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Questão 1/10 - Estudos Estratégicos
Leia o trecho a seguir:
"Desde 1934, os Estados Unidos expandiam seus contatos militares com o Brasil. Logo no início daquele ano, o Secretário da Guerra, George H. Dern, designou o Tenente-Coronel Rodney H. Smith e o Capitão William D. Hohenthal para compor a Missão Militar, encarregada de desenvolver o Serviço de Artilharia de Costa do Brasil. E, pouco tempo depois, nomeou o Major Lehman W. Miller para exercer a função de instrutor do Curso de Construção Técnica do Exército Brasileiro. Oswaldo Aranha, como Embaixador, estabeleceu também outros vínculos, obtendo, em 1936, a assistência da Marinha americana para a construção, no Brasil, de 3 destroyers de 1.500 toneladas, com material e planos fornecidos pelos Estados Unidos."
Fonte: BANDEIRA, Moniz. Presença dos Estados Unidos no Brasil: Dois séculos de história. Civilização Brasileira: Rio de Janeiro. 1975, p. 264. 
 
O trecho acima faz referência às relações militares entre Brasil e Estados Unidos. Tendo em conta a importância dessas relações ao longo da história, avalie se as afirmações abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (f) e, depois, assinale a alternativa que apresente a sequência correta: 
(  ) Apesar da importância histórica da cooperação militar entre Brasil e Estados Unidos, no século XXI o governo brasileiro tem privilegiado as relações com as potências emergentes no setor, como o Irã, e dado pouca importância para as relações com o governo norte-americano na área de segurança e defesa. 
(  ) As relações entre Brasil e Estados Unidos são marcadas pela convergência dos interesses e das preocupações de ambos os países, no que concerne à segurança da América Latina. 
(  ) O ordenamento multipolar do sistema internacional na atualidade tem elevado as dificuldades nas relações entre Estados Unidos e Brasil. No entanto, o Estados Unidos ainda é o país mais importante para  a política de defesa brasileira. 
(  ) No decorrer da história norte-americana, o cenário interno pouco afetou as decisões e posicionamentos desse país sobre a sua defesa. Portanto, as relações militares entre Estados Unidos e Brasil foram pouco afetadas pelos interesses das elites norte-americanas. 
Nota: 10.0
	
	A
	V V F F
	
	B
	V V F V
	
	C
	F F V F
Você acertou!
A sequência correta é F F V F. A primeira afirmação é falsa porque os Estados Unidos ainda é o país mais importante para as políticas externas e de defesa do Brasil. A segunda afirmação é falsa porque  relações entre Brasil e Estados Unidos são marcadas por divergências entre os interesses e as preocupações de ambos os países no que concerne à segurança da América Latina. Historicamente, o posicionamento brasileiro com relação aos Estados Unidos migrou entre aproximação e equilíbrio aos Estados Unidos. Ainda assim, foram raros os momentos de cooperação e convergência continuados entre os dois. A terceira afirmação é verdadeira porque o atual ambiente de consolidação de um sistema internacional multipolar pode levar a um maior nível de competição interestatal com Rússia e China, o que eleva as dificuldades nas relações entre Estados Unidos e Brasil. A quarta afirmação é falsa porque, como se lê na aula 5, os Estados Unidos enfrentam desafios institucionais importantes, principalmente quanto à qualidade na formulação de suas políticas de segurança. Portanto, a esfera doméstica norte-americana afeta as suas relações com o Brasil - não apenas na área da defesa, como econômica e política. O contrário também acontece, uma vez que a dimensão interna dos Estados brasileiros é importante para a compreensão do seu posicionamento na esfera internacional. 
Fonte: Rota de Aprendizagem da Aula 5. Vídeo aula - Tema 05 – A dimensão internacional: Estados Unidos e África. 
	
	D
	F F V V
	
	E
	F V F V
Questão 2/10 - Estudos Estratégicos
Leia o trecho a seguir:
"O tema “relações civis-militares” é um dos mais velhos da ciência política, como dito por Eliot A. Cohen (COHEN, 2002, p. 241), e se ressente da existência de pouquíssimas teorizações a respeito, conforme explica Samuel Huntington (HUNTINGTON, 1957, p. 7). A integração entre as instituições militares, os decisores políticos do governo e o resto da sociedade representa o foco das relações civis-militares e a base da democracia, conforme referenciado por Brian Loveman (LOVEMAN, 1999, p. 5). Estamos de volta à famosa “Pirâmide de Clausewitz”, considerada a base para o estudo das relações de poder: Política, Militares e Povo. Dentro desta linha de pensamento, surge o conceito de democracia efetiva, na qual a autoridade encontra-se centrada no povo e em seu nome o poder será exercido, dando voz, simultaneamente, aos vitoriosos e aos derrotados em um pleito eleitoral".
Fonte: FERREIRA, Cel Inf Vladimir Schubert Neiva. As Relações Civis-Militares em Novos Tempos. Análise Estratégica, Vol 8 (2), Mar/Maio. 2018, p. 6.
Tendo em conta o trecho citado acima e os conteúdos discutidos ao longo da disciplina Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que indique, corretamente, um dos maiores desafios para as relações-civis militares durante a consolidação de regimes democráticos:
Nota: 10.0
	
	A
	O processo de consolidação de uma democracia acaba por desestabilizar as relações entre civis e militares em uma sociedade, levando ao distanciamento dos objetivos e interesses desses dois grupos.
	
	B
	O relacionamento entre civis e militares em democracias é dificultado pela pluralidade de ideias e posicionamentos em uma sociedade. Dessa forma, a homogeneização de pensamento é fundamental para a melhor operação da defesa nacional.
	
	C
	As dificuldades concernentes às relações civis-militares em situações de transição de regimes autoritários para democráticos diz respeito à falta de disciplina das populações.
	
	D
	A maior problemática envolvendo as relações entre civis e militares é o descaso desses últimos com a defesa da manutenção da normas constitucionais democráticas.
	
	E
	Um dos desafios para as relações entre civis e militares é garantir o comprometimento das elites militares com a manutenção da democracia e a conscientização das elites políticas sobre a importância do aparato de defesa nacional.
Você acertou!
Conforme a aula 4, de Estudos Estratégicos, qual seja o caso, a consolidação democrática depende do comprometimento das elites militares com a democracia, bem como o comprometimento das elites políticas com o aparato de defesa nacional. Isso implica em desenvolver a legitimidade desse aparato, sua capacidade de inovação e de resposta a ameaças, e em enfrentar o dilema de alocar recursos escassos no longo prazo. O equilíbrio ou desequilíbrio das relações civis-militares afetam a efetividade militar e devem ser estudadas tendo isso em vista.
Fonte: Rota de Aprendizagem de Estudos Estratégicos. Aula 4. Tema 1 – Relações Civis-Militares: elementos conceituais.
Questão 3/10 - Estudos Estratégicos
Considere o trecho a seguir:
“Definir as Forças Armadas do Brasil se faz mais difícil porque, sem clareza do que sejam as tarefas que explicam as capacidades necessárias, não se explicitam suas atividades-fim. Arrisca-se a ter definições que expressam a continuidade das ações mais rotineiras, visíveis, mesmo inteligíveis de fora das forças: as atividades-meio. Assim, o relato do que as Forças Armadas “fazem” se aproxima de justificativas ou notas de rodapé para as rubricas do orçamento. Há despesas que se justificam em si mesmas, grávidas de serem autoexplicativas, mas incapazes de informar sobre os fins que as justificam. Acabam sendo abstraídas em categorias gerais, atividades sem finalidades que têm baixo registro de indicadores ou carecem de itens de controle. Isso faz com que não se articule em que medida o que se faz, como se faz ou o quanto se gasta concorrem para resultados de defesa propriamente ditos. Esses gastos, a seu turno, acabam sendo reduzidos a nomes de uma determinada agregação de rubricas de dispêndio, reunidos em categorias abrangentes e genéricas. Progressivamente, deixa-se de ter claro quais deveriam seros resultados concretos de atividades-fim de defesa que essas atividades-meio permitiriam, como seriam acompanhados, mensurados e apreciados, ou ainda como deveriam ser relatados ao público e conexos ao orçamento. Arrisca-se perder a possibilidade de se poder ajuizar se o Brasil gasta muito ou pouco; se gasta bem ou mal em defesa”
Fonte: PROENÇA JÚNIOR, Domício. Forças armadas para quê? Para isso. Contexto int. [online]. 2011, vol.33, n.2, pp.333-373 - p. 337-38. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/cint/v33n2/a04v33n2.pdf>.
A partir dos conteúdos discutidos na disciplina de Estudos Estratégicos e da contextualização acima, análise as afirmações abaixo sobre as Forças Armadas brasileiras e, depois, assinale a alternativa que indique apenas as corretas:
I. As Forças Armadas brasileiras vêm passando por um processo de modernização desde o ano de 2010, avançando sobretudo na promoção de operações conjuntas entre Exército, Marinha e Força Aérea.
II.. O Exército brasileiro se concentra, atualmente, em atender às estratégias de guerra assimétrica e de combate de baixa intensidade. Essas estratégias são bem coordenadas entre si e promovem maior estabilidade securitária ao país.
III. A Marinha possui dilemas institucionais que versam sobre um projeto de esquadra de grupos de combate combinados e de alta autonomia e um projeto de defesa de costa combinando monitoramento, patrulhas e multiplataformas lançadoras de mísseis.
IV. A Força Área Brasileia pode ser considerada a mais defasada em termos materiais e operacionais. Isso se deve ao fato de que as suas plataformas são as mais intensivas em tecnologia, de modo que afetam tantos setores industriais de defesa quanto civis convencionais.
Nota: 10.0
	
	A
	Apenas as afirmações I, II e IV estão corretas
	
	B
	Apenas as afirmações I e II estão corretas
	
	C
	Apenas as afirmações I, II e III estão corretas
	
	D
	Apenas as afirmações II, III e IV estão corretas
	
	E
	Apenas as afirmações III e IV estão corretas
Você acertou!
Como se pode observar na aula, apenas as afirmações III e IV estão corretas. A afirmação I está incorreta porque, por mais que as Forças Armadas brasileiras tenham passado por um processo de modernização, desde o ano de 2010, tal fato não causou o avanço nas operações conjuntas entre Exército, Marinha e Força Aérea. Pelo contrário, o Brasil avançou pouco na consolidação de uma capacidade efetiva de operações conjuntas. A afirmação II está incorreta porque o exército ao se concentrar em atender duas estratégias – que são as estratégias de dissuasão e de presença – acaba por dar origem a problemas quanto a coordenação e investimento em cada uma delas. Assim, a dissociação entre elas gera problemas em elencar prioridades de gastos e de se estabelecer foco em projetos de força. A afirmação III está correta porque a Marinha possui dilemas institucionais ainda maiores, pois por muito tempo emulou a capacidade norte-americana de força naval: negação de uso do mar, projeção de poder, guarda costeira e força anfíbia. Entretanto, a descoberta e a exploração das regiões com depósitos de hidrocarbonetos do Pré-Sal elevaram a tensão institucional entre um projeto de esquadra de grupos de combate combinados e de alta autonomia, por um lado, e um projeto de defesa de costa combinado de monitoramento, patrulhas e multiplataformas lançadoras de mísseis, por outro. A afirmação IV está correta porque a Força Aérea Brasileira é a mais defasada em termos materiais e operacionais. Isso se explica por suas plataformas serem mais intensivas em tecnologia e possuírem maior potencial de efeito dual, ou seja, afetaram tanto setores industriais de defesa quanto civis convencionais. Por isso, os problemas institucionais e procedimentais brasileiros em defesa nacional a afetam mais.
Fonte: Rota de Aprendizagem de Estudos Estratégicos. Aula 6. Tema 5 – Efetividade das Forças Armadas Brasileiras.
Questão 4/10 - Estudos Estratégicos
Considere o trecho a seguir:
“A gangorra do poder oligárquico começa a funcionar sem os ‘princípios’ da monarquia” (Cardoso, 1997, p.42). Essa frase é atinente à primeira mudança de governo do Brasil sob o regime republicano e revela, a despeito de sua aparente simplicidade, a síntese dos problemas políticos brasileiros no período. O que ela traduz é a extrema dificuldade de os homens do campo político brasileiro encontrarem respostas institucionais para a organização dos poderes e do funcionamento da própria federação. A disputa pelo poder entre os diversos ramos civis e militares embaralhava o repertório de ideias e ações na política interna ou na política externa, provocando lutas no Parlamento e nas negociações diplomáticas, e as que envolviam a força, tornando rico e complexo o estudo dos anos subsequentes a 1889. ”
Fonte: PEREIRA, GT. A diplomacia da americanização de Salvador de Mendonça (1889-1898) [online]. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. 178 p. ISBN 978-85-7983-006-8. Available from SciELO Books.
A partir dos conteúdos discutidos na disciplina Estudos Estratégicos, a respeito do papel das guerras na construção do Estado brasileiro, analise as asserções e assinale a alternativa correta:
I - Houve, no Brasil, várias guerras limitadas internas, no período que antecede a República e em seu período inicial;
II - O exército brasileiro teve papel importante na formação do Estado brasileiro, para a sobrevivência da monarquia e das elites políticas;
III - Podemos dizer que o aparato de defesa brasileiro é muito mais voltado para ameaças internas que externas, em virtude do tipo de formação;
IV - O grau de envolvimento das forças armadas nas questões domésticas é baixo, uma vez que não costumam ser acionadas.
Nota: 0.0
	
	A
	Apenas as asserções I, II e III estão corretas.
O Exército brasileiro teve papel fundamental na formação do Estado brasileiro, para a sobrevivência da monarquia e das elites políticas. No Brasil, houve, nesse período, conflitos internos que podemos chamar de guerras limitadas. Durante todo o século XX, o Exército foi um ator político no Brasil com um projeto de modernização do país que rivalizava com alternativas criadas à luz dos movimentos fascistas, comunistas e anarquistas que contaminaram as Forças Armadas e o restante da sociedade, levando a rupturas institucionais. Nesse cenário, o envolvimento militar foi constante e crescente. Esse envolvimento ficaria mais forte após a Segunda Mundial, com a modernização das Forças Armadas brasileiras e o contato mais direto com os potenciais militares e econômicos dos Estados Unidos e de outros países mais desenvolvidos da época. Na década de 1960, a polarização política ganhou a coloração da Guerra Fria e o inimigo passou a ser a influência e a possibilidade da revolução comunista. O estabelecimento do regime militar, em 1964 foi uma reunião até então irrealizável. A formação do Estado brasileiro junto às forças armadas parece explicar a forma de atuação do Exército, muito mais preocupado com as ameaças internas que externas, sendo alto o envolvimento das forças armadas nas questões domésticas. Fonte: Tema 4 da Rota de Aprendizagem 4.
	
