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TEORIA GERAL DO DIREITO PROCESSUAL PENAL
Fontes do Processo Penal e Inquérito policial
4 FASES DO PROCESSO PENAL
1º Fase que é a fase da delegacia, que é a fase do inquérito policial da investigação criminal feita pelo delegado, o delegado vai mandar para o MP e o MP manda para o juiz e quando chega na mão do juiz ele recebe a denúncia ou a queixa crime.
2° Fase que é a fase da ação penal, que é a fase do judiciário, fase da audiência, e fecha com a sentença do juiz de 1° grau, quando o juiz profere a sentença de 1° grau. 
3° Fase que é a fase dos recursos, fase que vai rebater a sentença, rebater as decisões até não caber mais recurso. Quando não couber mais nenhuma possibilidade de recurso vai ocorrer o trânsito em julgado (quando não cabe mais recurso). Se o réu for absolvido acabou o processo ali, se ele for condenado entra na última fase do processo penal.
4° Fase que é a fase de execução penal que é a fase de cumprimento da pena. Fase em que o réu vai cumprir a pena dele.
Direito penal ramo do direito material que onde se estuda as infrações penais (que são crimes, contravenções penais), sanções penais (penas, medidas de segurança) e as penas onde vão ser aplicadas.
Já o direito processual penal é um meio necessário para que o estado possa exercer o direito de punir. Para que o estado possa exercer o seu direito de punir, então terá que passar para aplicar a pessoa que praticou o crime. Então, vai ter que passar por essas fases processuais ate chegar na 4° fase se o réu for condenado para que ele possa ter a aplicação da punição na pessoa que praticou o crime. 
O juiz só vai poder aplicar a punição ao praticante de crime se ele conseguir passar pelas fases processuais, não pode fazer isso sem passar por esses processos. 
FONTES DO DIREITO PROCESSUAL PENAL
Fontes significa estudar a origem das normas, a origem das suas normas, ou seja, o local de onde emanam aquelas normas.
Fonte Material ou de Produção é a fonte que produz, ou seja, a fonte que elabora a norma. A única fonte que pode elaborar a norma, que tem a tarefa de legislar sobre direito processual penal é a UNIÃO. Está previsto art. 22,I da CF.
Mas o Parágrafo Único, traz outra possibilidade que permite que os estados-membros possam através de uma lei complementar ali também legislar sobre o direito processual penal porém somente para questões específicas de direito local, questão específica local. Através de uma lei complementar. Essa é uma exceção, porque só quem pode legislar sobre processo penal através de lei ordinária é a reunião. 
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:
I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo.
Fonte Formal ou de Conhecimento (ou cognição, ou revelação) é o meio pelo qual o direito, é forma pela qual o direito vai ser aplicado, revelam a norma, aquela pela qual o direito se exterioriza. São: a lei, princípios, jurisprudência, tratados.
a) Fonte Formal Imediata ou Primária são aquelas fontes que são aplicadas imediatamente para resolver aquela situação, aquela lide (conflito), soluções para resolver aquela lide. Quais são essas fontes? A lei é a fonte formal imediata no sentido amplo que quer dizer constituição federal, tratados, as convenções, as regras de direito internacional, as leis ordinárias (CPP, CP) e a legislação extravagante (as leis especiais como lei maria da penha, lei de crimes hediondos que são leis especificas para determinada situação). Quando eu quero aplicar o direito, fazer com que ele se exteriorize, que dê conhecimento, aplica-se a fonte formal.
b) Fonte Formal Mediata ou Secundárias (ou supletivas) são aquelas que aplicadas na ausência da fonte primária, quando não tiver a aplicação da fonte mediata, ou seja, quando a lei não abarcar aquela determinada situação pode ser utilizada a fonte formal mediata. Quais são essas fontes? Os princípios, os costumes, analogia, jurisprudência*. Que são aplicadas na ausência das fontes formais imediatas/ primária, na ausência a lei, se a lei não tá abarcando aquela situação vai utilizar os princípios, os costumes, a analogia. 
Obs: Analogia (não se usa no direito penal, não é considerada fonte mas pode ser usada para beneficiar o réu, que é analogia em bonam partem), no processo penal, pode ser utilizada em qualquer hipótese, aplicada livremente porque o CPP permite, inclusive está previsto lá. 
Analogia é uma forma de auto integração da forma jurídica, ou seja, é como se fosse um exercício onde um juiz que vai aplicar um direito em determinada situação, é preencher uma lacuna por meio da aplicação de uma norma que tem uma hipótese semelhante a algo que já aconteceu, ou a algo que está ali na lei. Analogia é algo semelhante, pode aplicar algo para suprir uma lacuna da lei através da analogia. 
Princípios são regras éticas que são extraídas do ordenamento jurídico e pode ser utilizado como suplementar das normas de processo penal. Pode suprir, sanar uma lacuna ou complementar a uma norma através dos princípios, e é por isso que o princípio ele é também é uma fonte formal mediata.
Costume s são aquelas regras de conduta praticadas de maneira uniforme pela população como um todo, onde todos trabalham em cima daquilo, que entende como normal, como se fosse uma obrigatoriedade ali. Só que o costume embora seja como um critério de interpretação em alguns determinados casos, ele não pode afastar a aplicação da lei, mas pode suprir lacunas. Assim como analogia e dos princípios. É normal utilizar os costume para suprir alguma coisa que a lei não trouxe, só não pode de forma nenhuma afastar a aplicação da lei, por isso é considerado fonte formal.
Doutrina que são os livros, a doutrina também pode ser utilizada para da amparo para complementar o entendimento legal, para complementar o entendimento de um princípio, também é considerada fonte mediata do processo penal. 
Jurisprudência que é o conjunto de decisão, aquelas decisões que são dadas, proferidas por tribunais. Pode ser proferida por um tribunal, quanto por uma corte, dos ministros do STF, os desembargadores dos tribunais, eles dão decisões, que são decisões reiteradas e isso é chamada de jurisprudência. Usa essas jurisprudências e decisões que dá uma aparato na petição, quando está fazendo uma tese de defesas..
As jurisprudências também são sumulas (que é quando decisões são dadas reiteradamente no mesmo sentido muitas delas acabam virando súmulas). Tem súmulas normais que são aquelas que não possuem efeitos obrigatórios, mas tem as súmulas vinculantes. Decisões do STJ,STF, TRF, decisões de tribunais. 
A jurisprudência é uma fonte supletiva/mediata mas a exceções como a súmula vinculante e as decisões sobre controle de constitucionalidade do STF. As súmulas vinculantes são aquelas súmulas que tem efeito vinculante, são obrigatórios, possuindo assim força normativa, e é considerada fonte formal mediata, força obrigatória. 
Aplicação da Lei no tempo: 
DP: a aplicação da lei penal no tempo que é regida pelo artigo 4° do CP, que é tempo do crime que considera-se o tempo do crime na aplicação da lei penal no tempo o momento da ação, independente do momento do resultado., que é regido pela teoria da atividade, teoria da ação.
DPP: quando se fala da lei processual no tempo é regida pelo artigo 2° do CPP, possui uma aplicabilidade imediata sem prejuízo daqueles atos que já foram praticados, uma vez que ela foi publicada sem prejuízo dos atos que foram praticados imediatamente ela já começa a viger, que significa que a lei brasileira adotou o princípio do efeito imediato, que também é chamado de sistema do isolamento do isolamento dos atos processuais (diz necessariamente que a lei processual penal possui aplicabilidade imediata sem prejuízo dos atos já praticados). A nova lei processual penal quando ela surge ela será imediatamente aplicada, não importa se beneficia ou não o acusado,