Prévia do material em texto
CURSO DE MEDICINA Componente curricular: MDS242- Habilidades Comunicação Docente: Marlene Barreto Discente: Júlia Micheli Perez Semestre: 4º Subgrupo: D3 Data: 06/05/2021 O documentário “Fora de si”, aborda o consumo das substâncias psicoativas sob a perspectiva da alteração da consciência. O consumo dessas substâncias no século XX configura-se como um problema social. Diante disso, é possível levantar os seguintes questionamentos: a repressão cura a compulsão? Escolher ficar fora de si é um direito? Em princípio, a justificativa para o consumo das substâncias psicoativas são a busca pelo prazer, alcance do estado de exaltação e aliviar a dor. Os inúmeros artifícios utilizados são amplamente exemplificados: álcool (ao contrário do que muitos acreditam é a porta de entrada para o consumo de drogas), açúcar, cafeína, compras, drogas ilícitas. Assim, em situação de dependência, a moral desse sujeito é questionada pela sociedade, no qual ele se sente marginalizado. Nesse contexto, é ideal que nesse momento sejam promovidas intervenções para a redução de danos, forma de ajudar o usuário a minimizar os danos causados pelas substâncias, sem ferir sua dignidade. Essa conduta tem como pilar a “Tríade de Claude Olivenstein” que corresponde ao sujeito, as substâncias psicoativas e o meio sociocultural que este está inserido. Outrossim, as questões das drogas e o tráfico intensificam e estabelecem um poder paralelo que reitera a ineficiência da proibição. Assim, suas repercussões configuram-se como um problema de segurança pública nacional, no qual o Estado em relação as drogas se preocupam muito mais em assumir um papel punitivo (artigos nº12 e 16), do que em acolher e prestar um suporte focado na redução de danos aos indivíduos dependentes. De forma análoga, o curta de animação “Guerra ao drugo” faz um recorte metafórico da “Guerra às drogas” expondo a repressão sofrida aos usuários de substâncias psicoativas corroborando para a violência, assim como exposto no documentário, “uma guerra violenta contra as drogas mata mais que a própria droga”. Portanto, a forma mais eficiente de lidar essa situação é a não punitiva ao usuário que já se encontra em situação de vulnerabilidade, aplicando medidas com o foco na redução de danos, enxergando o ser humano em seu aspecto biopsicossocial. Logo, Cabe a nós, enquanto futuros profissionais de saúde acolher o usuário e enxergamos além do preconceito.