	B
	Apenas as asserções I, II e IV estão corretas.
	
	C
	Apenas as asserções I e II estão corretas.
	
	D
	Apenas as asserções II e IV estão corretas.
	
	E
	Apenas as asserções III e IV estão corretas.
Questão 5/10 - Estudos Estratégicos
Considere o trecho a seguir:
“Bernard Brodie inaugurou o debate em “Estratégia como uma Ciência”, enquadrando o relacionamento necessário entre Estudos Estratégicos e as trajetórias formativas militares. O contexto particular de sua preocupação era o fato de que, nos EUA, a saída de militares de cargos importantes no pós-guerra aquietava um juízo, a seu ver inapropriado, de que a instituição militar extrapolava suas funções. A seu ver, o verdadeiro problema, cujo enfrentamento era urgente, era que os militares não estivessem adequadamente preparados para atuar em estratégia. A evidência mais marcante disso era que a história militar e os pensadores considerados“clássicos”, como Clausewitz, eram um arcabouço estranho aos militares e mesmo aos acadêmicos ditos especialistas. ”
Fonte: PROENCA JUNIOR, Domício; DUARTE, Érico Esteves. Os estudos estratégicos como base reflexiva da defesa nacional. Rev. bras. polít. int., Brasília, v. 50, n. 1, p. 29-46,  June,  2007.   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-73292007000100002&lng=en&nrm=iso>.
A partir dos conteúdos discutidos na disciplina de Estudos Estratégicos e o uso da Estratégia como ciência, analise as asserções e assinale a alternativa correta, no que diz respeito ao panorama atual dos Estudos Estratégicos: 
I - As áreas mais expressivas dos Estudos Estratégicos hoje, no Brasil, são: história militar, sociologia militar, estudos prospectivos, entre outros;
II - Operações de paz, relações civis-militares não são parte expressiva dos Estudos Estratégicos hoje;
III - Evitar filtros e mensuração de influências estrangeiras é uma agenda atual de Estudos Estratégicos;
IV - A formação e inserção acadêmica dos militares ainda é um desafio para o campo de Estudos Estratégicos.
Nota: 0.0
	
	A
	Apenas as asserções I, II e III estão corretas.
	
	B
	Apenas as asserções I, II e IV estão corretas.
“As áreas mais expressivas dos Estudos Estratégicos no Brasil são: história militar; sociologia militar; estudos prospectivos; relações civis-militares; operações de paz. O campo tem como desafios para seu desenvolvimento: filtrar modismos e influências estrangeiras para a realidade brasileira; desenvolver um pensamento estratégico em substituição ao legado da DSN; desenvolver arcabouços em análise, gestão de economia de defesa; produzir conteúdos pedagógicos para formação de civis e militares em defesa; inserir-se academicamente no aparato estatal e entre as formulações de política de defesa.”
 
Fonte: Tema 3 da Rota de Aprendizagem 5.
	
	C
	Apenas as asserções I e II estão corretas.
	
	D
	Apenas as asserções II e IV estão corretas.
	
	E
	Apenas as asserções III e IV estão corretas.
Questão 6/10 - Estudos Estratégicos
“Os componentes do sistema de defesa nacional dizem respeito aos arranjos organizacionais de diversos tipos, que materializam espaços de trabalho, reúnem competência e estruturam os relacionamentos de que uma política de defesa depende. A constituição dos componentes dialoga com as atividades, permitindo que se tenham insumos de informação e competências necessárias para que se possa realizar as atividades da política de defesa. Cada um desses componentes, portanto, cobra decisões e admite alternativas e escolhas que condicionam o que se pode ou não fazer, afetando a maneira como as atividades de uma política de defesa são desenvolvidas.”
Fonte: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 6.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que expõe, corretamente, os componentes de um sistema de defesa nacional:
Nota: 10.0
	
	A
	Forças armadas, projeto de força, análise estratégica.
	
	B
	Política declaratória de defesa, orçamento consolidado e planejamento de ações militares.
	
	C
	Projeto de força, orçamento consolidado, análises política, estratégica, tática e logística.
	
	D
	Estrutura integrada de comando, avaliação estratégica governamental, análise dos contextos políticos.
	
	E
	Estrutura integrada de comando e planejamento, institucionalidade governamental para defesa, forças armadas e política declaratória de defesa.
Você acertou!
Institucionalidade governamental para defesa; Estrutura integrada de comando e planejamento militar; Forças armadas; Política declaratória de defesa.
Referência: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 6.
Questão 7/10 - Estudos Estratégicos
Leia o trecho a seguir:
"Os militares brasileiros congregados no corpo da Escola Superior de Guerra, fundada em 1949, por ato do presidente Eurico Gaspar Dutra, empreenderam em 1951 e 1952 um estudo dos temas que integrariam como Conceito Estratégico Nacional, os quais serviriam de base para o posterior desenvolvimento da Doutrina de Segurança Nacional, tarefa cujo início se deu em 1953. Tais conteúdos, ainda que pudessem comportar modificações e acréscimos, iriam perdurar até meados da década de 1980, sendo que desde a sua apresentação ao corpo de oficiais das Forças Armadas Brasileiras até o golpe de 1964, não foi grandemente divulgada fora do meio militar, a não ser quanto a alguns civis selecionados, em geral membros das classes políticas e empresarial. 
Fonte. GIANNASI, Carlos Alberto. A Doutrina de Segurança Nacional e o "Milagre Econômico" (1969-1983). Doutorado em História Econômica. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - USP. Tese (313 p.). p. 104. Disponível em: <https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8137/tde-30092011-170055/publico/2011_CarlosAlbertoGiannasi.pdf>.
Tendo em conta o trecho citado acima e os conteúdos discutidos na disciplina de Estudos Estratégicos sobre Doutrina de Segurança Nacional, análise as afirmações abaixo e depois assinale a alternativa que indique apenas as corretas:
I. Um dos conceitos básicos da Doutrina de Segurança Nacional da atualidade é a contenção da expansão do comunismo soviético na sociedade brasileira. 
II. O desenvolvimento brasileiro é compreendido pela Doutrina de Segurança Nacional como uma forma de aumentar o poder nacional.
III. A segurança social é entendida como a necessidade imperativa de uso da força pelos poderes públicos brasileiros diante de ameaças externas à cultura nacional. 
IV. A geopolítica brasileira é importante para o estabelecimento dos objetivos estratégicos nacionais. 
Nota: 0.0
	
	A
	Apenas as afirmações I e II estão corretas
	
	B
	Apenas as afirmações I, III e IV estão corretas
	
	C
	Apenas as afirmações II e IV estão corretas
Como se poder ver na aula 5 de Estudos Estratégicos, apenas as afirmações II e IV estão corretas, uma vez que a Doutrina de Segurança Nacional (DSN) foi elaborada em um contexto específico e com objetivos específicos, que foram extrapolados com efeitos negativos até os dias atuais. Ela foi desenvolvida pela Escola Superior de Guerra como um quadro conceitual para o avanço do desenvolvimento e segurança nacional. Os conceitos básicos da DSN são: i) desenvolvimento como a capacidade de aumento do poder nacional; ii) segurança como a capacidade de uso do poder nacional; iii) expressões do poder nacional como de caráter político, econômico, militar, psicossocial e científico-tecnológico; iv) objetivos nacionais do país permanentes à luz de sua geopolítica. Dessa forma, as afirmações II e IV estão corretas, uma vez que contemplam os conceitos citados na aula. A afirmação I está incorreta porque esse não é um dos conceitos básicos na atualidade - mas uma preocupação do período da guerra fria. A afirmação III está incorreta porque essa definição não está presente na Doutrina e nem é coerente com os conteúdos estudados.
Fonte: Rota de Aprendizagem de Estudos Estratégicos. Aula 5. Tema 2 –Doutrina de Segurança Nacional (DNS) no Brasil: Origem e Legado
	
	D
	Apenas as afirmações I, II e III estão corretas
	
	E
	Apenas as afirmações III e IV estão corretas
Questão 8/10 - Estudos Estratégicos
“A estruturação de um ministério de defesa é a materialização mais moderna do mecanismo de controle civil objetivo, podendo ser estabelecida por meio de três funções.”
Fonte: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 6.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que expõe, corretamente, as funções da estruturação de um ministério de defesa:
I. Controlar os outros poderes, como o Legislativo.
II. Sintetizar e ponderar as atividades militares e seus custos.
III. Supervisionar a materialização da gramática dos meios de força do aparato bélico do país.
IV. Supervisionar as questões orçamentárias e administrativas e dainteração de civis em atividades não militares das forças armadas.
Sobre as afirmações:
Nota: 0.0
	
	A
	Apenas a afirmação I está correta.
	
	B
	Apenas a afirmação II está correta.
	
	C
	Apenas a afirmação IV está correta.
	
	D
	Apenas as afirmações I, e II estão corretas.
	
	E
	Apenas as afirmações II, III e IV estão corretas.
Primeiro, por meio da supervisão da materialização da gramática dos meios de força do aparato bélico do país. Em outras palavras, um ministério da defesa é responsável por assessorar o governo sobre as implicações e as necessidades militares tendo em vista as metas políticas impostas. Segundo, por meio da supervisão das questões orçamentárias e administrativas e da interação de civis em atividades não militares das forças armadas. Terceiro, sintetizando e ponderando as atividades militares e seus custos, a fim de elaborar uma proposta ministerial para defesa perante grupos de fora do ministério (Huntington, 1996, p. 453).
Referência: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 6.
Questão 9/10 - Estudos Estratégicos
“O aparato estatal para defesa, no Brasil, conta com cinco órgãos principais: o Conselho de Defesa Nacional, o Ministério da Defesa, o Gabinete de Segurança Institucional e o Congresso, por meio de suas comissões de relações exteriores e defesa nacional, além das próprias Forças Armadas.”
Fonte: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 6.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que expõe, corretamente, a função do Ministério da Defesa:
Nota: 10.0
	
	A
	Formular hipóteses de emprego da força.
	
	B
	Criar parâmetros de segurança e buscar desenvolver políticas públicas no Congresso.
	
	C
	Gerir cotidianamente a defesa nacional, orientando as Forças Armadas e seus sistemas de apoio.
Você acertou!
O Ministério da Defesa tem a tarefa de gerir cotidianamente a defesa nacional, orientando as Forças Armadas e seus sistemas de apoio. Essa tarefa se inicia pela avaliação da viabilidade das alternativas de ação que resultam das metas e prioridades estabelecidas pelo Conselho de Defesa Nacional e desdobra-se na administração do orçamento de defesa e na conformação das diretrizes gerais que subordinam, articulam e avaliam as Forças Armadas. Isso se dá tanto em termos de capacidades combatentes quanto administrativas. Só a gestão integrada das Forças Armadas pode permitir que se estabeleçam, avaliem e sustentem parâmetros sistêmicos — por exemplo, a estrutura integrada de comando, controle, comunicação, inteligência e computação que permite transmitir ordens e receber informações.
Referência: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 6.
	
	D
	Promover a segurança presidencial e dos deputados federais, coordenar o gabinete de gestão de crises.
	
