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Livro - Engenharia para Aquicultura e Desenho Técnico para Engenharia Aquicola

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A Memória gráfica ou desenhos das estruturas for-
mam a arquitetura do projeto, apresentada em folhas cha-
madas de pranchas representadas pela simbologia PR 1/1,
PR 1/2, etc. Se, por exemplo, um projeto possui apenas uma
prancha no local adequado à simbologia será escrito PR 1/1,
significando que o projeto possui prancha única, PR 1/2, sig-
nifica prancha 1 (um) de 2 (duas), PR 2/3 significa a folha 2 de
um total de 3, etc.
As pranchas de desenho são limitadas por margens: es-
querda (25 mm), direita (10 mm), superior (10 mm) e inferior
(10 mm) e, dentro desse espaço é que serão desenhados os
componentes de um projeto arquitetônico, tais como:
DESENHO TÉCNICO APLICADO À ENGENHARIA AQUÁTICA ~ 43
Planta de situação;
Planta baixa;
Cortes (longitudinal e transversal);
Fachadas (principal e secundária);
Planta de telhado;
Detalhes;
Quadro de materiais;
Selo.
Se o profissional possui experiência suficiente os dese-
nhos de um projeto de arquitetura poderão ser realizados di-
retamente sobre as pranchas. Em caso contrário pode ser rea-
lizados em papéis separados e, ao final, serem utilizados para
o desenho final onde as arquiteturas ficarão juntas constituin-
do as pranchas ou folhas de desenho. Esses desenhos poderão
ser aproveitados na utilização de software como Autocad ou
Sketchup.
Planta de situação
A planta de situação (Figura 20), resultado de um levan-
tamento topográfico, é o desenho que mostra a posição ou a
área de construção no interior do terreno em relação ao 10-
gradouro (lugares públicos, como ruas, avenidas, praças, etc).
Isto é, são lugares de livre acesso ao público.
É importante que conste na planta de situação o contorno
do desenho em escala. Por exemplo, se o propósito é a ela-
boração do projeto de uma casa rural, na planta de situação
deverá constar: área do terreno, área do projeto (AP) e escala
(geralmente 1:500), e eventualmente 1:200 e 1:100.
44 ~ PEDRO NOBERTO DE OLIVEIRA
Figura 20 - Planta de situação.
Planta baixa
Segundo Montenegro (2001) a planta baixa (Figura 21)
é um desenho visto em planta superior, originado a partir de
um corte por um plano horizontal na altura de mais ou menos
1,5 m do piso de uma casa (Figura 22), retirando-se a par-
te superior do plano (Figura 23). Como resultado desse cor-
te observa-se detalhes da representação de paredes, janelas,
portas, banheiro, quartos, cozinha, etc.
DESENHO TÉCNICO APLICADO À ENGENHARIA AQUÁTICA ~ 45
Figuras 21 - Planta baixa.
Fonte: Montenegro (2001)
BAIXA
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Figuras 22 - Plano de corte acima do piso.
Fonte: Montenegro (2001)
46 ~PEDRO NOBERTO DE OLIVEIRA
Figuras 23 - Retirada da parte superior
do plano de corte.
Fonte: Montenegro (2001)
Cortes
São desenhos resultantes do uso de planos nos sentidos
vertical, longitudinal e transversal em arquiteturas (Figuras
24 e 25).
DESENHO TÉCNICO APLICADO À ENGENHARIA AQUÁTICA ~ 47
Figura 24 - Interseção do plano de corte AB.
Fonte: Montenegro (2001)
Figuras 25 - Figura resultante do plano de corte AB.
Fonte: Montenegro (2001)
Quando se realiza um corte na direção transversal do
projeto de uma residência, mostra-se os elementos da estru-
tura (Figura 26).
48 ~ PEDRO NOBERTO DE OLIVEIRA
CORTE AS I ESCALA 1:50
PÉ DIREITO
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Figura 26 - Elementos de um corte transversal.
Fonte: Montenegro (2001)
Para uma residência normalmente se desenha os cor-
tes longitudinal e transversal na escala 1: 50, eventualmen-
te1:100. Isto é, qualquer traço que for traçado na escala
1:50, 1 em no papel será igual a 50 em = 0,5 m = 112 m no
terreno. Na escala 1:100, 1em no papel será igual 100 em =
1fi no terreno. Nesses cortes deverá conter:
DESENHO TÉCNICO APLICADO À ENGENHARIA AQUÁTICA ~ 49
As dimensões de janelas, portas, seções de paredes,
lajes, pé-direito;
Detalhe de revestimentos especiais;
Detalhes de fundações e telhados sem cotas;
Desenho da cobertura.
