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Práticas educativas em saúde

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Comunicação humana: instrumento essencial para a prática educativa
· Sabemos que a comunicação destaca-se como o principal instrumento para que a interação e a troca aconteçam e, conseqüentemente, o processo de cuidar, no seu sentido mais amplo, tenha espaço para acontecer. 
· Segundo Mendes (1994), “os componentes da comunicação formam o clima e a nutrição para a compreensão”. 
· Communicare significa “pôr em comum”. 
· A comunicação interpessoal pode ser definida como um conjunto de movimentos integrados que calibra, regula, mantém e, por isso, torna possível a relação entre os homens (SILVA, 2001).
· Segundo Watzlawizk, Beavin e Jackson (1967), não se comunicar é impossível; mesmo na inatividade ou no silêncio tudo tem o valor de mensagem; “a comunicação é o princípio natural que une um ser a outro”. (RUESCH, 1987) 
Comunicação: 
· Verbal – palavras expressas por meio da fala ou da escrita.
· Não verbal – desenvolvida através de gestos, silêncio, expressões faciais, postura corporal, entre outros. (SILVA, 2006)
· Ao compreendermos a educação em saúde como um elemento de cuidado humano, percebemos, logo, a importância de uma comunicação com qualidade para que haja uma atenção efetiva e de qualidade. 
· Waldow (1998) refere-se à possibilidade do mundo da tecnologia avançada (máquina) substituir esse instrumento próprio do ser humano, lembra que o afago e o aperto de mão que oferecem o apoio e o suporte, bem como o olhar carinhoso e amigo parecem não ser mais necessários. 
Será que a máquina exerce o papel semelhante ao dos seres humanos? Ela supre as necessidades?
· Com ou sem intenção, sempre há a transmissão de mensagens uma vez estabelecida a interação. Não existe um fluxo de comportamento numa só direção. 
· A comunicação é um processo pautado em compreender e compartilhar mensagens enviadas e recebidas; estas mensagens exercem influência no comportamento das pessoas que vivenciam essa interação. 
Como estamos nos comunicando no exercício da nossa profissão?
· Uma pesquisa desenvolvida com crianças cegas e surdas desde o nascimento e que, apesar de nunca terem aprendido por imitação, pois nunca puderam olhar o rosto da mãe, elas demonstram as emoções da mesma maneira que nós, que enxergamos. Seus olhos brilham e sorriem quando estão felizes, choram quando estão tristes, ficam vermelhas e desviam a direção do olhar quando estão com vergonha, levantam as sobrancelhas e abrem mais os olhos e, conforme o grau de surpresa, também a boca. 
· As emoções básicas são expressas da mesma maneira em qualquer ser humano. 
Será que temos consciência das nossas expressões não verbais? 
Será que estamos atentos às expressões não verbais das pessoas com quem nos relacionamos?
Toda comunicação tem duas partes: 
· O conteúdo – o fato, a informação que queremos transmitir.
· O sentimento – como estamos nos sentindo quando nos comunicamos com a pessoa. 
· “... quando nos comunicamos com as pessoas não temos apenas o compromisso de passar um conteúdo, uma informação, pois toda comunicação envolve um sentimento, ou seja, o que é que sentimos quando ficamos diante do outro”. (SILVA, 2002, p. 74).
Quatro finalidades da comunicação não verbal: 
1. A primeira é complementar a comunicação verbal. Por exemplo, quando dizemos “bom dia”, sorrindo para o outro e olhando nos seus olhos. 
2. A segunda é contradizer o verbal. Por exemplo, quando dizemos “muito prazer” e apertamos a mão do outro com medo ou nojo de tocar. 
3. A terceira é substituir o verbal. Por exemplo, o meneio positivo da cabeça, olhando para a outra pessoa e dizendo não verbalmente “estou te ouvindo”, “estou atenta a você”. 
4. A quarta finalidade do não verbal é a demonstração dos nossos sentimentos. (SILVA, 2002)
Comunicação não verbal: 
· Paralinguagem: qualquer som produzido pelo aparelho fonador que não faça parte do sistema sonoro da língua usada. 
· Cinésica: linguagem do corpo/movimentos. 
· Proxêmica: é o uso que o homem faz do espaço. 
· Tacêsica: é tudo que envolve a comunicação tátil. 
· Características físicas: são a própria forma e a aparência do corpo.
Saber ouvir: 
· “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.” 
· A gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz, não fosse digno de consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. 
· Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade.
A habilidade de escutar: 
· Para escutar, é necessário esvaziar a mente, é necessário a humildade para valorizar o que o outro tem a dizer. Isso não é algo comum e simples, em especial em um mundo repleto de ruídos, informações e pressa. 
· O desafio é o estabelecimento de relações conscientes e reflexivas. Desenvolvendo as habilidades de comunicação, que é, em si, o elo que une um ser ao outro.
		