	E
	Promover a agenda do Executivo e Legislativo, no que diz respeito à política de segurança pública federal e municipal.
Questão 10/10 - Estudos Estratégicos
Leia o trecho a seguir:
"Um dos pontos considerados sensíveis nas relações entre civis e militares repousa no modo como cada um se subordina ao outro, particularmente no nível político, quando se deve escolher aqueles que exercerão cargos de chefia, como, por exemplo, o do próprio Ministro da Defesa. A ocupação desta função por um civil pode emprestar maior legitimidade à pasta, além de encurtar as ligações com as autoridades dentro de cada um dos poderes constituídos, delineando a Política Nacional de Defesa, o orçamento das Forças Armadas, dentre outros pontos relevantes, favorecendo uma democracia efetiva e sólida. Neste ponto vem à tona uma questão de suma relevância, dentro de um ambiente democrático: como deve ocorrer esta relação, importantíssima no nível político? Autoridades no assunto, como Cohen (2002, p. 244) e Dayne Nix (NIX, 2012, p. 89), reforçam a chamada “Teoria Normal” de Huntington3 , ao citarem a forma de controle dos militares, por parte dos civis, dita como “Objetivo”, como sendo a mais eficaz, pois incrementa o profissionalismo destes oficiais, considerada a base desta teoria, ao invés de domá-los (forma “Subjetiva”), ideia que trazemos à reflexão pois, com alguns ajustes e adaptações à realidade brasileira, pode sim favorecer o entrosamento entre ambos"
Fonte: FERREIRA, Cel Inf Vladimir Schubert Neiva. As relações civis-militares em novos tempos. Análise Estratégica, Vol 8 (2), Mar/Maio. 2018, p. 7.
 
Tendo em conta o trecho citado acima e os conteúdos da disciplina Estudos Estratégicos, análise as afirmações abaixo, sobre as relações civis-militares e, depois, assinale a alternativa que indique apenas aquelas que estão corretas:
I. Os diferentes arranjos das relações civis-militares são importantes para a atividade de defesa, uma vez que eles são responsáveis por produzir distintas qualidades de avaliação estratégica e efetividade combatente.
II. Não é raro existir um descompasso e uma desconfiança entre o estamento militar e as lideranças civil. Se há descompasso e desconfiança entre estamento militar e liderança civil, isso torna a capacidade de avaliar ameaças externas e a formulação da política de defesa disfuncionais. 
III. De uma forma geral, quando há excesso de autonomia por parte do Executivo frente às Forças Armadas, no que tange a tomada de decisões sobre preparo e emprego destas, pode-se observar o fortalecimento dos líderes militares. Isso ocorre porque os líderes militares precisam estabelecer estratégias mais populistas para subverter essa ordem.
Nota: 0.0
	
	A
	Apenas as afirmações I e III estão corretas
	
	B
	Apenas a afirmação I está correta
	
	C
	Apenas as afirmações I e II estão corretas
De acordo com a aula 4 a alternativa correta é aquela que indica que apenas as afirmações I e II estão corretas. A afirmação I está correta porque diferentes tipos de arranjos das relações civis-militares produzem qualidades distintas de avaliação estratégica e efetividade combatente. A afirmação II está correta porque quando existe descompasso e desconfiança entre estamento militar e liderança civil, a 3 capacidade de avaliar ameaças externas e a formulação da política de defesa são disfuncionais. A afirmação III está incorreta porque em geral, o excesso de autonomia do Executivo ou das Forças Armadas para tomar decisões sobre preparo e emprego são as principais causas. Quando o estamento militar é muito forte, o líder do Executivo tende a fundamentar sua autoridade em personalismo, selecionando comandantes mais por critérios de lealdade do que por mérito. Ele passa a restringir o treinamento e a centralizar o comando militar e o compartilhamento de informações, sabotando a capacidade de contrainteligência. Quando o líder do Executivo se mostra muito forte, ele tende a escapar do controle do Legislativo e do consentimento público. As Forças Armadas recebem aportes necessários, mas os cenários em que são utilizadas aumentam consideravelmente, bem como seus casos de fracasso, sejam por decisões equivocadas, sejam por más condições de uso.
Fonte: Rota de Aprendizagem de Estudos Estratégicos. Aula 4. Tema 1 – Relações Civis-Militares e Efetividade Militar
	
	D
	Apenas a afirmação III está correta
	
	E
	As afirmações I, II e III estão corretas
Atenção. Este gabarito é para uso exclusivo do aluno e não deve ser publicado ou compartilhado em redes sociais ou grupo de mensagens.
O seu compartilhamento infringe as políticas do Centro Universitário UNINTER e poderá implicar sanções disciplinares, com possibilidade de desligamento do quadro de alunos do Centro Universitário, bem como responder ações judiciais no âmbito cível e criminal.
Questão 1/10 - Estudos Estratégicos
Leia o trecho a seguir:
"Um dos pontos considerados sensíveis nas relações entre civis e militares repousa no modo como cada um se subordina ao outro, particularmente no nível político, quando se deve escolher aqueles que exercerão cargos de chefia, como, por exemplo,o do próprio Ministro da Defesa. A ocupação desta função por um civil pode emprestar maior legitimidade à pasta, além de encurtar as ligações com as autoridades dentro de cada um dos poderes constituídos, delineando a Política Nacional de Defesa, o orçamento das Forças Armadas, dentre outros pontos relevantes, favorecendo uma democracia efetiva e sólida. Neste ponto vem à tona uma questão de suma relevância, dentro de um ambiente democrático: como deve ocorrer esta relação, importantíssima no nível político? Autoridades no assunto, como Cohen (2002, p. 244) e Dayne Nix (NIX, 2012, p. 89), reforçam a chamada “Teoria Normal” de Huntington3 , ao citarem a forma de controle dos militares, por parte dos civis, dita como “Objetivo”, como sendo a mais eficaz, pois incrementa o profissionalismo destes oficiais, considerada a base desta teoria, ao invés de domá-los (forma “Subjetiva”), ideia que trazemos à reflexão pois, com alguns ajustes e adaptações à realidade brasileira, pode sim favorecer o entrosamento entre ambos"
Fonte: FERREIRA, Cel Inf Vladimir Schubert Neiva. As relações civis-militares em novos tempos. Análise Estratégica, Vol 8 (2), Mar/Maio. 2018, p. 7.
 
Tendo em conta o trecho citado acima e os conteúdos da disciplina Estudos Estratégicos, análise as afirmações abaixo, sobre as relações civis-militares e, depois, assinale a alternativa que indique apenas aquelas que estão corretas:
I. Os diferentes arranjos das relações civis-militares são importantes para a atividade de defesa, uma vez que eles são responsáveis por produzir distintas qualidades de avaliação estratégica e efetividade combatente.
II. Não é raro existir um descompasso e uma desconfiança entre o estamento militar e as lideranças civil. Se há descompasso e desconfiança entre estamento militar e liderança civil, isso torna a capacidade de avaliar ameaças externas e a formulação da política de defesa disfuncionais. 
III. De uma forma geral, quando há excesso de autonomia por parte do Executivo frente às Forças Armadas, no que tange a tomada de decisões sobre preparo e emprego destas, pode-se observar o fortalecimento dos líderes militares. Isso ocorre porque os líderes militares precisam estabelecer estratégias mais populistas para subverter essa ordem.
Nota: 0.0
	
	A
	Apenas as afirmações I e III estão corretas
	
	B
	Apenas a afirmação I está correta
	
	C
	Apenas as afirmações I e II estão corretas
De acordo com a aula 4 a alternativa correta é aquela que indica que apenas as afirmações I e II estão corretas. A afirmação I está correta porque diferentes tipos de arranjos das relações civis-militares produzem qualidades distintas de avaliação estratégica e efetividade combatente. A afirmação II está correta porque quando existe descompasso e desconfiança entre estamento militar e liderança civil, a 3 capacidade de avaliar ameaças externas e a formulação da política de defesa são disfuncionais. A afirmação III está incorreta porque em geral, o excesso de autonomia do Executivo ou das Forças Armadas para tomar decisões sobre preparo e emprego são as principais causas. Quando o estamento militar é muito forte, o líder do Executivo tende a fundamentar sua autoridade em personalismo, selecionando comandantes mais por critérios de lealdade do que por mérito. Ele passa a restringir o treinamento e a centralizar o comando militar e o compartilhamento de informações, sabotando a capacidade de contrainteligência. Quando o líder do Executivo se mostra muito forte, ele tende a escapar do controle do Legislativo e do consentimento público. As Forças Armadas recebem aportes necessários, mas os cenários em que são utilizadas aumentam consideravelmente, bem como seus casos de fracasso, sejam por decisões equivocadas, sejam por más condições de uso.
Fonte: Rota de Aprendizagem de Estudos Estratégicos. Aula 4. Tema 1 – Relações Civis-Militares e Efetividade Militar
	
	D
	Apenas a afirmação III está correta
	
	E
	As afirmações I, II e III estão corretas
Questão 2/10 - Estudos Estratégicos
Leia o trecho a seguir:
“Os estudos estratégicos tiveram origem no Brasil na esteira da redemocratização entre o fim da década de 1980 e início da de 1990. Além da promulgação da Constituição Federal de 1988 (Brasil, 1988), que determinou novas instituições democráticas para a defesa e as funções e critérios para emprego das Forças Armadas, passou a existir, timidamente, alguma articulação universitária. Porém, esta surgiu muito mais focada nas questões das relações civis-militares do que nas áreas específicas dos estudos estratégicos.”
Fonte: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 5.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, responda: em que período há a reflexão e pensamento sobre questões de guerra, paz e constituição e emprego das Forças Armadas por civis no Brasil?
Nota: 10.0
	
	A
	Depois de 1964.
	
	B
	Durante a Guerra Fria.
	
	C
	Após a Revolução de 1930.
	
	D
	Após a Constituição Federal de 1988.
	
	E
	Na Primeira República/República Velha.
Você acertou!
Antes de darmos seguimento a esta apresentação, é importante salientar que a reflexão e pensamento sobre questões de guerra e paz e constituição e emprego das Forças Armadas por civis data do início da República Velha, quando houve importante modernização e institucionalização de alguns departamentos do Estado, com destaque para o Itamaraty. Por isso, figuras como Pandiá Calógeras, Osvaldo Aranha e Rui Barbosa, que atuaram em várias capacidades de Estado, participaram de debates e deixaram escritos relacionados à defesa nacional — com destaque para Pandiá Calógeras, Ministro da Guerra durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Mais recentemente, houve a reafirmação do pensamento estratégico do Barão do Rio Branco e da questão do uso da força como instrumento de política externa (Alsina Júnior, 2015).
Referência: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 5.
Questão 3/10 - Estudos Estratégicos
“O aparato estatal para defesa, no Brasil, conta com cinco órgãos principais: o Conselho de Defesa Nacional, o Ministério da Defesa, o Gabinete de Segurança Institucional e o Congresso, por meio de suas comissões de relações exteriores e defesa nacional, além das próprias Forças Armadas.”
Fonte: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 6.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que expõe, corretamente, a função do Ministério da Defesa:
Nota: 0.0
	
	A
	Formular hipóteses de emprego da força.
	
	B
	Criar parâmetros de segurança e buscar desenvolver políticas públicas no Congresso.
	
	C
	Gerir cotidianamente a defesa nacional, orientando as Forças Armadas e seus sistemas de apoio.
O Ministério da Defesa tem a tarefa de gerir cotidianamente a defesa nacional, orientando as Forças Armadas e seus sistemas de apoio. Essa tarefa se inicia pela avaliação da viabilidade das alternativas de ação que resultam das metas e prioridades estabelecidas pelo Conselho de Defesa Nacional e desdobra-se na administração do orçamento de defesa e na conformação das diretrizes gerais que subordinam, articulam e avaliam as Forças Armadas. Isso se dá tanto em termos de capacidades combatentes quanto administrativas. Só a gestão integrada das Forças Armadas pode permitir que se estabeleçam, avaliem e sustentem parâmetros sistêmicos — por exemplo, a estrutura integrada de comando, controle, comunicação, inteligência e computação que permite transmitir ordens e receber informações.
Referência: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 6.
	
	D
	Promover a segurança presidencial e dos deputados federais, coordenar o gabinete de gestão de crises.
	
	E
	Promover a agenda do Executivo e Legislativo, no que diz respeito à política de segurança pública federal e municipal.
Questão 4/10 - Estudos Estratégicos
Leia o trecho aseguir:
"O tema “relações civis-militares” é um dos mais velhos da ciência política, como dito por Eliot A. Cohen (COHEN, 2002, p. 241), e se ressente da existência de pouquíssimas teorizações a respeito, conforme explica Samuel Huntington (HUNTINGTON, 1957, p. 7). A integração entre as instituições militares, os decisores políticos do governo e o resto da sociedade representa o foco das relações civis-militares e a base da democracia, conforme referenciado por Brian Loveman (LOVEMAN, 1999, p. 5). Estamos de volta à famosa “Pirâmide de Clausewitz”, considerada a base para o estudo das relações de poder: Política, Militares e Povo. Dentro desta linha de pensamento, surge o conceito de democracia efetiva, na qual a autoridade encontra-se centrada no povo e em seu nome o poder será exercido, dando voz, simultaneamente, aos vitoriosos e aos derrotados em um pleito eleitoral".
Fonte: FERREIRA, Cel Inf Vladimir Schubert Neiva. As Relações Civis-Militares em Novos Tempos. Análise Estratégica, Vol 8 (2), Mar/Maio. 2018, p. 6.
Tendo em conta o trecho citado acima e os conteúdos discutidos ao longo da disciplina Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que indique, corretamente, um dos maiores desafios para as relações-civis militares durante a consolidação de regimes democráticos:
Nota: 10.0
	
	A
	O processo de consolidação de uma democracia acaba por desestabilizar as relações entre civis e militares em uma sociedade, levando ao distanciamento dos objetivos e interesses desses dois grupos.
	
