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SUTURAS

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dita, e o nó terminal. 
Tipos de sutura contínua 
• Chuleio simples 
• Chuleio ancorado 
• Sutura em barra grega 
• Sutura intratecidual em barra grega 
• Sutura em pontos recorrentes 
 
Sutura contínua simples, de Kurshner, Chuleio simples 
Consiste em usar uma série de pontos interrompidos com nós no 
início e no final da sutura. A agulha é introduzida através dos 
tecidos, perpendicularmente à linha de incisão. A sutura é 
reintroduzida na mesma direção que a anterior. No final da 
sutura, as pontas do fio são amarradas com, no mínimo 4 
camadas de nós. São indicadas para o fechamento de tecido 
subcutâneo e fáscia desde que não haja planos de tensão. 
 
Lembert 
É considerada a sutura clássica para a cirurgia gastrintestinal. 
É uma sutura invaginante, usada como uma segunda sutura de 
oclusao para vísceras ocas. O modo de realizar esta sutura é 
conduzida através da mucosa. A sutura sai do mesmo lado e 
emerge próxima a borda da ferida. Ela é novamente inserida 
junto a outra borda da incisão, passando em direção lateral 
através da serosa, muscular e submucosa, sendo mais uma vez 
trazida atravessando a muscular e a serosa. O espaço entre os 
pontos deve ser de 0,5 cm. 
 
 
Ancorado ou de Reverdin 
É basicamente uma modificação da sutura simples contínua. A 
sutura é contínua e após passar a agulha através dos tecidos, 
é passada por dentro do laço pré-formado e este é apertado. É 
utilizada para dar firmeza à sutura, principalmente nas suturas 
longas dando maior fixação aos lábios da ferida. A cada 
passagem através dos tecidos, o fio é unido ao ponto passado 
anteriormente. A vantagem dessa sutura é a grande 
estabilidade na eventualidade de falha de um nó ou de uma 
porção de linha da sutura. 
 
 
Barra grega 
Sutura que pode ser realizada com rapidez. Pode ser usada na 
pele quando houver indicação para sutura contínua e um certo 
grau de eversão. A sutura inicia em um ponto isolado simples e 
avança aproximadamente 1 a 2 cm, e uma segunda passagem é 
feita através dos tecidos perpendiculares à incisão. Após a saída 
dos tecidos, a agulha avança 1 a 2 cm e é inserida 
perpendicularmente à linha de incisão na direção contra-
lateral. 
 
 
Intradérmica ou subcutânea 
Esse tipo de sutura é usada mais frequentemente na forma 
contínua. A sutura inicia escondendo o nó no interior dos 
tecidos, seguindo um formato de zig-zag, com a agulha colocada 
perpendicularmente à incisão, porém, avançando paralela à 
incisão. Possui excelente resultado estético. 
 
 
Suturas da pele 
As suturas de feridas do tegumento cutâneo e de incisões 
cirúrgicas devem ser feitas cuidadosamente, pois constituem, a 
“apresentação do cirurgião”. Devem ser utilizados fios 
inabsorvíveis tipo nylon ou poliéster que, por promoverem menor 
reação tecidual, propiciam cicatrizes estéticas. 
Suturas mais indicadas para feridas de pele: 
- pontos separados de fio inabsorvível; 
- pontos separados de fios de ácido poliglicólico; pontos 
intradérmicos; 
- pontos intradérmicos, preferencialmente separados, de fio 
inabsorvível ou absorvível tipo poliglicólico; 
- aproximação com tiras de esparadrapo microporado; 
 
Sutura de tela subcutânea 
A tela subcutânea deve ser aproximada em uma ferida para 
evitar a formação de espaço morto e de consequentes coleções 
serosas e hemáticas, que favorecem à infecção. Deve ser 
suturada com pontos separados com fio absorvível tipo 
categute ou poligrlicólico. 
 
Sutura de aponeurose 
A síntese correta das aponeuroses é fundamental no 
fechamento das incisões abdominais. Devem-se utilizar, 
preferencialmente, pontos separados de fio inabsorvível como 
nylon poliéster, algodão ou seda. A sutura contínua das 
aponeuroses facilita as eventrações. 
 
Sutura muscular 
Em geral, quando a aponeurose que recebe o musculo é 
delicada, utilizam-se, conjuntamente, as miorráfias, feitas mais 
frequentemente com fios absorvíveis evitando pontos 
isquemiantes. 
 
Sutura através de grampeadores 
A sutura por grampeador propicia a aproximação de tecidos 
através de mecanismos que, pelo uso de grampos metálicos e 
diferentes formatos de grampeamento, adaptando-se aos 
tecidos, promovendo uma síntese adequada, rápida, segura e 
com pequena reação tecidual.