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em julgado poderá ser levada a protesto, nos termos da lei, depois de 
transcorrido o prazo para pagamento voluntário previsto no art. 523. 
§ 1o Para efetivar o protesto, incumbe ao exequente apresentar certidão de teor da decisão. 
§ 2o A certidão de teor da decisão deverá ser fornecida no prazo de 3 (três) dias e indicará o nome e a 
qualificação do exequente e do executado, o número do processo, o valor da dívida e a data de decurso do prazo 
para pagamento voluntário. 
§ 3o O executado que tiver proposto ação rescisória para impugnar a decisão exequenda pode requerer, a suas 
expensas e sob sua responsabilidade, a anotação da propositura da ação à margem do título protestado. 
§ 4o A requerimento do executado, o protesto será cancelado por determinação do juiz, mediante ofício a ser 
expedido ao cartório, no prazo de 3 (três) dias, contado da data de protocolo do requerimento, desde que 
comprovada a satisfação integral da obrigação. 
Art. 518. Todas as questões relativas à validade do procedimento de cumprimento da sentença e dos atos 
executivos subsequentes poderão ser arguidas pelo executado nos próprios autos e nestes serão decididas pelo juiz. 
Art. 519. Aplicam-se as disposições relativas ao cumprimento da sentença, provisório ou definitivo, e à 
liquidação, no que couber, às decisões que concederem tutela provisória. 
CAPÍTULO II 
DO CUMPRIMENTO PROVISÓRIO DA SENTENÇA QUE RECONHECE A EXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO DE 
PAGAR QUANTIA CERTA 
Art. 520. O cumprimento provisório da sentença impugnada por recurso desprovido de efeito suspensivo será 
realizado da mesma forma que o cumprimento definitivo, sujeitando-se ao seguinte regime: 
I - corre por iniciativa e responsabilidade do exequente, que se obriga, se a sentença for reformada, a reparar os 
danos que o executado haja sofrido; 
 
 
Gabaritando o TJSP com Maíra Vieira (https://www.facebook.com/groups/gabaritandooTJSP/) 
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II - fica sem efeito, sobrevindo decisão que modifique ou anule a sentença objeto da execução, restituindo-se as 
partes ao estado anterior e liquidando-se eventuais prejuízos nos mesmos autos; 
III - se a sentença objeto de cumprimento provisório for modificada ou anulada apenas em parte, somente nesta 
ficará sem efeito a execução; 
IV - o levantamento de depósito em dinheiro e a prática de atos que importem transferência de posse ou 
alienação de propriedade ou de outro direito real, ou dos quais possa resultar grave dano ao executado, dependem 
de caução suficiente e idônea, arbitrada de plano pelo juiz e prestada nos próprios autos. 
§ 1o No cumprimento provisório da sentença, o executado poderá apresentar impugnação, se quiser, nos 
termos do art. 525. 
§ 2o A multa e os honorários a que se refere o § 1o do art. 523 são devidos no cumprimento provisório de 
sentença condenatória ao pagamento de quantia certa. 
§ 3o Se o executado comparecer tempestivamente e depositar o valor, com a finalidade de isentar-se da multa, 
o ato não será havido como incompatível com o recurso por ele interposto. 
§ 4o A restituição ao estado anterior a que se refere o inciso II não implica o desfazimento da transferência de 
posse ou da alienação de propriedade ou de outro direito real eventualmente já realizada, ressalvado, sempre, o 
direito à reparação dos prejuízos causados ao executado. 
§ 5o Ao cumprimento provisório de sentença que reconheça obrigação de fazer, de não fazer ou de dar coisa 
aplica-se, no que couber, o disposto neste Capítulo. 
Art. 521. A caução prevista no inciso IV do art. 520 poderá ser dispensada nos casos em que: 
I - o crédito for de natureza alimentar, independentemente de sua origem; 
II - o credor demonstrar situação de necessidade; 
III – pender o agravo do art. 1.042; 
IV - a sentença a ser provisoriamente cumprida estiver em consonância com súmula da jurisprudência do 
Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça ou em conformidade com acórdão proferido no 
julgamento de casos repetitivos. 
Parágrafo único. A exigência de caução será mantida quando da dispensa possa resultar manifesto risco de 
grave dano de difícil ou incerta reparação. 
Art. 522. O cumprimento provisório da sentença será requerido por petição dirigida ao juízo competente. 
Parágrafo único. Não sendo eletrônicos os autos, a petição será acompanhada de cópias das seguintes peças 
do processo, cuja autenticidade poderá ser certificada pelo próprio advogado, sob sua responsabilidade pessoal: 
I - decisão exequenda; 
II - certidão de interposição do recurso não dotado de efeito suspensivo; 
 
 
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III - procurações outorgadas pelas partes; 
IV - decisão de habilitação, se for o caso; 
V - facultativamente, outras peças processuais consideradas necessárias para demonstrar a existência do 
crédito. 
CAPÍTULO III 
DO CUMPRIMENTO DEFINITIVO DA SENTENÇA QUE RECONHECE A EXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO DE 
PAGAR QUANTIA CERTA 
Art. 523. No caso de condenação em quantia certa, ou já fixada em liquidação, e no caso de decisão sobre 
parcela incontroversa, o cumprimento definitivo da sentença far-se-á a requerimento do exequente, sendo o 
executado intimado para pagar o débito, no prazo de 15 (quinze) dias, acrescido de custas, se houver. 
§ 1o Não ocorrendo pagamento voluntário no prazo do caput, o débito será acrescido de multa de dez por cento 
e, também, de honorários de advogado de dez por cento. 
§ 2o Efetuado o pagamento parcial no prazo previsto no caput, a multa e os honorários previstos no § 
1o incidirão sobre o restante. 
§ 3o Não efetuado tempestivamente o pagamento voluntário, será expedido, desde logo, mandado de penhora e 
avaliação, seguindo-se os atos de expropriação. 
Art. 524. O requerimento previsto no art. 523 será instruído com demonstrativo discriminado e atualizado do 
crédito, devendo a petição conter: 
I - o nome completo, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da 
Pessoa Jurídica do exequente e do executado, observado o disposto no art. 319, §§ 1o a 3o; 
II - o índice de correção monetária adotado; 
III - os juros aplicados e as respectivas taxas; 
IV - o termo inicial e o termo final dos juros e da correção monetária utilizados; 
V - a periodicidade da capitalização dos juros, se for o caso; 
VI - especificação dos eventuais descontos obrigatórios realizados; 
VII - indicação dos bens passíveis de penhora, sempre que possível. 
§ 1o Quando o valor apontado no demonstrativo aparentemente exceder os limites da condenação, a execução 
será iniciada pelo valor pretendido, mas a penhora terá por base a importância que o juiz entender adequada. 
§ 2o Para a verificação dos cálculos, o juiz poderá valer-se de contabilista do juízo, que terá o prazo máximo de 
30 (trinta) dias para efetuá-la, exceto se outro lhe for determinado. 
§ 3o Quando a elaboração do demonstrativo depender de dados em poder de terceiros ou do executado, o juiz 
poderá requisitá-los, sob cominação do crime de desobediência. 
 
 
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§ 4o Quando a complementação do demonstrativo depender de dados adicionais em poder do executado,

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