	B
	O relacionamento entre civis e militares em democracias é dificultado pela pluralidade de ideias e posicionamentos em uma sociedade. Dessa forma, a homogeneização de pensamento é fundamental para a melhor operação da defesa nacional.
	
	C
	As dificuldades concernentes às relações civis-militares em situações de transição de regimes autoritários para democráticos diz respeito à falta de disciplina das populações.
	
	D
	A maior problemática envolvendo as relações entre civis e militares é o descaso desses últimos com a defesa da manutenção da normas constitucionais democráticas.
	
	E
	Um dos desafios para as relações entre civis e militares é garantir o comprometimento das elites militares com a manutenção da democracia e a conscientização das elites políticas sobre a importância do aparato de defesa nacional.
Você acertou!
Conforme a aula 4, de Estudos Estratégicos, qual seja o caso, a consolidação democrática depende do comprometimento das elites militares com a democracia, bem como o comprometimento das elites políticas com o aparato de defesa nacional. Isso implica em desenvolver a legitimidade desse aparato, sua capacidade de inovação e de resposta a ameaças, e em enfrentar o dilema de alocar recursos escassos no longo prazo. O equilíbrio ou desequilíbrio das relações civis-militares afetam a efetividade militar e devem ser estudadas tendo isso em vista.
Fonte: Rota de Aprendizagem de Estudos Estratégicos. Aula 4. Tema 1 – Relações Civis-Militares: elementos conceituais.
Questão 5/10 - Estudos Estratégicos
Leia o trecho a seguir:
“Os estudos de relações civis-militares evoluíram, originalmente, nas ciências sociais e na ciência política e sua convergência com os estudos estratégicos é mais recente. A questão central original dos estudos de relações civis-militares é como tornar o militar um defensor efetivo do Estado, sem ser uma ameaça para o ordenamento político interno (Feaver, 2017, p. 2). Do ponto de vista dos estudos estratégicos, a primeira instância das relações civis-militares é produzir estratégia, e esse não pode ser um fim em si mesmo. Portanto, a convergência entre essas duas perspectivas produz a preocupação de como fazer uso do poder militar de maneira mais efetiva e responsável (Strachan, 2014, p. 76).”
Fonte: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 4.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que expõe, corretamente, os dois grupos gerais de estudos existentes de relações civis-militares:
Nota: 0.0
	
	A
	Aquele em que os militares têm mais autonomia e os que possuem menos.
Os estudos das relações civis-militares tratam de dois tipos gerais de casos, pois existiram diferenças entre a transição democrática em regimes militares e em regimes comunistas de partido único durante a Guerra Fria (1947-1991). No primeiro, os militares abandonam o poder e a principal preocupação é tirar os militares da política, da economia e dos negócios. Nesse caso, instituições e especialistas civis são fatores mais importantes. Nos regimes comunistas, os partidos únicos geralmente detêm mecanismos de controle dos militares e o principal foco de transição é tirar a política dos militares, ou seja, banir o aparato dos partidos políticos das instituições militares. No primeiro caso, os militares têm muita autonomia. No segundo, os militares têm muito pouca (Barany, 2012, p. 341).
Referência: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 4.
	
	B
	Aquele que busca enfocar a utilidade das forças armadas em um Estado e o que sai em sua defesa.
	
	C
	Aquele que tem como foco a inclusão dos militares na política e o outro que busca analisar o impacto das forças armadas nos países.
	
	D
	Aquele com foco nas consequências da Primeira Guerra Mundial e o segundo, com o enfoque na Guerra Fria.
	
	E
	Aquele que expõe a homogeneidade das transições democráticas e o segundo, com o enfoque na repressão dos regimes militares.
Questão 6/10 - Estudos Estratégicos
“A estruturação de um ministério de defesa é a materialização mais moderna do mecanismo de controle civil objetivo, podendo ser estabelecida por meio de três funções.”
Fonte: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 6.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que expõe, corretamente, as funções da estruturação de um ministério de defesa:
I. Controlar os outros poderes, como o Legislativo.
II. Sintetizar e ponderar as atividades militares e seus custos.
III. Supervisionar a materialização da gramática dos meios de força do aparato bélico do país.
IV. Supervisionar as questões orçamentárias e administrativas e da interação de civis em atividades não militares das forças armadas.
Sobre as afirmações:
Nota: 10.0
	
	A
	Apenas a afirmação I está correta.
	
	B
	Apenas a afirmação II está correta.
	
	C
	Apenas a afirmação IV está correta.
	
	D
	Apenas as afirmações I, e II estão corretas.
	
	E
	Apenas as afirmações II, III e IV estão corretas.
Você acertou!
Primeiro, por meio da supervisão da materialização da gramática dos meios de força do aparato bélico do país. Em outras palavras, um ministério da defesa é responsável por assessorar o governo sobre as implicações e as necessidades militares tendo em vista as metas políticas impostas. Segundo, por meio da supervisão das questões orçamentárias e administrativas e da interação de civis em atividades não militares das forças armadas. Terceiro, sintetizando e ponderando as atividades militares e seus custos, a fim de elaborar uma proposta ministerial para defesa perante grupos de fora do ministério (Huntington, 1996, p. 453).
Referência: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 6.
Questão 7/10 - Estudos Estratégicos
Leia o trecho a seguir:
“Enquanto a causa da transição de regimes comunistas resumiu-se a um movimento das instituições civis relacionado ao fim da Guerra Fria, as causas da transição democrática de regimes militares foram mais variadas e ocorreram, teoricamente, de maneira mais divergente.”
Fonte: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 4.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que expõe, corretamente, exemplos de causas da transição à democracia, de regimes militares:Nota: 10.0
	
	A
	O sucesso econômico e social do regime.
	
	B
	As elites políticas desejaram determinar os caminhos dos militares e a população decidiu o rumo do sistema político.
	
	C
	Os líderes militares ficaram insatisfeitos com o governo e a vida pública e há insucessos por parte das definições políticas.
	
	D
	As elites militares desejaram que o regime militar permitisse a participação política e o ingresso de grupos internacionais políticos no país.
	
	E
	Os líderes civis desenvolveram mecanismos para manter os militares subordinados, as elites militares tomaram o poder e foram rechaçadas pelo fracasso do governo.
Você acertou!
No período de transição, os civis se preparam contra possíveis novos golpes e interferência política pelos militares; organizações internacionais desfrutam de influência relativa nos regimes de transição quando há ofertas substantivas, como prestígio e ajuda econômica; as elites militares desejam que o novo regime permita a participação na política (principalmente nas políticas externa e de defesa), imunidade contra expurgos, orçamentos de defesa grandes e autonomia para sua alocação; as elites políticas desejam determinar horizontes estritos e claros de envolvimento militar em questões civis.
Referência: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 4.
Questão 8/10 - Estudos Estratégicos
Leia o trecho a seguir:
"Em um ambiente democrático, instituições públicas voltadas à defesa e à segurança do país atuam sob o pressuposto do diálogo e da transparência, de modo a cumprir suas tarefas em sintonia com os anseios da sociedade. O Ministério da Defesa trabalha para aprimorar essa relação. Por isso, investe na realização de estudos e pesquisas que busquem prover, a civis e militares, instrumentos de reflexão sobre temas estratégicos ligados à temática de Defesa. Institucionalmente, esse diálogo é impulsionado por duas organizações ligadas diretamente ao Ministério: a Escola Superior de Guerra (ESG) e o Instituto Pandiá Calógeras (IPC). "
Fonte: MINISTÉRIO DA DEFESA. Estudos Estratégicos. Página do Ministério da Defesa. s/p. 2019. Disponível em: <https://www.defesa.gov.br/ensino-e-pesquisa/estudos-estrategicos>.
Tendo em conta o trecho citado acima e os conteúdos da disciplina, assinale a alternativa que indique, corretamente, duas das áreas dos Estudos Estratégicos que se sobressaem no Brasil:
Nota: 0.0
	
	A
	Duas das áreas relevantes dentro dos Estudos Estratégicos no Brasil são a história militar e os estudo sobre operações de paz
Essa alternativa está correta porque, de acordo com a aula 5, as áreas mais expressivas dos Estudos Estratégicos no Brasil são: i) história militar; ii) sociologia militar; iii) estudos prospectivos; iv) relações civis-militares; v) operações de paz.
Fonte: Rota de Aprendizagem de Estudos Estratégicos. Aula 5. Tema 3 - Panorama dos Estudos Estratégicos no Brasil
	
	B
	Duas das áreas importantes para os Estudos Estratégicos no Brasil são a crimes militares e operações de guerra
	
	C
	Duas das áreas dos Estudos Estratégicos que se destacam no Brasil são negociação internacional e estudos dissuasórios
	
	D
	Duas das áreas vinculadas aos Estudos Estratégicos que possuem centralidade no Brasil são políticas públicas e ordem social
	
	E
	Duas das áreas centrais aos Estudos Estratégicos no Brasil são a história nacional e o controle de civis via aparato bélico
Questão 9/10 - Estudos Estratégicos
Considere o trecho a seguir:
“A Política Nacional de Defesa interessa a todos os segmentos da sociedade brasileira. Baseada nos fundamentos, objetivos e princípios constitucionais, alinha-se às aspirações nacionais e às orientações governamentais, em particular à política externa brasileira, que propugna, em uma visão ampla e atual, a solução pacífica das controvérsias, o fortalecimento da paz e da segurança internacionais, o reforço do multilateralismo e a integração sul-americana”.
Fonte: MINISTÉRIO DE DEFESA. Política Nacional de Defesa e Estratégia Nacional de Defesa, p. 11. Ministério de Defesa. Brasília. 2012. Disponível em: < https://www.defesa.gov.br/arquivos/estado_e_defesa/END-PND_Optimized.pdf>.
A partir dos conteúdos discutidos na disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que apresente, corretamente, um dos efeitos positivos da elaboração da Política Nacional de Defesa e Estratégia Nacional de Defesa.
Nota: 0.0
	
	A
	O estabelecimento de um canal de comunicação formal sobre a defesa nacional entre o Congresso, o poder Executivo e as Forças Armadas
Como pode ser visto na aula 6, a primeira alternativa está correta porque documentos como a Política Nacional de Defesa e Estratégia Nacional de Defesa promoveram desenvolvimentos positivos importantes, entre eles: i) a criação de uma comunicação formal entre Executivo, Forças Armadas e Congresso sobre defesa nacional; A segunda e a terceira alternativas estão incorretas porque esses documentos não são mecanismos de controle. A quarta alternativa está incorreta porque esses documentos não objetivam a conscientização de que as Forças Armadas devem intervir na ordem pública; e a quinta alternativa está incorreta porque esses documentos não são um canal de interação e para a demonstração das demandas da s           ‘ociedade civil.
Fonte: Rota de Aprendizagem de Estudos Estratégicos. Aula 6. Tema 4 – Documentos Brasileiros para a Defesa Nacional.
	
	B
	A criação de um mecanismo direto de controle civil sobre o processo de tomada de decisão estratégica sobre a defesa nacional.
	
	C
	A instauração de uma ferramenta formal de controle do Poder Executivo por parte das Forças Armadas.
	
	D
	A criação de redes de publicidade e conscientização da importância das Forças Armadas para a manutenção da ordem pública.
	
	E
	O estabelecimento de um canal de interação contínuo entre as Forças Armadas e a sociedade civil, no qual as demandas civis podem ser ouvidas. 
Questão 10/10 - Estudos Estratégicos
Leia o trecho a seguir:
"A integração sul-americana tem avançado, de forma não desprezível, alicerçada muitas vezes em bases frágeis, como uma forte retórica nacionalista, defesa da soberania e não intervenção. Ainda que constituam princípios importantes, esses são insuficientes para formar uma comunidade de segurança, seguindo a proposta de Flemes et al. (2011). Contudo, são indicadores da formação de um único complexo regional de segurança em direção a um modelo centrado, haja vista que, ainda que o papel do Brasil seja oscilante enquanto líder/protagonista na América do Sul, suas parcas iniciativas são suficientes para a agregação dos dois subcomplexos sul-americanos. Lembremos que a exigência teórica de Buzan e Wæver (2003, p. 58) para um CRS centrado é “parcialmente uma questão de quão dominante o centro é (ex: o grau de assimetria do poder), mas, igualmente, a forma de hegemonia estabelecida”."
Fonte: FUCILLE, Alexandre; REZENDE, Lucas Pereira. Complexo regional de segurança da América do Sul: uma nova perspectiva. Contexto int. vol.35 no.1 Rio de Janeiro Jan./June 2013. p. 92-93. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cint/v35n1/a03v35n1.pdf>.
Tendo em conta o trecho citado acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que indique, corretamente, porque o pensamento estratégico brasileiro deve se preocupar com a segurança na América do Sul:
Nota: 10.0
	
	A
	O continente sul-americano possui um histórico de disputas sociais por zonas de influências no sul global. Em decorrência disso, o Brasil necessita investir em teses que corroborem com a expansão da sua hegemonia cultural.
	