Unidade II
Modelos pedagógicos na educação em saúde
O pensamento pedagógico surge a partir da reflexão sobre a prática da educação, a fim de sistematizar e organizar a prática em função de determinados fins e objetivos.
** Ou seja para que seja analisado os modelos pedagógicos é necessário que seja conhecida a história da pedagogia, tanto no Brasil quanto no mundo. 
Evolução dos pensamentos pedagógicos Oriental 
Taoísmo – pedagogia mais antiga – vida tranqüila e pacífica, ensino dogmático (verdade absoluta) e memorizado. 
Chinesa – sistema hierárquico e obediência.
 Hindus (ex.: Índia) – contemplação e reprodução da cultura das castas.
Egípcios – uso de bibliotecas e criação das casas de instrução (ensinamentos de leitura, escrita, história dos cultos, astronomia, música, medicina, entre outros). 
Hebreus (Judeus) – educação rígida e minuciosa, com técnicas de repetição, a partir do cristianismo seus métodos influenciaram a cultura ocidental.
Grego 
Berço da cultura, civilização e educação ocidental – grandes filósofos.
Pautava‐se em ginástica para o corpo, filosofia para a mente e artes para a moral e os sentimentos. 
Sócrates: crença de que o autoconhecimento é o início do caminho para o verdadeiro saber.
Platão: educação como arte de conversão no sentido de vislumbrar o Bem, o divino. 
Aristóteles: aprendemos fazendo.
Romano 
Caráter utilitário e militarista, focado na disciplina e justiça. 
Na escola os castigos eram severos, os culpados (por erros) eram açoitados por varas.
Com o domínio de Roma sobre a Grécia, a filosofia de educação grega também influenciou os romanos.
Medieval 
Cristo = grande educador – parábolas, diálogo, linguagem popular e erudita (culta). 
Império Árabe (predomínio islâmico) levou ao Ocidente.
Os estudos medievais compreendiam gramática, dialética e retórica, além de aritmética, geometria, astronomia e música. Na Idade Média há destaque para a criação das universidades. 
A educação (grego e romano) era excludente, assim, os escravos, mulheres e crianças não recebiam, apenas a elite, que incluía a nobreza e o clero.
Renascentista 
Revalorização da cultura greco‐romana, tornando a educação mais prática, incluindo a educação do corpo e a substituição dos métodos mecânicos por procedimentos mais agradáveis. 
Em reação à Reforma Protestante, a Igreja Católica criou o índice de livros proibidos e organizou a Inquisição, também criou a Companhia de Jesus, com ação dos jesuítas. 
A educação jesuítica privilegiava os dogmas, a conservação das tradições em uma educação cientifica e moral, em detrimento de uma abordagem humanística.
Moderno 
Nova forma de produção econômica (cooperação) opondo‐se ao modo feudal.
Questionamento do que é a verdade – tudo o que fora ensinado até então era considerado suspeito – predomínio da razão e do método. 
Destaques: telescópio (Galileu Galilei); circulação

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