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A BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARNAÍBA - AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS

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Nacionais situados na Região Hidrográfica do 
Parnaíba são: Parque Nacional das Nascentes do Parnaíba, Serra da Capivara, 
Serra das Confusões e Sete Cidades. A APA da Chapada do Araripe está 
localizada entre os Estados do Ceará, Piauí e Pernambuco, ocupando uma área 
de 976.730 hectares no bioma Caatinga. Além das unidades de Conservação, 
existem na região do Parnaíba dois Corredores Ecológicos: o da Caatinga e o 
Jalapão. 
3.5. Infraestrutura 
A infra-estrutura hídrica da Bacia do Parnaíba é composta por várias 
barragens e adutoras construídas nos cursos de água, com capacidade de 
acumulação de 12.417.062.890m³, dos quais, 6.904.502.890m³ já estão 
construídas, 1,369 milhões de m³ estão em construção e 4.143.560.000m³ estão 
em projeto, licitadas ou em estudo. 
Adutora é um substantivo feminino que indica um canal ou conjunto de 
tubos que fazem o transporte de gases ou líquidos. Uma adutora é uma estrutura 
que faz parte da rede de abastecimento de água, tem o objetivo de transportar 
água que esteja em um reservatório até ao local onde vai ocorrer o seu 
tratamento. 
 Da capacidade de acumulação construída, 5,085 milhões de m³ são 
relativos à barragem Boa Esperança, a maior e mais importante do Vale do 
Parnaíba. Esta barragem drena uma área de 87.500Km2 e mantém o regime 
fluvial do rio Parnaíba com vazão média anual de 301m³/s, correspondendo a 
66% da vazão média de longo período da Bacia de contribuição. 
4. Relatório de Monitoramento da Qualidade da Água 
O QUALIÁGUA - Programa de Estímulo à Divulgação de Dados de 
Qualidade de Água, é uma iniciativa da Agência Nacional de Águas - ANA, na 
qual estabeleceu os seguintes objetivos, a saber: contribuir para a gestão 
sistemática dos recursos hídricos, por meio da divulgação de dados sobre a 
qualidade das águas superficiais; estimular a padronização dos critérios e 
métodos de monitoramento de qualidade de água no País, conforme as diretrizes 
especificadas na Resolução ANA nº 903/2013; contribuir para o fortalecimento e 
estruturação dos órgãos estaduais gestores de recursos hídricos e meio 
ambiente para a realização do monitoramento sistemático da qualidade das 
águas e publicidade dos dados gerados e promover a implementação da Rede 
de Monitoramento da Qualidade das águas - RNQA, no âmbito do Programa 
Nacional de Avaliação da Qualidade das Águas - PNQA (ANA, 2019). 
O referido contrato tem duração de 05 (cinco) anos e tem como objetivo 
realizar o monitoramento dos corpos hídricos superficiais das principais Bacias 
Hidrográficas do Estado do Maranhão e, posteriormente divulgar os dados a 
sociedade em geral. 
As coletas são realizadas em uma frequência trimestral por técnicos da 
Superintendência de Planejamento e Monitoramento e Laboratório de Análises 
Ambientais da SEMA, utilizando em campo a Sonda Multiparamétrica YSI EXO 
01 que consiste em um instrumento multiparamétrico da YSI que coleta dados 
com até quatro sensores substituíveis e com transdutor de pressão integrado 
para a medição da profundidade, com portas inteligentes, onde cada porta aceita 
qualquer sensor EXO de qualidade de água. 
4.1. Padrões 
Para analisar os dados apresentados nos relatórios, usou-se como base 
a Resolução CONAMA 357/2005, onde são apresentados os padrões dos 
parâmetros de qualidade da água de acordo com suas respectivas classes. Vale 
mencionar que o Rio Parnaíba foi considerado água doce classe 2, tendo como 
padrões recomendados expressos na tabela a seguir. 
Tabela 1 – Padrões de água doce - classe 2 (Resolução 357, 2005) 
 pH 
Condut
ividade 
Turbidez 
Temp. 
do ar 
Temp. 
da 
água 
Salinidad
e 
Oxigênio 
dissolvido 
TDS 
Valores 
permitidos 
6,0-9,0 - 
Até 100 
UNT 
- - Até 0,5‰ 
Mínimo 5 
mg/L 
- 
 
Ao todo foram analisados cinco relatórios que contemplaram alguns 
trimestres entre 2017 e 2019. No entanto, já se pode adiantar que a Bacia do 
Parnaíba pouco foi contemplada em pontos de coleta. Tanto que no primeiro 
relatório (setembro a dezembro de 2017) nenhum município integrante da bacia 
fez parte da análise, enquanto nos outros quatro relatórios foi encontrado apenas 
um município (integrante) em cada. 
4.2. Março a Maio de 2018 
 