	B
	O Brasil é constantemente ameaçado por seus vizinhos, sobretudo no tocante à sua soberania na região amazônica. Por conseguinte, os Estudos Estratégicos devem investir em parcerias com o exército norte-americano visando aprimorar a sua defesa frente a países como Chile e Uruguai.
	
	C
	A América do Sul é o continente mais violento do mundo, de modo que muitos países são governados por organizações criminosas. Dessemodo, o Brasil precisa pensar em políticas de defesa que impeçam que esses países invadam o seu território.
	
	D
	Os países da América do Sul são marcados por um passado de conflitos e guerras, geralmente originadas de disputas fronteiriças. Essa característica do continente torna imperativo que o Brasil desenvolva táticas de proteção das suas fronteiras, sobretudo da Argentina.
	
	E
	O fato de que a América do Sul não possui um histórico alargado de conflitos interestatais não significa que não há ameaças comuns aos países da região. Essas ameaças, por sua vez, demandam o intercâmbio de experiências e conhecimentos entre os países.
Você acertou!
Como é possível observar na vídeo aula 5, por meio da explicação do professora, os Estudos Estratégicos brasileiros precisam se concentrar em pesquisas e análises sobre a América do Sul porque, por mais que historicamente o continente não seja marcado pela ocorrência de um grande número de guerras interestatais, isso não quer dizer que os países sul-americanos não compartilhem problemas e ameaças comuns - como o narcotráfico. Essas ameaças, por sua vez, demandam o intercâmbio de experiências e conhecimentos entre os países.
Fonte: Rota de Aprendizagem da Aula 5. Vídeo aula - Tema 04 – A dimensão regional: América do Sul. 
tenção. Este gabarito é para uso exclusivo do aluno e não deve ser publicado ou compartilhado em redes sociais ou grupo de mensagens.
O seu compartilhamento infringe as políticas do Centro Universitário UNINTER e poderá implicar sanções disciplinares, com possibilidade de desligamento do quadro de alunos do Centro Universitário, bem como responder ações judiciais no âmbito cível e criminal.
Questão 1/10 - Estudos Estratégicos
Leia o texto a seguir:
“A dificuldade brasileira diante do que devam ser a dimensão, atualidade tecnológica, estrutura, armamentos, preparo e mesmo a ocasião e termos concretos do emprego das Forças Armadas pode ser evidenciada diretamente nos documentos sobre política de defesa nacional ou, mais recentemente, no documento Estratégia Nacional de Defesa”.
Fonte: PROENÇA JÚNIOR, Domício. Forças armadas para quê? Para isso. Contexto int. [online]. 2011, vol.33, n.2, pp.333-373 - p. 333. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/cint/v33n2/a04v33n2.pdf>.
Tendo em conta o trecho citado acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que aponte, corretamente, um dos aspectos negativos dos documentos brasileiros vinculados à defesa – como a Estratégia Nacional de Defesa e o Livro Branco.
Nota: 0.0
	
	A
	Os documentos brasileiros destinados a pensar a área da defesa acabam por consolidar um domínio por parte do poder executivo às forças armadas do país, limitando a atuação destas últimas.
	
	B
	A elaboração de documentos de definição da estratégia nacional brasileira de defesa acaba expondo o país em demasia às ameaças internacionais, uma vez que torna públicas as táticas defensivas e ofensivas do país.
	
	C
	Os documentos brasileiros de defesa ainda carecem de uma maior articulação entre si, de modo que as suas inconsistências possam ser dirimidas. Com isso, a estratégia brasileira de defesa poderá ser mais efetiva quanto à orientação das políticas na área. 
De acordo com a aula 6, os documentos brasileiros de defesa ainda carecem de uma maior articulação entre si, de modo que as suas inconsistências possam ser dirimidas. Com isso, a estratégia brasileira de defesa poderá ser mais efetiva quanto à orientação das políticas na área. Isso ocorre, porque como aspectos negativos, esses documentos são pouco articulados entre si e possuem várias inconsistências individuais. De uma maneira ou de outra, denota-se a falta de processos regulares e institucionalizados de suas formulações, atualizações e avaliações. Portanto, esses documentos ainda não são reflexo e orientam pouco tudo o que se faz ou deveria se fazer no que se refere à defesa nacional no Brasil.
Fonte: Rota de Aprendizagem de Estudos Estratégicos. Aula 6. Tema 4 – Guerra e Formação dos Estados na América Latina.
 
	
	D
	O estabelecimento de documentos nacionais de defesa termina por limitar e constranger a atuação militar segundo interesses partidários, por estes serem elaborados anualmente.
	
	E
	A criação de documentos específicos para se pensar a defesa acaba concedendo uma capacidade decisória acima da recomendada para as forças armadas brasileiras e, com isso, prejudicam a estabilidade democrática.
Questão 2/10 - Estudos Estratégicos
“O aparato estatal para defesa, no Brasil, conta com cinco órgãos principais: o Conselho de Defesa Nacional, o Ministério da Defesa, o Gabinete de Segurança Institucional e o Congresso, por meio de suas comissões de relações exteriores e defesa nacional, além das próprias Forças Armadas.”
Fonte: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 6.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que expõe, corretamente, a função do Ministério da Defesa:
Nota: 0.0
	
	A
	Formular hipóteses de emprego da força.
	
	B
	Criar parâmetros de segurança e buscar desenvolver políticas públicas no Congresso.
	
	C
	Gerir cotidianamente a defesa nacional, orientando as Forças Armadas e seus sistemas de apoio.
O Ministério da Defesa tem a tarefa de gerir cotidianamente a defesa nacional, orientando as Forças Armadas e seus sistemas de apoio. Essa tarefa se inicia pela avaliação da viabilidade das alternativas de ação que resultam das metas e prioridades estabelecidas pelo Conselho de Defesa Nacional e desdobra-se na administração do orçamento de defesa e na conformação das diretrizes gerais que subordinam, articulam e avaliam as Forças Armadas. Isso se dá tanto em termos de capacidades combatentes quanto administrativas. Só a gestão integrada das Forças Armadas pode permitir que se estabeleçam, avaliem e sustentem parâmetros sistêmicos — por exemplo, a estrutura integrada de comando, controle, comunicação, inteligência e computação que permite transmitir ordens e receber informações.
Referência: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 6.
	
	D
	Promover a segurança presidencial e dos deputados federais, coordenar o gabinete de gestão de crises.
	
	E
	Promover a agenda do Executivo e Legislativo, no que diz respeito à política de segurança pública federal e municipal.
Questão 3/10 - Estudos Estratégicos
Leia o trecho a seguir:
“Enquanto a causa da transição de regimes comunistas resumiu-se a um movimento das instituições civis relacionado ao fim da Guerra Fria, as causas da transição democrática de regimes militares foram mais variadas e ocorreram, teoricamente, de maneira mais divergente.”
Fonte: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 4.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que expõe, corretamente, exemplos de características da transição democrática:
Nota: 10.0
	
	A
	Há um forte engajamento dos militares para a manutenção do seu poder.
	
	B
	As elites militares e civis almejam que haja menos participação política e há diminuição do sufrágio.
	
	C
	Os líderes militares ficam insatisfeitos com o governo e a vida pública e há insucessos por parte das definições políticas.
	
	D
	As elites militares desejam que o regime militar permita a participação política e o ingresso de grupos internacionais políticos no país.
	
	E
	Os civis se preparam contra possíveis novos golpes e interferência política pelos militares, as organizações internacionais desfrutam de influência relativa nos regimes de transição.
Você acertou!
No período de transição, os civis se preparam contra possíveis novos golpes e interferência política pelos militares; organizações internacionais desfrutam de influência relativa nos regimes de transição quando há ofertas substantivas, como prestígio e ajuda econômica; as elites militares desejam que o novo regime permitaa participação na política (principalmente nas políticas externa e de defesa), imunidade contra expurgos, orçamentos de defesa grandes e autonomia para sua alocação; as elites políticas desejam determinar horizontes estritos e claros de envolvimento militar em questões civis.
Referência: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 4.
Questão 4/10 - Estudos Estratégicos
Leia o trecho a seguir:
“Enquanto a causa da transição de regimes comunistas resumiu-se a um movimento das instituições civis relacionado ao fim da Guerra Fria, as causas da transição democrática de regimes militares foram mais variadas e ocorreram, teoricamente, de maneira mais divergente.”
Fonte: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 4.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que expõe, corretamente, exemplos de causas da transição à democracia, de regimes militares:
Nota: 10.0
	
	A
	O sucesso econômico e social do regime.
	
	B
	As elites políticas desejaram determinar os caminhos dos militares e a população decidiu o rumo do sistema político.
	
	C
	Os líderes militares ficaram insatisfeitos com o governo e a vida pública e há insucessos por parte das definições políticas.
	
	D
	As elites militares desejaram que o regime militar permitisse a participação política e o ingresso de grupos internacionais políticos no país.
	
	E
	Os líderes civis desenvolveram mecanismos para manter os militares subordinados, as elites militares tomaram o poder e foram rechaçadas pelo fracasso do governo.
Você acertou!
No período de transição, os civis se preparam contra possíveis novos golpes e interferência política pelos militares; organizações internacionais desfrutam de influência relativa nos regimes de transição quando há ofertas substantivas, como prestígio e ajuda econômica; as elites militares desejam que o novo regime permita a participação na política (principalmente nas políticas externa e de defesa), imunidade contra expurgos, orçamentos de defesa grandes e autonomia para sua alocação; as elites políticas desejam determinar horizontes estritos e claros de envolvimento militar em questões civis.
Referência: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 4.
Questão 5/10 - Estudos Estratégicos
Considere o trecho a seguir:
“Bernard Brodie inaugurou o debate em “Estratégia como uma Ciência”, enquadrando o relacionamento necessário entre Estudos Estratégicos e as trajetórias formativas militares. O contexto particular de sua preocupação era o fato de que, nos EUA, a saída de militares de cargos importantes no pós-guerra aquietava um juízo, a seu ver inapropriado, de que a instituição militar extrapolava suas funções. A seu ver, o verdadeiro problema, cujo enfrentamento era urgente, era que os militares não estivessem adequadamente preparados para atuar em estratégia. A evidência mais marcante disso era que a história militar e os pensadores considerados “clássicos”, como Clausewitz, eram um arcabouço estranho aos militares e mesmo aos acadêmicos ditos especialistas. ”
Fonte: PROENCA JUNIOR, Domício; DUARTE, Érico Esteves. Os estudos estratégicos como base reflexiva da defesa nacional. Rev. bras. polít. int., Brasília, v. 50, n. 1, p. 29-46,  June,  2007.   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-73292007000100002&lng=en&nrm=iso>.
A partir dos conteúdos discutidos na disciplina de Estudos Estratégicos e o uso da Estratégia como ciência, analise as asserções e assinale a alternativa correta, no que diz respeito ao panorama atual dos Estudos Estratégicos: 
I - As áreas mais expressivas dos Estudos Estratégicos hoje, no Brasil, são: história militar, sociologia militar, estudos prospectivos, entre outros;
II - Operações de paz, relações civis-militares não são parte expressiva dos Estudos Estratégicos hoje;
III - Evitar filtros e mensuração de influências estrangeiras é uma agenda atual de Estudos Estratégicos;
IV - A formação e inserção acadêmica dos militares ainda é um desafio para o campo de Estudos Estratégicos.
Nota: 0.0
	
	A
	Apenas as asserções I, II e III estão corretas.
	
	B
	Apenas as asserções I, II e IV estão corretas.
“As áreas mais expressivas dos Estudos Estratégicos no Brasil são: história militar; sociologia militar; estudos prospectivos; relações civis-militares; operações de paz. O campo tem como desafios para seu desenvolvimento: filtrar modismos e influências estrangeiras para a realidade brasileira; desenvolver um pensamento estratégico em substituição ao legado da DSN; desenvolver arcabouços em análise, gestão de economia de defesa; produzir conteúdos pedagógicos para formação de civis e militares em defesa; inserir-se academicamente no aparato estatal e entre as formulações de política de defesa.”
 
Fonte: Tema 3 da Rota de Aprendizagem 5.
	
	C
	Apenas as asserções I e II estão corretas.
	
	D
	Apenas as asserções II e IV estão corretas.
	
