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SISTEMA DE PRODUÇÃO ALHO

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pouco 
desenvolvimento. Há necrose ou queima descendente das folhas e 
amarelecimento e morte das folhas mais velhas. Devido ao apodrecimento das 
raízes, as plantas afetadas são facilmente arrancadas do solo. Em condições de 
ambiente úmido os bulbilhos afetados, ficam recobertos por abundante micélio 
branco, em que se inicia a formação de escleródios, como pequenos pontos 
pretos aglomerados na superfície da parte afetada. 
 
 
Figura 3-http://sga.agronomicabr.com.br/sga/uploads/galeria/1-sclerotium-4.jpg 
Plantas de alho com micélio branco de Sclerotium cepivorum. A debaixo 
apresenta escleródios também, estruturas minúsculas, esféricas. 
 
Controle: 
Não existem cultivares de alho e cebola resistentes à podridão branca o 
controle se resume principalmente à prevenção. O controle químico é pouco 
eficiente e pode não ser economicamente viável. Além disso, não 
existem fungicidas registrados no Ministério da Agricultura Pecuária e 
Abastecimento (MAPA) para o controle da podridão branca em cebola e 
existem poucas moléculas registradas para o alho. 
 
3.Principais doenças bacterianas (agente causal, sintomas-ilustrar, 
controle) 
• Queima bacteriana ou bacteriose do alho 
Quatro espécies do gênero pseudomonas causam a queima bacteriana no alho, 
no entanto, a que ocorre em quase todos os Estados produtores (Minas Gerais, 
Figura 4-https://www.embrapa.br/en/hortalicas/alho/doencas 
Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina), incluindo as regiões do 
Cerrado, é a Pseudomonas marginalis pv. Marginalis. A doença tem seu 
desenvolvimento favorecido em condições de alta umidade relativa do ar (acima 
de 85%) e temperaturas entre 6º e 37ºC, sendo a faixa entre 26º e 30ºC, 
considerada como ótima. Além das condições climáticas favoráveis, o 
surgimento da doença está associado ferimentos e/ou stress causados pela 
aplicação de defensivos químicos, principalmente herbicidas de pós-
emergência. 
 
Produz uma clorose ao longo da nervura central, seguida de amolecimento e 
escurecimento da lesão, caracteriza o primeiro sintoma da doença (Figura A), 
que à medida de sua evolução, causam murchamento e secamento das folhas 
(Figura B). Um sintoma de queima pode também ocorrer e iniciar nas bainhas 
das folhas e se estender para a parte aérea, dando à planta um aspecto de 
queima por herbicida ou fogo. No bulbo, os sintomas podem ser visualizados na 
túnica, que passa a adquirir uma coloração escura e, os bulbilhos mostram sinais 
de apodrecimento, passando a adquirir coloração creme (Figura C). 
 
 
 
 
 
 
Controle: Medidas de controle integrado, que abrangem desde o plantio até a 
comercialização, devem ser adotadas para o controle da bacteriose do alho. O 
uso de alho-semente sadio e o controle da irrigação são medidas importantes, 
uma vez que as sementes podem disseminar o patógeno por longas distancias 
e a água de irrigação o espalha dentro da lavoura. 
Outras medidas recomendadas são: 
• Evitar o plantio em áreas com baixa capacidade de drenagem de água; 
• Evitar o encharcamento do solo após a diferenciação do bulbo; 
• Manter uma adubação balanceada, restringindo adubações 
nitrogenadas realizando-as somente quando necessário; 
• Eliminar as plantas doentes; 
• Prevenir danos mecânicos que possam servir de entrada para a 
doença; 
• Realizar rotação de culturas; 
• Queimar os restos culturais após a colheita e beneficiamento. 
O uso de produtos químicos é contraditório, pois aqueles a base de cobre e suas 
misturas não vêm apresentando resultados efetivos, podendo ainda causar 
fitotoxicidez às plantas e, a aplicação de antibióticos para o controle da doença 
pode ser inviabilizada pela baixa sensibilidade que a bactéria apresenta a essas 
substâncias. 
 
2. Fenologia e tuberização 
 
• 1. Dormência: Quebra dormência/Câmara fria 4ºC -10 dias; 
• 2. Emergência; 
• 3. Fase vegetativa (11 a 14 folhas) V5 –formato bulbilho arredondado, 
V7 –senescência parcial primeiras folhas, V8- aumento gradual 
diâmetro bulbilho; 
• 4 .Diferenciação gemas axilares –suspender irrigação e controle 
rigoroso dosagem N para evitar distúrbios fisiológicos; 
• Fase reprodutiva- escapo haste floral e por fim a Maturação. 
 
