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SUTURAS

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celular subcutâneo, ocasiona pouca reação inflamatória. É 
multifilamentado, podendo, como qualquer fio com essa 
característica, albergar em seu interior bactérias que 
escapam da fagocitose. 
• Ácido poligaláctico: fio sintético semelhante ao 
comportamento do ácido poliglicólico, hidrolisa-se e é 
compretamente absorvido em 60 dias. Comumente 
encontrado na cor violeta, pode também ser branco, o que 
evita a formação de indesejáveis tatuagens de subcutâneo 
(é raro). É utilizado em cirurgias gastrointestinais, 
urológicas, ginecológicas, oftalmológicas e na aproximação 
do tecido celular subcutâneo. 
• Polidioxanona: fio sintético, polímero da poliparadioxanona, 
é um fio que tem a vantagem de ser monofilamentado e 
possuir uma absorção lenta com manutenção da resistência 
tensil por longo período. Devido a isto, é utilizado na sutura 
de tendões, cápsulas articulares e fechamento da parede 
abdominal. 
 
Fios não absorvíveis 
Suturas não absorvíveis são compostas de filamentos únicos ou 
múltiplos de metal, sintéticos ou de fibra orgânica. Tecidos que 
se caracterizam por um processo cicatricial mais lento, como é 
o caso da pele, fáscias e tendões, geralmente são fechados com 
fios inabsorvíveis. Os fios trançados são mais facilmente 
manuseados que os monofilamentares, mas os interstícios entre 
os cordões trançados são facilmente colonizados por bactérias, 
aumentando o risco de infecção. 
• Seda: filamento proteico obtido do bicho-da-seda. 
Suas fibras são retorcidas ou trançadas, tratadas com 
polibutilato. Fácil de ser manuseado, produz nós firmes. 
Apesar de classificado como não absorvível, é 
degradado ao longo dos anos, perdendo sua 
resistência tensil. 
• Algodão: processado a partir das fibras do algodão, é 
multifilamentar, proporcionando um fio maleável e 
agradável ao tato, o que propicia um nó forte. Devido 
ao fato de ser multifilamentado pode perpetuar um 
processo infeccioso caso utilizado em território 
contaminado. É semelhante à seda em termos de 
reação tecidual, o que ocorre com a formação de 
granuloma de corpo estranho. 
• Poliéster: sintético, multifilamentado. São fios 
resistentes e de grande durabilidade. Excelentes para 
suturas de aponeuroses, tendões e vasos. Podem 
apresentar-se sem cobertura ou cobertos por 
polibitilato ou teflon. Os fios de poliéster requerem um 
mínimo de 5 nós para uma fixação segura. Como termo 
de comparação, o algodão, seda e os polímeros 
absorvíveis necessitam no mínimo de 3 e o categute de 
4 nós. Os fios de poliéster causam pouca reação 
tecidual, com pouca resposta inflamatória. Devem ser 
evitados quando houver infecção no local da sutura 
devido ao fato de serem multifilamentados. 
• Nylon: derivado das poliaminas, caracteriza-se pela 
elasticidade e resistência à água. Pode ser mono ou 
multifilamentado. Fio de pouca reação, mas de difícil 
manipulação, duro e corrediço, não produz nó firme. 
Perde resistência tênsil ao longo do tempo, podendo ser 
degradado e absorvido ao longo de 2 anos, apesar de 
ser considerado inabsorvível. Os fios 
monofilamentados, negros ou incolores, são preferidos 
para suturas de pele. Causam pouca reação tecidual. 
• Polipropileno: sintético e monofilamentado produz 
pouca reação tecidual. Incolor ou azul, mantém sua 
resistência tênsil ao longo de anos. Muito usado em 
sutura vascular. Facilmente removível, é ideal para 
sutura intradérmica. 
 
MATERIAL DE PRÓTESE 
Quando a solução de contiguidade entre as suturas é extensa 
ou a síntese é feita em demasiada tensão, dá-se a interposição 
de material de prótese, que pode ser dividido em 2 grupos: de 
origem biológica ou sintética. 
 
De origem biológica: 
1. Fáscia: a autógena tem sido utilizada em hernioplastia e, às 
vezes, em operações plásticas, ginecológicas e urológicas. 
2. Dura-máter: tem sido amplamente empregada a dura-mater 
homóloga conservada em glicerina, tanto em cirurgia geral 
quanto em plástica, cardiovascular etc. 
3. Pericárdio bovino: utilizado com bons resultados para a 
confecção de válvulas cardíacas. 
 