	E
	Apenas as asserções III e IV estão corretas.
Questão 6/10 - Estudos Estratégicos
Leia o extrato de texto a seguir:
"A Doutrina de Segurança Nacional (DSN) tornou-se a política nacional brasileira a partir da Emenda Constitucional n. 1, de 17 de outubro 1969 (Brasil, 1969), que atribuiu ao Conselho de Segurança Nacional "a competência para estabelecer os objetivos nacionais permanentes e as bases para a política nacional". Tendo em vista a história militar que delineamos no capítulo anterior, não é surpreendente compreender a força que esse pensamento teve não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina. A DSN foi uma criação brasileira que se expandiu para outros países da região e foi um elemento importante para algum grau de cooperação entre eles. Contudo, era limitada ao combate dos inimigos internos comuns, ou seja, reforçava as rivalidades regionais.”
Fonte: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 5.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que possui os princípios da Doutrina de Segurança Nacional e do pensamento da Escola Superior de Guerra:
I. Poderes ilimitados às Forças Armadas.
II. Segurança como capacidade de uso do poder nacional.
III. Desenvolvimento como capacidade de aumento do poder.
IV. Objetivos nacionais permanentes à luz da geopolítica brasileira.
Quanto às afirmações:
Nota: 10.0
	
	A
	Apenas a afirmação I está correta.
	
	B
	Apenas a afirmação II está correta.
	
	C
	Apenas a afirmação IV está correta.
	
	D
	Apenas as afirmações I, II e III estão corretas.
	
	E
	Apenas as afirmações II, III e IV estão corretas.
Você acertou!
Desenvolvimento como capacidade de aumento do poder nacional; segurança como capacidade de uso do poder nacional; as expressões do poder nacional apresentam caráter político, econômico, militar, psicossocial e científico-tecnológico; objetivos nacionais permanentes à luz da geopolítica brasileira.
Referência: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 5.
Questão 7/10 - Estudos Estratégicos
“Proença Júnior e Diniz (1998) esclarecem que todo aparato ou processo relacionado à defesa nacional é mais bem compreendido como um sistema.”
Fonte: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 6.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que expõe, corretamente, as características de uma política de defesa nacional:
I. É resultado do interesse arbitrário de um único líder militar.
II. É resultado ou reflexo de um equilíbrio temporário de grupos de interesse ou da predominância de um sobre os demais.
III. É influenciada pela constituição partidária, pela base de apoio e pelas alianças e influências internacionais sobre o governo.
IV. Tem a essência política de "entrechoque de interesses e perspectivas das diversas forçaspolíticas relevantes no panorama político da sociedade".
Sobre as afirmações:
Nota: 10.0
	
	A
	Apenas a afirmação I está correta.
	
	B
	Apenas a afirmação II está correta.
	
	C
	Apenas a afirmação IV está correta.
	
	D
	Apenas as afirmações I, e II estão corretas.
	
	E
	Apenas as afirmações II, III e IV estão corretas.
Você acertou!
A primeira característica de uma política nacional, seja qual for a sua natureza, é a própria essência política de "entrechoque de interesses e perspectivas das diversas forças políticas relevantes no panorama político da sociedade" (Domício Proença Júnior e Diniz 1998, 37). Portanto, uma política de defesa também é resultado ou reflexo de um equilíbrio temporário de grupos de interesse ou da predominância de um sobre os demais, sendo que esses grupos domésticos também são suscetíveis a grupos e forças políticas estrangeiras. Dessa maneira, uma política de defesa é influenciada pela constituição partidária, pela base de apoio e pelas alianças e influências internacionais sobre o governo. Portanto, a política de defesa possui as mesmas características que qualificam qualquer política nacional: uma condição ambivalente de resultado do choque de grupos de interesse (politics) e de um programa de ação governamental (policy). Por isso, seu exercício é em função da perpetuação das outras atividades de uma sociedade, que não a guerra, e deve ser permeável à discussão nacional e estar sujeita às regras gerais e institucionais que essa sociedade possa delimitar. Entretanto, a política de defesa possui dois atributos que lhe distinguem de qualquer outra política pública. Primeiro, uma dinâmica específica em função das metas dessa política, cuja natureza requer o uso da força. Segundo, uma política de defesa tem a dinâmica essencial de equilíbrio das relações civis-militares. Por essas características, uma política de defesa é o que perpetua um equilíbrio muito sensível gerado por três vértices: primeiro, a componente que dita as diretrizes de uma política de defesa, que é a liderança política do Estado; em segundo lugar, a componente que executa as atividades de uma política defesa, que são o ministério da defesa e as forças armadas; e a terceira componente a quem a liderança política e as forças armadas servem em última instância, que é a sociedade.
Referência: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 6.
Questão 8/10 - Estudos Estratégicos
Leia o trecho a seguir:
“Os estudos estratégicos tiveram origem no Brasil na esteira da redemocratização entre o fim da década de 1980 e início da de 1990. Além da promulgação da Constituição Federal de 1988 (Brasil, 1988), que determinou novas instituições democráticas para a defesa e as funções e critérios para emprego das Forças Armadas, passou a existir, timidamente, alguma articulação universitária. Porém, esta surgiu muito mais focada nas questões das relações civis-militares do que nas áreas específicas dos estudos estratégicos.”
Fonte: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 5.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, responda: em que período há a reflexão e pensamento sobre questões de guerra, paz e constituição e emprego das Forças Armadas por civis no Brasil?
Nota: 10.0
	
	A
	Depois de 1964.
	
	B
	Durante a Guerra Fria.
	
	C
	Após a Revolução de 1930.
	
	D
	Após a Constituição Federal de 1988.
	
	E
	Na Primeira República/República Velha.
Você acertou!
Antes de darmos seguimento a esta apresentação, é importante salientar que a reflexão e pensamento sobre questões de guerra e paz e constituição e emprego das Forças Armadas por civis data do início da República Velha, quando houve importante modernização e institucionalização de alguns departamentos do Estado, com destaque para o Itamaraty. Por isso, figuras como Pandiá Calógeras, Osvaldo Aranha e Rui Barbosa, que atuaram em várias capacidades de Estado, participaram de debates e deixaram escritos relacionados à defesa nacional — com destaque para Pandiá Calógeras, Ministro da Guerra durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Mais recentemente, houve a reafirmação do pensamento estratégico do Barão do Rio Branco e da questão do uso da força como instrumento de política externa (Alsina Júnior, 2015).
Referência: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 5.
Questão 9/10 - Estudos Estratégicos
Leia o trecho a seguir:
"Desde 1934, os Estados Unidos expandiam seus contatos militares com o Brasil. Logo no início daquele ano, o Secretário da Guerra, George H. Dern, designou o Tenente-Coronel Rodney H. Smith e o Capitão William D. Hohenthal para compor a Missão Militar, encarregada de desenvolver o Serviço de Artilharia de Costa do Brasil. E, pouco tempo depois, nomeou o Major Lehman W. Miller para exercer a função de instrutor do Curso de Construção Técnica do Exército Brasileiro. Oswaldo Aranha, como Embaixador, estabeleceu também outros vínculos, obtendo, em 1936, a assistência da Marinha americana para a construção, no Brasil, de 3 destroyers de 1.500 toneladas, com material e planos fornecidos pelos Estados Unidos."
Fonte: BANDEIRA, Moniz. Presença dos Estados Unidos no Brasil: Dois séculos de história. Civilização Brasileira: Rio de Janeiro. 1975, p. 264. 
 
O trecho acima faz referência às relações militares entre Brasil e Estados Unidos. Tendo em conta a importância dessas relações ao longo da história, avalie se as afirmações abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (f) e, depois, assinale a alternativa que apresente a sequência correta: 
(  ) Apesar da importância histórica da cooperação militar entre Brasil e Estados Unidos, no século XXI o governo brasileiro tem privilegiado as relações com as potências emergentes no setor, como o Irã, e dado pouca importância para as relações com o governo norte-americano na área de segurança e defesa. 
(  ) As relações entre Brasil e Estados Unidos são marcadas pela convergência dos interesses e das preocupações de ambos os países, no que concerne à segurança da América Latina. 
(  ) O ordenamento multipolar do sistema internacional na atualidade tem elevado as dificuldades nas relações entre Estados Unidos e Brasil. No entanto, o Estados Unidos ainda é o país mais importante para  a política de defesa brasileira. 
(  ) No decorrer da história norte-americana, o cenário interno pouco afetou as decisões e posicionamentos desse país sobre a sua defesa. Portanto, as relações militares entre Estados Unidos e Brasil foram pouco afetadas pelos interesses das elites norte-americanas. 
Nota: 0.0
	
	A
	V V F F
	
	B
	V V F V
	
	C
	F F V F
A sequência correta é F F V F. A primeira afirmação é falsa porque os Estados Unidos ainda é o país mais importante para as políticas externas e de defesa do Brasil. A segunda afirmação é falsa porque  relações entre Brasil e Estados Unidos são marcadas por divergências entre os interesses e as preocupações de ambos os países no que concerne à segurança da América Latina. Historicamente, o posicionamento brasileiro com relação aos Estados Unidos migrou entre aproximação e equilíbrio aos Estados Unidos. Ainda assim, foram raros os momentos de cooperação e convergência continuados entre os dois. A terceira afirmação é verdadeira porque o atual ambiente de consolidação de um sistema internacional multipolar pode levar a um maior nível de competição interestatal com Rússia e China, o que eleva as dificuldades nas relações entre Estados Unidos e Brasil. A quarta afirmação é falsa porque, como se lê na aula 5, os Estados Unidos enfrentam desafios institucionais importantes, principalmente quanto à qualidade na formulação de suas políticas de segurança. Portanto, a esfera doméstica norte-americana afeta as suas relações com o Brasil - não apenas na área da defesa, como econômica e política. O contrário também acontece, uma vez que a dimensão interna dos Estados brasileiros é importante para a compreensão do seu posicionamentona esfera internacional. 
Fonte: Rota de Aprendizagem da Aula 5. Vídeo aula - Tema 05 – A dimensão internacional: Estados Unidos e África. 
	
	D
	F F V V
	
	E
	F V F V
Questão 10/10 - Estudos Estratégicos
Leia o trecho a seguir:
"A integração sul-americana tem avançado, de forma não desprezível, alicerçada muitas vezes em bases frágeis, como uma forte retórica nacionalista, defesa da soberania e não intervenção. Ainda que constituam princípios importantes, esses são insuficientes para formar uma comunidade de segurança, seguindo a proposta de Flemes et al. (2011). Contudo, são indicadores da formação de um único complexo regional de segurança em direção a um modelo centrado, haja vista que, ainda que o papel do Brasil seja oscilante enquanto líder/protagonista na América do Sul, suas parcas iniciativas são suficientes para a agregação dos dois subcomplexos sul-americanos. Lembremos que a exigência teórica de Buzan e Wæver (2003, p. 58) para um CRS centrado é “parcialmente uma questão de quão dominante o centro é (ex: o grau de assimetria do poder), mas, igualmente, a forma de hegemonia estabelecida”."
Fonte: FUCILLE, Alexandre; REZENDE, Lucas Pereira. Complexo regional de segurança da América do Sul: uma nova perspectiva. Contexto int. vol.35 no.1 Rio de Janeiro Jan./June 2013. p. 92-93. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cint/v35n1/a03v35n1.pdf>.
Tendo em conta o trecho citado acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que indique, corretamente, porque o pensamento estratégico brasileiro deve se preocupar com a segurança na América do Sul:
Nota: 10.0
	
	A
	O continente sul-americano possui um histórico de disputas sociais por zonas de influências no sul global. Em decorrência disso, o Brasil necessita investir em teses que corroborem com a expansão da sua hegemonia cultural.
	
	B
	O Brasil é constantemente ameaçado por seus vizinhos, sobretudo no tocante à sua soberania na região amazônica. Por conseguinte, os Estudos Estratégicos devem investir em parcerias com o exército norte-americano visando aprimorar a sua defesa frente a países como Chile e Uruguai.
	
	C
	A América do Sul é o continente mais violento do mundo, de modo que muitos países são governados por organizações criminosas. Desse modo, o Brasil precisa pensar em políticas de defesa que impeçam que esses países invadam o seu território.
	
	D
	Os países da América do Sul são marcados por um passado de conflitos e guerras, geralmente originadas de disputas fronteiriças. Essa característica do continente torna imperativo que o Brasil desenvolva táticas de proteção das suas fronteiras, sobretudo da Argentina.
	
