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ouvido interno

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Universidade Federal do Rio de Janeiro| Neurofisiologia – Fernanda Daumas 
 OUVIDO INTERNO 
 
Existem dois sentidos no ouvido interno: audição e equilí-
brio. 
AUDIÇÃO 
• A audição é a detecção de ondas sonoras no ambi-
ente. Essas ondas acontecem em várias faixas de 
frequência existindo som de baixa frequência (in-
frassom) e não conseguimos ouvir e existe o ul-
trassom em que as células do ouvido interno não 
processam também. O som que conseguimos pro-
cessar é chamado de som audível que vai de 20Hz 
a 20mil Hz. 
❖ Som de baixa frequência: percebido como som 
grave. 
❖ Som de alta frequência: percebido como som 
agudo. 
❖ Volume alto: onda sonora grande. Relacionado a 
intensidade. 
❖ Volume baixo: onda sonora pequena. Relacionado 
a intensidade. 
DIVISÃO ANATÔMICA DA ORELHA 
 
ORELHA MÉDIA 
 
1. membrana timpânica: o som chega à membrana timpâ-
nica e faz vibrar os ossículos e assim toda a estrutura do ou-
vido interno irá vibrar também. Isso permite uma amplifica-
ção do sinal. Por isso a perfuração da membrana timpânica 
causa uma surdez de condução pois o som da onda não 
consegue chegar ao resto das estruturas do ouvido. 
2. martelo 
3. bigorna 
4. estribo 
5. Janela oval: comunicação entre estribo e a cóclea 
6. Cóclea 
ORELHA INTERNA 
 
 
CÓCLEA 
• É um órgão que fica dentro da orelha interna. Ela é 
preenchida com liquido que irá vibrar pela che-
gada da onda que veio dos ossículos. Esse liquido 
irá vibrar a membrana basilar que possui células 
sensoriais auditivas. 
Ouvido interno 
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 OUVIDO INTERNO 
 
❖ Dentro da cóclea: ao desenrolarmos a cóclea para 
ver sua estrutura podemos ver uma membrana 
chamada de membrana basilar. Essa membrana 
possui diferença entre sua base e ápice. A base 
que é a parte mais proximal é estreita e rígida e 
sensível aos sons de alta frequência, esses sons 
terminam na base (esses sons se perdem com a 
idade). No ápice sua estrutura é larga e flexível e 
favorece o termino de sons mais graves. O volume 
tem a ver com o quanto essa membrana se dobra 
com achegada da onda. 
TRANSDUÇÃO DO SINAL 
• As células ciliadas são células transdutoras do sinal 
e vão estar internamente nessa membrana conec-
tadas na sua parte de cima. O deslocamento da 
membrana move as células ciliadas que compõem 
o órgão de corti (estrutura dentro da cóclea). Os 
cílios estão ligados entre si e quando um é do-
brado todos os outros se dobram junto. Quando a 
membrana se dobra os cílios também se dobram, 
nisso os canais iônicos são abertos e consequente-
mente os canais de cátions de outros cílios que fo-
ram puxados juntos. A abertura leva a entrada de 
potássio e despolarização da membrana. Nesse 
caso a entrada é de potássio e não de sódio pois a 
composição desse liquido extracelular é diferente 
do plasma sanguíneo 
❖ Existe um axônio para cada célula ciliada esses 
axônios por sua vez irão compor o nervo auditivo 
parte coclear do nervo craniano vestíbulo coclear. 
Em seguida esse nervo chega na oliva no tronco 
encefálico, mesencéfalo, coliculos inferior, tálamo 
e córtex auditivo primário. 
CURIOSIDADES 
TONOSCOPIA 
• Em A1(córtex auditivo primário): há o processa-
mento de frequências especificas. Cada parte de 
A1 processa frequências baixas enquanto outras 
altas frequências. Isso é chamado de Tonotopia. 
FREQUÊNCIA DE DISPARO 
• A frequência de disparo das células ciladas é a fre-
quência da onda sonora. Um uma onda que chega 
a 60HZ dispara células com potencial de ação de 
60Hz. 
LOCAL DA FONTE SONORA 
• Conseguimos saber de onde o som está vindo. 
Quando alguém fala do seu lado direito o som 
chega primeiro ao seu lado direito que o esquerdo 
que é interpretado pelo córtex como o som mais 
próximo 
• Um som chega com menor intensidade ao ouvido 
mais distante da fonte o que também auxilia a 
identificação. 
DISTÚRBIOS AUDITIVOS 
• A surdez neural ocorre quando o problema não é 
no tímpano e sim na cóclea ou condução do sinal. 
A surdez de condução ocorre com perfuração da 
membrana timpânica 
EQUILÍBRIO 
• O equilíbrio é sensível aos movimentos da cabeça 
e informa ao SNC a posição dela a todo momento. 
Ele compreende as estruturas do labirinto vestibu-
lar encarregadas desse processo. 
• O labirinto é composto pelos canais semicirculares 
órgão otolíticos (Utrículo e Sáculo) 
ÓRGÃOS DO LABIRINTO VESTIBULAR 
ÓRGÃOS OTOLÍTICOS 
• São responsáveis por informar o movimento da ca-
beça para frente e para trás detectando os ângu-
los. 
• As células desse órgão possuem cílios que estarão 
envoltos por uma camada de gel, encima desse gel 
há presença de cristais de carbonato de cálcio dis-
persos. 
❖ A inclinação da cabeça faz com que esses cristais 
se movam (para frente ou para trás) o movimento 
desses cristais deforma o capuz gelatinoso que ao 
se deformarem abrem os canais iônicos dos cílios. 
CANAIS SEMICIRCULARES 
• Possuem anéis que dentro deles possuem células 
com cílios com canais iônicos, no entanto essas cé-
lulas são sensíveis a movimentos para direita e 
para esquerda 
UM LABIRINTO DE CADA LADO DA CABEÇA 
• Possuímos um labirinto em cada ouvido e por isso 
os cílios dos canais semicirculares de um lado só se 
abrem quando os cílios vão para um lado. Isso 
quer dizer que o movimento que polariza um 
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 OUVIDO INTERNO 
 
