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Práticas educativas em saúde

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Práticas educativas em saúde
UNIDADE I
· Saúde é um completo estado de bem-estar físico, psíquico e social. (OMS)
· Físico: dar ao corpo o direito de descansar quando está cansada.
· Psíquico: liberdade proporcionada ao desejo de cada um na organização da sua vida.
· Social: liberdade de se agir individual e coletivamente na organização do trabalho
Processo saúde-doença
Este processo é influenciado pelas seguintes questões:
· Política
· Economia 
· Ambiental
· Cultural
· Social
· Emocional e espiritual
** Para que você tenha a saúde adequada o ideal é que todos estes quesitos estejam em ordem, caso não, mesmo que você queira ser uma pessoa saudável você não consegue pois existem alguns quesitos que saem da nossa capacidade de atuação.
Educação X Saúde
· O processo ensino-aprendizagem também sofreu mudanças conceituais e procedimentais ao longo da história. 
· Considera a participação e foca na formação crítica e política dos sujeitos envolvidos nesse processo.
· Processo dinâmico e contraditório.
** Ou seja, é um processo que vive em constante mudança, necessário estar sempre se atualizando.
SUS “utopia” X Saúde “utopia”
Quando pensamos no SUS e na Saúde, vemos que ambos estão vivendo uma Utopia.
· Utopia: idéia de algo ser alcançado.
· O que o SUS faz? Ele produz a saúde por meio da construção de ações inovadoras nas práticas cotidianas. Já a Saúde ela traz a liberdade (elemento fundamental) para o alcance dessa meta, ela produz possibilidades de aproximação ao que seria o completo bem-estar físico, psíquico e social.
· A relação entre os usuários e os trabalhadores de saúde constituem, em si, um ato vivo – produzindo novas possibilidades de liberdade e valorização da vida.
· A intervenção profissional na área da saúde ocorre com o corpo vivo e em interação com o social e com o ambiente, a partir de processos de subjetivação
**Isso traz a idéia de que não temos nada igual, somos todos diferentes, tanto o profissional de saúde quanto os usuários. Cada ser age e pensa de formas diferentes, sendo assim não existe algo que atenda a todos, cada um de nós devemos apresentar a nossa necessidade , e com isso eu terei que ter flexibilidade na hora de agir, na hora de conversar.
Formação em saúde
· A formação dos profissionais de saúde tende a enfrentar o corpo vivo apenas ao final da graduação, gerando uma tensão entre a imagem de dessecação do corpo apreendida ao longo da formação e reduzindo a valorização da escuta, do contato e da diversidade. 
· Desafio: transformar os encontros entre os profissionais de saúde e os usuários, ultrapassando a lógica do agir micropolítico para outras dimensões da produção do cuidado, produzindo novas metas e possibilidades de atingir a saúde. 
** O fato de termos contato com os pacientes somente no último ano, talvez irá nos surpreender ou quem sabe até mesmo assustar, pois será aonde perceberemos a importância na relação com o usuário, o olhar, os gestos, a confiança a ser passada, e isso acaba sendo um desafio.
· Existe um Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde (Pró-saúde), em 2005, integrou instituições de ensino, estruturas de gestão da saúde, órgãos de representação popular e serviços de atenção à saúde.
· Com o objetivo de transformar as diretrizes políticas em trabalho vivo, mais concreto e menos idealizador, e isso é um desafio que passa pela necessidade de mobilizações ético-políticas, técnico-científicas e psicossociais. 
· Essas diretrizes políticas estabelecidas neste programa e curriculares são recentes e pontuais, e ainda não esta esgotado a demanda de discussão sobre este tema.
· Evidenciamos a necessidade de nos voltarmos para os sentidos, os valores e os significados do que e para quem fazemos nossas ações em saúde. 
· As questões de natureza ética e humana têm sido preteridas na formação, algo que antes não nos preocupava tanto, à medida que não se adotam metodologias de ensino que promovam a participação do aluno e a sua responsabilização no processo de formação
Então nos estamos tendo que abordar ainda mais sobre questões éticas, para que saibamos como nos portar diante das situações e das diferenças, inclusive com aquilo que eu acredito como profissional então isso é algo ainda a se conquistar.
Educação permanente
· É um titulo utilizado para aprendizagem no trabalho, onde o aprender e o ensinar se incorporam ao cotidiano das organizações e ao trabalho. 
· Baseia-se na aprendizagem significativa e na possibilidade de transformar as práticas profissionais e da própria organização do trabalho. 
· Como ela é realizada? Ela é feita a partir dos problemas enfrentados na realidade e leva em consideração os conhecimentos e as experiências que as pessoas já têm.
**Por exemplo: eu trabalho em um local e estou vivenciando uma situação que é um problema e que tanto eu quanto outros profissionais da saúde percebemos que esta precisando de uma ação, uma intervenção, então eu vou começar a ter um processo de educação que seja para os profissionais ou para a população, com o objetivo de melhorar aspectos relacionados a saúde, então eu não irei tratar de assunto que eu acredito e sim aquilo que realmente é necessário, por que a população ou seja o próprio meio já me mostrou que isso é um problema e que temos que intervir, e com isso a educação permanente age desta forma.
Processo saúde-doença
· A saúde e o adoecer são modos pelos quais a vida se manifesta; eles remetem a experiências únicas e subjetivas que não podem ser reconhecidas e significadas integralmente pela palavra. Ou seja, nós sabemos o significado de saúde e doença e o significado disto a cada um de nós, levando em consideração as experiências que cada individuo passou.
· Contudo, é por meio da palavra que a pessoa expressa o seu mal-estar, bem como o médico dá significação às queixas de seu paciente. 
· O fenômeno concreto de adoecer junto das palavras do paciente e do profissional de saúde, situa-se a tensão entre a subjetividade da experiência da doença e a objetividade dos conceitos que lhe dão sentido e propõem intervenções. 
· A saúde não é objeto que se possa delimitar, não pode ser traduzida em conceito científico apenas, mas também como o sofrimento que envolve o adoecer. 
· Com a finalidade de contextualização do processo saúde-doença, ressaltamos a relação dialética entre o biológico e o social, ou seja, consideramos que a reprodução dos grupos sociais nas diversas etapas produtivas deve ser levada em conta na detecção do perfil epidemiológico das classes sociais. 
· A categoria classe social é a base para uma análise da produção e distribuição das enfermidades. 
Então não somente conhecer o paciente, mas também saber o meio que ele vive, e saber quais a características deste meio, isso vale bastante inclusive para a promoção da saúde, que é quando nós vamos educar os indivíduos para melhorar a saúde, e isso é importante por que nem sempre depende de apenas uma pessoa. 
Vamos usar como exemplo a dengue, não adianta nada eu cuidar para que não tenha água parada, e todos os cuidados necessários e os meus vizinhos não tomarem o devido cuidado também.
Por este motivo é necessário sabermos em qual meio o paciente vive, para que possa ser orientado e a sua comunidade também de forma correta.
Promoção da saúde
· É a relação entre as estratégias de promoção à saúde com as ações de fortalecimento das classes sociais – de acordo com a realidade de cada indivíduo. 
· A atuação do profissional de saúde consiste em focalizar o potencial da pessoa para o bem-estar e encorajá-la a modificar ou fortalecer os hábitos pessoais, o estilo de vida e o ambiente, de modo a reduzir os riscos e aumentar a saúde e o bem-estar. 
· Para isso, o princípio de corresponsabilização nas práticas terapêuticas torna-se fundamental, isso é o que chamamos de processo ensino-aprendizagem.
**Ou seja, ambos tem que ter responsabilidades,

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