	E
	O fato de que a América do Sul não possui um histórico alargado de conflitos interestatais não significa que não há ameaças comuns aos países da região. Essas ameaças, por sua vez, demandam o intercâmbio de experiências e conhecimentos entre os países.
Você acertou!
Como é possível observar na vídeo aula 5, por meio da explicação do professora, os Estudos Estratégicos brasileiros precisam se concentrar em pesquisas e análises sobre a América do Sul porque, por mais que historicamente o continente não seja marcado pela ocorrência de um grande número de guerras interestatais, isso não quer dizer que os países sul-americanos não compartilhem problemas e ameaças comuns - como o narcotráfico. Essas ameaças, por sua vez, demandam o intercâmbio de experiências e conhecimentos entre os países.
Fonte: Rota de Aprendizagem da Aula 5. Vídeo aula - Tema 04 – A dimensão regional: América do Sul. 
Atenção. Este gabarito é para uso exclusivo do aluno e não deve ser publicado ou compartilhado em redes sociais ou grupo de mensagens.
O seu compartilhamento infringe as políticas do Centro Universitário UNINTER e poderá implicar sanções disciplinares, com possibilidade de desligamento do quadro de alunos do Centro Universitário, bem como responder ações judiciais no âmbito cível e criminal.
Questão 1/10 - Estudos Estratégicos
Considere o trecho a seguir:
“Definir as Forças Armadas do Brasil se faz mais difícil porque, sem clareza do que sejam as tarefas que explicam as capacidades necessárias, não se explicitam suas atividades-fim. Arrisca-se a ter definições que expressam a continuidade das ações mais rotineiras, visíveis, mesmo inteligíveis de fora das forças: as atividades-meio. Assim, o relato do que as Forças Armadas “fazem” se aproxima de justificativas ou notas de rodapé para as rubricas do orçamento. Há despesas que se justificam em si mesmas, grávidas de serem autoexplicativas, mas incapazes de informar sobre os fins que as justificam. Acabam sendo abstraídas em categorias gerais, atividades sem finalidades que têm baixo registro de indicadores ou carecem de itens de controle. Isso faz com que não se articule em que medida o que se faz, como se faz ou o quanto se gasta concorrem para resultados de defesa propriamente ditos. Esses gastos, a seu turno, acabam sendo reduzidos a nomes de uma determinada agregação de rubricas de dispêndio, reunidos em categorias abrangentes e genéricas. Progressivamente, deixa-se de ter claro quais deveriam ser os resultados concretos de atividades-fim de defesa que essas atividades-meio permitiriam, como seriam acompanhados, mensurados e apreciados, ou ainda como deveriam ser relatados ao público e conexos ao orçamento. Arrisca-se perder a possibilidade de se poder ajuizar se o Brasil gasta muito ou pouco; se gasta bem ou mal em defesa”
Fonte: PROENÇA JÚNIOR, Domício. Forças armadas para quê? Para isso. Contexto int. [online]. 2011, vol.33, n.2, pp.333-373 - p. 337-38. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/cint/v33n2/a04v33n2.pdf>.
A partir dos conteúdos discutidos na disciplina de Estudos Estratégicos e da contextualização acima, análise as afirmações abaixo sobre as Forças Armadas brasileiras e, depois, assinale a alternativa que indique apenas as corretas:
I. As Forças Armadas brasileiras vêm passando por um processo de modernização desde o ano de 2010, avançando sobretudo na promoção de operações conjuntas entre Exército, Marinha e Força Aérea.
II.. O Exército brasileiro se concentra, atualmente, em atender às estratégias de guerra assimétrica e de combate de baixa intensidade. Essas estratégias são bem coordenadas entre si e promovem maior estabilidade securitária ao país.
III. A Marinha possui dilemas institucionais que versam sobre um projeto de esquadra de grupos de combate combinados e de alta autonomia e um projeto de defesa de costa combinando monitoramento, patrulhas e multiplataformas lançadoras de mísseis.
IV. A Força Área Brasileia pode ser considerada a mais defasada em termos materiais e operacionais. Isso se deve ao fato de que as suas plataformas são as mais intensivas em tecnologia, de modo que afetam tantos setores industriais de defesa quanto civis convencionais.
Nota: 10.0
	
	A
	Apenas as afirmações I, II e IV estão corretas
	
	B
	Apenas as afirmações I e II estão corretas
	
	C
	Apenas as afirmações I, II e III estão corretas
	
	D
	Apenas as afirmações II, III e IV estão corretas
	
	E
	Apenas as afirmações III e IV estão corretas
Você acertou!
Como se pode observar na aula, apenas as afirmações III e IV estão corretas. A afirmação I está incorreta porque, por mais que as Forças Armadas brasileiras tenham passado por um processo de modernização, desde o ano de 2010, tal fato não causou o avanço nas operações conjuntas entre Exército, Marinha e Força Aérea. Pelo contrário, o Brasil avançou pouco na consolidação de uma capacidade efetiva de operações conjuntas. A afirmação II está incorreta porque o exército ao se concentrar em atender duas estratégias – que são as estratégias de dissuasão e de presença – acaba por dar origem a problemas quanto a coordenação e investimento em cada uma delas. Assim, a dissociação entre elas gera problemas em elencar prioridades de gastos e de se estabelecer foco em projetos de força. A afirmação III está correta porque a Marinha possui dilemas institucionais ainda maiores, pois por muitotempo emulou a capacidade norte-americana de força naval: negação de uso do mar, projeção de poder, guarda costeira e força anfíbia. Entretanto, a descoberta e a exploração das regiões com depósitos de hidrocarbonetos do Pré-Sal elevaram a tensão institucional entre um projeto de esquadra de grupos de combate combinados e de alta autonomia, por um lado, e um projeto de defesa de costa combinado de monitoramento, patrulhas e multiplataformas lançadoras de mísseis, por outro. A afirmação IV está correta porque a Força Aérea Brasileira é a mais defasada em termos materiais e operacionais. Isso se explica por suas plataformas serem mais intensivas em tecnologia e possuírem maior potencial de efeito dual, ou seja, afetaram tanto setores industriais de defesa quanto civis convencionais. Por isso, os problemas institucionais e procedimentais brasileiros em defesa nacional a afetam mais.
Fonte: Rota de Aprendizagem de Estudos Estratégicos. Aula 6. Tema 5 – Efetividade das Forças Armadas Brasileiras.
Questão 2/10 - Estudos Estratégicos
Leia o trecho a seguir:
"A integração sul-americana tem avançado, de forma não desprezível, alicerçada muitas vezes em bases frágeis, como uma forte retórica nacionalista, defesa da soberania e não intervenção. Ainda que constituam princípios importantes, esses são insuficientes para formar uma comunidade de segurança, seguindo a proposta de Flemes et al. (2011). Contudo, são indicadores da formação de um único complexo regional de segurança em direção a um modelo centrado, haja vista que, ainda que o papel do Brasil seja oscilante enquanto líder/protagonista na América do Sul, suas parcas iniciativas são suficientes para a agregação dos dois subcomplexos sul-americanos. Lembremos que a exigência teórica de Buzan e Wæver (2003, p. 58) para um CRS centrado é “parcialmente uma questão de quão dominante o centro é (ex: o grau de assimetria do poder), mas, igualmente, a forma de hegemonia estabelecida”."
Fonte: FUCILLE, Alexandre; REZENDE, Lucas Pereira. Complexo regional de segurança da América do Sul: uma nova perspectiva. Contexto int. vol.35 no.1 Rio de Janeiro Jan./June 2013. p. 92-93. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cint/v35n1/a03v35n1.pdf>.
Tendo em conta o trecho citado acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que indique, corretamente, porque o pensamento estratégico brasileiro deve se preocupar com a segurança na América do Sul:
Nota: 10.0
	
	A
	O continente sul-americano possui um histórico de disputas sociais por zonas de influências no sul global. Em decorrência disso, o Brasil necessita investir em teses que corroborem com a expansão da sua hegemonia cultural.
	
	B
	O Brasil é constantemente ameaçado por seus vizinhos, sobretudo no tocante à sua soberania na região amazônica. Por conseguinte, os Estudos Estratégicos devem investir em parcerias com o exército norte-americano visando aprimorar a sua defesa frente a países como Chile e Uruguai.
	
	C
	A América do Sul é o continente mais violento do mundo, de modo que muitos países são governados por organizações criminosas. Desse modo, o Brasil precisa pensar em políticas de defesa que impeçam que esses países invadam o seu território.
	
	D
	Os países da América do Sul são marcados por um passado de conflitos e guerras, geralmente originadas de disputas fronteiriças. Essa característica do continente torna imperativo que o Brasil desenvolva táticas de proteção das suas fronteiras, sobretudo da Argentina.
	
	E
	O fato de que a América do Sul não possui um histórico alargado de conflitos interestatais não significa que não há ameaças comuns aos países da região. Essas ameaças, por sua vez, demandam o intercâmbio de experiências e conhecimentos entre os países.
Você acertou!
Como é possível observar na vídeo aula 5, por meio da explicação do professora, os Estudos Estratégicos brasileiros precisam se concentrar em pesquisas e análises sobre a América do Sul porque, por mais que historicamente o continente não seja marcado pela ocorrência de um grande número de guerras interestatais, isso não quer dizer que os países sul-americanos não compartilhem problemas e ameaças comuns - como o narcotráfico. Essas ameaças, por sua vez, demandam o intercâmbio de experiências e conhecimentos entre os países.
Fonte: Rota de Aprendizagem da Aula 5. Vídeo aula - Tema 04 – A dimensão regional: América do Sul. 
Questão 3/10 - Estudos Estratégicos
Considere o trecho a seguir:
“A gangorra do poder oligárquico começa a funcionar sem os ‘princípios’ da monarquia” (Cardoso, 1997, p.42). Essa frase é atinente à primeira mudança de governo do Brasil sob o regime republicano e revela, a despeito de sua aparente simplicidade, a síntese dos problemas políticos brasileiros no período. O que ela traduz é a extrema dificuldade de os homens do campo político brasileiro encontrarem respostas institucionais para a organização dos poderes e do funcionamento da própria federação. A disputa pelo poder entre os diversos ramos civis e militares embaralhava o repertório de ideias e ações na política interna ou na política externa, provocando lutas no Parlamento e nas negociações diplomáticas, e as que envolviam a força, tornando rico e complexo o estudo dos anos subsequentes a 1889. ”
Fonte: PEREIRA, GT. A diplomacia da americanização de Salvador de Mendonça (1889-1898) [online]. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. 178 p. ISBN 978-85-7983-006-8. Available from SciELO Books.
A partir dos conteúdos discutidos na disciplina Estudos Estratégicos, a respeito do papel das guerras na construção do Estado brasileiro, analise as asserções e assinale a alternativa correta:
I - Houve, no Brasil, várias guerras limitadas internas, no período que antecede a República e em seu período inicial;
II - O exército brasileiro teve papel importante na formação do Estado brasileiro, para a sobrevivência da monarquia e das elites políticas;
III - Podemos dizer que o aparato de defesa brasileiro é muito mais voltado para ameaças internas que externas, em virtude do tipo de formação;
IV - O grau de envolvimento das forças armadas nas questões domésticas é baixo, uma vez que não costumam ser acionadas.
Nota: 10.0
	
	A
	Apenas as asserções I, II e III estão corretas.
Você acertou!
O Exército brasileiro teve papel fundamental na formação do Estado brasileiro, para a sobrevivência da monarquia e das elites políticas. No Brasil, houve, nesse período, conflitos internos que podemos chamar de guerras limitadas. Durante todo o século XX, o Exército foi um ator político no Brasil com um projeto de modernização do país que rivalizava com alternativas criadas à luz dos movimentos fascistas, comunistas e anarquistas que contaminaram as Forças Armadas e o restante da sociedade, levando a rupturas institucionais. Nesse cenário, o envolvimento militar foi constante e crescente. Esse envolvimento ficaria mais forte após a Segunda Mundial, com a modernização das Forças Armadas brasileiras e o contato mais direto com os potenciais militares e econômicos dos Estados Unidos e de outros países mais desenvolvidos da época. Na década de 1960, a polarização política ganhou a coloração da Guerra Fria e o inimigo passou a ser a influência e a possibilidade da revolução comunista. O estabelecimento do regime militar, em 1964 foi uma reunião até então irrealizável. A formação do Estado brasileiro junto às forças armadas parece explicar a forma de atuação do Exército, muito mais preocupado com as ameaças internas que externas, sendo alto o envolvimento das forças armadas nas questões domésticas. Fonte: Tema 4 da Rota de Aprendizagem 4.
	
	B
	Apenas as asserções I, II e IV estão corretas.
	
	C
	Apenas as asserções I e II estão corretas.
	
	D
	Apenas as asserções II e IV estão corretas.
	
	E
	Apenas as asserções III e IV estão corretas.
Questão 4/10 - Estudos Estratégicos
Leia o trecho a seguir:
"Um dos pontos considerados sensíveis nas relações entre civis e militares repousa no modo como cada um se subordina ao outro,particularmente no nível político, quando se deve escolher aqueles que exercerão cargos de chefia, como, por exemplo, o do próprio Ministro da Defesa. A ocupação desta função por um civil pode emprestar maior legitimidade à pasta, além de encurtar as ligações com as autoridades dentro de cada um dos poderes constituídos, delineando a Política Nacional de Defesa, o orçamento das Forças Armadas, dentre outros pontos relevantes, favorecendo uma democracia efetiva e sólida. Neste ponto vem à tona uma questão de suma relevância, dentro de um ambiente democrático: como deve ocorrer esta relação, importantíssima no nível político? Autoridades no assunto, como Cohen (2002, p. 244) e Dayne Nix (NIX, 2012, p. 89), reforçam a chamada “Teoria Normal” de Huntington3 , ao citarem a forma de controle dos militares, por parte dos civis, dita como “Objetivo”, como sendo a mais eficaz, pois incrementa o profissionalismo destes oficiais, considerada a base desta teoria, ao invés de domá-los (forma “Subjetiva”), ideia que trazemos à reflexão pois, com alguns ajustes e adaptações à realidade brasileira, pode sim favorecer o entrosamento entre ambos"
Fonte: FERREIRA, Cel Inf Vladimir Schubert Neiva. As relações civis-militares em novos tempos. Análise Estratégica, Vol 8 (2), Mar/Maio. 2018, p. 7.
 
