seu próprio 
país. 
 
Art. 13 Um estrangeiro que se encontre 
legalmente no território de um Estado-parte no presente 
Pacto só poderá dele ser expulso em decorrência de 
decisão adotada em conformidade com a lei e, a 
menos que razões imperativas de segurança nacional a 
isso se oponham, terá a possibilidade de expor as razões 
que militem contra a sua expulsão e de ter seu caso 
reexaminado pelas autoridades competentes, ou por uma 
ou várias pessoas especialmente designadas pelas 
referidas autoridades, e de fazer- se representar com este 
objetivo. 
 
Art. 14 - §1. Todas as pessoas são iguais 
perante os Tribunais e as Cortes de Justiça. Toda 
pessoa terá o direito de ser ouvida publicamente e 
com as devidas garantias por um Tribunal 
competente, independente e imparcial, estabelecido 
por lei, na apuração de qualquer acusação de caráter 
penal formulada contra ela ou na determinação de seus 
direitos e obrigações de caráter civil. A imprensa e o 
público poderão ser excluídos de parte ou da totalidade 
de um julgamento, quer por motivo de moral pública, 
ordem pública ou de segurança nacional em uma 
sociedade democrática, quer quando o interesse da vida 
privada das partes o exija, quer na medida em que isto 
seja estritamente necessário na opinião da justiça, em 
circunstâncias específicas, nas quais a publicidade venha 
a prejudicar os interesses da justiça; entretanto, qualquer 
sentença proferida em matéria penal ou civil deverá 
tornar-se pública, a menos que o interesse de menores 
exija procedimento oposto, ou o processo diga respeito a 
controvérsias matrimoniais ou à tutela de menores. 
(Garantias processuais) 
§2. Toda pessoa acusada de um delito terá 
direito a que se presuma sua inocência enquanto não 
for legalmente comprovada sua culpa. 
§3. Toda pessoa acusada de um delito terá 
direito, em plena igualdade, às seguintes garantias 
mínimas: 
1. a ser informada, sem demora, em uma língua 
que compreenda e de forma minuciosa, da natureza e dos 
motivos da acusação contra ela formulada; 
2. a dispor do tempo e dos meios necessários à 
preparação de sua defesa e a comunicar-se com defensor 
de sua escolha; 
3. a ser julgada sem dilações indevidas; 
4. a estar presente no julgamento e a defender-
se pessoalmente ou por intermédio de defensor de sua 
escolha; a ser informada, caso não tenha defensor, do 
direito que lhe assiste de tê-lo, e sempre que o interesse 
da justiça assim exija, a Ter um defensor designado ex 
ofício gratuitamente, se não tiver meios para remunerá-lo; 
5. a interrogar ou fazer interrogar as testemunhas 
de acusação e a obter comparecimento e o interrogatório 
das testemunhas de defesa nas mesmas condições de 
que dispõem as de acusação; 
6. a ser assistida gratuitamente por um 
intérprete, caso não compreenda ou não fale a língua 
empregada durante o julgamento; 
7. a não ser obrigada a depor contra si mesma, 
nem a confessar-se culpada. 
§4. O processo aplicável aos jovens que não 
sejam maiores nos termos da legislação penal levará em 
conta a idade dos mesmos e a importância de promover 
sua reintegração social. 
§5. Toda pessoa declarada culpada por um delito 
terá o direito de recorrer da sentença condenatória e da 
pena a uma instância superior, em conformidade com a 
lei. 
§6. Se uma sentença condenatória passada em 
julgado for posteriormente anulada ou quando um indulto 
for concedido, pela ocorrência ou descoberta de fatos 
novos que provem cabalmente a existência de erro 
judicial, a pessoa que sofreu a pena decorrente dessa 
condenação deverá ser indenizada, de acordo com a lei, 
a menos que fique provado que se lhe pode imputar, total 
ou parcialmente, e não-revelação do fato desconhecido 
em tempo útil. 
§7. Ninguém poderá ser processado ou punido 
por um delito pelo qual já foi absolvido ou condenado por 
sentença passada em julgado, em conformidade com a lei 
e com os procedimentos penais de cada país. 
 
Art. 15 - §1. Ninguém poderá ser condenado por atos 
ou omissões que não constituam delito de acordo 
com o direito nacional ou internacional, no momento 
em que foram cometidos. Tampouco poder-se-á impor 
pena mais grave do que a aplicável no momento da 
ocorrência do delito. Se, depois de perpetrado o delito, a 
lei estipular a imposição de pena mais leve, o delinquente 
deverá dela beneficiar-se. (Princípio da legalidade / 
Irretroatividade da lei penal mais gravosa / Retroatividade da 
lei penal mais benéfica ao réu) 
§2. Nenhuma disposição do presente Pacto 
impedirá o julgamento ou a condenação de qualquer 
indivíduo por atos ou omissões que, no momento em que 
foram cometidos, eram considerados delituosos de acordo 
com os princípios gerais de direito reconhecidos pela 
comunidade das nações. 
 
Art. 16 Toda pessoa terá o direito, em qualquer 
lugar, ao reconhecimento de sua personalidade 
jurídica. 
 
Art. 17 - §1. Ninguém poderá ser objeto de 
ingerências arbitrárias ou ilegais em sua vida privada, 
em sua família, em seu domicílio ou em sua 
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correspondência, nem de ofensas ilegais à sua honra e 
reputação. 
§2. Toda pessoa terá direito à proteção da lei 
contra essas ingerências ou ofensas. 
 
Art. 18 - §1. Toda pessoa terá direito à liberdade 
de pensamento, de consciência e de religião. Esses 
direitos implicará a liberdade de ter ou adotar uma religião 
ou crença de sua escolha e a liberdade de professar sua 
religião ou crença, individual ou coletivamente, tanto 
pública como privadamente, por meio do culto, da 
celebração de ritos, de práticas e do ensino. 
§2. Ninguém poderá ser submetido a medidas 
coercitivas que possam

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