De origem sintética 
1. Próteses metálias: muito utilizadas em ortopedia; devem ser 
livres de atividade elétrica como o vitálio, tântalo e 
determinados tipos de aço inoxidável. São utilizadas como 
placas, parafusos, pinos e telas. 
2. Plásticas: de nylon, teflon, polipropileno ou dácron. 
Constituem materiais de fácil esterilização, resistentes, 
fáceis de manipular e recortar. 
3. Membranas plásticas: principalmente os polímeros de 
metacrilato e de dióxido de silício que, dependendo do índice 
de polimerização, apresentam-se desde o estado líquido até 
o sólido. São largamente empregados como material de 
síntese (metacrilato) e de prótese (silicônio). 
 
NÓS E SUTURAS 
O nó cirúrgico, em geral, consta de uma primeira laçada, que 
aperta, e uma segunda fixadora, que impede o afrouxamento da 
primeira. Quando há necessidade de maior segurança 
acrescenta-se um terceiro nó, também utilizado quando existe 
tendência de os anteriores afrouxarem-se. Cada laçada deve ser 
feita no sentido oposto ao da anterior; caso contrário, o nó 
tende a se afrouxar. Não existe, contudo, inconveniente em se 
utilizar nós no mesmo sentido quando se trata de ligadura sem 
tensão. 
 
TIPOS DE SUTURAS 
Sutura em pontos separados 
A sutura em pontos separados apresenta uma série de 
vantagens: o afrouxamento de um nó ou a queda do mesmo 
não interfere no restante da sutura; há menor quantidade de 
corpo estranho interior do ferimento cirúrgico; os pontos são 
menos isquemiantes do que a sutura contínua. Apresenta como 
desvantagem relativa o fato de ser mais trabalhosa e mais 
demorada. 
Tipos de suturas em pontos separados: 
• Ponto simples 
• Ponto simples com nó para o interior da ferida 
• Ponto em U horizontal (Wolff) 
• Ponto em U vertical (Donatti) 
• Ponto em X horizontal 
• Ponto em X vertical 
• Ponto em X horizontal com nó para o interior da ferida 
• Ponto recorrente 
• Ponto helicoidal duplo 
 
Sutura interrompida simples 
É a mais usada de todas as suturas e também a mais versátil. A 
sutura é olocada direcionando a agulha através do tecido a 
mais de 0,5 cm da borda incisada. A sutura é inserida 
perpendicularmente através do tecido de um lado, passando 
através de igual quantidade de tecido do lado oposto e o nó é 
amarrado. Os nós devem ser colocados fora da linha de incisão. 
As pontas dos fios devem ser deixadas longas (0,5 a 1 cm), ou 
curtas se o nó for deixado escondido. 
 
Sutura horizontal em U de Wolff 
É uma sutura que promove leve eversão se colocada de maneira 
apropriada. Ela forma um quadrado perfeito, com ambas as 
extremidades de sutura saindo pelo mesmo lado da ferida. Está 
indicada para suturar feridas sob tensão moderada. É um ponto 
mais forte que a sutura simples separada, mas a cicatriz é maior. 
Usada para produzir hemostasia e em suturas com tensão 
(cirurgias de hérnias e suturas de aponeuroses). 
 
 
Sutura vertical em U de Donatti 
Promove uma aposição completa e precisa das bordas, com leve 
eversão após a confecção do nó. A primeira passagem da agulha 
é feita em uma distância maior do que 0,5 cm da borda e a 
segunda a 2 ou 3 mm da borda. Sua desvantagem é a demora 
para ser feita e maior reação inflamatória. 
 
 
Sutura em X ou Cruzado (Sultan) 
é uma sutura de aposição, sendo uma modificação do U 
horizontal. A agulha penetra de um lado da incisão e passa 
perpendicularmente através da mesma, e uma segunda 
passagem é feita através dos tecidos, paralela e de 5 a 10 mm 
da primeira passagem 
 
 
Lomboti 
É uma combinação de suturas de aposição com sutura de tensão. 
Faz um movimento em espiral. Sua principal indicação é quando 
a pele requer tensão moderada para aposição. O componente 
longe atua como redutor de tensão, ao passo que o perto faz 
aposição. A tração excessiva dos fios deve ser evitada para 
prevenir a inversão da incisão. 
 
 
Sutura contínua 
Na sutura contínua deve-se considerar o nó inicial, a sutura 
propriamente