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RESUMO DO CPC 27 - ATIVO IMOBILIZADO

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RESUMO DO CPC 27 - ATIVO
IMOBILIZADO
Objetivo:
O objetivo do CPC 27 é estabelecer pronunciamento contábil para ativos
imobilizados
Pontos de Consideração Principais:
● Reconhecimento dos Ativos
● Determinação dos seus Valores Contábeis
● Determinação dos Valores da Depreciação
● Determinação das Perdas por Desvalorização a serem reconhecidas
Alcance:
O mesmo aplica-se à contabilização de ativos imobilizados, salvo quando um
Pronunciamento der permissão ou exigir tratamento diverso.
Não se aplica à:
a) Ativos Imobilizados que sejam classificados como mantidos para vendas
b) Ativos Biológicos no que se refere à atividade agrícola, exceto as plantas
portadoras. * plantas portadoras são classificadas como ativos
imobilizados mas seus frutos não.
c) Reconhecimento e mensuração de ativos de exploração e avaliação. (CPC
34).
d) Diretos sobre jazidas, reservas minerais e recursos não renováveis (CPC
34).
● No entanto, este CPC 27 aplica-se aos ativos imobilizados mantidos
para desenvolvimento ou manutenção dos ativos descritos nos itens
b) e d).
Em quais Hipóteses reconhecer o custo de um ativo imobilizado?
a) Quando for provável a obtenção de benefícios futuros com o uso do bem
pela empresa.
b) Quando houver possibilidade de mensuração confiável do custo do bem.
Em quais Hipóteses pode-se classificar sobressalentes, peças de reposição,
ferramentas e equipamentos de uso interno como Ativo Imobilizado?
a) Quando a entidade acreditar que os utilizará por mais de um período, ou;
b) Se puderem ser utilizados apenas em conexão com itens do ativo
imobilizado.
IMPORTANTE: O Pronunciamento não versa sobre unidade de medida para
reconhecimento do ativo imobilizado. Desta forma, é necessário que seja
exercido julgamento ao aplicar critérios de reconhecimento às circunstâncias
específicas da entidade.
Ainda no que se refere ao direito de uso, o CPC 27 na sua alínea 10 versa que a
empresa deve avaliar os seus custos com ativo imobilizado no momento em que
eles ocorrem, incluindo-se aí: custos incorridos de início para compra o
construção de item do imobilizado além dos efetuados posteriormente para fins
de renovação, substituição de partes ou manutenção. Podendo inclusive ser
incluído no custo do imobilizado gastos efetuados no que se refere aos contratos
de arrendamento de outros ativos que sejam utilizados para a sua construção,
adição, ou substituição de partes de item do imobilizado. Exemplo: depreciação
do direito de uso (contratos de aluguéis).
Custos Iniciais
Pode ocorrer a aquisição de itens do imobilizado por razões de segurança ou
ambientais. Embora estas aquisições não aumentem de forma direta os
benefícios futuros de nem um item específico que já estejam alocados no
imobilizado, podem ser uma necessidade para que os outros ativos da empresa
tragam os benefícios esperados.
Desta forma eles podem ser reconhecidos como ativo levando-se em conta que
fazem a empresa ter um retorno futuro (benefícios) acima do que de fato
ocorreria sem eles.
No entanto, uma vez que essa incorporação ao ativo imobilizado se concretize, o
valor contábil resultante deverá sofrer uma revisão do seu valor recuperável
(ver CPC 01).
Custos Subsequentes
Levando em consideração as hipóteses de reconhecimento do custo do ativo
imobilizado, não deve-se reconhecer no valor contábil de itens do ativo
imobilizado itens como:
a) manutenção periódica como: (deve ser lançado na despesa)
● mão-de-obra, produtos consumíveis, pequenas peças e etc.
Todavia, em casos de reposição de componentes do ativo imobilizado, realizados
de forma recorrente mas com baixa frequência, estes custos podem ser
incorporados ao valor contábil. Por exemplo a reforma de um edifício (pode
haver recorrência, mas a periodicidade tende a ser baixa).
Outro ponto importante é que alguns ativos, podem exigir inspeções regulares
como condição para sua continuidade em operação. Assim sendo, toda vez que
ocorrer uma inspeção importante, os custos incorridos (se atendendo os
critérios de reconhecimento) podem ser incluídos no valor contábil, mesmo que
não haja reposição de peças*
OBSERVAÇÃO: Ocorrendo esta inspeção, todo e qualquer valor que se refira a
custo de inspeção anterior, restante no valor contábil deve ser baixado. Para
isso, se necessário a empresa poderá estimar o valor existente por meio de uma
inspeção futura semelhante à anterior para fins de chegar ao seu valor.
Por: Virginio Santos - Contador.

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