Planta do telhado ou cobertura
A planta do telhado ou cobertura (Figura 27) é um de-
senho em um ou mais planos para indicar a proteção supe-
rior de um edifício. É geralmente desenhada na escala 1:50 ou
1:100, mostrando a cobertura do prédio vista de cima, com o
contorno total da construção e o sentido das águas das chu-
vas. No desenho temos o telhado de duas águas.
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Figura 27 - Planta baixa de telhado ou cobertura.
50 ~ PEDRO NOBERTO DE OLIVEIRA
Detalhe em arquitetura
o detalhe em arquitetura (Figura 28) é uma forma de
comunicação gráfica com a finalidade de tornar mais clara à
visualização de uma parte específica de um desenho. O deta-
lhe pode representar as vistas interiores e exteriores de um
prédio, partes especiais de uma peça mecânica ou de qualquer
outro desenho. Para essa representação geralmente se usa es-
calas de ampliação, tais como: 3:1, 2:1, 1:1, 1:10, 1:20, etc. Na
Figura 28 tem-se um detalhe da localização e as dimensões de
uma porta.
Figura 28 - Detalhe da localização e
as dimensões de uma porta.
DESENHO TÉCNICO APLICADO À ENGENHARIA AQUÁTICA ~ 51
Selo
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
em sua NBR 10068 definindo a folha de desenho - Leiaut e
dimensões - indica que a legenda ou selo deve ser localizado
no canto inferior direito, tanto nas folhas de posicionamento
horizontal como vertical. O selo, carimbo ou legenda (Figura
2~) é onde será registrado algumas informações do projeto,
tais com:
O logotipo ou emblema da empresa que elaborou o
projeto;
Nome do projeto;
Nome do proprietário (a);
Município;
Localidade;
Área construída;
Escala (quando mais de uma escala coloca-se: Esca-
las indicadas);
Data;
Técnico responsável com sua identificação (inscrição
no órgão de classe) e local para assinatura;
Número de pranchas; e
Nome do responsável pelo conteúdo do desenho téc-
nico, com sua identificação (inscrição no órgão de
classe) e local para assinatura.
52 ~ PEDRO NOBERTO DE OLIVEIRA
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065:
Figura 29 - Selo, carimbo ou legenda.
Dobramento de pranchas (folhas de desenho)
Elaborado todo o projeto de arquitetura procede-se o
dobramento das pranchas ou folhas de desenho (Figura 30).
A NBR 6492 auxilia na forma de dobramento dessas folhas.
A dobragem das pranchas de desenho deve ser de tal for-
ma que as dimensões das folhas de papel A4 que possuem
a parte descritiva do projeto se igualem as dimensões das
pranchas dobradas.
Apresenta-se como sugestão, diferente do que trata a
NBR 6492, uma metodologia para o dobramento das fo-
lhas (pranchas):
Considerando que as folhas devem ser fixadas em uma
pasta e que tenham dimensões diferentes do tamanho da fo-
lha A-:1-(210 mm x 297 mm). Assim, observando a Figura 30
pode-se compreender como dobrar a folha ou as folhas no
sentido da linha LI/L2 para cima. Em seguida dobra-se a
DESENHO TÉCNICO APLICADO À ENGENHARIA AQUÁTICA ~ 53
prancha da direita para esquerda no sentido da linha L3/
L4 com dimensão de 185 mm (210 - 25 mm). A partir daí
dobra-se para direita e/ou esquerda, na forma de sanfona. A
fração restante na prancha maior que 297 mm (altura do pa-
pel A4) é dobrada para cima no sentido da margem superior,
caso seja necessário.
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Figura 30 - Procedimento ao dobramento das pran-
chas ou folhas de desenho.
54 ~ PEDRO NOBERTO DE OLIVEIRA
7. PROJETO DE ARQUITETURA DE UMA RESIDÊNCIA
Para se elaborar um projeto arquitetônico de qualquer
estrutura (residência, barragem, viveiro, canal, filtro aquáti-
co, monge de viveiro, etc) é importante, inicialmente, se ter as
dimensões calculadas por profissional competente das partes
constituintes da estrutura, acompanhada de um croqui que, a
partir daí trabalha-se

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