 
➢ Botânica 
1. Família 
 
O alho pertencente à família Alliaceae, é uma planta herbácea, assexuada que 
se propaga a partir do plantio dos bulbilhos ou dentes, com folhas 
lanceoladas (alongadas), estreitas e cerosas, podendo atingir até 60 cm de 
altura, dependendo da cultivar. As bainhas das folhas formam um pseudocaule 
curto, em cuja parte inferior origina-se o bulbo (Figura 1A). O caule verdadeiro 
(Figura 1B) é um disco comprimido sendo o ponto de partida das folhas e das 
raízes, que são pouco ramificadas e com profundidade variando de 20 a 30 cm. 
Possuem bulbos divididos em bulbilhos, flores são pequenas em cachos de cor 
rosada ou branca 
 
 
Figura 5- A) Planta de alho, com as bainhas e pseudocaule. B) Caule verdadeiro. Fotos: Paula Rodrigues; José Luis Pereira. 
 
O bulbo, de formato redondo ou ovalado é dividido em bulbilhos (dentes) que 
podem variar em número de 5 a 56. Os bulbilhos são compridos, ovoides e de 
forma arqueada, envoltos por folhas protetoras chamadas brácteas, cuja 
coloração pode ser branca, vermelha, violeta, roxa e marrom. Além dessa 
proteção individual, o bulbo ainda é envolto por várias túnicas esbranquiçadas 
que são facilmente destacáveis. 
 
 
2. Nome científico espécie cultivada 
 
Allium sativum L. (propagação assexuada) – clone 
 
 
➢ Cite as principais desordens fisiológicas/ilustrar 
 
SUPERBROTAMENTO OU PSEUDOPERFILHAMENTO 
Causado crescimento secundário folhas proteção bulbilho, bulbos defeituosos, 
estourados e abertos. 
É uma anormalidade genético-fisiológica do alho caracterizada pelo 
aparecimento de brotações laterais entre as bainhas das folhas normais, 
originadas pelo alongamento das folhas de proteção dos bulbilhos. As plantas 
ficam com aspecto de touceira e produzem bulbos estourados ou abertos, 
chamados de "sorriso" pelo agricultor. Esta anormalidade pode atingir 100% da 
lavoura, tornando os bulbos produzidos completamente inadequados para 
comercialização. 
 
Figura 6-Pesudoperfilhamento: sintomas na parte aérea e nos bulbos (sorriso). Fotos: Francisco Vilela Resende. 
O aparecimento do pseudoperfilhamento está fortemente associado ás 
condições de fotoperíodo curto e temperaturas baixas, vernalização, excesso de 
irrigação e nitrogênio. Existem diferentes níveis de sensibilidade entre as 
cultivares comercias e plantadas no Brasil. As cultivares de alho nobre tem se 
mostrado bastante sensíveis ao pseuduperfilhamento, principalmente quando 
passam pelo processo de vernalização. Por outro lado, algumas cultivares de 
alho comum como Amarante, Gigante Roxo, Gigante Lavínia e outras, raramente 
manifestam este distúrbio. 
 
A melhor estratégia de controle desta anormalidade consiste em provocar um 
déficit hídrico moderado às plantas, paralisando temporariamente as irrigações, 
logo no início da diferenciação dos bulbilhos, que ocorre quando se atinge 40 a 
50% do ciclo total da cultura. Esta paralização é feita por uma a quatro semanas, 
dependendo do tipo de solo e das condições climáticas. 
 
➢ COMENTE SOBRE A PRINCIPAL DOENÇA FÚNGICA (FOTO 3) 
DO ALHO, DESCREVENDO: 
A) AGENTE CAUSAL: 
A mancha-púrpura é causada principalmente pelo fungo Alternaria porri 
(MILLER; LACY, 1995; NUNES; KIMATI, 1997; MASSOLA JUNIOR et al., 2005). 
 Um outro fungo, Stemphylium vesicarium, também pode atacar a cebola e o alho 
e causar um sintoma muito semelhante nas folhas (RAO; PAVGI, 1975; 
SHISHKOFF; LORBEER, 1989; LIMA al., 1993; BOITEUX et al., 1994; MILLER, 
1995). 
 
NOME DA DOENÇA: 
Mancha-Púrpura do Alho e da Cebola 
 
B) SINTOMAS: 
Os sintomas iniciam-se na forma de pequenas lesões aquosas, de formato 
irregular. Em seguida, estas lesões ficam esbranquiçadas, podendo

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