Data 
da 
Coleta 
pH 
Condutivi
dade 
(µS/cm) 
Turbide
z (NTU) 
Temp. 
do ar 
(°C) 
Temp. 
da 
água 
(°C) 
Salinida
de (ppt) 
OD 
(mg/L) 
São 
Matheus do 
Maranhão 
- 4,18 106,3 10,62 27,10 30,02 - 10,62 
 
Dos parâmetros analisados, podemos ver que maioria está de acordo com 
o previsto nas normas. No entanto, o pH que deveria valor mínimo de 6,0 
apresentou 4,18. Vale lembrar que essa recomendação encontrada na norma 
visa garantir apenas a tratabilidade da água, e com a devida correção em 
estações de tratamento não gera qualquer risco à saúde humana após seu 
consumo. 
As informações de data de coleta e salinidade não foram apresentadas. 
Vale ressaltar que o parâmetro salinidade é de extrema importância pois 
juntamente com a quantidade de oxigênio dissolvido pode-se ter uma grande 
noção do ecossistema no que tange a fauna local. 
4.3. Agosto a Dezembro de 2018 
 
Data 
da 
Coleta 
Temp. 
do ar 
Temp. 
da 
água 
pH OD 
Condutivi
dade 
Turbidez 
Salini
dade 
São Mateus 
04/09 25,46 29,79 7,00 6,02 112,40 50,91 0,05 
04/12 26,74 28,16 7,60 5,61 123,10 135,87 0,06 
 
A maioria dos dados se encontraram dentro dos padrões estabelecidos. 
No entanto, a turbidez da coleta do dia 04/12 se encontra acima do limite 
recomendado de até 100 UNT. Vale lembrar que elevações nos níveis de 
turbidez em um corpo hídrico podem ser geradas pela presença de matérias 
sólidas em suspensão, matéria orgânica e inorgânica finamente divididas, 
organismos microscópicos e algas. Neste parâmetro podemos fazer um paralelo 
direto com o saneamento básico, pois o descarte irregular de resíduos sólidos e 
efluentes não tratados em corpos hídricos causam aumento da turbidez na água. 
4.4. Março a Agosto de 2019 
 
Data 
da 
Coleta 
Temp. 
do ar 
Temp. 
da 
água 
pH OD 
Condutivi
dade 
Turbidez 
Salini
dade 
São Mateus 
13/05 29,15 30,15 6,27 4,02 758,90 21,12 0,05 
06/08 25,90 29,24 4,26 5,98 126,0 32,69 0,06 
 
Mais uma vez podemos observar valores fora do padrão. É o caso da 
coleta feita no dia 13/05 onde a quantidade de oxigênio dissolvido está abaixo 
dos 5 mg/L recomendados. No entanto, não está tão abaixo assim, isto é, seus 
impactos acabam não sendo tão intensos. Vale lembrar que valores de OD 
abaixo de 2,0 mg/L O2 pode levar a maioria dos organismos à morte, 
caracterizando assim uma falta de qualidade no corpo hídrico em questão. 
Outros parâmetros fora do padrão se encontram na coleta realizada no 
dia 06/08 como o pH abaixo dos 6,0 recomendados, que pode ter sido causado 
por fatores naturais, como dissolução de rochas, absorção de gases 
atmosféricos, oxidação da matéria orgânica e, por fatores antropogênicos, como 
despejo de esgotos domésticos e industriais. 
4.5. Setembro a Dezembro de 2019 
 
Data 
da 
Coleta 
Temp. 
do ar 
Temp. 
da 
água 
pH OD Cond. Turb. 
SS 
Alcalini
dade 
Trans
p. 
Água 
Cloretos 
P
o
rt
o
 04/10 29,20 31,60 7,39 6,94 46,80 36,76 
46,00 
10,0000 
0,38 0,0030 
08/11 27,26 31,71 7,35 7,50 44,40 12,69 
6,00 
3,60 
NM 300,00 
C
o
e
lh
o
 
N
e
to
 05/10 26,25 30,52 7,78 7,28 46,40 10,71 
12,00 
1,6000 
0,60 0,0030 
08/11 25,35 32,65 7,79 7,58 43,20 12,17 12,00 4,80 0,60 480,00 
 
Para as análises do ano de 2019, as equipes utilizaram a Sonda 
Multiparamétrica YSI EXO 01, com os seguintes parâmetros: pH, Condutividade, 
Turbidez, Temperatura do ar, Temperatura da água, Sólidos em Suspensão, 
Transparência da Água, Alcalinidade, Oxigênio Dissolvido e Cloretos. 
Felizmente, entre todos os relatórios feitos até então, este foi o único onde os 
pontos coletados apresentaram todos os parâmetros dentro dos padrões 
recomendados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. Considerações Finais

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