ouvido interno não polariza o outro para que o en-
céfalo consiga dizer que aquele movimento da ca-
beça foi para esquerda ou direita. 
• Em um ouvido interno há uma direção preferencial 
para o potencial de ação. Esse processo é impor-
tante para o planejamento dos movimentos. 
CAMINHO DA INFORMAÇÃO 
• A informação do nervo vestíbulo coclear vai para o 
tronco encefálico em seguida para o cerebelo que 
usa essa informação para controlar os movimen-
tos. Essa informação pode descer pelas vias des-
cendentes. Ela também pode ir ao tálamo e se co-
municar através de reflexos com músculos que 
controlam os olhos. Do tálamo essa informação 
também vai para o córtex. 
• Essa informação do nervo vestibulococlear vai inci-
almente para os núcleos desse nervo lá no tronco 
encefálico. Do tronco a informação é levada até o 
cerebelo, o qual vai usar essa informação para 
controlar os movimentos. 
❖ A informação pode descer também pelas vias des-
cendentes de controle motor, para comandar o 
posicionamento do corpo. 
❖ Ela vai ao tálamo, que também vai se comunicar 
através de reflexos com musculatura que controla 
os olhos. 
❖ Tem conexão com neurônios motores que vão 
inervar o pescoço, para ajustar a posição deles de 
acordo com o movimento. 
❖ A todo instante, os olhos e seu posicionamento 
são corrigidos por variações que a cabeça faz. 
 
CIRCUITARIA QUE CONTROLA OS OLHOS FRENTE A UMA 
ALTERAÇÃO DE ESTRUTURAS DE EQUILÍBRIO: 
❖ Chama-se de reflexo vestíbulo-ocular. 
❖ O reflexo é algum movimento que para acontecer 
não precisa de estruturas acima de tronco encefá-
lico. 
❖ Esses padrões de ação vão ser conseguidos através 
de circuitos localizados na medula ou no tronco 
encefálico. 
❖ Movimento dos olhos que envolve a circuitaria do 
tronco. 
❖ Tem os olhos, a musculatura dos olhos. 
❖ Quando a cabeça vai para um lado, os olhos vão 
para o lado oposto. 
 
❖ O núcleo vestibular manda estímulos inibitórios 
para o núcleo abducente do mesmo lado e estímu-
los excitatórios para o núcleo abducente contrala-
teral. 
❖ Um músculo lateral e outro medial são os que se-
rão ativados e contraídos, para virá-los para um 
lado só. Eles serão ativados e contraídos pelo 
nervo abducente contralateral ao movimento. 
❖ Os núcleos abducentes controlam os mm. Reto la-
terais. E, os oculomotores controlam os retos me-
diais. 
❖ Os núcleos abducentes influenciam e mandam es-
tímulos excitatórios