Tendo em conta o trecho citado acima e os conteúdos da disciplina Estudos Estratégicos, análise as afirmações abaixo, sobre as relações civis-militares e, depois, assinale a alternativa que indique apenas aquelas que estão corretas:
I. Os diferentes arranjos das relações civis-militares são importantes para a atividade de defesa, uma vez que eles são responsáveis por produzir distintas qualidades de avaliação estratégica e efetividade combatente.
II. Não é raro existir um descompasso e uma desconfiança entre o estamento militar e as lideranças civil. Se há descompasso e desconfiança entre estamento militar e liderança civil, isso torna a capacidade de avaliar ameaças externas e a formulação da política de defesa disfuncionais. 
III. De uma forma geral, quando há excesso de autonomia por parte do Executivo frente às Forças Armadas, no que tange a tomada de decisões sobre preparo e emprego destas, pode-se observar o fortalecimento dos líderes militares. Isso ocorre porque os líderes militares precisam estabelecer estratégias mais populistas para subverter essa ordem.
Nota: 10.0
	
	A
	Apenas as afirmações I e III estão corretas
	
	B
	Apenas a afirmação I está correta
	
	C
	Apenas as afirmações I e II estão corretas
Você acertou!
De acordo com a aula 4 a alternativa correta é aquela que indica que apenas as afirmações I e II estão corretas. A afirmação I está correta porque diferentes tipos de arranjos das relações civis-militares produzem qualidades distintas de avaliação estratégica e efetividade combatente. A afirmação II está correta porque quando existe descompasso e desconfiança entre estamento militar e liderança civil, a 3 capacidade de avaliar ameaças externas e a formulação da política de defesa são disfuncionais. A afirmação III está incorreta porque em geral, o excesso de autonomia do Executivo ou das Forças Armadas para tomar decisões sobre preparo e emprego são as principais causas. Quando o estamento militar é muito forte, o líder do Executivo tende a fundamentar sua autoridade em personalismo, selecionando comandantes mais por critérios de lealdade do que por mérito. Ele passa a restringir o treinamento e a centralizar o comando militar e o compartilhamento de informações, sabotando a capacidade de contrainteligência. Quando o líder do Executivo se mostra muito forte, ele tende a escapar do controle do Legislativo e do consentimento público. As Forças Armadas recebem aportes necessários, mas os cenários em que são utilizadas aumentam consideravelmente, bem como seus casos de fracasso, sejam por decisões equivocadas, sejam por más condições de uso.
Fonte: Rota de Aprendizagem de Estudos Estratégicos. Aula 4. Tema 1 – Relações Civis-Militares e Efetividade Militar
	
	D
	Apenas a afirmação III está correta
	
	E
	As afirmações I, II e III estão corretas
Questão 5/10 - Estudos Estratégicos
Leia o trecho a seguir:
“Enquanto a causa da transição de regimes comunistas resumiu-se a um movimento das instituições civis relacionado ao fim da Guerra Fria, as causas da transição democrática de regimes militares foram mais variadas e ocorreram, teoricamente, de maneira mais divergente.”
Fonte: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 4.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que expõe, corretamente, exemplos de causas da transição à democracia, de regimes militares:
Nota: 10.0
	
	A
	O sucesso econômico e social do regime.
	
	B
	As elites políticas desejaram determinar os caminhos dos militares e a população decidiu o rumo do sistema político.
	
	C
	Os líderes militares ficaram insatisfeitos com o governo e a vida pública e há insucessos por parte das definições políticas.
	
	D
	As elites militares desejaram que o regime militar permitisse a participação política e o ingresso de grupos internacionais políticos no país.
	
	E
	Os líderes civis desenvolveram mecanismos para manter os militares subordinados, as elites militares tomaram o poder e foram rechaçadas pelo fracasso do governo.
Você acertou!
No período de transição, os civis se preparam contra possíveis novos golpes e interferência política pelos militares; organizações internacionais desfrutam de influência relativa nos regimes de transição quando há ofertas substantivas, como prestígio e ajuda econômica; as elites militares desejam que o novo regime permita a participação na política (principalmente nas políticas externa e de defesa), imunidade contra expurgos, orçamentos de defesa grandes e autonomia para sua alocação; as elites políticas desejam determinar horizontes estritos e claros de envolvimento militar em questões civis.
Referência: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 4.
Questão 6/10 - Estudos Estratégicos
Leia o trecho a seguir:
“Enquanto a causa da transição de regimes comunistas resumiu-se a um movimento das instituições civis relacionado ao fim da Guerra Fria, as causas da transição democrática de regimes militares foram mais variadas e ocorreram, teoricamente, de maneira mais divergente.”
Fonte: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 4.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que expõe, corretamente, exemplos de características da transição democrática:
Nota: 10.0
	
	A
	Há um forte engajamento dos militares para a manutenção do seu poder.
	
	B
	As elites militares e civis almejam que haja menos participação política e há diminuição do sufrágio.
	
	C
	Os líderes militares ficam insatisfeitos com o governo e a vida pública e há insucessos por parte das definições políticas.
	
	D
	As elites militares desejam que o regime militar permita a participação política e o ingresso de grupos internacionais políticos no país.
	
	E
	Os civis se preparam contra possíveis novos golpes e interferência política pelos militares, as organizações internacionais desfrutam de influência relativa nos regimes de transição.
Você acertou!
No período de transição, os civis se preparam contra possíveis novos golpes e interferência política pelos militares; organizações internacionais desfrutam de influência relativa nos regimes de transição quando há ofertas substantivas, como prestígio e ajuda econômica; as elites militares desejam que o novo regime permita a participação na política (principalmente nas políticas externa e de defesa), imunidade contra expurgos, orçamentos de defesa grandes e autonomia para sua alocação; as elites políticas desejam determinar horizontes estritos e claros de envolvimento militar em questões civis.
Referência: DUARTE, Érico Esteves. EstudosEstratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 4.
Questão 7/10 - Estudos Estratégicos
Leia o extrato de texto a seguir:
"A Doutrina de Segurança Nacional (DSN) tornou-se a política nacional brasileira a partir da Emenda Constitucional n. 1, de 17 de outubro 1969 (Brasil, 1969), que atribuiu ao Conselho de Segurança Nacional "a competência para estabelecer os objetivos nacionais permanentes e as bases para a política nacional". Tendo em vista a história militar que delineamos no capítulo anterior, não é surpreendente compreender a força que esse pensamento teve não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina. A DSN foi uma criação brasileira que se expandiu para outros países da região e foi um elemento importante para algum grau de cooperação entre eles. Contudo, era limitada ao combate dos inimigos internos comuns, ou seja, reforçava as rivalidades regionais.”
Fonte: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 5.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que possui os princípios da Doutrina de Segurança Nacional e do pensamento da Escola Superior de Guerra:
I. Poderes ilimitados às Forças Armadas.
II. Segurança como capacidade de uso do poder nacional.
III. Desenvolvimento como capacidade de aumento do poder.
IV. Objetivos nacionais permanentes à luz da geopolítica brasileira.
Quanto às afirmações:
Nota: 10.0
	
	A
	Apenas a afirmação I está correta.
	
	B
	Apenas a afirmação II está correta.
	
	C
	Apenas a afirmação IV está correta.
	
	D
	Apenas as afirmações I, II e III estão corretas.
	
	E
	Apenas as afirmações II, III e IV estão corretas.
Você acertou!
Desenvolvimento como capacidade de aumento do poder nacional; segurança como capacidade de uso do poder nacional; as expressões do poder nacional apresentam caráter político, econômico, militar, psicossocial e científico-tecnológico; objetivos nacionais permanentes à luz da geopolítica brasileira.
Referência: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 5.
Questão 8/10 - Estudos Estratégicos
“Os componentes do sistema de defesa nacional dizem respeito aos arranjos organizacionais de diversos tipos, que materializam espaços de trabalho, reúnem competência e estruturam os relacionamentos de que uma política de defesa depende. A constituição dos componentes dialoga com as atividades, permitindo que se tenham insumos de informação e competências necessárias para que se possa realizar as atividades da política de defesa. Cada um desses componentes, portanto, cobra decisões e admite alternativas e escolhas que condicionam o que se pode ou não fazer, afetando a maneira como as atividades de uma política de defesa são desenvolvidas.”
Fonte: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 6.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que expõe, corretamente, os componentes de um sistema de defesa nacional:
Nota: 10.0
	
	A
	Forças armadas, projeto de força, análise estratégica.
	
	B
	Política declaratória de defesa, orçamento consolidado e planejamento de ações militares.
	
	C
	Projeto de força, orçamento consolidado, análises política, estratégica, tática e logística.
	
	D
	Estrutura integrada de comando, avaliação estratégica governamental, análise dos contextos políticos.
	
	E
	Estrutura integrada de comando e planejamento, institucionalidade governamental para defesa, forças armadas e política declaratória de defesa.
Você acertou!
Institucionalidade governamental para defesa; Estrutura integrada de comando e planejamento militar; Forças armadas; Política declaratória de defesa.
Referência: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 6.
Questão 9/10 - Estudos Estratégicos
Leia o texto a seguir:
“O equilíbrio das relações civis-militares contemporâneas tem como primeira causa o grau de coesão e força institucional das forças armadas nos primeiros estágios de formação do Estado. Quando os militares têm uma posição forte de barganha em relação à autoridade civil, eles podem bloquear reformas militares que limitariam seus privilégios e interesses e promoveriam sua efetividade.”
Fonte: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 4.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que expõe, corretamente, as dimensões das barganhas militares:
Nota: 0.0
	
	A
	Coesão e educação da população.
	
	B
	Instabilidade e baixa institucionalização.
	
	C
	As relações instáveis sobre os civis e militares em um país.
	
	D
	A indiferença no que diz respeito ao papel dos líderes militares para o cálculo político de um Estado.
	
	E
	A força de sua identidade corporativa e a necessidade de que exista a centralidade das elites militares para o cálculo político civil.
O recurso de barganha militar abrange duas dimensões: primeiro, a força de sua identidade corporativa, ou o grau em que seus membros definem suas identidades e lealdades com referência aos militares como uma instituição distinta. Essa força é produzida por três mecanismos: recrutamento, socialização e avanço na carreira. Segundo, é necessário também que exista a centralidade das elites militares para o cálculo político civil, o que depende do ambiente estratégico do Estado, ou seja, do grau de ameaças internas e externas. Se as elites militares ocupam uma posição central para a consolidação dos demais aparatos estatais — notadamente, de extração e administração pública —, eles possuem mais recursos de barganha para barrar o controle pela liderança civil.
Referência: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 4.
Questão 10/10 - Estudos Estratégicos
“O aparato estatal para defesa, no Brasil, conta com cinco órgãos principais: o Conselho de Defesa Nacional, o Ministério da Defesa, o Gabinete de Segurança Institucional e o Congresso, por meio de suas comissões de relações exteriores e defesa nacional, além das próprias Forças Armadas.”
Fonte: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 6.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Estudos Estratégicos, assinale a alternativa que expõe, corretamente, a função do Ministério da Defesa:
Nota: 10.0
	
	A
	Formular hipóteses de emprego da força.
	
	B
	Criar parâmetros de segurança e buscar desenvolver políticas públicas no Congresso.
	
	C
	Gerir cotidianamente a defesa nacional, orientando as Forças Armadas e seus sistemas de apoio.
Você acertou!
O Ministério da Defesa tem a tarefa de gerir cotidianamente a defesa nacional, orientando as Forças Armadas e seus sistemas de apoio. Essa tarefa se inicia pela avaliação da viabilidade das alternativas de ação que resultam das metas e prioridades estabelecidas pelo Conselho de Defesa Nacional e desdobra-se na administração do orçamento de defesa e na conformação das diretrizes gerais que subordinam, articulam e avaliam as Forças Armadas. Isso se dá tanto em termos de capacidades combatentes quanto administrativas. Só a gestão integrada das Forças Armadas pode permitir que se estabeleçam, avaliem e sustentem parâmetros sistêmicos — por exemplo, a estrutura integrada de comando, controle, comunicação, inteligência e computação que permite transmitir ordens e receber informações.
Referência: DUARTE, Érico Esteves. Estudos Estratégicos. Curitiba: Intersaberes, 2020, Capítulo 6.
	
	D
	Promover a segurança presidencial e dos deputados federais, coordenar o gabinete de gestão de crises.
	
	E
	Promover a agenda do Executivo e Legislativo, no que diz respeito à política de segurança pública federal e municipal.

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